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Guias e Dicas
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Processos de Usinagem e Conformação, Exercícios de Matérias técnicas

Uma visão geral dos principais processos de fabricação por usinagem e conformação, incluindo torneamento, aplainamento, furação, mandrilamento, fresamento, serramento, roscamento, retificação, brunimento, superacabamento e afiação. Cada processo é descrito detalhadamente, com informações sobre os movimentos da peça, da ferramenta e os tipos de superfícies obtidas. O documento também aborda conceitos como descarga de faíscas e fluido dielétrico. Com uma abordagem técnica e didática, este material pode ser útil para estudantes de engenharia, profissionais da área de fabricação e pesquisadores interessados em compreender os fundamentos dos processos de usinagem e conformação.

Tipologia: Exercícios

2022

Compartilhado em 25/06/2024

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FENG/PUCRS - Processos de Usinagem e Conformac¸ ˜
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Processos de fabricac¸˜
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Luiz Fernando Molz Guedes
Porto Alegre, 20 de marc¸o de 2006
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1.1.1. Torneamento cil´
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Processo de torneamento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajet´
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Figura 1: Torneamento cil´
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Processo de torneamento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajet´
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aquina. Pode ser externo ou interno.
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Processos de fabricac¸ ˜ao por usinagem/conformac¸ ˜ao

Luiz Fernando Molz Guedes

Porto Alegre, 20 de marc¸o de 2006

Classificac¸ ˜ao e nomenclatura dos processos mecˆanicos de usinagem

1. Torneamento

Processo mecˆanico de usinagem destinado a obtenc¸ ˜ao de superf´ıcies de revoluc¸ ˜ao com aux´ılio de uma ou mais ferramentas monocortantes. Para tanto, a pec¸a gira em torno do eixo principal de rotac¸ ˜ao da m´aquina e a ferramenta se desloca simultaneamente segundo uma trajet´oria coplanar com o referido eixo. Quantoa forma da trajet´oria, o torneamento pode ser retil´ıneo ou curvil´ıneo :

1.1. Torneamento retil´ıneo

Processo de torneamento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajet´oria retil´ınea. O tornea- mento retil´ıneo pode ser:

1.1.1. Torneamento cil´ındrico

Processo de torneamento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajet´oria paralela ao eixo principal de rotac¸ ˜ao da m´aquina. Pode ser interno ou externo. Quando o torneamento cil´ındrico visa obter na pec¸a uma detalhe circular, na face perpendicular ao eixo principal de rotac¸ ˜ao da m´aquina, o torneamento ´e denominado sangramento axial.

Figura 1: Torneamento cil´ındrico externo

1.1.2. Torneamento cˆonico

Processo de torneamento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajet´oria retil´ınea, inclinada em relac¸ ˜ao ao eixo principal de rotac¸ ˜ao da m´aquina. Pode ser externo ou interno.

Figura 2: Torneamento cil´ındrico interno

Figura 3: Sangramento axial

Figura 4: Torneamento cˆonico externo

Figura 5: Torneamento cil´ındrico.

1.1.3. Torneamento radial

Processo de torneamento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajet´oria retil´ınea, perpendic- ular ao eixo de rotac¸ ˜ao da m´aquina. Quando o torneamento radial visa a obtenc¸ ˜ao de uma superf´ıcie plana, o torneamento ´e denominado torneamento de faceamento. Quando o torneamento radial visa a obtenc¸ ˜ao de um entalhe circular, o torneamento ´e denominado sangramento radial.

1.1.4. Perfilamento

Processo de torneamento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajet´oria retil´ınea radial ou axial, visa a obtenc¸ ˜ao de uma forma definida, determinada pelo perfil da ferramenta.

e torneamento de acabamento. Entende-se por acabamento a operac¸ ˜ao de usinagem destinada a obter na pec¸a as dimens˜oes finais, ou o acabamento superficial especificado, ou ambos. O desbaste ´e a operac¸ ˜ao de usinagem, anterior a de acabamento, visando a obter na pec¸a forma e dimens˜oes pr´oximas das finais.

Figura 10: Torneamento curvil´ıneo

2. Aplainamento

Processo mecˆanico de usinagem destinado a obtenc¸ ˜ao de superf´ıcies regradas, geradas por movi- mento retil´ıneo alternativo da pec¸a ou da ferramenta. O aplainamento pode ser horizontal ou vertical. Quantoa finalidade, as operac¸ ˜oes de aplainamento podem ser classificadas ainda em aplainamento de desbaste e aplainamento de acabamento.

Figura 11: Aplainamento de guias

Figura 12: Aplainamento de superf´ıcies

Figura 13: Aplainamento de perfis

Figura 14: Aplainamento de rasgos de chaveta

Figura 15: Aplainamento de rasgos

Figura 16: Aplainamento de ranhuras em T

3. Furac¸ ˜ao

Processo mecˆanico de usinagem destinado `a obtenc¸ ˜ao de um furo geralmente cil´ındrico numa pec¸a, com o aux´ılio de uma ferramenta geralmente multicortante. Para tanto, a ferramenta ou a pec¸a giram

Figura 20: Furac¸ ˜ao profunda em cheio

3.2. Escareamento

Processo de furac¸ ˜ao destinado `a abertura de um furo cil´ındrico numa pec¸a pr´e-furada.

Figura 21: Escareamento

3.3. Furac¸ ˜ao escalonada

Processo de furac¸ ˜ao destinado `a obtenc¸ ˜ao de um furo com dois ou mais diˆametros, simultaneamente.

Figura 22: Furac¸ ˜ao escalonada

3.4. Furac¸ ˜ao de centros

Processo de furac¸ ˜ao destinado `a obtenc¸ ˜ao de furos de centro, visando uma operac¸ ˜ao posterior na pec¸a.

Figura 23: Furac¸ ˜ao de centros

3.5. Trepanac¸ ˜ao

Processo de furac¸ ˜ao em que apenas uma parte do material compreendido no volume do furo final ´e reduzida a cavaco, permanecendo um n´ucleo macic¸o.

Figura 24: Trepanac¸ ˜ao

4. Alargamento

Processo mecˆanico de usinagem destinado ao desbaste ou ao acabamento de furos cil´ındricos ou cˆonicos, com aux´ılio de ferramenta geralmente multicortante. Para tanto, a ferramenta ou a pec¸a giram e a ferramenta ou a pec¸a se deslocam segundo uma trajet´oria retil´ınea, coincidente ou paralela ao eixo de rotac¸ ˜ao da ferramenta. O alargamento pode ser:

4.1. Alargamento de desbaste

Processo de alargamento destinado ao desbaste da parede de um furo cil´ındrico ou cˆonico.

4.2. Alargamento de acabamento

Processo de alargamento destinado ao acabamento da parede de um furo cil´ındrico ou cˆonico.

Figura 29: Rebaixamento guiado

simultaneamente segundo uma trajet´oria determinada.

6.1. Mandrilamento cil´ındrico

Processo de mandrilamento no qual a superf´ıcie usinada ´e cinl´ındrica de revoluc¸ ˜ao, cujo eixo coincide com o eixo em torno do qual gira a ferramenta.

Figura 30: Mandrilamento cil´ındrico.

6.2. Mandrilamento radial

Processo de mandrilamento no qual a superf´ıcie usinada ´e plana e perpendicular ao eixo em torno do qual gira a ferramenta.

Figura 31: Mandrilamento radial

6.3. Mandrilamento cˆonico

Processo de mandrilamento no qual a superf´ıcie usinada ´e cˆonica de revoluc¸ ˜ao, cujo eixo coincide com o eixo em torno do qual gira a ferramenta.

Figura 34: Fresamento cil´ındrico tangencial

Figura 35: Fresamento cil´ındrico tangencial concordante

Figura 36: Fresamento cil´ındrico tangencial discordante

7.2. Fresamento frontal

Processo de fresamento destinado `a obtenc¸ ˜ao de superf´ıcie plana perpendicular ao eixo de rotac¸ ˜ao da ferramenta. O caso de fresamento indicado na figura a seguir ´e considerado como um caso especial de fresa- mento frontal. H´a casos em que os dois tipos b´asicos de fresamento comparecem simultaneamente, podendo haver ou n˜ao predominˆancia de um sobre o outro. A operac¸ ˜ao indicada na figura seguinte pode ser considerada como fresamento composto.

Figura 37: Fresamento tangencial de encaixes tipo “rabo-de-andorinha”

Figura 38: Fresamento tangencial de perfil

Figura 39: Fresamento frontal

Figura 40: Fresamento frontal de canaletas com fresa de topo

8.1. Serramento retil´ıneo

Processo de serramento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajet´oria retil´ınea, com movi- mento alternativo ou n˜ao. No primeiro caso, o serramento ´e retil´ıneo alternativo; no segundo caso, o serramento ´e retil´ıneo cont´ınuo.

Figura 45: Serramento alternativo

Figura 46: Serramento cont´ınuo (seccionamento)

Figura 47: Serramento cont´ınuo (recorte)

8.2. Serramento circular

Processo de serramento no qual a ferramenta gira ao redor de seu eixo e a pec¸a ou ferramenta se desloca.

9. Brochamento

Processo mecˆanico de usinagem destinado `a obtenc¸ ˜ao de superf´ıcies quaisquer com aux´ılio de fer- ramentas multicortantes. Para tanto, a ferramenta ou a pec¸a se deslocam segundo uma trajet´oria retil´ınea, coincidente ou paralela ao eixo da ferramenta. O brochamento pode ser:

Figura 48: Serramento circular

Figura 49: Serramento com rebolo de corte

9.1. Brochamento interno

Processo de brochamento executado num furo passante da pec¸a.

Figura 50: Brochamento interno

9.2. Brochamento externo

Processo de brochamento executado numa superf´ıcie externa da pec¸a.

Figura 54: Roscamento interno com mocho

Figura 55: Roscamento interno com fresa

Figura 56: Roscamento externo com ferramenta de perfil ´unico

Figura 57: Roscamento externo com ferramenta de perfil m´ultiplo

11. Limagem

Processo mecˆanico de usinagem destinado `a obtenc¸ ˜ao de superf´ıcies quaisquer com aux´ılio de ferra- mentas multicortantes (elaboradas por picagem) de movimento cont´ınuo ou alternativo.

Figura 58: Roscamento externo com cossinete

Figura 59: Roscamento externo com jogo de pentes

Figura 60: Roscamento externo com fresa de perfil ´unico

Figura 61: Roscamento externo com fresa de perfil m´ultiplo

12. Rasqueteamento

Processo manual de usinagem destinado `a ajustagem de superf´ıcies com aux´ılio de uma ferramenta monocortante.