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Processo analise de falha, Trabalhos de Engenharia de Manutenção

Apostila utilizada para aprendizado de como realizar um processo de analise de falha de forma eficaz

Tipologia: Trabalhos

2020
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Compartilhado em 09/12/2020

thiago-silva-1kn
thiago-silva-1kn 🇧🇷

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TREINAMENTO
ANÁLISE DE FALHA APLICADA
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TREINAMENTO

ANÁLISE DE FALHA APLICADA

CONTEÚDO DO CURSO

Este treinamento foi dividido em cinco (05) módulos, e ao término deste, o participante estará apto a analisar os tipos de falhas.

Introdução e Princípios

MÓDULO 01: Introdução à Análise de Falhas

MÓDULO 02: Gerenciamento da Análise de Falhas

MÓDULO 03: Princípios de Exame Visual

MÓDULO 04: Princípios Análise de Desgastes

MÓDULO 05: Princípios de Análise de Fraturas

OBJETIVOS DO CURSO:

Ao término do curso os participantes estarão aptos a:

 Descrever os oito passos do gerenciamento de uma análise de falhas.  Identificar as características dos sete tipos de desgastes.  Identificar as características dos três tipos de fraturas.  Realizar uma análise de falha identificando a causa raiz mais provável.

PRÉ-REQUISITOS:
  • Como pré-requisito, os participantes deverão:
  • Ter conhecimentos básicos de motores e/ou sistemas de transmissão e/ou sistemas hidráulicos de máquinas CATERPILLAR

INTRODUÇÃO À ANÁLISE DE FALHAS

INTRODUÇÃO À ANÁLISE DE FALHAS
DESCRIÇÃO DO MÓDULO:

Neste módulo serão abordados: Os propósitos do curso, visão geral dos demais tópicos, ações tomadas antes e durante a análise, as responsabilidades do cliente, revendedor e fábrica, indicadores de problemas, objetivos e desafios, conceito de causa raiz, comunicação entre as partes responsáveis e as etapas da análise de falha.

OBJETIVOS DO MÓDULO:

Após as apresentações o participante estará apto a:

  • Identificar os principais benefícios da Análise de Falhas Aplicada.
  • Descrever as partes envolvidas na Análise de Falhas Aplicada.
  • Determinar o que é causa raiz de uma falha.

INTRODUÇÃO À ANÁLISE DE FALHAS

QUAL O PROPÓSITO DESTE CURSO?

Este curso cobrirá o processo de organização da análise de falha, distinção entre causa e resultado, lidar com tensão na obtenção dos fatos, pensar logicamente com os fatos, comunicar os resultados aos outros.

  • Auxiliar e reforçar sua habilidade na análise de falha.
  • Melhorar sua eficiência com os clientes.

Análise de falha é excitante e prazerosa quando o analista descobre o que causou o problema e recomenda a melhor ação corretiva. Entretanto, pode não ser tão prazerosa quando o analista não consegue encontrar a causa de um problema e é obrigado a encarar um cliente insatisfeito.

Clientes ficam insatisfeitos quando técnicos de serviço fixam sintomas e resultados ao invés da causa raiz da falha.

Clientes também ficam insatisfeitos quando eles são cobrados por horas de serviço de reparo prematuramente e não entendem por que a falha foi sua responsabilidade.

O QUE DEVE SER FEITO PARA QUE O NOSSO
PRODUTO TENHA SUCESSO?
  • Devemos estabelecer uma parceria entre

fábrica, revendedor e cliente.

Clientes constantemente comparam valor dos produtos

Caterpillar com os produtos dos concorrentes.

Caterpillar e revendedores devem, portanto, continuar a

encontrar meios de oferecer aos clientes valor superior

aos dos concorrentes.

INTRODUÇÃO À ANÁLISE DE FALHAS

O QUE O REVENDEDOR DEVE FAZER PARA IDENTIFICAR

A ORIGEM DE UM PROBLEMA?

Familiarizar-se com os produtos, as instalações e as

práticas de operação e manutenção do cliente.

Disponibilizar um tempo maior com o cliente, buscando

sanar suas dúvidas sobre operação ou manutenção

adequada.

BUSCAR INDICADORES:
  • Barulhos não usuais.
  • Relatórios SOS.
  • Fumaça na exaustão.
  • Vibração.
  • Consumo de óleo.
  • Consumo de combustível.
  • Baixa potência.
  • Partidas difíceis.
  • Temperatura de exaustão.
  • Alto sopro no cárter.
  • Perda de arrefecimento.
  • Baixa vida útil do componente.

QUAIS SÃO OS NOSSOS DESAFIOS?

  • Determinar a causa exata da falha.
  • Tomar a melhor ação corretiva.
O QUE É ANÁLISE DE FALHA?

Revisão completa de todos os fatos que levem à identificação da causa raiz de uma determinada falha.

QUAIS SÃO AS FONTES DOS FATOS?
  • Local de operação do cliente.
  • Produto falhado.
  • Dados do ECM.
  • Laboratório de Metalurgia.
  • Histórico de manutenção

INTRODUÇÃO À ANÁLISE DE FALHAS

O QUE É CAUSA RAIZ?

É a PRIMEIRA condição anormal que deu origem ao problema.

QUEM SÃO OS ENVOLVIDOS NA ANÁLISE DE
FALHA?
  • Cliente;
  • Revendedor;
  • Fábrica.

GERENCIAMENTO DA ANÁLISE DE FALHAS

GERENCIAMENTO DA ANÁLISE DE FALHAS

DESCRIÇÃO DO MÓDULO:

Neste módulo serão abordados: As oito etapas da análise de falha, o conceito de causa e resultado, quando, onde e quem deve fazer a análise de falha, tipos de informações, definições de fatos e eventos, organização de fatos e eventos, formas de comunicação e como aplicar as oito etapas da análise de falhas.

OBJETIVOS DO MÓDULO:

Após as apresentações, os participantes estarão aptos a:

  • Identificar as oito etapas da análise de falha.
  • Determinar o que é fato e evento.
  • Diferenciar entre a causa e o resultado.

GERENCIAMENTO DA ANÁLISE DE FALHAS

O analista deve estar convencido que uma pesquisa ordenada facilitará no processo de análise de falha, objetivando encontrar a causa raiz. Para tanto, foram divididos em 8 passos.

OS OITO PASSOS DA ANÁLISE DE FALHA

  1. Defina claramente o PROBLEMA.
  2. Organize-se para a coleta de fatos.
  3. Observe e registre os fatos.
  4. Pense logicamente com os fatos.
  5. Identifique a causa raiz mais provável da falha.
  6. Comunique com as partes responsáveis.
  7. Faça reparos como indicado pela parte responsável.
  8. Faça um acompanhamento com o cliente. 1. DEFINA CLARAMENTE O PROBLEMA. 2.

Deve-se iniciar o processo com:

A - Reclamação do cliente O que o cliente viu. O que o cliente ouviu. O que o cliente sentiu.

B - A área específica ou componente falhado.

A área específica do componente que não está operando a contento. Questionamentos minuciosos podem auxiliar na identificação de componentes que não estão funcionando corretamente.

2. ORGANIZE-SE PARA A COLETA DE FATOS

Pense. Onde encontrar mais informações para identificar fatos que iniciaram a falha.

Escreva. Uma boa revisão de todos os recursos e dados adquiridos, assim como referências literárias.

Faça. Pesquisas e análises

GERENCIAMENTO DA ANÁLISE DE FALHAS

4. PENSE LOGICAMENTE COM OS FATOS

Quando todos os possíveis fatos são obtidos, o analista deve olhar para cada fato registrado e perguntar “O que esse fato quer dizer?” alguma coisa aconteceu antes de produzir o fato. Esses são os eventos. Eventos são dinâmicos, ação e movimento que ocorreram anteriormente. Eventos são tipos de ação tais como fazer ruído, fumaça, e emissão de calor.

O analista deve transformar os fatos obtidos em eventos.

CONSTRUA UMA LINHA DO TEMPO

Após transformar os fatos em eventos, o analista deverá escrever cada um em um pedação de papel alto colante e dispor os eventos na linha do tempo. Use um evento no centro da linha do tempo. Após o primeiro evento, os demais devem ser dispostos antes ou depois do primeiro evento.

Esse evento ocorreu antes ou depois?

Faça esse processo até que todos os eventos listados estejam dispostos cronologicamente sobre a linha do tempo.

5. IDENTIFIQUE A CAUSA RAIZ MAIS PROVÁVEL DA
FALHA.

A palavra “MAIS PROVÁVEL” é usada porque alguns fatos geralmente são perdidos e os eventos na linha do tempo são de interpretação pessoal do que os fatos significam. Se mais fatos vierem a ser disponíveis, os eventos na linha do tempo podem mudar. Então é apropriado dizer: “CAUSA RAIZ MAIS PROVÁVEL”.

O analista deve começar olhando os eventos na linha do tempo feita no passo 4.

Esses eventos respondem frequentemente “o que aconteceu” na sequência do tempo. Às vezes os eventos não respondem “como aconteceu” e “quem é o responsável”.

Nesse caso o analista deve ir mais além.

A causa raiz deve responder as seguintes perguntas:

  • O aconteceu?
  • Como aconteceu?
  • Quem é o responsável?

O analista deve observar o primeiro evento na linha do tempo e determinar se o evento é parte da causa raiz ou resultado.

Linha do Tempo

Linha do Tempo

Linha do Tempo

Linha do Tempo

Linha

do

GERENCIAMENTO DA ANÁLISE DE FALHAS

Causa ou resultado?

Se o primeiro evento se trata de um resultado, o analista deve reavaliar, discutir e até mesmo debater sobre sua lista de eventos que possam ter ocorridos anteriormente. Então procure mais fatos em áreas onde os eventos ocorreram. Por exemplo, se o desgaste abrasivo foi o primeiro evento, deve-se listar os possíveis eventos anteriores que possam ter causado entrada de contaminante e/ou detritos que possam ter causado o desgaste.

Se for resultado, relacione as possíveis causas no diagrama de ISHIKAWA (Causa e Efeito)

Diagrama de Ishikawa

GERENCIAMENTO DA ANÁLISE DE FALHAS

RESPONSABILIDADES

Boas análises de falha são concluídas quando toda a equipe envolvida trabalha como um time acompanhando os 8 passos da análise de falha aplicada.

O gerente de serviços do revendedor local é o líder do time, com responsabilidade para organizar, gerenciar durante todo o processo da análise de falha e ações corretivas.

Pessoal do cliente......................... 1, 3, 4

Mecânicos do Representante....... 1, 2, 3, 4, 5, 7

Gerentes do Representante......... 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8

Divisões de contato da fábrica….. 1, 2, 3, 4

Grupos de suporte da fábrica.......1, 2, 3, 4

OEM’s...........................................1, 2, 3, 4

Fornecedores Externos................1, 2, 3, 4

OEM: Original Equipment Manufacturer

PRINCÍPIO DE EXAME VISUAL

PRINCÍPIOS DE EXAME VISUAL

PRINCÍPIO DE EXAME VISUAL

PRINCÍPIO DO EXAME VISUAL

Neste módulo será discutido uma abordagem organizada para o Exame Visual e como ele nos ajuda a cumprir a etapa 3: Observe e registre os fatos.

OBJETIVO

O exame visual nos ajuda a colher fatos registrados nas peças falhadas, tais como:

  • Tipo de desgaste ou fratura;
  • Lados de inicialização das trincas;
  • Concentradores de tensão;
  • Temperatura;
  • Carregamento;
  • Abuso.

Um bom Exame Visual das peças relacionadas com a falha é a chave para determinar a causa raiz.

PROCEDIMENTO DO EXAME VISUAL
OBTER HISTÓRICO DOS FATOS
FONTES:
  • Operadores.
  • Mecânicos.
  • Histórico.
  • Relatórios.

Há várias fontes de obtenção de históricos como: operadores, técnicos de serviço, registros de manutenção, SIS, TMI, SIMS.

O analista deve procurar em áreas importantes e sempre fazer perguntas qualitativas e quantitativas. Evite perguntas onde a resposta possa ser um simples “sim” ou “não”.

ÁREAS IMPORTANTES:
  • Condições do Sistema.
  • Problemas Recentes.
  • Históricos de Reparos.
  • Instalações de Peças.

Quando as informações são obtidas, o analista precisa constantemente se perguntar “são esses os fatos que foram obtidos? ” Fatos de históricos anteriores junto com a análise de fatos das peças, ajudará a identificar a causa raiz.

PRINCÍPIO DE EXAME VISUAL OBTER, IDENTIFICAR E PROTEGER AS PEÇAS

OBTER AS PEÇAS

  • Fato isolado
  • Conjunto de peças

Obter, identificar e proteger todas as peças envolvidas na falha. Peças envolvidas com a falha vão além de “peças falhadas”.

Por exemplo: A foto abaixo mostra um conjunto de pistão e biela falhados. É impossível determinar o que gerou o problema de fratura, analisando somente o conjunto falhado. É de fundamental importância analisar todas as peças, inclusive as não afetadas.

IDENTIFICAR AS PEÇAS

As peças devem ser identificadas e/ou etiquetadas no ato da desmontagem. O técnico deve numerar as peças, indicar posição (ordem, lado direito, esquerdo, frente, traz etc.). Identificação pode ser feita com marcadores industriais, fita adesiva, pincel, caneta ou por um pequeno arranhão na superfície da peça.

Marcas de identificação indicam onde e quando as peças foram instaladas, e auxiliam o analista a compreender o ambiente operacional.

Sempre marque as peças em locais onde não destruam os fatos.

A foto abaixo dá alguns exemplos de locais onde as peças devem ser marcadas.

PROTEGER AS PEÇAS
  • Contra danos e manuseio

As peças devem ser protegidas durante a desmontagem para evitar danos de manuseio, armazenagem ou embarque. Danos nas peças após a desmontagem pode gerar perda dos fatos usados para determinar locais de inicialização de trincas, tipos de desgaste, inicialização de fraturas etc.

As peças, principalmente as envolvidas na falha, devem estar protegidas umas das outras para evitar o contato entre elas.