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Prod. Biodiesel e Quim. Verde, Exercícios de Química

Relatório sobre a sintese de Biodiesel e sua relação com a Quim. Verde

Tipologia: Exercícios

Antes de 2010

Compartilhado em 25/11/2009

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
QUÍMICA ORGÂNICA EXPERIMENTAL I
Experimento Livre:
Preparação de biodiesel através de óleo vegetal
por catálise básica
Prof. Dr. : Antonio Gilberto Ferreira
Ana Carolina Alves dos Santos – RA: 328642
Monise Moura – RA: 328707
Preparação de biodiesel através de óleo vegetal por catálise básica
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

QUÍMICA ORGÂNICA EXPERIMENTAL I

Experimento Livre:

Preparação de biodiesel através de óleo vegetal

por catálise básica

Prof. Dr. : Antonio Gilberto Ferreira

Ana Carolina Alves dos Santos – RA: 328642

Monise Moura – RA: 328707

Preparação de biodiesel através de óleo vegetal por catálise básica

INTRODUÇÃO:

Entre as mais preocupantes fontes de poluição global estão os combustíveis fósseis pois são responsáveis em grande parte pelo efeito estufa, chuva ácida e o buraco na camada de ozônio, entre outros problemas da sociedade moderna. Devido a essa preocupação acrescida dos altos preços do petróleo, há uma grande corrida rumo à produção de novos combustíveis e fontes alternativas de energia. Dentro desta perspectiva, deve - se racionalizar os processos buscando associar aos velhos preceitos (custo, rentabilidade, tempo e segurança) de modo a garantir à futuras gerações a possibilidade de usufruir dos recursos naturais que são disponibilizados para a sociedade atual. Dessa forma desenvolveu-se a Química Verde, que pode ser definida como a utilização de técnicas químicas e metodologias que reduzem ou eliminam o uso solventes, reagentes ou a geração de produtos e sub - produtos que são nocivos à saúde humana ou ao ambiente. Para isso, criou - se princípios básicos de aplicação da Química verde. São eles:

  1. Prevenção: visa evitar a formação de resíduos tóxicos.
  2. Eficiência Atômica: os métodos de síntese devem apresentar o maior rendimento possível.
  3. Síntese Segura: deve-se utilizar reagentes não tóxicos ao meio ambiente e à saúde humana.
  4. Desenvolvimento de Produtos Seguros: deve-se buscar o desenvolvimento de produtos que após realizarem a função desejada, não sejam tóxicos ao ambiente;
  5. Uso de Solventes e Auxiliares Seguros: a utilização de solventes, agentes de purificação e secantes precisa ser evitada ao máximo, mas quando imprescindível a sua utilização estes devem facilmente reutilizados ou não causarem danos gerais;
  6. Busca pela Eficiência de Energia: desenvolvimentos de processos que não requerem grande dispêndio de energia.
  7. Uso de Fontes de Matéria-Prima Renováveis: deve-se priorizar o uso de biomassa.
  8. Evitar a Formação de Derivados: deve-se evitar quaisquer modificações químicas ou físicas da molécula.
  9. Catálise: o uso de catalisadores deve ser seletivo e deve ser escolhido em substituição aos reagentes estequiométricos.
  10. Produtos Degradáveis: os produtos químicos utilizados devem ser biodegradáveis, degradando-se em produtos não tóxicos.

do tipo éter é submetido à hidrolise com NaOH aquoso, todos os 18 O aparecem no etanol que é produzido. Nenhum dos 18 O aparece no íon propanoato:

Cromatografia em Camada Delgada

Cromatografia em Camada Delgada (CCD) consiste na separação qualitativa dos componentes de uma mistura. Esta técnica teve início com IZMAILOV e SHRAIBER em 1938, mas passou a ser utilizada de fato a partir de 1960. Hoje sua utilização tornou-se indispensável nas análises orgânicas laboratoriais devido às suas vantagens: fácil compreensão e execução, grande reprodutibilidade, baixo custo, rapidez, etc. As placas de cromatografia delgada são geralmente utilizadas em práticas laboratoriais de química e compostas de uma fina camada de sílica. Marca-se então sobre a placa um ponto de aplicação das amostras e de modo eqüidistantes, aplica-se as amostras com auxilio de uma pipeta. A placa é então colocada em uma cuba contendo o eluente escolhido e após percorrer a distância esperada, a placa é retirada da cuba e espera-se por algum tempo até que seque. A revelação da placa pode ser feita, por exemplo, em luz ultravioleta ou iodo. Um aspecto importante a ser considerado em CCD é o preparo do eluente (ou solvente) a ser utilizado e para isso, deve-se levar em conta a natureza química dos compostos a serem separados bem como a polaridade. Uma das maneiras para escolha do eluente é gotejar com auxílio de uma micropipeta sobre uma placa de cromatografia contendo manchas da amostra gotas dos diferentes solventes. Dessa forma, pode-se obter de forma rápida informações relevantes sobre a capacidade de deslocamentos dos solventes e então facilitar a escolha do solvente adequado. Os parâmetros de caracterização das substâncias separadas se baseiam no valor de Rf , ou seja, a relação entre as distâncias percorridas pela substância e pela fase móvel

que é dado por:

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL:

Preparação do metóxido de potássio

Em um Erlenmeyer de 150 mL de capacidade, adicionou-se 1,53g de hidróxido de potássio (KOH) em 35,0 mL de metanol sob agitação magnética mantendo-se a temperatura em 45°C com auxilio de um termômetro. Manteve-se o sistema em agitação até que o KOH se dissolvesse completamente (tal procedimento foi realizado em capela).

A reação de transesterificação

Com auxilio de uma proveta, mediu-se 100 mL de óleo de fritura e então filtrou- se em funil analítico com auxilio de algodão a fim de remover impurezas sólidas contidas no mesmo. A fim de otimizar a filtração, utilizou-se de dois funis analíticos, trocando-se o algodão a cada alternância dos funis. Adicionou-se em um Erlenmeyer de 200mL, 100mL do óleo de soja de fritura previamente filtrado. Montou-se um sistema de banho-maria sob a chapa de aquecimento do agitador magnético e com auxilio de uma barra magnética, aqueceu-se sob agitação constante até que a temperatura atingisse 45°C. Adicionou-se a solução de metóxido de potássio à mistura reacional e manteve- se a reação por 10 minutos a 45°C sob agitação.

Produção do biodiesel

Transferiu-se a mistura reacional para um funil de separação e esperou-se até que as fases separassem. Descartou-se a fase inferior em uma proveta de 50 mL e anotou-se o volume. Destilou-se a fase inferior por destilação simples controlando a temperatura em 80°C a fim de recolher o álcool que não reagiu no balão coletor. Mediu-se o volume da fase superior (biodiesel) em uma proveta de 250 mL e retornou-se ao funil de separação. Lavou-se a solução com 50mL (5X 10mL) de solução aquosa de ácido clorídrico (HCl) 0,5% (v/v), posteriormente com 50mL (5X 10mL) de

Como pode-se observar, para a síntese do produto preparou-se uma solução de metóxido de potássio (que atua como catalisador) através da reação do hidróxido de potássio com metanol que posteriormente reagiria com o óleo de fritura. O uso do metanol ao invés de etanol, por exemplo, se dá, pois o metanol é um álcool com uma cadeia mais curta que conduz a transesterificação em um grau de extensão maior para os ésteres alquílicos. Desta forma, o rendimento da reação é maior quando se usa o metanol. Uma etapa importante do processo é a restituição do catalisador (metóxido de potássio), já que o seu retorno torna o processo mais barato e rentável. Essa restituição consiste na reação da fase inferior da mistura da reação do metóxido de potássio com o óleo de fritura. Essa fase da mistura reage com o excesso de álcool presente, restituindo o catalisador e formando um diacilglicerídeo. Esse sub-produto pode ser separado e utilizado para fabricação de cosméticos (cremes, condicionadores), pois funciona como um lubrificante. Esse reaproveitamento de sub-produtos salienta o baixo teor de desperdício da produção do biodiesel, onde além da obtenção do produto, pode-se recuperar o álcool, o catalisador e sub-produtos com utilidades viavelmente econômicas. Após a reação de síntese do biodiesel, submeteu-se o sistema à lavagens para purificação do produto. A primeira lavagem com ácido clorídrico se deu para a retirada de traços básicos do catalisador. A segunda lavagem com solução saturada de cloreto de sódio tinha como papel desfazer a emulsão formada anteriormente para que a separação das fases fosse mais eficiente. Finalmente, a terceira lavagem com água destilada se deu

para retirar o excesso de cloreto de sódio do produto. Para confirmar que o excesso do catalisador básico havia sido eliminado, mediu-se o pH da solução com fita de pH obtendo-se 7,0, confirmando a eliminação deste na fase aquosa. Para a retirada de traços de água adicionou-se sulfato de sódio anidro e posteriormente filtrou-se a mistura para a retirada do mesmo. A análise por cromatografia delgada do produto obtido deu - nos os seguintes resultados:

Placa 1 Placa 2 Placa 3

Na preparação da primeira placa cromatográfica (Placa 1) utilizou-se como eluente a mistura: éter de petróleo: éter etílico: ácido acético 80:19:1 e observou-se que tal solvente não era adequado pois as manchas a serem analisadas encontravam-se muito arrastadas pelo eluente. Testou-se então como eluente a mistura éter de petróleo e éter etílico 8:2 e sendo o solvente apolar, observou-se que a mancha correspondente ao produto obtido fora mais arrastada do que aquela correspondente ao material de partida haja visto que o produto era mais apolar do que o material de partida. Observou-se que tal eluente era adequado pois obteve-se uma boa separação entre as manchas. Também observou-se que após revelar em iodo, a mancha relativa ao produto obtido não apresentava-se nítida (Placa 2) e a fim de obter uma análise mais precisa, concentrou-se um pouco mais a amostra a ser aplicada de produto. Então, preparou-se uma nova placa utilizando amostra mais concentrada de produto, e ao realizar uma nova análise com o mesmo eluente, concluiu-se que as manchas eram nítidas e o solvente adequado que permitiram uma boa análise da placa. Calculou-se então o fator de retenção (Rf) correspondente a esta placa:

Distância percorrida pelo produto 6,5 cm

realizado a fim de testar se o álcool recuperado poderia ser reutilizado. O produto da destilação foi submetido à análise em infravermelho para confirmação da recuperação do álcool. Comparando-se os espectros do produto da destilação e de uma amostra de metanol puro, verificou-se que o metanol recuperado apresentava picos correspondentes à impurezas arrastadas durante o processo da destilação. Concluiu-se, então, que o metanol recuperado pode ser reutilizado para uma nova síntese de biodiesel, porém não deve ser utilizado em sínteses que tal reagente possa contaminar o produto. (Os espectros seguem anexos).

Análise da produção de biodiesel em escala industrial

Durante o processo de produção do biodiesel em laboratório, observou-se alguns problemas que podem ser relevantes quando este é produzido em escala industrial. Dentre eles estão a grande produção de glicerol (sub-produto) que pode servir como matéria prima para cosméticos, porém com uma produção exagerada o mercado ficaria saturado; logística adequada para recolhimento do óleo de fritura de casas e restaurantes, por exemplo; longo tempo para filtração do óleo já usado; impurezas no óleo que podem interferir no produto final, comprometendo motores de carros, por exemplo e grande formação de emulsões na separação das fases. Em escala laboratorial tais problemas podem ser facilmente resolvidos, mas deve-se ter um planejamento adequado para que a produção do biodiesel a partir de óleo de soja já utilizado seja viável e rentável.

Identificação da dibenzalacetona

O produto obtido no experimento anterior foi identificado através do seu ponto de fusão. Analisou-se duas amostras: uma pura (recristalizada) e uma impura. Obteve-se as seguintes faixas de temperatura de fusão:

Amostra Faixa de temperatura de fusão (°C) Impura 100 - 110 Pura 110 - 113

Pode-se comparara os valores obtidos com valores tabelados. Para a amostra pura, o valor tabelado é de 111°C, o que mostra que se obteve o produto esperado.

Cálculo do Rendimento:

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

SOLOMONS, T. W. Graham; FRYHLE, Craig B. Química Orgânica, V. 1. 8ª ed. Rio de Janeiro, LTC, 2005. Tradução de Robson Mendes Matos. Páginas 117 – 119.

KNOTHE, Gerhard; GERPEN, Jonvan; RAMOS, Luiz Pereira. Manual do Biodiesel. São Paulo-SP: Edgard Blücher, 2006. Tradução de Luiz Pereira Ramos. Páginas 1-3.

Geris, R. ; Santos, N. A. C.; Amaral, B.A. ; Maia, I. S.; Castro, V. D.; Carvalho, J. R. M.; Biodiesel de Soja – Reação de transesterificação para aulas praticas de química orgânica. Quím. Nova , Vol. 30, No. 5, p.1369-1373, 2007

COLLINS, C. H. Introdução a métodos cromatográficos. 4. Ed., Campinas, Editora da UNICAMP, 1990, pág. 47, 52

Universidade Federal de Pelotas Disponível em