Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Primeiros Socorros, Notas de estudo de Enfermagem

Todos deveriam saber

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 16/05/2011

raphael-castro-17
raphael-castro-17 🇧🇷

4.5

(11)

8 documentos

1 / 25

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
PRIMEIROS SOCORROS
ACIDENTES
Em quaisquer situações e atividades, pessoas estão expostas a riscos e, portanto, sujeitas
a ferimentos e traumatismos causados por acidentes.
Acidentes podem ocorrer em qualquer lugar, mas alguns ambientes parecem ser
especialmente propícios.
Especialista no assunto garantem que a melhor forma de enfrentar este problema é pela
prática da prevenção. Deve-se prevenir, afastando todas as condições de risco e assim evitar
que acidentes aconteçam.
NO ATENDIMENTO AS EMERGÊNCIAS CONTAMOS COM:
1 - INTERVENÇÃO DE LEIGOS
2 - RECONHECIMENTO DE UMA EMERGÊNCIA;
3 - COMO DECIDIR AJUDAR
4 - A SINALIZAÇÃO DO LOCAL
5 - CHAMAR O RESGATE
6 - AVALIAÇÃO DA VÍTIMA (quem deve avaliar?)
7 - ATENDER A VÍTIMA: Eficaz se for iniciado imediatamente - normalmente um leigo.
8 - SEQUESTRO EMOCIONAL (embotamento, perda de contato com a realidade, você não
pode fazer nada no momento).
9 - AVALIAÇÃO DO CENÁRIO: avaliação em 10 seg.
Perigos iminentes que ameacem a segurança
Mecanismo de lesão ou mal súbito
Número de vítimas.
10 - QUANDO CHAMAR O RESGATE:
Em risco de morte;
Se condição da vítima requerer equipamento médico;
O transito oferecer dificuldade de acesso ao hospital;
11 - DECISÃO DE TRANSPORTE EM AMBULÂNCIA:
Desmaio sucessivo;
Dor ou pressão (torácica ou abdominal);
Tontura repentina, fraqueza ou alteração na visão;
Dificuldade respiratória;
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Primeiros Socorros e outras Notas de estudo em PDF para Enfermagem, somente na Docsity!

PRIMEIROS SOCORROS

ACIDENTES

Em quaisquer situações e atividades, pessoas estão expostas a riscos e, portanto, sujeitas a ferimentos e traumatismos causados por acidentes. Acidentes podem ocorrer em qualquer lugar, mas alguns ambientes parecem ser especialmente propícios. Especialista no assunto garantem que a melhor forma de enfrentar este problema é pela prática da prevenção. Deve-se prevenir, afastando todas as condições de risco e assim evitar que acidentes aconteçam.

NO ATENDIMENTO AS EMERGÊNCIAS CONTAMOS COM:

1 - INTERVENÇÃO DE LEIGOS 2 - RECONHECIMENTO DE UMA EMERGÊNCIA; 3 - COMO DECIDIR AJUDAR 4 - A SINALIZAÇÃO DO LOCAL 5 - CHAMAR O RESGATE

6 - AVALIAÇÃO DA VÍTIMA (quem deve avaliar?)

7 - ATENDER A VÍTIMA: Eficaz se for iniciado imediatamente - normalmente um leigo.

8 - SEQUESTRO EMOCIONAL (embotamento, perda de contato com a realidade, você não

pode fazer nada no momento).

9 - AVALIAÇÃO DO CENÁRIO: avaliação em 10 seg.

 Perigos iminentes que ameacem a segurança  Mecanismo de lesão ou mal súbito  Número de vítimas.

10 - QUANDO CHAMAR O RESGATE:  Em risco de morte;  Se condição da vítima requerer equipamento médico;  O transito oferecer dificuldade de acesso ao hospital;

11 - DECISÃO DE TRANSPORTE EM AMBULÂNCIA:  Desmaio sucessivo;  Dor ou pressão (torácica ou abdominal);  Tontura repentina, fraqueza ou alteração na visão;  Dificuldade respiratória;

 Vômito intenso e persistente;  Dor repentina e forte;  Tentativa de suicídio ou de matar;  Sangramentos: 10 – 15 minutos sem estancar;  FERIMENTOS: bordas que não retornam;  LESÕES: alterações nos movimentos ou sensibilidade, órgãos funcionais: mãos, pés, face e genitália;  Ferimentos Penetrantes;  Empalamentos e Mordida;  Alucinação - Perda de Raciocínio;  Pescoço Endurecido (febre e dor de cabeça);  Deformidade - inchaço - depressão nas fontanelas em bebê;  Alteração Comportamental - febre alta que não abaixa;  Pupilas desiguais, inconsciência, cegueira, vômito,após lesão na cabeça;  Lesão na coluna vertebral;  Queimaduras Graves;

 Envenenamento e Overdose de droga.

Será melhor saber SOCORRER e não necessitar, do que precisar e NÃO saber.

1 - Significado de “PRIMEIROS SOCORROS” São os primeiros procedimentos de emergência que visam manter as funções vitais e evitar o agravamento de uma pessoa às vítimas de acidente, ferida, inconsciente ou em perigo de vida, até que ela receba assistência qualificada.

2 - AMPARO LEGAL: Dê acordo com os Arts. 176 e 177 do CTB Art. 176: Deixar o condutor envolvido em acidente com vitima: Ø De prestar ou providenciar socorro a vitima, quando podendo fazê-lo Art. 177: Deixar o condutor de prestar socorro a vitima de acidente de trânsito quando solicitado pela autoridade e seus agentes.

ORIENTAÇÕES GERAIS EM CASO DE ACIDENTES

Localizar e proteger as vítimas

Verifique quais são e onde estão as vítimas. Elas podem ter sido arremessadas para fora do veículo, estar presas em ferragens, caídas na pista de rolamento, e outros locais.

Às vezes, a vítima pode ser encontrada em locais de perigo - perto de cabos eletrificados, de derramamento ou vazamento de combustíveis, entre outros. É preciso afastá-la de um novo acidente.

O QUE NÃO DEVO FAZER

mer

Ø POLICIA CIVIL (número nacional 147) Ø PERICIA DO DETRAN (número nacional 194) Ø POLIÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL (número nacional 1527) Há também o serviço de Emergência da prefeitura (SAMU), acionado pelo numero 192 e o atendimento de emergência da PRE (POLÍCIA RODOVIÁRIA ESTADUAL), quando tratar-se de acidentes nas rodovias Estaduais, acionando pelo número 3282-4047.

1 - AO CHAMAR ESTES SERVIÇOS : O atendente fará algumas perguntas: Ø Diga seu nome e o número do telefone Ø Local onde está a vítima (referencias) Ø Diga o que foi que aconteceu - a natureza da emergência; Ø Número de vítimas - condição da vítima e providências tomadas.

2 - PRECAUÇÕES COM DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS

Doenças Transmissíveis Pelo Sangue Ø As mais graves: Hepatite B, Hepatite C e AIDS. 2.1 - Precauções Universais: Ø Prevenir com uso de EPI (luva e máscara)

Ø Atuar nas emergências

  • limpar a área
  • dispensar material utilizado

OBSERVAÇÃO: Contato com substâncias corporais

Ø Lavar a área atingida e Relatar o incidente Ø Se ocorreu em ambiente de trabalho, chame seu médico ou um infectologista.

ATENDENDO AS VÍTIMAS NAS EMERGÊNCIAS

Enquanto o socorro especializado não chegar, devemos tomar algumas precauções básicas. Existem critérios internacionalmente aceitos, no que se refere a abordagem (atendimento) da vítima. As etapas principais são as seguintes:

1 - AVALIAÇÃO PRIMÁRIA: Vamos conhecer as técnicas de avaliação primária, onde aprendemos a examinar rapidamente a vítima obedecendo a uma seqüência padronizada, corrigindo imediatamente todos os problemas encontrados.

Manutenção dos sinais vitais (Pulsação, Respiração e Temperatura).

mer

Procedimentos básicos: Identificar ausência de movimentos torácicos e da respiração; Deve-se seguir, rigorosamente os seguintes passos: A- Vias aéreas, com controle de coluna cervical (colar cervical) B- Respiração C- Circulação D- Alterações neurológicas

A - Desobstrução das vias aéreas: Se a vítima estiver impossibilitada de respirar, poderá morrer ou ter danos irreversíveis no cérebro. Se notar abstrução de passagem de ar, aja imediatamente:

 Abra a boca da vítima e, com os dedos, remova dentaduras (próteses), restos de alimentos, sangue, líquidos e outros objetos que possam estar impedindo a perfeita respiração;

 Posicione corretamente a cabeça, com o queixo levemente erguido, facilita a respiração;

 Porém deve-se tomar muito cuidado com a possibilidade de fratura de coluna cervical (pescoço quebrado).

Se a vítima estiver inconsciente, devemos colocá-la de lado, para evitar asfixia e afogamento.

B - Verificar a respiração: aproxime-se para escutar a boca e o nariz do acidentado, verificando também os movimentos característicos de tórax e abdômen. Se a vítima não estiver respirando devemos proceder imediatamente os procedimentos Parada Cárdio-Respiratória.

mer

Para verificar o nível de consciência: Ø Verifique se a vítima se comunica; Ø Se ela não estiver se comunicando, veja se reage ao toque ou à dor; Ø Se a vítima estiver inconsciente mas respirando, não devemos deixá-la de costas, para evitar asfixia e afogamento.

Se a vítima estiver consciente, converse com ela, pergunte se sente dores no pescoço ou na coluna, e se está sentindo as pernas e braços, para ver se há suspeita de fraturas na coluna.

Estes quatro passos obrigatórios devem ser repetidos durante o atendimento de emergência, visando manter os sinais vitais da vítima.

Se durante a avaliação primária , a vítima apresentar ausência de movimentos respiratórios ou de batimentos cardíacos, devemos proceder a recuperação destes sinais vitais imediatamente.

PARADAS CÁRDIO-RESPIRATÓRIA

Estas são as maiores emergências com as quais podemos nos deparar. Devemos verificar a parada cardíaca em conjunto com a parada respiratória, porque as mesmas causas que levam a uma delas, também levam à outra, e se a vítima apresenta apenas uma delas, se não for atendida rapidamente, passará a apresentar a segunda, exigindo procedimento conjunto para manter os dois principais sinais vitais: Respiração e Batimentos Cardíacos.

IDENTIFICAÇÃO DA PARADA RESPIRATÓRIA

Como já foi descrito na análise primária, o socorrista deve: Ø Verificar se a vítima está inconsciente. Encontrando-se sozinho, deve solicitar ajuda ao confirmar que a vítima está inconsciente;

mer

Ø Posicionar-se de modo adequado e abrir as vias aéreas, optando por um dos métodos vistos, de acordo com a necessidade; Ø Olhar os movimentos do tórax; Ø Ouvir os sons da respiração; Ø Sentir o ar exalado pela boca e pelo nariz; Ø Observar se a pele do rosto está pálida ou azulada; Ø Utilizar de três a cinco segundos para se certificar que respira.

SINTOMAS DE PARADA RESPIRATÓRIA

Ø Ausência de movimentos característicos de respiração; Ø Inconsciência; Ø Lábios, língua e unhas azuladas.

SINTOMAS DE PARADA CARDÍACA

Ø Inconsciência; Ø Palidez excessiva; Ø Ausência de pulsação e batimentos cardíacos; Ø Pupilas dilatadas; Ø Pele e lábios roxos.

A paralisação da respiração ou dos batimentos cardíacos, leva à morte em poucos minutos, ou a danos irreversíveis, por falta de oxigenação.

A primeira precaução que devemos tomar, é verificar as possíveis causas da parada cárdio-respiratória, que podem ser:

Ø Choque elétrico; Ø Gases venenosos; Ø Afogamento, asfixia ou sufocamento; Ø Traumatismos violentos; Ø Reação a medicamentos; Ø Intoxicação; Ø Infartos.

mer

A utilização de máscara na respiração artificial é recente e visa, principalmente, preservar o socorrista profissional de contaminação com doenças infecto-contagiosas que a vítima pode ser portadora. Na respiração artificial boca-máscara, os procedimentos são os mesmos , a única diferença, é que a boca de quem está socorrendo, não toca diretamente sobre a boca da vítima, e sim em uma máscara especial, que cobre a boca e o nariz da vítima.

RESPIRAÇÃO BOCA-A-BOCA

Essa técnica é, atualmente, o mais eficiente método de prover respiração artificial e pode ser realizada por qualquer pessoa, sem qualquer equipamento especial.

Para prover a respiração artificial o socorrista deve:

 Deitar a vítima de costas;

 Retire da boca da vítima: Dentaduras, pontes, restos de alimentos, etc. (corpo estranho) desobstruindo a passagem de ar;

 Levante a nuca da vítima e incline a cabeça para trás;

 Tampe as narinas com polegar e o indicador e abra a boca da vitima completamente;

 Respire fundo coloque sua boca sobre a da vítima sem deixar nenhuma abertura até encher de ar os pulmões da vítima;

 Afaste sua boca da boca da vítima e observe a exalação do ar, repita a operação de 12 a 18 vezes por minuto, uniformemente e sem interrupção;

 Ventilar uma vez a cada 5 segundos, se a vítima for adulta;

 Ventilar uma vez a cada 4 segundos, se a vítima for criança com idade entre 1 a 8 anos;

 Ventilar uma vez a cada 3 segundos, se a vítima for bebê, com idade variando entre 0 a 1 ano.Boca-nariz;

 Se a vítima for removida para hospital e pronto socorro, continue procedimento durante o percurso;

 Se a vítima não iniciar a ventilação espontânea, checar o pulso carotídeo para ver se não será necessário iniciar a RCP (Respiração Cárdio-Pulmonar).

mer

OBSTRUÇÃO RESPIRATÓRIA

Ao iniciar a manobra de respiração artificial, o socorrista pode se deparar com uma resistência ao tentar ventilar. Isso significa que, por qualquer problema, o ar insuflado não está conseguindo chegar aos pulmões da vítima. Não adianta prosseguir na análise primária, sem

antes corrigir e eliminar a obstrução.

Causas de obstrução respiratória

Há muitos fatores que podem causar obstrução das vias aéreas, total ou parcial. Em nível de suporte básico da vida pode-se atuar e corrigir as mais comuns, que são:

  • Obstrução causada pela língua;
  • Obstrução causada por corpos estranhos.

Sinais de obstrução respiratória parcial Uma vítima está tendo obstrução parcial das vias aéreas quando:

  • Sua respiração é muito dificultosa, com ruídos incomuns;
  • Embora respire, a cor de sua pele está azulada (cianótica), principalmente ao redor dos lábios, leito das unhas, lóbulo das orelhas e língua;
  • Está tossindo.

Nestes casos, a vítima estará consciente e o socorrista apenas irá encorajá-la a tossir, aguardando que o corpo estranho que vem causando a obstrução seja expelido.

Obstrução causada pela língua

Em situações em que a vítima se encontre inconsciente, com a cabeça flexionada para frente ou com algum objeto, como travesseiro por exemplo, sob a nuca, é possível que esteja sendo sufocada pela sua própria língua, que, caindo para trás, vai obstruir a passagem do ar pela garganta. Em casos como esse, a simples retirada do objeto sob a nuca e a manobra já descrita de abrir as vias aéreas são suficientes para restabelecer o fluxo normal da respiração.

mer

ATENÇÃO

Nos casos de parada respiratória e cardíaca simultânea, deve-se intercalar a respiração artificial com a massagem cardíaca, método conhecido como Reanimação Cardio-Pulmonar ou RCP, do seguinte modo:

RCP - UM ou DOIS SOCORRISTA

Quando o atendente estiver sozinho:

  • Fazer 15 compreensões cardíacas;
  • Em seguida fazer 2 respirações boca a boca;
  • Repetir até que chegue auxilio ou a vitima reanime.

Em algumas situações a pessoa que está prestando socorro deverá repetir estes procedimentos por um tempo bastante longo. Existem casos relatados de pessoas que insistiram durante horas, chegando a bons resultados.

Por ser uma tarefa cansativa, que requer muita energia e resistência, o atendente de emergência deverá estabelecer um ritmo que permita economizar suas próprias energias sem afobação, cuidando para manter sua própria

respiração num ritmo adequado.

Quando houver dois atendentes:

  • Um atendente faz 5 cinco compreensões cardíacas;
  • Em seguida após, o outro atendente faz uma respiração boca-a-boca;
  • Repete-se o ciclo, podendo os atendentes trocarem de posição em caso de cansaço.

Estes procedimentos devem ser mantidos, até que a vítima reaja, mesmo enquanto está sendo transportada para um pronto- socorro ou hospital, não interrompendo durante o trajeto.

 Adulto - 2 ventilações por 15 massagens de 80 a 100 vezes por minuto.  Criança - 1 ventilação por 5 massagens, 100 vezes por minuto.  Bebê - 1 ventilação por 5 massagens, 100 a 120 vezes por minuto

mer

ESTADO DE CHOQUE

O estado de choque, é uma reação muito comum nas vitimas de grande parte dos acidentes. Fatores que podem levar a vítima a um estado de choque:  Hemorragias internas e externas;  Emoções fortes;  Acidentes por choques elétricos;  Queimaduras graves;  Envenenamento por produtos químicos;  Ataques cardíacos;  Fraturas;  Exposição a temperatura muito altas e/ou baixas;  Ferimentos graves;  Infecções;  Reações alérgicas.

Depois do acidente a causa mais comum do estado de choque é a perda de sangue, Interna ou externa, também conhecida como estado de choque hipovolêmico.

A vítima em estado de choque pode apresentar alguns dos seguintes sintomas:

 Palidez;  Pele fria e úmida;  Pulso rápido e fraco;  Respiração curta e rápida;  Náuseas e vomito;  Sensação de sede;  Extremidades arroxeadas;  Sensação de frios com temores;  Visão nublada;  Inconsciência.

Procedimentos do estado de choque:

 Faça uma breve inspeção na vitima, para ter uma noção global da situação;  Tente eliminar ou controlar a causa do choque, por exemplo: controlar uma hemorragia, fraturas ou queimaduras, etc.  Veja novamente os sinais vitais: mantenha as vias respiratórias desobstruídas, verifique a respiração e os batimentos cardíacos e o nível de consciência;

mer

1 - Tipo de Vaso Sangüíneo - tipo de hemorragias

Arterial : sangramento em jato. Geralmente coloração vermelho-vivo - sangramento grave que pode levar a morte em poucos minutos. Venosa: sangramento contínuo, geralmente de coloração escura - raramente fatal. Capilar: sangramento contínuo discreto - pequena importância.

2 - Profundidade - tipo de hemorragias Externa : sangramento de estruturas superficiais com exteriorização do sangramento. Podem geralmente ser controladas utilizando técnicas básicas de primeiros socorros. Interna: sangramento de estruturas profundas pode ser oculto ou se exteriorizar. As medidas pré-hospitalares básicas de hemostasia geralmente não funcionam.

3 - Velocidade Quanto mais rápida a hemorragia menos o organismo tolera a perda de sangue e mais rápido deve ser o socorro à vítima para o hospital.

CONSEQÜÊNCIAS DA HEMORRAGIA

Hemorragias não tratadas podem provocar o desenvolvimento do Choque. QUADRO CLÍNICO - varia com o volume da perda de sangue

RECONHECIMENTO DAS HEMORRAGIAS

A hemorragia pode ser estimada grosseiramente através do sangue perdido no local. Pacientes com sinais de choque e lesões externas pouco importantes devem apresentar hemorragia interna oculta. Algumas fraturas como as de bacia e fêmur podem produzir hemorra- gias internas graves e choque. Os locais mais freqüentes de hemorragia interna são o tórax e abdome. Observe presença de lesões perfurantes, equimoses ou contusões na pele do tórax e abdome.

CONDUTA PRÉ-HOSPITALAR

  1. Exame Primário - ABC da vida
  2. Controle de hemorragias externas: Coloque suas luvas ou utilize um pano para manipular a vítima; Coloque compressa limpa sobre o ferimento e efetue a compressão direta da lesão; Caso a compressa fique encharcada de sangue, coloque outra compressa sem retirar a pri- meira.

mer

Eleve se possível o local do sangramento acima do nível do coração com a vítima deitada.

Na persistência da hemorragia, inicie a compressão direta da artéria que irriga a região. Os principais pontos arteriais são os braquiais, femorais e temporais superficiais.

Não utilize torniquete.

  1. Em caso de choque - posicione o paciente com as extremidades inferiores elevada.

  2. Imobilize as fraturas exceto naqueles que apresentem sinais de choque.

  3. Em caso de choque transporte o paciente imediatamente para o hospital.

ESTADO DE CHOQUE

É o estado que resulta da incapacidade em prover sangue suficiente para os órgãos. Pressão Arterial sistólica A causa mais comum de choque é a hemorragia. A perda

mer

FERIDA ABERTA

Escoriações - Lesões corto-contusas - Lacerações Escoriações: Lesões superficiais da pele ou mucosas, que apresentam sangramento leve e costumam ser extremamente dolorosas. Não representam risco ao paciente quando isoladas. O socorrista deve controlar o sangramento por compressão direta e aplicação de curativo e bandagens. Imobilize extremidades com ferimentos profundos. Em pacientes com PA (pressão arterial) normal efetue a limpeza das lesões de forma rápi- da. No trauma grave este procedimento é omitido para reduzir o tempo de chegada ao hospital.

FERIMENTOS PERFURANTES

Perfuração da pele e tecidos por um objeto O orifício de entrada pode não corresponder à profundidade da lesão. Tratar as condições que causem risco iminente de vida - ABC e Hemorragias. ESMAGAMENTO Acidentes automobilísticos, desabamentos e acidentes industriais Pode resultar em ferimentos abertos ou fechados. O dano tecidual é extenso (músculos, tendões, ossos). Os esmagamentos de tórax e abdome causam graves distúrbios circulatórios e respiratórios, sendo muitas vezes incompatíveis com a vida. No caso de extremidade presa a maquinaria industrial, desligar a energia da máquina, e em seguida fazer a lenta reversão manual das engrenagens e retirada do membro. Caso não seja possível liberar a extremidade a máquina deverá ser desmontada e transportada juntamente com a vítima ao hospital.

LESÕES DECORRENTES DE EXPLOSÕES

Vários fragmentos e várias lesões. Avaliar profundidade de penetração e queimaduras.

RESUMO - tratamento das feridas: Expor a ferida (retirar roupas). Controlar a hemorragia. Limpar a superfície da ferida (se houver tempo). Curativo com gaze ou pano limpo. Imobilizar o segmento ferido. Estabilizar objetos empalados. Segmentos amputados devem ter cuidados a parte. Utilize sempre luvas

CURATIVOS E BANDAGENS

mer

CURATIVO cobre uma ferida protegendo-a de contaminação e auxilia no controle de sangramen- to. O curativo deve ser feito de preferência com material estéril ou limpo. BANDAGEM fixa um curativo sobre a ferida. Deve ser justa para reduzir sangramentos, mas deve permitir a circulação sangüínea.

Bandagem tipo Atadura: Técnicas de aplicação: Cubra a ferida com o curativo e aplique a atadura. Desenrole pouco a pouco, mantendo pressão uniforme e sobrepondo 50% a cada volta. Evite excesso de compressão que possa causar interrupção da circulação.

FRATURAS, LUXAÇÕES, ENTORSES

Fraturas: interrupção na continuidade do osso

Abertas - ferida na pele sobre a lesão que pode ser produzida pelo osso ou por objeto penetrante. Fechadas - a pele sobre a fratura está intacta.

As fraturas são encontradas em traumas. As fechadas são de pouca gravidade, mas em alguns casos causam choque hemorrágico, danos vasculares e neurológicos. Dor local e deformidade anatômica. Edema, e hematoma. Incapacidade funcional e mobilidade anormal. Luxações : lesões em que a extremidade de um dos ossos que compõe uma articulação é deslo- cada de seu lugar A lesão dos tecidos pode ser muito grave, afetando vasos sangüíneos, nervos e a cápsula articular. Ocorre com maior freqüência em dedos e ombro. Entorses: São lesões nos ligamentos Podem ser de grau mínimo ou complexo com ruptura completa do ligamento. Ocorre com maior freqüência nos tornozelos, joelhos e punhos. Distensões: Lesões aos músculos ou seus tendões Geralmente são causadas por hiperextensão ou por contrações violentas. Pode ocorrer ruptura do tendão. O que fazer:

mer