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Relatorio da Aula de Processos de Fabricação I
Tipologia: Notas de aula
Compartilhado em 09/01/2011
4.3
(3)24 documentos
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FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE ENSINO
Mostrar o funcionamento do processo de soldagem ao arco elétrico com eletrodo revestido. Os alunos deverão observar todo o processo desde a preparação do equipamento como do material a ser soldado. É importante observar também as questões relacionadas a segurança, principalmente por se tratar de equipamento que exige uma série de cuidados em função de produtos gerados como fumos, gases, arco elétrico e radiação.
2.1 Soldagem de Arco Submerso
A Solda de Arco Submerso, ou SAW (Submerged-Arc Welding), é um processo de solda em que o metal a ser fundido é aquecido através de um arco elétrico gerado entre o arame de soldagem e a peça. Nesse tipo de soldagem o arco elétrico não é visível pois ocorre sobre uma camada de um material granulado, conhecido como fluxo. Esse fluxo impede a geração de faíscas, respingos ou fumos. Conseqüentemente, a utilização de equipamentos de segurança contra a radiação se torna desnecessário, desde que seja devidamente executada. Como o fluxo é constituído de um material granulado, ele acaba delimitando o processo de soldagem a posição horizontal e com filetes planos. Com equipamentos e técnicas especiais este tipo de solda pode ser executada na posição vertical em ângulo, mas nunca acima do operador. O fluxo tem a função de proteger a solda, isolar termicamente a poça de soldagem e fornecer desoxidantes ou elementos de liga. Esse fluxo pode ser feito de diferentes materiais, sendo os mais comuns cal, sílica, óxidos de manganês e fluoreto de cálcio. Quando frio, o fluxo é um elemento não condutor, mas quando a solda se inicia, ele derrete e transfere parte da corrente para a poça de soldagem. Quando resfriado, ele forma uma camada de escoria dura, vítrea e de fácil remoção sobre o deposito. Ao se soldar, deve se constar se o fluxo possui um ponto de fusão menor do que o metal a ser soldado para garantir que não tenha partículas solida retidas no metal soldado solidificado. Ele não interfere com a soldagem pois é mais leve que o metal da poça de soldagem, ficando sobre sua superfície, e possui viscosidade baixa o suficiente para “acompanhar” poça, mas não baixa o suficiente para derramar da poça. Como a corrente é aplicada ao eletrodo em uma distância curta acima de sua ponta, ele consegue suportar altas correntes em eletrodos pequenos, gerando uma alta densidade de corrente. Isso afeta a taxa de derretimento do material assim como a profundidade da solda. Como o material
derrete mais rapidamente e a solda consegue penetrar mais profundamente, é possível utilizar canais mais estreitos para realizar a solda, diminuindo a quantidade de material utilizado e a velocidade de trabalho é maior. Soldas mais rápidas minimizam a quantidade de calor fornecida, reduzindo problemas de distorção por calor. Mesmo soldas relativamente fundas podem ser soldadas de uma única vez pela solda SAW. A SAW pode ser feita tanto com corrente alternada (CA) ou corrente continua (CC). CC possibilita um melhor controle da borda, da penetração e velocidade da solda, e o arco se inicia mais fácil. O controle da borda e máxima penetração são possíveis com a CC de polaridade reversa (eletrodo positivo), enquanto que mínima penetração e maior deposito de consumível se da com CC de polaridade direta. CA minimiza o arco magnético e possui uma penetração entre a de CC de polaridade direta e CC de polaridade reversa. Os métodos de solda podem ser:
flux, passando então por roletes de fechamento. Ela ainda pode ser trefilada ou laminada, para redução de diâmetro. Na solda, a proteção pode ser gasosa aplicada externamente pelo maquinário ou o eletrodo pode gerar sua popria proteção pela decomposição do fluxo, ou ambos. Diferentemente da SAW, a soldagem com arame tubular possibilita a visão do arco elétrico, necessitando que o operador utilize equipamento de segurança. A deposição do metal ocorre de quatro formas distintas:
3.1 Materiais Utilizados
3.2 Método
O processo de soldagem com eletrodo revestido iniciou-se com uma breve apresentação sobre o equipamento, como a fonte de energia a ser utilizada. Foi verificado que para a formação do arco elétrico, pode-se utilizar tanto corrente alternada quanto corrente contínua. No caso do processo utilizando eletrodo revestido, foi utilizado um transformador de corrente alternada. Foi explicada a questão de polaridade entre o eletrodo e a peça a ser soldada, onde foi observado que no local em que a polaridade é positiva há um maior aquecimento, melhorando assim a fusão entre o material do eletrodo e peça a ser soldada. Depois da apresentação das questões de fonte de energia e polaridade, foram explicados os tipos de eletrodo para determinados materiais (aço, aço inox, ferro fundido, alumínio, entre outros) a serem soldados, bem como a nomenclatura (números) que cada tipo recebe. Através da numeração têm-se informações sobre as propriedades mecânicas do eletrodo (tração e compressão) que essa solda pode sofrer; as posições de soldagem (vertical, horizontal, sobre a cabeça, entre outras), bem como a natureza da corrente que deverá ser aplicada ao eletrodo. Ao escolher a peça a ser soldada e o eletrodo realizamos o procedimento de ponteamento, que nada mais é que a realização de dois pontos de soldas, evitando qualquer tipo de desalinhamento ou empenamento das chapas. Com as chapas já bem fixadas, foi iniciado o cordão de solda. O espaçamento entre as chapas é diretamente ligado ao diâmetro do eletrodo utilizado. Como todo cordão de solda realizado, há certo movimento a ser feito, com as mãos, durante o processo de soldagem. Geralmente o movimento realizado é um tipo de “ziguezague” ou em forma de escamas de peixe, garantindo a fusão completa da solda. Muitas vezes, após a realização do cordão de raiz, a chapa é virada e é realizado mais um cordão de solda, também para garantir uma boa fusão de solda.
6.3. Explique os processos de transferência metálica da gota fundida que ocorrem do eletrodo para a peça?
R- O arco elétrico estabelecido é envolvido por um campo de gás. Dentro do campo de gás o calor provocado pelo arco elétrico faz com que o eletrodo seja fundido, assim a gota fundida é depositada na peça.
6.4. Cite pelo menos 05 funções do revestimento do eletrodo. Cite ainda exemplos da sua composição.
R- Função Elétrica – o revestimento do eletrodo é um material com pouca conductividade, ou seja, isola o eletrodo de possiveis arcos elétricos indesejaveis. Proteção do Gasosa – a decomposição do revestimento durante a soldagem libera alguns gases que formam uma proteção sobre a poça de soldagem, impedindo que haja a formação interna de bolhas de gás que provocariam rachaduras com o resfriamento da solda. Adição de Elementos de Liga – em certas soldas é necessário adicionar certos elementos no revestimento para compensar a perda durante a soldagem. Função da Escória – a escória funciona como fluxo, dando proteção adicional à poça de soldagem, e diminuindo a velocidade de resfriamento, permitindo o escape de gases. Função Mecânica – certas propriedades mecânicas como alta ductibilidade e aumento de resistência mecânica podem ser incorporadas com a adição de elementos de liga ao revestimento.
6.5. Comente sobre a soldagem enquanto processo de fabricação voltada a recuperação (manutenção) de peças.
R- A soldagem como recuperação de peças é um processo de baixo custo, podendo ser utilizada para reparação de trincas, união de peças, preenchimentos de cavidades causadas por desgaste fisico ou, no caso da fundição em especifico, preenchimento de vazio ocasionado durante a fabricação.
6.6. Explique o que é tensão em vazio.
R- A tensão em vazio é a tensão necessária para gerar a corrente de curto-circuito para a abertura do arco.
6.7 Explicar como é o processo/seqüência de soldagem das peças do desenho a seguir.
Desenho das peças da questão 6. Peça nº 01 45°
200
20
100
R- Primeiramente é preciso os equipamentos de segurança como máscara de solda e uma roupa adequada não inflamável. O eletrodo deve ser escolhido de acordo com o o tipo de material a ser soldado e a espessura. Prende-se as peças a serem soldadas a mesa de trabalho, conectando o terminal negativo da fonte a mesa. A solda das peças é iniciada com a soldagem das extremidades, para que durante o processo as peças não se movimentem e estraguem a solda. Com isso, é feita a soldagem completa das peças. O eletrodo precisa ser manipulado linearmente mantendo sempre a mesma distância da peça, para que o arco elétrico ocorra sem falhas. Após a soldagem de um lado, a peça deve ser virada e a solda pode ser feita sem a soldagem das extremidades. A cada troca de eletrodo ou o términio da soldagem, deve-se escovar a peça com uma escova de aço de modo a remover-se a escória.
Durante a prática, foi apresentado o equipamento de soldagem com eletrodo revestido e questões de armazenamento de eletrodo. Quanto ao material a ser soldado, ele já estava pronto para a soldagem, não mostrando questões de preparação como a abertura dos chanfros e a limpeza da peça. As questões de segurança foram seguidas, com a utilização de mascaras para todos que estavam observando e luvas e avental para quem soldava.
WILCOX, D. V., JACKSON, C. E., REYNOLDS, S. D. JR., et al. Welding Handbook : Welding, Cutting and Related Processes. London : American Welding Society, 1971. 5v.
BONGIO, E. Principles of Industrial Welding. Cleveland : The James F. Lincoln Arc Welding Foundation, 1978. 250p.