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trabalho realizado para universidade sobre produção de cloro-soda e barrilha
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Enio Zavattaro Fernandes Johnny Luis Marquesim Rafael José Severino da Silva
Faculdade Pitágoras Engenharia Química 6º semestre Professora Melissa 2016
Sumário Introdução....................................................................................................................
Barrilha.........................................................................................................................
Bicarbonato de sódio...................................................................................................
Cloro e Soda Cáustica.................................................................................................
Resíduos....................................................................................................................
Balanço de massas....................................................................................................
Conclusão................................................................................................................... 8
Bibliografia...................................................................................................................
O primeiro processo de produção de Barrilha era denominado LeBlanc, tinha como base a calcinação do sulfato de sódio com carvão e calcário num forno rotatório, seguido pela lixiviação do produto pela água, com isso, ocorria a hidrolise dos sulfetos, que eram convertidos a carbonato pelo tratamento com dióxido de carbono dos fornos de calcinação. O produto da reação era CINZA NEGRA, a lixiviação se fazia e possibilitava uma certa hidrolise dos sulfetos, estes convertidos a carbono mediante o tratamento com dióxido de carbono dos gases provenientes do forno de calcinação a solução resultante era acrescentada para a cristalização do carbonato de sódio. Solido leve, moderadamente solúvel em água, contendo em geral, cerca de 99% de Na 2 CO 3. O processo Solvay substituiu completamente o processo LeBlanc por volta de 1915. Utilizou como matérias primas, o cloreto de sódio (sal comum), o amoníaco e o carbonato de cálcio (pedra calcária), conseguindo tornar mais barata a obtenção do sal e eliminar alguns dos problemas que apresentava o método Leblanc. Trona é um mineral composto de carbonato e bicarbonato de sódio hidratado (Na 3 HCO 3 CO 3 .2H 2 O). É extraído como fonte primária para a obtenção do carbonato de sódio nos Estados Unidos, substituindo Processo Solvay usado no resto do mundo para a produção do carbonato de sódio. Matérias primas:
Reações no processo Solvay:
CaCO 3 = CaO + CO (^2) C(amorfo) = CO (^2) CaO + H 2 O = Ca(OH) 2 NH 3 + H 2 O = NH 4 OH 2NH 4 OH + CO 2 = (NH 4 )2CO 3 + H 2 O (NH 4 )2CO 3 + CO 2 + H 2 O = 2NH 4 HCO 3
NH 4 HCO 3 + NaCl = NH 4 Cl + NaHCO (^3) 2NaHCO 3 = Na 2 CO 3 + CO 2 + H 2 O 2NH 4 Cl + Ca(OH) 2 = 2NH 3 + CaCl 2 + 2H 2 O Reação Global: CaCO 3 + NaCl = Na 2 CO 3 + CaCl (^2)
Este processo não pode ocorrer diretamente, mas é realizado numa sequencia de etapas representadas pelas equações acima. As reações são industrializadas por meio da seguinte série de operações unitárias e de conversões químicas, conforme o fluxograma:
Bicarbonato de sódio (NaHCO 3 ) ou carbonato ácido de sódio ou carbonato de hidrogênio e sódio, não se obtém a partir do bicarbonato de sódio separado nos filtros do processo Solvay porque:
O bicarbonato é extraído da barrilha, usa –se uma solução saturada de barrilha, que é introduzida no topo de uma coluna semelhante à torre de carbonatação da fabricação da barrilha. Na base da torre injeta-se CO 2 comprimido e a temperatura é mantida em torno de 40ºC. A suspensão de bicarbonato que se forma é removida pela base da torre, filtrada e lavada num filtro a tambor rotativo. Depois da centrifugação, o material é seco numa esteira transportadora contínua, a 70ºC. O bicarbonato obtido por esse processo tem uma pureza de 99,9%. O bicarbonato tem ampla utilização na manufatura de levedura em pó, na fabricação de água carbonatada, artigos de couro, extintores de incêndio. Fabricam-se cerca de 110.000 toneladas deste sal nos Estados Unidos anualmente.
As soluções de soda caustica são utilizadas desde meados do século XVIII. Seu desenvolvimento provém dos fabricantes de soda LeBlanc (1853), que o obtinham por uma caustificação pela cal, que dependia de o carbonato de cálcio se quase insolúvel em água: Na 2 CO 3 + Ca(OH) 2 = 2NaOH + CaCO (^3) A produção eletrolítica da soda cáustica já era conhecida no século XVIII, mas somente em 1890 ele passou a ser produzida de forma industrial. A primeira patente associada ao uso industrial do cloro data de 1799 e destinava-se ao alvejamento. Com isto levou-se ao desenvolvimento dos processos Weldon e Deacon. No processo Weldon, a oxidação era realizada pelo dióxido de manganês, enquanto no processo Deacon usava-se o ar com cloreto de cobre funcionando como catalisador. O desenvolvimento de equipamento gerador de corrente contínua, de grande capacidade, na altura do final do século XIX, tornou-se obsoleto o processo de calificação e, nos meados do século atual, 99% da produção mundial de cloro são obtidos por processos eletrolíticos. O cloro e a soda caustica são preparados por métodos eletrolíticos, usando-se cloretos fundidos ou soluções aquosas de cloretos de metais alcalinos. Na eletrólise das salmouras, o cloro é produzido no anodo e o hidrogênio, juntamente com o hidróxido de sódio ou de potássio, no catodo. Diversos modelos de cubas eletrolíticas foram idealizados, mas são variações de dois tipos:
a difusão dos produtos. Elas podem ser compactas (colocando os eletrodos bem juntos) e com o tempo de uso é preciso realizar a substituição do diafragma por ele vai se entupindo. Ela ocupa a segunda posição em antiguidade, eficiência energética e restrição ambiental. Emprega diafragma poroso à base de amianto. As matérias-primas precisam ser de alta pureza pois os produtos da células são impuros. O amianto é um material agressivo a saúde e deve ser corretamente manipulado. No sistema de eletrólise de uma solução de cloreto de sódio por células de diafragma, há formação de cloro no ânodo e de soda cáustica e hidrogênio no cátodo. A tecnologia de diafragma foi se desenvolvendo ao longo do tempo, principalmente quanto ao material de construção, que inicialmente era feito de madeira, depois passou para concreto, aço, polímeros e finalmente titânio. Os ânodos passaram de carbono para grafite, e mais tarde para titânio revestido. Os cátodos tiveram poucas modificações em termos de material, mantendo-se em aço, mas evoluíram no aspecto energético.
Os diafragmas podem ser feitos a partir de fibras de amianto e de fibras sintéticas com nomes comerciais tais como Poliramixe Tephram (Lopes,2003).
O processo de diafragma, é o mais utilizado no mundo 46%, seguido pelo processo de membrana 32% e de mercúrio 2%. No Brasil a tecnologia mais utilizada é o diafragma 71%, mercúrio com 25% e membrana com apenas 4%.
Dentro da cuba a Diafragma acontece a seguinte reação:
NaCl + H 2 O = NaOH + ½H 2 + ½Cl (^2)
Onde: E = tensão de decomposição teórica Δ H = variação de entalpia na reação, cal
J = equivalente mecânico da caloria, 4,182J/ cal T = temperatura de Faraday, 96,500 C/eq.g N = número de equivalentes envolvidos
O calor da reação da eletrólise do cloreto de sódio pode ser determinado a partir dos calores de formação dos componentes da reação completa. A reação global é:
NACl (^) (aq) + H 2 O = NaOH (^) (aq) + ½H2(g) + ½Cl 2
Esta reação pode ser desmembrada, nas seguintes reações de formação:
Na (^) (s) + ½Cl (^) 2(g) = NaCl (^) (aq) Δ H = -97,1 cal
H (^) 2(g) + ½O 2 = H 2 O (^) (l) Δ H = -68,4 cal
Na (^) (s) + ½O (^) 2(g) + ½H (^) 2(g) = NaOH(aq) Δ H = -112,1 cal
A variação de entalpia ΔH da reação global é dada por:
+97,1+ 68,4 – 112,1 = + celulase 53,4 cal
Eletrolise da salmoura: as células típicas foram descritas acima. Cada célula usa de 3.0 a 4,5 V, e por isto são ligados em série, para aumentar a voltagem de cada grupo (cq). Evaporação e separação do sal: por conta da eficiência de decomposição das cubas eletrolíticas estar na faixa de apenas 50%, cerca da metade do NaCl inicial está em solução diluída da soda caustica; recupera-se esta fração devido à sua pequena solubilidade nas soluções de soda caustica depois da concentração. Por isto a solução diluída a cerca de 10-12% em NaOH ela dissolvera 1% do NaCl e de outros sais de sódio, depois do resfriamento; este líquido pode ser vendido, após uma completa decantação, como soda caustica líquida em carros tanques.
O processo Solvay é um método pouco poluidor, não apresentando grandes riscos Resíduos sólidos Resíduos são gerados na sua maioria durante a purificação secundária da salmoura: Materiais e revestimentos de celulose (filtros para lama/ redução da dureza da salmoura).
ser emitido mercúrio do processo através do ar, da água, dos resíduos e dos produtos finais. A emissão total de mercúrio para o ar, a água e os produtos finais de fábricas de cloro e álcalis na Europa Ocidental foi de 9,5 t em 1998, variando, em cada fábrica, de 0,2 a 3,0 g Hg/t de cloro produzido.
A saída de uma unidade produtora de soda caustica, analisa-se uma certa quantidade de gás cloro, constatando-se que o mesmo está misturado com 1,6 % (molar) de O 2. Em certo ponto da linha que transporta o gás cloro, injeta-se 10 g de O 2 durante 5 min e 33 seg. Qual a produção da unidade se a saída da linha, nova análise mostra que, após a injeção de oxigênio, a porcentagem molar deste gás atingiu 3,6 %.
1,6% de O3,6% de O 10 g de O 2 22 em 5 min e 33 seg..
Resposta: MO 2 = 32 g MCl 2 = 70 g Entrada: Saída: O 2 = 1,6% - 0,016 mol 3,6% - 0,036 mol Cl 2 = 98,4% - 0,4% mol 96,4% - 0,964 mol Entrada: X0 2 = nO 2 = 0,016 mol = 1,016 mol nO 2 + nCl 2 0,016 mol + 0,984 mol XCl 2 = nCl 2 = 0,984 mol = 62,5 mol nO 2 + nCl 2 0,016 mol + 0,984 mol nO 2 = mO 2 => 0,016 mol = m => 0,512 g/mol MMO 2 32 g
nCl 2 = mCl 2 => 0,984 mol = m => 68,88 g/mol
MMCl 2 70 g
XO 2 + XCl 2 = 1,016 mol + 62,5 mol = 2,89 g = Mw mO 2 mCl 2 0,512 g/mol 68,88 g/mol
sódio, o sulfato de sódio, o ácido clorídrico, os fosfatos de sódio, o clorato e o clorito de sódio. Praticamente a totalidade do cloro produzido na indústria atual é produzido a partir do cloreto de sódio, essa indústria é responsável pelo consumo de 45% do sal nos Estados Unidos, sendo apenas 1% utilizado na indústria alimentícia. Nos principais países produtores as reservas de sal são enormes, porém não se conhece o respectivo grau de pureza desse sal. O sal pode ser obtido de três maneiras diferentes:
Reações:
Anodo: Na++ e
Na
Catodo: 2Na + 2 H2O 2NaOH + H
Fatores e custos de produção os mais relevantes, e em ordem decrescente de importância no custo total são:
http://www.scielosp.org/pdf/csp/v11n4/v11n4a http://www.ppe.ufrj.br/ppe/production/tesis/ddelgadojjs.pdf https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/2682/1/BS%2029_O%20setor% 20de%20soda-cloro%20no%20Brasil_P.pdf https://www.google.com.br/search?q=cloro +alcalis&biw=1138&bih=748&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwiCiOjUtI PRAhXMhpAKHUCBA7oQ_AUIBigB#tbm=isch&q=celula+eletrol%C3%ADtica+de +soda&imgrc=5mhjkIFQaAVtrM%3A