Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Processo de soldagem, Notas de estudo de Eletromecânica

tecnicas de soldagem, normas e aplicações.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 02/05/2008

gilson-luciano-9
gilson-luciano-9 🇧🇷

4 documentos

1 / 38

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Espírito Santo
___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 3
CPM - Programa de Certificação de Pessoal de Manutenção
Mecânica
Noções Básicas de
Processos de Soldagem
e Corte
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Processo de soldagem e outras Notas de estudo em PDF para Eletromecânica, somente na Docsity!

___________________________________________________________________________________________________SENAI Departamento Regional do Espírito Santo (^3)

CPM - Programa de Certificação de Pessoal de Manutenção

Mecânica

Noções Básicas de

Processos de Soldagem

e Corte

___________________________________________________________________________________________________CST

4 Companhia Siderúrgica de Tubarão

Noções básicas de Processos de Soldagem e Corte - Mecânica

© SENAI - ES, 1997

Trabalho realizado em parceria SENAI / CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão)

Coordenação Geral

Supervisão

Elaboração

Aprovação

Editoração

Luís Cláudio Magnago Andrade (SENAI) Marcos Drews Morgado Horta (CST) Alberto Farias Gavini Filho (SENAI) Rosalvo Marcos Trazzi (CST) Evandro Armini de Pauli (SENAI) Fernando Saulo Uliana (SENAI) José Geraldo de Carvalho (CST) José Ramon Martinez Pontes (CST) Tarcilio Deorce da Rocha (CST) Wenceslau de Oliveira (CST) Ricardo José da Silva (SENAI)

SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial DAE - Divisão de Assistência às Empresas Departamento Regional do Espírito Santo Av. Nossa Senhora da Penha, 2053 - Vitória - ES. CEP 29045-401 - Caixa Postal 683 Telefone: (027) 325- Telefax: (027) 227-

CST - Companhia Siderúrgica de Tubarão AHD - Divisão de Desenvolvimento de Recursos Humanos AV. Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n, Jardim Limoeiro - Serra - ES. CEP 29160- Telefone: (027) 348- Telefax: (027) 348-

Eletrodos para soldagem a arco elétrico

___________________________________________________________________________________________________CST 6 Companhia Siderúrgica de Tubarão

Os eletrodos para soldagem elétrica ao arco podem ser nus ou revestidos. 0 eletrodo nu é simplesmente uma vareta metálica de composição definida, que já foi muito utilizada no passado, tendo cedido lugar aos modernos eletrodos revestidos. Tais eletrodos são constituídos por alma metálica, revestidos por um composto de materiais orgânicos e minerais, de dosagem bem definida. 0 material da alma depende do material a ser soldado (fig. 1).

Fig. 1

Os compostos do revestimento vem sob a forma de pó, unidos por aglomerante, normalmente silicato de potássio ou de sódio.

___________________________________________________________________________________________________SENAI Departamento Regional do Espírito Santo (^7)

Tipos de revestimentos

Os revestimentos ,mais comuns são os rutíIicos, básicos, ácidos, oxidantes e celulósicos.

Rutílico Contém geralmente rutilo com pequenas porcentagens de celulose e ferros-liga. É usado com vantagem em soldagens de chapas finas que requerem um bom acabamento. É utilizado também em estruturas metálicas; sua escória é solidificada e autodestacável quando utilizada adequadamente (fig. 2).

Fig. 2

Básico Contém em seu revestimento fluorita carbonato de cálcio e ferro- liga. É um eletrodo muito empregado nas soldagens pela seguintes razões:

  • possui boas propriedades mecânicas;
  • dificilmente apresenta trincas a quente ou a frio;
  • seu manuseio é relativamente fácil;
  • apresenta facilidade de remoção da escória, se bem utilizado;
  • é usado para soldar aços comuns de baixa liga e ferro fundido. Devido à composição do revestimento, esse tipo de eletrodo absorve facilmente a umidade do ar. É importante guardá-lo em estufa apropriada, após a abertura da lata.

___________________________________________________________________________________________________SENAI Departamento Regional do Espírito Santo (^9)

  • facilita a abertura do arco além de estabilizá-lo;
  • introduz elementos de liga no depósito e desoxida o metal de solda;
  • facilita a soldagem em diversas posições de trabalho;
  • serve de guia das gotas em fusão na direção do banho;
  • serve como isolante na soldagem de chanfros estreitos, de difícil acesso.

O revestimento permite também a utilização de tensões em vazio mais baixas em corrente alternada (40 a 80V) e, consequentemente, redução do consumo primário, aumentando a segurança pessoal. O mesmo é válido também para corrente contínua. A tabela 1 apresenta mais detalhes sobre os tipos de eletrodos.

___________________________________________________________________________________________________CST

10 Companhia Siderúrgica de Tubarão

___________________________________________________________________________________________________CST

12 Companhia Siderúrgica de Tubarão

Classificação dos eletrodos

Introdução

Existem várias entidades que classificam os eletrodos para soldagem a arco. No Brasil, as classificações mais adotadas são as da ABNT e da AWS. ABNT = Associação Brasileira de Normas Técnicas. AWS = American Welding Sociaty (Associação Americana de Soldagem). Nesta unidade, faz-se referência também à classificação segundo a norma DIN, bem como às especificações sobre as normas ASTM e JIS. Convém salientar que existem especificações próprias dos vários fabricantes de eletrodos, porém sempre tomando-se como referência as especificações equivalentes das normas.

___________________________________________________________________________________________________SENAI Departamento Regional do Espírito Santo (^13)

Classificação ABNT Os eletrodos são identificados por quatro algarismos, seguidos de uma letra. Os quatro algarismos básicos, identificadores do eletrodo, têm o seguinte significado: Limite de resistência à tração da solda em quilograma força por milímetro quadrado (kgf/mm 2 ) O terceiro algarismo varia de 1 a 4 e indica a posição em que o eletrodo pode soldar, sendo que: 1 - todas as posições; 2 - todas as posições, com exceção da vertical descendente; 3 - posição plana e horizontal; 4 - posição plana. O quarto algarismo varia de 0 a 5 e indica, ao mesmo tempo, a natureza da corrente e o grau de penetração da solda, sendo que: 0 - corrente contínua e grande penetração; 1 - corrente contínua ou alternada e grande penetração; 2 - corrente contínua e média penetração; 3 - corrente contínua ou alternada e média penetração; 4 - corrente contínua e pequena penetração; 5 - corrente contínua ou alternada e pequena penetração; 4 8 1 2 - B As letras A, B, C, O, R, T e V são utilizadas para indicar o tipo de revestimento, sendo que: A - Ácido B - Básico C - Celulósico O - Oxidante R - Rutílico T - Titânio V - Qualquer outro não mencionado anteriormente Observação: Quando à direita dessas letras aparecer a letra F , é porque existe adição de pó de ferro no revestimento. Exemplos:

  1. Eletrodo 4410 - C

___________________________________________________________________________________________________SENAI Departamento Regional do Espírito Santo (^15)

Normas AWS Tabela 2 - Posições de soldagem

Número Posições 1 2 3 4

Todas Plana e horizontal Plana Vertical, plana, horizontal e sobrecabeça

Tabela 3 - Revestimento do eletrodo e condições de soldagem

Identificação Revestimento Corrente Polaridade Posição 1 0 Posição 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8

celulósico, sódio ácido, ferro óxido celulósico, potássio rutílico, sódio rutílico, potássio rutílico, pó de ferro básico, sódio básico, potássio ácido, pó de ferro básico, pó de ferro

CC

CC CA

CC CA

CC CA

CC CA

CC CA

CC CA

CC CA

CC CA

CC CA

Tabela 4 - Elementos de liga em eletrodos

Letra final Elementos

  • A
  • B1, - B2, - B3, - B4, - B
  • C1, - C
  • C
  • D1, -D
  • G

molibdênio cromo, molibdênio níquel níquel, cromo, molibdênio molibdênio, pouco manganês níquel, cromo, molibdênio, vanádio ou manganês

___________________________________________________________________________________________________CST

16 Companhia Siderúrgica de Tubarão

Exemplo de aplicação da norma AWS Vareta para soldagem a arco elétrico manual Limite de resistência à tração mínima, multiplicada por mil e expressa em lb/pol^2 ou psi = 60.000 lb/pol^2 Posições em que o eletrodo pode soldar, sendo: 1 - todas as posições. Corrente continua Polaridade inversa (+) Revestimento celulósico

E - 6 0 1 0

A seguir, encontra-se a tabela-resumo (tabela 5) com exemplos que esclarecem o significado dos dois últimos algarismos, segundo as normas AWS.

Tabela 5 Dois últimos algarismos

Tipo de corrente Polaridade^ Revestimento 10 11 12 13 14 15 16 18 20 24 27 28

CC CC ou CA CC ou CA CC ou CA CC ou CA CC CC ou CA CC ou CA CC ou CA CC ou CA CC ou CA CC ou CA

Inversa ( + ) Inversa ( + ) Direta ( - ) Inversa / Direta ( + - ) Inversa / Direta ( + - ) Inversa ( + ) Inversa ( + ) Inversa ( + ) Direta ( - ) Inversa / Direta ( + - ) Direta ( - ) Inversa ( + )

Celulósico Celulósico Rutílico Rutílico Rutílico Básico Básico Básico Ácido Rutílico Ácido Básico

Observação: No caso de o número ser composto de cinco algarismos, os três primeiros indicam o limite de resistência à tração.

___________________________________________________________________________________________________CST

18 Companhia Siderúrgica de Tubarão

Tabela 6 - Normas DIN

Identificação Tipo de revestimento Espessura derevestimento Posição de soldagem A

A R

R R(C)

C

A

RR RR(C)

AR RR(B)

RR RR(B)

B B(R)

B B(R)

RR AR

B B(R)

ácido

ácido rutílico

rutílico rutílico celulósico

celulósico

ácido

rutílico rutílico celulósico

ácido rutílico rutílico básico

rutílico rutílico básico

básico básico com parte não alcalina

básico básico com parte não alcalina

rutílico ácido rutílico

básico básico com parte não alcalina

fino

fino fino

médio médio

médio

grosso

grosso grosso

grosso grosso

grosso grosso

grosso grosso

grosso grosso

grosso grosso

grosso grosso

todas

todas todas

todas, menos a descendente todas

todas

todas, menos a descendente

todas, menos a descendente todas

todas, menos a descendente todas, menos a descendente

todas, menos a descendente todas, menos a descendente

todas todas

todas, menos a descendente todas, menos a descendente

plana plana

plana plana

___________________________________________________________________________________________________SENAI Departamento Regional do Espírito Santo (^19)

Tabela 7 - Especificações de eletrodos revestidos de aço doce, segundo a norma JIS (AWS) Propriedades Mecânicas do Metal Depositado Classifi- cação (AWS)JIS

Tipo de Revestimento

Posição de Soldagem

Tipo de Corrente

Limite de (kgf/mmRuptura^2 )

Limite de Escoamento (kgf/mm^2 )

Elonga- ( % )ção

Valor deEnergia Absorvida Ensaiono Charpy-Va 0ºC ( kg. m ) D ( - ) Ilmenítico^ P, V, H, SC^ CA ou CC (±)^ ≥^43 ≥^35 ≥^22 ≥4, D ( - ) Cal-titânio^ P, V, H, SC^ CA ou CC (±)^ ≥^43 ≥^35 ≥^22 ≥2, D (E6011) Celulósico-potássio P, V, H, SC^ CA ou CC (+)^ ≥^43 ≥^35 ≥^22 ≥2, D (E6013) Rutílico-potássio^ P, V, H, SC^ CA ou CC (-)^ ≥^43 ≥^35 ≥^17 D (E7016) Básico-potássio^ P, V, H, SC^ CA ou CC (+)^ ≥^43 ≥^35 ≥^25 ≥4, D (E7024)

Rutílico, com pó de ferro F, FH^ CA ou CC (±) ≥ 43 ≥ 35 ≥ 17 D ( - )

Básico-potássio, com pó de ferro F, FH^ CA ou CC (+)^ ≥ 43 ≥ 35 ≥ 25 ≥4, D (E6027)

Ácido, com pó de ferro F, FH^ CA ou CC (CA ou CC (-) P/FH±) P/F; ≥ 43 ≥ 35 ≥ 25 ≥2, D ( - ) Especial^

P, V, H, SC F, FH CA ou CC (±)^ ≥^43 ≥^35 ≥^22 ≥2,

___________________________________________________________________________________________________SENAI Departamento Regional do Espírito Santo (^21)

___________________________________________________________________________________________________CST

22 Companhia Siderúrgica de Tubarão

Manuseio, armazenamento e secagem dos eletrodos

No que tange ao manuseio e armazenamento dos eletrodos, à sua secagem e respectiva manutenção, devem ser observados os seguintes aspectos:

  • As embalagens devem ser consideradas como não estanques, para efeito de aplicação dos requisitos de secagem.
  • Os eletrodos e varetas devem ser armazenados em estufas.
  • Não devem ser utilizados materiais recém-chegados, para evitar- se a armazenagem prolongada dos lotes anteriores.
  • Os eletrodos devem ficar em prateleiras. Na estufa de secagem, em camadas não superiores a 50mm, e na manutenção, em camadas não superiores a 150mm.
  • Devem ser seguidas as instruções do fabricante sobre temperaturas e tempos de secagem. Por exemplo para os eletrodos de baixo hidrogênio, segundo a AWS, é recomendada uma secagem a 350°, ± 30°C por uma hora, devendo ser mantidos em estufa de secagem em temperatura não inferior a 150°C.
  • Devem ser elaborados formulários para controle de secagem dos eletrodos.

Equipamentos para armazenamento, secagem e manutenção da secagem

Estufa para armazenamento Pode ser um compartimento fechado de um almoxarifado, que deve conter aquecedores elétricos e ventiladores para circulação do ar quente entre as embalagens. A estufa deve manter uma temperatura de pelo menos 5°C acima da temperatura ambiente, porém nunca inferior a 20°C, e deve também estar dotada de estrados ou prateleiras para estocar as embalagens.

Estufa para secagem É utilizada mais para a secagem de eletrodos revestidos de baixo hidrogênio. Deve dispor de aquecimento controlado, por meio de resistência elétrica, e de renovação do ar, por meio de conversão controlada. Deve possuir pelo menos dois instrumentos controladores (termômetro e termostato), assim como prateleiras furadas ou em forma de grade.