Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Prensa de lata, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

- - - - - - -

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 31/08/2008

leonardo-carvalho-5
leonardo-carvalho-5 🇧🇷

5

(1)

3 documentos

1 / 24

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
ESCOLA POLITÉCNICA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA
ENG 445 – ELEMENTOS DE MÁQUINAS II
PROF.: Ailton Júnior
PROJETO DE UMA PRENSA DE LATA UTILIZANDO PARAFUSO DE
POTÊNCIA POR COMPRESSÃO
ALUNOS:
Bruno Barreto Bittencourt
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Prensa de lata e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia Mecânica, somente na Docsity!

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

ESCOLA POLITÉCNICA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA

ENG 445 – ELEMENTOS DE MÁQUINAS II

PROF.: Ailton Júnior

PROJETO DE UMA PRENSA DE LATA UTILIZANDO PARAFUSO DE

POTÊNCIA POR COMPRESSÃO

ALUNOS:

Bruno Barreto Bittencourt

Fábio Campos Mendes

Leonardo Batista Azevedo Pimentel

Leonardo Sousa Carvalho

Thiago Farias

SALVADOR, JUNHO DE 2008

1 - União Móvel por Parafusos

Uniões móveis são aquelas que se caracterizam pela possibilidade de separar as peças previamente unidas sem danificar o conjunto. Os parafusos são elementos muito utilizados para tal.

A união móvel por parafusos consiste num tipo de união mais prática que a união por rebites, por exemplo, sendo sua montagem e desmontagem extremamente simples.

1.1 - Algumas aplicações

Fig. 1.

2 - Histórico

Na antiguidade, o matemático grego Archytas de Tarentum (428 - 350 AC.) foi responsável pela invenção do parafuso. No 1° século AC., os parafusos de madeira foram

A Fig. 3.2.1, abaixo, apresenta uma parafuso de potência com:

  • Rosca quadrada;
  • Uma entrada;
  • Características geométricas: - diâmetro médio dm, passo p e ângulo de hélice λ;
  • Carregado por uma força axial de compressão F.

Fig. 3.2.

Vamos analisar somente para o caso de levantamento da carga, já que é relevante para o projeto (Fig. 3.2.2). As forças nas direções x e y:

ΣFx=0 e ΣFy=

Fig. 3.2.

A força de atrito é aquela que está se opondo ao movimento. Assim, sendo μ o coeficiente de atrito, temos:

Desta forma, temos também:

  • Torque em função de λ:
  • Torque em função de l :
  • Torque requerido para girar o colar:

Onde: “dc” é o diâmetro médio do colar; “μ (^) c” é o coeficiente de atrito no rolamento.

Para se determinar o torque total necessário para levantar a carga, devemos recorrer à análise das forças atuantes na porca, estas sendo mostradas como um diagrama de corpo livre, na Fig. 3.2.3.

Fig. 3.2.3: Forças atuantes na porca

Assim, o torque total necessário para levantar a carga é a soma dos torques em função de l e aquele requerido para girar o colar, ou seja:

fosco (devido à fina camada de oxidação que ser forma rapidamente quando exposto ao ar), não tóxico (quando metal), não-magnético, não cria faíscas quando exposto ao atrito. Sua densidade é cerca de um terço do aço ou cobre. É muito maleável, dúctil e apto para a mecanização e para a fundição, além de ter uma excelente resistência à corrosão e durabilidade devido à sua camada de óxido. É o segundo material mais maleável (o ouro é o primeiro).

É um metal abundante na crosta terrestre (8,1%), mas geralmente é encontrado em rochas combinado com outros metais. Quando descoberto constatou-se que a sua remoção era difícil, o que valorizou muito seu preço, tornando-o até mais valorizado que o ouro, durante algum tempo. Até que em 1889, devido a descoberta anterior de um método simples de extração do metal, os preços do alumínio entraram em colapso.

O processo de obtenção do alumínio ocorre em duas etapas:

Obtenção da alumina pelo processo Bayer;

Eletrólise do óxido - com adição do fundente Ciolita (fluoreto artificial de alumínio, sódio e cálcio).

Todas as características citadas aliadas ao fato da estabilidade do preço do alumínio

(provocada principalmente pela sua reciclagem) explicam a grande utilização deste metal, só perdendo em quantidade para o aço.

5.1 - Utilização do Alumínio

Transporte: Como material estrutural em aviões, barcos, automóveis, tanques, blindagens e

outros.

Embalagens: Papel de alumínio, latas, tetrabriks e outras.

Construção civil: Janelas, portas, divisórias, grades e outros.

Bens de uso: Utensílios de cozinha, ferramentas e outros.

Transmissão elétrica: Ainda que a condutibilidade elétrica do alumínio seja 60% menor que a do cobre, o seu uso em redes de transmissão elétricas é compensado pela sua grande maleabilidade, permitindo maior distância entre as torres de transmissão e reduzindo, desta maneira, os custos da infra-estrutura.

Como recipientes criogênicos até -200 ºC e, no sentido oposto, para a fabricação de caldeiras

Observação: As ligas de alumínio assumem diversas formas como a Duralumínio.

Descobriu-se recentemente que ligas de gálio-alumínio em contato com água produzem uma reação química dando como resultado hidrogênio, por impedir a formação de camada protetora (passivadora) de óxido de alumínio e fazendo o alumínio se comportar similarmente a um metal alcalino como o sódio ou o potássio.Esta propriedade é pesquisada como fonte de hidrogênio para motores, em substituição aos derivados de petróleo e outros combustíveis de motores de combustão interna.

5.2 - Reciclagem do Alumínio

O processo consiste basicamente no derretimento do metal proveniente de esquadrias de janelas, componentes automotivos, eletrodomésticos, latas de bebidas, etc. Desta forma reduz-se em 95% o consumo de energia na produção do alumínio, se comparado ao processo de produção a partir da mineração da bauxita.

5.3 - Números da Reciclagem

No ano de 2005, O Brasil foi pentacampeão na reciclagem de latas de alumínio

Diminuição da quantidade de lixo nos aterros sanitários.

O meio ambiente é menos agredido.

Colaboração com o crescimento da consciência ecológica.

Estímulo da reciclagem de outros materiais.

Áreas carentes são beneficiadas com o aumento de renda.

6.3 - Políticos

Ajuda na composição do lixo urbano.

Colaboração no estabelecimento de políticas de destino de resíduos sólidos.

Adaptável a realidades de diferentes tipos e tamanhos de cidades

Fig. 6.1 – Latas de alumínio

O programa de reciclagem da lata de alumínio é, hoje, uma experiência de sucesso com grande influência social, econômica e ambiental. Somente a compra de latas de alumínio usadas injeta anualmente R$ 540 milhões na economia nacional.

Atualmente, em aproximadamente 30 dias, uma latinha de alumínio pode ser comprada no supermercado, utilizada, coletada, reciclada e voltar às prateleiras para o consumo.

Fig. 6.2 – Esquema do ciclo da lata de alumínio

Freqüentemente podemos observar em praias, festas, exposições, etc. a coleta manual das latinhas de alumínio que rende ao trabalhador R$ 0,024 / lata. Para que seja possível aumentar a renda, coletam-se mais unidades. No entanto, o espaço físico disponível à armazenagem destas durante a coleta é um fator limitador, muitas vezes são

Fig. 7.1 - Vista isométrica da prensa de lata Fig. 7.2 - Vista explodida da prensa de lata

8 – Manutenção

Este foi um ponto que mereceu atenção especial por parte da equipe. Tendo isto em vista, surgiu a seguinte questão:

Sabíamos que a rosca por onde passa o parafuso, por ser de material mais mole do que este estaria mais susceptível à falha. Ou seja, teoricamente, ela quebraria antes do que o parafuso. Portanto, se ela fosse projetada de modo a estar agregada a prensa, quando ocorresse uma eventual falha, toda a prensa ficaria inutilizada. Isto demandaria um maior tempo de manutenção, além de custos bem maiores, já que provavelmente a prensa deveria ser substituída por outra. Como resolver?

Pensamos, então, na possibilidade de projetar a rosca separada do resto da prensa por um pino. Com isso, quando a rosca quebrar, poderá ser substituída facilmente, sem maiores problemas, já que ela não vai estar fixa à prensa. Assim, não é necessário que se adquira uma nova prensa para sanar o problema: basta substituir a rosca por outra. Isto proporciona uma manutenção muito mais eficaz e rápida.

9 - Memória de Cálculo – Prensa de Latas

9.1 - Dados Iniciais

  • Força imposta sobre a lata para amassá-la: 1000 lbf;
  • Força para uma pessoa girar a manivela: 35 lbf;
  • Material do parafuso: Aço SAE 1020;
  • Material da porca: Bronze;
  • Comprimento do parafuso: 260 mm = 10,24 pol;
  • Tipo de rosca: ACME;
  • Diâmetro da lata: 2,6 pol;
  • Altura da lata: 6,7 pol;
  • Fator de Segurança de projeto: 1,5.

Foram escolhidos estes materiais para o parafuso (Aço SAE 1020) e porca (Bronze) em função da boa combinação de resistência ao desgaste e boa resistência à flambagem que este conjunto proporciona.

  1. - Cálculo do Diâmetro

Devemos encontrar um diâmetro de raiz preliminar para o parafuso de potência, o qual servirá de base para determinarmos as dimensões da rosca que melhor se adaptam à situação. Este diâmetro pode ser estimado baseado na resistência à flambagem, já que o parafuso está sujeito à compressão. Para o comprimento equivalente, L c, igual ao comprimento do parafuso, L (consideramos a coluna como bi-apoiada), temos a seguinte equação:

Deve-se levar em conta também o fator de segurança de projeto, no caso, 1,5:

Como a força necessária para girar a manivela foi fixada em 35 lbf, podemos calcular o comprimento do “braço de alavanca”, b : Tr = F.b Logo, o comprimento da haste de acionamento do parafuso é de 3,14 pol , ou aproximadamente 8 centímetros. É importante salientar que foram obedecidos os padrões de ergonomia e o valor fixado da força necessária pra acionar a manivela está de acordo com os limites aceitáveis para um humano.

  1. - Cálculo dos pontos críticos É necessário também estudar os pontos críticos que existem na rosca. O ponto crítico A é na região de contato entre as roscas da porca e do parafuso. De acordo com a tabela 10.1 consultada em Collins [2], para o aço (material do parafuso) sobre o bronze (material da porca), a pressão máxima admissível é de aproximadamente 2000 psi. Para este valor de pressão, a equação (8), abaixo, nos fornece um número de filetes igual a aproximadamente 8. No entanto, sabe-se que um número pequeno de filetes de rosca causa um desequilíbrio do parafuso. Então, admitiremos o número n de filetes de rosca igual a 10 e verificamos a pressão exercida.

Onde re é o raio externo e^ r^ i é o raio interno (de raiz).

Para a rosca calculada anteriormente, temos:

Logo, para o n adotado, a pressão está de acordo com a norma. Para o ponto B no eixo neutro de flexão da rosca, os componentes de tensão nominal, do tipo tensão cisalhante devido à torção no parafuso são:

A tensão máxima cisalhante transversal devido à flexão da rosca é:

A tensão normal no parafuso é dada por:

Vamos aplicar agora a equação cúbica da tensão para determinarmos as tensões principais para o ponto crítico:

Substituindo os valores anteriores, temos as tensões principais:

Para o ponto crítico C na raiz da rosca, utilizando-se os valores encontrados em (9) e (11), temos, pela equação abaixo:

9.4 - Cálculos para os pinos de fixação da estrutura

Para os pinos de fixação da estrutura foi escolhido como material a liga de magnésio [AM 1004-T61]. Para o pino B, considera-se a força imposta sobre a lata para amassá-la como a força cortante produtora de cisalhamento. Calcula-se a tensão de cisalhamento de acordo com a equação abaixo:

Sabe-se que a tensão última de cisalhamento para esta liga de magnésio é 22 ksi. Portanto, o valor da tensão de cisalhamento encontrado para o pino é aceitável.

O trabalho apresentado contribuiu de forma plena para o aprofundamento da teoria aprendida em sala, pela disciplina ENG445 – Elementos de Máquinas II. Podemos colocar em prática, de maneira efetiva, principalmente o conteúdo da primeira unidade, “Morfologia de Projeto”, seguindo os passos de um projeto real, e os conhecimentos acerca de “Parafuso de Potência”, bem como todos os cálculos de dimensionamento vistos. Além de termos tido a oportunidade de exercitar outros requisitos já estudados anteriormente no curso.

É importante salientar que este é um estudo meramente acadêmico e provavelmente não se aplicaria à realidade, uma vez que se pretendia amassar apenas uma lata, o que demanda uma pequena força. Parafusos de potência são utilizados para aplicações mais robustas, onde se quer elevar ou abaixar grandes cargas, o que não é o caso. Por isso é perfeitamente plausível entender o resultado encontrado nos cálculos, onde se verificou que o diâmetro externo do parafuso seria de apenas meia polegada. Seria muito mais prático e rápido realizar esta atividade (prensar a latinha) com um sistema de alavanca, já que uma pessoa consegue facilmente amassar a lata. No entanto, como o objetivo era exercitar a criatividade dos alunos para aplicação do conteúdo de “Parafusos de Potência”, o projeto é válido.

ANEXOS