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Produção animal: aves e suídeos
Localização: O ideal é uma
distância de 3,2km entre granjas. Distâncias menores podem aumentar em até 2,9 vezes a chance de disseminação de doenças respiratórias. A utilização das barreiras naturais beneficia a segurança da granja, evitando o contágio dos animais. Não construir a granja próxima de rodovias ou de grandes centros populacionais.
Transporte: Evitar a entrada de
veículos nas instalações. Para veículos que não há como evitar a entrada (transporte de animais), realizar desinfecção das janelas, rodas e parte externa. Motoristas jamais devem sair de dentro dos transportes. As doenças que mais são afetadas com a falta de controle na entrada de veículos são Actinobacillus pleuropneumoniae (pleuropneumonia suína), Streptococcus sp., Escherichia coli e Salmonella.
Pessoal e vestuário: É
desejável que se evite entrada de pessoas não essenciais ao funcionamento da granja. Visitantes devem sempre ser registrados. Funcionário e visitantes devem utilizar roupas apropriadas e de uso apenas na granja Utilização de banhos antes da entrada nas instalações Garantir a segurança dos materiais que entram na granja É usual a aferição da temperatura para evitar a entrada de pessoas infectadas pelo vírus da influenza.
Quarentena: O maior risco da
entrada de novos patógenos é o contato animal com animal Maior o número de origens dos animais, maior será a chance da entrada de doenças Os animais ficam em uma instalação segregada por um período de 28 a 45 dias antes de serem introduzidos na granja. A instalação deve ser longe do sistema de produção (mínimo de500 m) e estar separada por barreira física (vegetal)Granjas de alto status sanitário é recomendável que a quarenta esteja a uma distância mínima de 2 km da unidade de produção Nas granjas localizadas em regiões de alta densidade e com apenas um status médio, a quarentena pode ser construída a uma distância de 100 a 150 metros da granja
Controle de animais: Roedores
podem ser vetores de doenças como salmonelose, colibacilose, rinite atrófica, encefalomiocardite, leptospirose,toxoplasmose, TGE, disenteria suína, etc. São atribuídas 25 doenças diferentes que podem ser transmitidas por ratos e camundongos, além do prejuízo que podem causas as instalações e insumos. O seu controle deve obedecer um programa que contemple uso de raticidas e instalações que evitem sua entrada e proliferação. Evitar a entrada de qualquer tipo de ave é fundamental. Além da influenza aviária e salmonelose, as aves também podem ser vetores da tuberculose suína pelo contato com suas fezes.
Biosseguri
dade
Insetos e outros invertebrados também podem ser vetores de diversas doenças, tornando fundamental a correta higienização e desinfecção das instalações. Aves podem se evitar com a utilização de proteção nas instalações
“All in, all out” (suínos): Lotes
são alojados em conjunto. Animais de diferentes idades não serão alojados em um mesmo ambiente. Respeitar o período de vazio sanitário entre lotes. Intervalos entre lotes: 7, 14, 21 ou 28 dias Idade média de desmame programada: 21 ou 28d Idade de saída da creche: 63 ou 70d Idade de venda de suínos terminados: ~150d Vazio Sanitário no setor: 3-7 dias
“All in, all out” (aves): Lotes
são alojados em conjunto. Animais de diferentes idades não serão alojados em um mesmo ambiente. Respeitar o período de vazio sanitário entre lotes. Vazio sanitário de no mínimo 15 dias entre lotes Sala deve estar pronta para utilização 48 antes do alojamento dos animais
Preparação de uma sala:
Limpeza seca inicialmente:
Utilização de vassouras e pás para retirar o excesso de excrementos dos animais anteriores Retirar a cama caso seja utilizada Usar lança chamas antes de realizar a limpeza úmida para destruir as penas remanescentes no ambiente Retirar os equipamentos para higienização específica
Limpeza úmida:
Água sob pressão + detergente Deixar sala molhada por +1h Novo enxague com jato de pressão para retirar toda a matéria orgânica que tenha se desprendido Espera-se secar Vassoura de fogo + produtos contra parasitas 72h mínimas antes de ser realocado novos animais
Vacinação:
A vacinação das aves pode ser feita através de: Via água; Via aerossol/spray; Intramuscular; Subcutânea; Intra-ovo Ocular; Membrana da asa
- Vacinação via água: Todas as aves do lote devem ingerir toda a vacina dentro do período de uma a duas horas após sua administração. A administração da vacina deve ser feita durante as primeiras horas da manhã para diminuir o estresse (especialmente em épocas de clima quente). Deve-se evitar o uso de água com alto teor de íon metálicos, para que isso não altere o gosto da água, impedindo as aves de beberem. O pH da água deve oscilar entre 5,5 – 7,5, pois quando a água apresenta um alto pH, ela pode ter um gosto amargo. Para que as aves consumam a vacina rapidamente, suprimir o fornecimento de água por uma hora, somente antes da administração da vacina. O sistema de cloração deve ser desligado 72 horas antes de administrar a vacina.
Preparação de uma
sala:
Vacinação:
Verificar se o equipamento de vacinação está funcionando corretamente, com no mínimo uma semana de antecedência à vacinação, para que haja tempo hábil para realizar os ajustes necessários Operadores inexperientes quanto às condições do galpão e ao uso dos equipamentos específicos devem treinar usando água pura para confirmar o ritmo de deslocamento. O pulverizador deve ser utilizado exclusivamente para vacinação. Nunca colocar desinfetantes ou produtos químicos de nenhuma natureza, tais como inseticidas, no pulverizador. Vacinar durante as primeiras horas da manhã para diminuir o estresse, especialmente em épocas de clima quente. Certificar-se de que a vacina tenha sido estocada dentro da faixa de temperatura recomendada pelo fabricante (2-8 ºC), antes de utilizá-la Anotar o tipo de vacina, o número de série e a data de validade nos gráficos ou em outro tipo de registro permanente sobre o plantel.Preparar a mistura de vacina-estabilizante sobre uma superfície limpa, usando recipientes limpos, sem resíduos de produtos químicos, desinfetantes, produtos de limpeza e materiais orgânicos (Nesse método de aplicação, utilizar estabilizante apenas quando indicado pelo fabricante do equipamento e da vacina. Utilizar água limpa, fresca e destilada) Abrir cada frasco de vacina após submergi-lo na águaEnxaguar completamente todos os frascos de vacinaEnxaguar o pulverizador com água destilada e descartar um pouco de água através do bico antes de adicionar a vacina diluída. Normalmente, o volume de água em spray simples é de 15-30 L para cada30.000 aves. (Consultar o fabricante da vacina e do equipamento para verificar os volumes específicos) Antes de iniciar a pulverização, desligar os exaustores e diminuir as luzes para reduzir o estresse das aves e facilitar a movimentação do vacinador dentro do galpão. Colocar as aves em boxes ao longo da lateral do galpão para administrar o spray de água simples (A distância entre o vacinador e a parede lateral não deve ser maior do que quatro metros) A pulverização em spray simples deve ser feita a um metro acima da altura das aves Posicionar o bico pulverizador com o ângulo voltado para baixo.Andar em meio às aves devagar e cuidadosamente. Deixar o exaustor desligado por 20 minutos após o término da pulverização, contanto que as aves não estejam sob estresse calórico e nem sejam deixadas sem supervisão
PNSA (programa nacional de
sanidade aviária):
Prevenir e controlar as enfermidades de interesse em avicultura e saúde pública Definir ações que possibilitem a certificação do plantel avícola nacional Favorecer a elaboração de produtos avícolas saudáveis para o mercado interno e externo
- Doenças de controle oficial: Doenças que NÃO EXISTEM EM TERRITÓRIO NACIONAL e devem ser notificadas assim que existir a suspeita; Influenza Aviária Hepatite viral do Pato Rinotraqueite do Peru Febre do Nilo Ocidental Doenças que EXISTEM EM TERRITÓRIO NACIONAL e devem ser notificadas assim que existir a suspeita:
PNSA (programa nacional de
sanidade aviária):
Laringotraqueite infecciosa aviária Doença de Newcastle Doenças que devem ser notificadas apenas em casos confirmados: Salmoneloses Micoplasmoses Clamidiose aviária Doenças que deve ser notificados mensalmente quantos casos tiveram: Adenovirose Anemia infeciosa das galinhas Bronquite infeciosa aviária Coccidiose aviária Colibacilose Coriza aviária Doença de Marek Doença infecciosa da Bursa/Doença de Gumboro EDS-76 (Síndrome da queda de postura) Encefalomielite aviária Epitelioma aviário/bouba/varíola aviária Espiroquetose aviária (Borrelia anserina) Vacinação das PNSA: Doença de Marek: Obrigatória Doença de Newcastle: Obrigatória Salmoneloses: não é obrigatória, mas só é permida apenas emgranjas matrizeiros e comercial; Micoplasmoses: não é permitida Laringotraqueite: Vacina autorizada mas não obrigatória; Influenza: Proibida Outras: Gumburo, Bouba
PNSS (programa nacional de
sanidade suína):
Prevenir e controlar as enfermidades de interesse em suídeos e saúde pública.
- Doenças de controle oficial: Doenças que NÃO EXISTEM EM TERRITÓRIO NACIONAL e devem ser notificadas assim que existir suspeita: Encefalomielite por vírus Nipah Doença Vesicular Suína Gastroenterite Transmissível Peste Suína Africana(PSA) Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos(PRRS) Triquinelose Doenças que EXISTEM EM TERRITÓRIO NACIONAL e devem ser notificadas assim qe existir alguma suspeita: Peste Suína Clássica(PSA) Antraz(Carbúnculo Hemático) Doença e Aujeszky(DA) Estomatite Vesicular Febre Aftosa Raiva Doenças que devem ser notificadas quando houver casos confirmados: Brucelose Paratuberculose
- Influenza aviária: Doença de notificação obrigatória a OIE. Zoonose que afeta aves e diversos mamíferos, incluindo o homem. Trata- se de um vírus de influenza tipo A pertencente aos subtipos H5 ou H7, ou qualquer vírus do tipo A com um índice de patogenicidade intravenosa superior a 1,2 ou que cause mortalidade em pelo menos 75% dos casos. Considerada exótica no Brasil(nunca foi detectada). Distribuição mundial Principais formas de disseminação: Aves migratórias/silvestres; Globalização e comércio internacional;
PNSS (programa nacional de
sanidade suína):
- Micoplasmoses: São enfermidades que causam, principalmente, problemas respiratórios, urogenitais e articulatórios nas aves. A disseminação do agente pode ocorrer horizontalmente por meio de aerossóis, em acasalamentos e inseminações artificiais, ou de forma direta/indireta; e verticalmente ,por meio da infecção do ovo Três micoplasmas de importância econômica na produção avícola: o Mycoplasmagallisepticum, Mycoplasma synoviae, Mycoplasma meleagridis. Todos podem causarenfermidade subclínica ou clínica nas aves Vacinação para micoplasmoses não é permitidaÚnica doença de notificação obrigatória do PNSA que não é preciso o sacrifício/descarte do lote e é permitido o tratamento Principais formas: Doença Crônica Respiratória das galinhas (DCR) Sinusite infecciosa dos perus Sinovite infecciosa Aerosaculite das aves
- Peste suína clássica (PSC): A PSC é uma doença de notificação imediata ao SVO de qualquer caso suspeito É causada por um vírus da família Flaviviridae, gênero Pestivirus, e possui um sorotipo viral subdividido em dezsubtipos. Acomete suínos (Sus scrofa) domésticos e asselvajadosClínica: febre (40,5 a 42°C), apatia, anorexia, letargia ,animais amontoados, conjuntivite, lesões hemorrágicas na pele, cianose (orelhas, membros, focinho e cauda), paresia de membros posteriores, ataxia, sinais clínicos respiratórios e reprodutivos (abortos). A morte pode ocorrer de 5 a 14 dias após o início dos sinais clínicos, podendo chegar a 100% em leitões. O vírus pode ser transmitido pelas vias direta (principalmente porcontato oronasal entre os animais, aerossóis, secreções, excreções, sangue e sêmen) ou indireta (água, alimentos, fômites, trânsito de pessoa, ,equipamentos, materiais, veículos, vestuários, produtos e alimentos de origem animal). O fornecimento de restos de alimentos contaminados com o vírus aos suínos, sem tratamento térmico, é a forma de introdução da doença mais comum em países ou zonas livresA transmissão transplacentária é importante, gerando leitões infectados, mas clinicamente sadios, que disseminam o vírus.eliminação de casos e contatos na unidade epidemiológica, destruição das carcaças, desinfecção, utilização de animais sentinelas e comprovação de ausência de circulação viral, zonificação e vigilância dentro da zona de contenção e proteção.
- Doença de Aujeszky (DA): Doença presente no Brasil (última ocorrência: 2018, no PR).A Doença de Aujeszky é de notificação imediata ao serviço veterinário oficial (SVO) de qualquer caso suspeito É uma doença causada por um vírus da família Herpesviridae, subfamília Alphaherpesvirinae, e pode acometer os suínos (Sus scrofa) domésticos, silvestres e asselvajados, além de uma grande variedade de mamífero, :bovinos, ovinos, caprinos, equinos, cães, gatos, coelhos e mamíferos silvestres, todos considerados hospedeiros finais. O vírus é encontrado em todas as secreções e excreções do animal infectado e pode ser transmitido pelas vias direta (contato entre animais, aerossóis e suas secreções e excreções, sangue e sêmen) ou indireta (água, alimentos, fômites, trânsito de pessoas, equipamentos, materiais, veículos, vestuários, produtos, alimentos de origem animal), entrando no organismo
por via oral e oro nasal. Transmissão transplacentária (vertical) e via inseminação artificial (sêmen contaminado) são previstas. Leitões de maternidade: Febre (42ºC), apatia, anorexia, hipersalivação, ,predomínio de sinais nervosos como tremores, convulsões, incoordenação de membros posteriores (posição de cão sentado), andar em círculos, movimentos de pedalagem, decúbito, opistótono, pêlos eriçados, inapetência e morte de 1 a 5 dias. Mortalidade pode chegar a 100% Leitões em crescimento e terminação: Febre (42ºC), apatia, anorexia, atraso no crescimento, predomínio de sinais respiratórios como espirros, tosse, descarga nasal, dispneia. Sinais nervosos podem ser observados. Recuperação em 5 a 10 dias. Mortalidade de 1 a 2% ou maior se houver infecções secundárias Suínos reprodutores: Febre (42ºC), anorexia, constipação, hipersalivação, falsa mastigação, agalaxia, infertilidade e sinais respiratórios como espirros, tosse, descarga nasal, dispneia. Incoordenação leve e paralisia de posterior são raros. Mortalidade de 1 a 2%. Matrizes infectadas durante a gestação: retorno ao cio, abortos, natimortos, fetos mumificados e nascimento de leitões fracos Suínos asselvajados: normalmente assintomáticos, podendo apresentar sinais respiratórios leves. Medidas aplicáveis em focos de Doença de Aujeszky: despovoamento imediato, despovoamento gradual ou erradicação por sorologia, a ser avaliado de acordo com a situação epidemiológica. Desinfecção, vazio sanitário, utilização de animais sentinelas e comprovação de ausência de circulação viral Estratégia de vacinação em resposta a foco somente após avaliação do DAS de acordo com a situação epidemiológica. Vacinação preventiva proibida. Amostra: Eutanasiar o (s) animal (ais) doente (s) e colher cérebro, baço, tonsilas, pulmão e fetos abortados, sendo 50 gramas de cada órgão. Acondicionar separadamente em frascos ou sacos plásticos, identificados
- Peste suína africana (PSA): Doença erradicada e ausente no Brasil (última ocorrência: 1981, em PE). A PSA é uma doença de notificação imediata ao serviço veterinário oficial – SVO de qualquer caso suspeito. É causada pelo vírus Asfavirus da família Asfaviridae. Acomete suínos (Susscrofa) domésticos, silvestres e asselvajados. mortalidade súbita, podendo não haver a manifestação de sinais clínicos,febre alta (40,5 a 42°C) e extremidades cianóticas, com evolução rápida e mortalidade que pode chegar a 100% dos animais afetados Formas aguda e subaguda: febre (40, a 42°C), anorexia, letargia, animais amontoados, conjuntivite, vômito, diarreia inicialmente mucoide, evoluindo para diarreia sanguinolenta, extremidades cianóticas, lesões hemorrágicas na pele, dispneia, abortos, paresia de membros posteriores, ataxia, convulsão e a morte pode ocorrer de 7 a 10 dias após o início dos sinais clínicos. As taxa de mortalidade podem variar de 30 a100%. O vírus pode ser transmitido pelas vias direta (principalmente por contato oronasal entre os animais, aerossóis, secreções, excreções, sangue e sêmen) ou indireta (água, alimentos, fômites, trânsito de pessoas, equipamentos, materiais, veículos, vestuários, produtos e alimentos de origem animal). O fornecimento de restos de alimentos contaminados como vírus aos suínos, sem tratamento térmico, é a forma de introdução da doença mais comum em países ou zonas livres. Medidas aplicáveis em focos de PSA em suínos de criação comercial ou de subsistência: eliminação de casos e
A proteção ambiental no Brasil é regida por uma série de leis, decretos e portarias, que relacionam o uso dos efluentes da produção animal como fonte de adubação e impõem limites para seu lançamento em corpos de água.
- Impacto ambiental dos dejetos: Gases nocivos Amônia; Sulfeto de Hidrogênio Dióxido de Carbono Metano Contaminação da água Organismos patogênicos Matéria orgânica Alteração da flora aquática Contaminação do solo Fosfato Nitrato e nitrito Legislação Ambiental (Lei 9.605/98 – Lei de Crimes Ambientais o produtor pode ser responsabilizado criminalmente por eventuais danos causados ao meio ambiente e à saúde dos homens e animais. Destaca-se a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente(CONAMA): de no. 430 de maio de 2011, que estabelece padrões de lançamento de efluentes nos corpos de água e regulamenta a aplicação do efluente animal no solo quando este se encontra na forma de lodo.
produção:
reduzam a emissão de odores; os gases nocivos riscos de poluição dos mananciais de água superficiais e subterrâneas por nitratos e do ar pelas emissões de NH solucionar os problemas de custos e dificuldades de armazenamento, de transporte, de tratamento e de utilização agronômica dos dejetos líquidos; Uso Racional: aproveitamento do esterco tanto na lavoura quanto na alimentação de animais de forma a não deixá-lo desperdiçado, muitas vezes causando poluição.
- Conceitos e caracterização: Dejetos: Fezes; Urinas; Água; Resíduos; Ração; Pelos; Poeira Esterco: Fezes Matéria orgânica; Nitrogênio Minerais.
- Fatores que influenciam no
volume de dejetos dos suínos:
Manejo Tipo de bebedouro Sistema de higienização adotado (frequência e volume de água utilizada) Número e categoria de animais.
- Planejamento do controle de
dejetos:
Produção; Coleta; Armazenamento; Tratamento;
Distribuição e utilização
- Gestão Hídrica: Edificação com o beiral estreito, possibilitando a entrada de água da chuva nos canais de manejo dos dejetos Construção típica em alvenaria para a produção de suínos, detalhes das paredes laterais e do canal de manejo de dejetos.
- Alternativa para o tratamento
dos dejetos:
colocar os dejetos em depósitos durante um determinado tempo, com o objetivo de fermentar a biomassa e reduzir os patógenos; Esterqueiras e bioesterqueiras objetivam o armazenamento temporário dos dejetos para uso posterior como fertilizante Embora empreguem processo anaeróbio para a estabilização do material, não são consideradas como unidades de tratamento.
- Sistemas de tratamento: Ferramentas que contribuem para a minimização dos dejetos que vão para o meio ambiente Em granjas de suínos, quase sempre o destino dos dejetos líquidos é a fertilização agrícola Nesse ponto é que entra a importância do tratamento, por existir em vários problemas de manejo incorreto dos dejetos O tratamento dos dejetos de suínos agrupa um conjunto de ações de transformação por diferentes meios físico-químico e biológico Finalidade de modificar sua composição química e consistência física. As principais técnicas de tratamento de dejetos costumam combinar processos físicos, químicos e biológicos. O dejeto passa por um ou mais processos físicos, quando ocorre a separação das partes sólida e líquida A separação das partes pode ser efetuada por processo de decantação, centrifugação, peneiramento e/ou prensagem.
- Tratamentos químicos: Separação das partes líquida e sólida; Adição de coagulantes ou floculantes aos dejetos; Eliminação ou transformação de certos elementos inadequados ao meio ambiente.
- Tratamentos biológicos: Degradação biológica do dejeto por microorganismos aeróbios e anaeróbios, resultando em um material estável e isento de organismos patogênicos; Dejetos sólidos: compostagem; Dejetos líquidos: pode-se executar os processos de lagoas de decantação.
- Técnicas de tratamento dos
dejetos:
Tratamento físico: separação das fases Decantação; Peneiramento; Centrifugação; Desidratação Tratamento químico: Sulfato de Alumínio; Sais de Ferro; Hidróxido; Óxido de Cálcio Tratamento biológico: Processo natural Controlado ou não Anaeróbio ou aeróbio
- Classificação dos sistemas de
tratamento:
Tratamento preliminar: Objetiva
remover as partículas sólidas grosseira sem suspensão nos
lagoa anaeróbica – reduzir micro- organismos patogênicos lagoa facultativa – reduzir nitrogênio; lagoa aeróbica – reduzir nitrogênio e remover patógenos
armazenamento e tratamento:
Esterqueiras: funcionam como um armazenamento dos desejos. O tratamento tem por objetivo captar o volume de dejetos líquidos para a ocorrência de fermentação biológica da matéria orgânica; Biodigestores: degradação da carga orgânica contida nos dejetos. São câmaras que realizam a fermentação anaeróbia da matéria orgânica produzindo biogás e biofertilizante. Chão revestido. uma etapa do sistema de tratamento Compostagem: funciona como local de armazenamento dos dejetos nos quais ocorre fermentação por ação bacteriana, resultando em material orgânico utilizado principalmente como adubo.
- Manejo de animais mortos: Compostagem de animais mortos: A compostagem é um processo de decomposição em que ocorre a fermentação dos resíduos em presença de oxigênio(aeróbia). Não causa poluição do ar ou água, permite manejo para evitar a formação de odores, destrói agentes patogênicos, Processos: 1. fermentação das carcaças constituídas de musculatura (proteína) e ossos (ricos em cálcio), 2. elevação da temperatura após 2 a 3 dias do início do processo, o que permite a destruição de agentes patogênicos (> 55ºC ), 3. Destruição da Erysipela rhusiopathiae ,Salmonella sp.e o herpes vírus causador da doença de Aujeszky.
- manejo da compostagem: Necessita de 3 elementos: Carcaças e restos orgânicos (fontes de N) água (catalizador das reações) substrato para a fermentação: palha, maravalha, cepilho, sabugo triturado ...
Criação de cama sobreposta
(“deep bedding”)
Criação em camas de maravalhas, serragem, palha... compostagem “in situ”. Vantagens: menor custo de investimento em edificações manejo de dejetos
melhor conforto e bem estar animal aproveitamento da cama como fertilizante agrícola, devido a concentração denutrientes e redução quase total da água contida nos dejetos Desvantagens: maior consumo de água no verão, maior cuidado e necessidade de ventilação nas edificações, disponibilidade de maravalha, serragem ou outro tipo de substrato e, Aspectos sanitários relacionados com a ocorrência de infecções por Mycobacteriumavium- intracellulare (MAI)
- Evolução:
- Duroc: Origem: EUA Pesos: machos adultos 330 a 370 kg, fêmeas 270 a 320 kg, machos castrados até 500 kg Raça de pouca prolificidade: 8/9 leitões nascidos Presença de marmoreio- “O angus dos suínos” Bom rendimento de carcaça: 80% Animais precoces de alta velocidade de ganho de peso Linha macho
- Pietrain: Origem: Bélgica Desenvolvimento posterior exacerbado: 4 pernis Alto rendimento de carcaça Baixa qualidade de carcaça Boa CA Fêmeas de baixa prolificidade e habilidade materna Linha machoPresença do gene halotano
- Large White: Origem: Inglaterra Animais pesam de 200 a 400 Kg quando adultos Animais de alta precocidade Animais de alta prolificidade-mais de 10 leitões Animais de bom temperamento, mas pouco rústicos Pode ser usado tanto em linha macho quanto fêmea(essa é amais comum)
Melhoramento genético – suínos e
aves:
4- Three-Cross:
5- Rotacional com duas raças:
6- Rotacional com três raças:
- Gene Halotano: Raças – carcaça magra – 10 a 12 mm ET, rendimento carne superior 60%; Anestésico inalatório Halotano – gene Halotano (gene carne magra) – autossômica recessiva; Carne PSE (Pale, Soft, Exudative) – estresse Cruzamento animais recessivos – identificação heterozigotos; Genética molecular – PCR; Heterozigotos – qualidade carcaça (1,5% mais carne) - linha macho – linha fêmea sem HÁ.
- Tipos de criação: Frango; Poedeira; Colonial ou caipira; Orgânico
- Sistemas de criação:
Confinado: animal criado em
galpão todo o seu ciclo de vida;
Semi - confinado: Animais criados
nas primeiras semanas de vida em galpões, e posteriormente as aves têm acesso à um piquete
Extensivo: Animal criado em
sistema de pastejo, possuindo galpão apenas para abrigo.
Intensivo: Piramidal ou vertical.
Gaiolas variam de 350 a 450 cm² por ave. Ineficiente: Empenamento, comportamento, estresse térmico, qualidade dos ovos. Principais pontos negativos: Restrição do espaço, sem acesso a poleiros, incidência de canibalismo
Alternativos:
Cage–free;
Free-Range;
Caipira;
Orgânica.
Apenas 5% da criação no Brasil
Introdução à criação de aves:
Aves devem ter acesso a movimentação, poleiros e ninhos 1 ninho para cada 7 aves Piquete: 0,5/1 ave/m² Poleiros: 15cm por ave Densidade galpão: 9 aves/m² Free-Range: Todas as exigências do Cage-Free mas com acesso à um piquete por saídas laterais(46 cm de altura e 53cm de largura) Orgânico: todas as exigências do Free- Range, mas as aves não podem possuir em sua alimentação uso de transgênicos e não podem utilizar antibióticos e suplementos devem ser de fornecedor credenciado, não é permitido o uso da debicagem
- Avaliação do galpão (olhar): A distribuição das aves em toda a área do piso: As áreas específicas estão sendo evitadas, sugerindo a existência de um problema ambiental (corrente de ar, frio, iluminação)? Respiração das aves: As aves estão ofegantes? A respiração ofegante ocorre em uma determinada área do aviário, sugerindo a existência de algum problema de fluxo de ar ou de temperatura Comportamento das aves- alimentação, ingestão de água e repouso: Normalmente, os frangos de corte estarão divididos uniformemente entre esses comportamentos. Número de exaustores funcionando, posição correta da entrada, os aquecedores estão funcionando?: As campânulas/aquecedores começam a funcionar assim que os exaustores são desligados ou os exaustores e as campânulas /aquecedores funcionam ao mesmo tempo, ou seja, os controladores precisam ser ajustados? Painel Evaporativo: Dependendo da temperatura e umidade desejadas, a área do painel evaporativo está molhada, seca ou uma combinação destas condições? A bomba de água está funcionando e a água está sendo distribuída uniformemente no painel evaporativo? Condição da cama do aviário: Existem áreas de cama em más condições devido a bebedouros com vazamentos ou excesso de umidade nos painéis evaporativos? Ar frio está entrando no aviário e se direcionando diretamente ao chão? As fezes frescas estão úmidas e soltas ou sólidas e secas? Existem partículas de alimento não digerido nas fezes? Comedouros e bebedouros: A altura deles está correta, há ração
- Avaliação do galpão (ouvir): As aves: As aves estão roncando, espirrando ou apresentando dificuldade para respirar? Como estão as suas vocalizações? Como estão os sons das aves comparativamente às visitas anteriores? É uma resposta à vacinação, está relacionado a um ambiente com muita poeira em suspensão, inadequado? É melhor fazer a avaliação à noite, quando há menor ruído mecânico da ventilação Os comedouros: As roscas de alimentação mecânica estão funcionando uniformemente? A ração está compactada no silo? Os exaustores: Os rolamentos dos exaustores estão fazendo barulho? As correias do ventilador emitem som como se estivessem soltas? A manutenção de rotina pode evitar problemas ambientais
- Isolamento térmico: 20% da condição térmica das instalações vem do telhado. Altura do pé-direito: Afasta o telhado dos animais, assim como o bolsão de ar quente dentro da instalação: mínimo de 3 metro (instalações com mais de 13m de largura precisam de alturas maiores) Diminuir temperatura através do material utilizado: Pintar telhado de branco Uso de forro: Segunda barreira ao ar quente Lanternin: Abertura na parte superior do telhado. Recomendável para se conseguir a adequada ventilação, pois permite a renovação contínua do ar pelo processo de termossifão resultando em ambiente confortável. Deve ser construído em duas águas, disposto longitudinalmente na cobertura, permitindo ainda uma abertura mínima de 10% da largura da instalação com sobreposição de telhados com afastamento de 5% da largura da instalação ou 40 cm, no mínimo. Telhas: Fibrocimento Barro Térmicas-Isolamento sobre(poliuretano) ou sob(poliuretano, poliestireno extrusado, lã de vidro ou similares) a cobertura
- Cortinas: Controlam temperatura e a ventilação natural Protegem os animais da incidência direta do solou vento Devem ser instaladas nas laterais e acima ,individuais por sala ou lote, e que o fechamento fique de baixo para cima Devem ser reguladas de forma que controlem ao máximo os eventos ambientais de não exercerem influência na temperatura interna da instalação
- Sombreamento e grama: O plantio de árvores paralelas à instalação é recomendado: Protege animais da incidência direta do sol Produz temperaturas mais amenas Não é indicado usar árvores frutíferas Recomenda-se árvores de crescimento rápido, boa densidade de copa, e que percam folhas no inverno Outra forma de sombreamento é a instalação de sombrites. Deve estar disposto de forma que não prejudique a ventilação da instalação O plantio de grama auxilia na absorção dos raios solares, reduzindo a irradiação reflexiva dentro da instalação.
- Dimensionamento: Largura: Climas secos: de 10 a 14m Climas úmidos: até 10m Comprimento ideal: 100 a 125m. Não deve ultrapassar 200m. É aconselhável a divisão em gaiolas para até 2000 aves. Piso: Lavável, impermeável, não liso, uso de argamassa ou concreto Paredes Teladas com muretas de 20- 30cm
- Outras recomendações: Densidade: Comum: 17/18 aves por m² Ideal: 10 a 13 aves por m² Aquecedores: Podem ser à lenha(fornalha), elétricos(campânulas, lâmpadas, resistências), a gás(Campânulas e geradores de ar quente) e alternativos(biogás, solar, aquecimento por água). Ideal que tenham controle por sistemas eletrônicos. Água em temperatura de 15-20ºC
Fornecimento de luz: “dias” mais curtos no início da criação, “dias” mais longos nos momentos finais.
- Cama de frango: Cobrir o piso de forma uniforme: 5-8 cm de altura no verão e de 8-10 cm no inverno. Evitar acúmulo de umidade formando placas Revolver a cama diariamente ou até mesmo 2 vezes ao dia. Trocar toda a cama do galpão, quando necessário, de preferência pela manhã Principais materiais utilizados: Maravalha, serragem, sabugo de milho triturado, casca de arroz, amendoim, café, fenos de gramíneas e rama de mandioca Um material ideal deve: Partículas de tamanho médio e homogêneas Capacidade de absorção de água Liberar facilmente umidade absorvida Baixa condutividade térmica Baixo custo e boa disponibilidade Livre de fungos ou substâncias tóxicas
- Ventilação: Requisitos mínimos para funcionamento correto: Fornecimento de oxigênio para atender às necessidades metabólicas das aves; Permitir o controle da umidade relativa; Manter a cama em boas condições Sistema não deve depender de termoestato: Funcionamento melhor se for utilizado sistema cíclico que desconsidera temperatura. Utilização de timer cíclico: Tempo mínimo de funcionamento deve ser de 20% do tempo total Ciclo de 5 minutos: 1 min ligado, 4 desligado Ciclo de 10 minutos: 2 min ligado, 8 desligado Preferível o de 5 minutos Não deve exceder 10 minutos Quando qualidade do ar estiver ruim, aumentar apenas o período ativo Ventilação mínima é calculada
- Ventilação mínima: Exaustores devem operar em função de um timer, não de um termoestato Exaustores de volume e velocidade não variável A vazão dos exaustores controlados deve permitir uma troca de ar completa a cada 8 minutos. Volume do Galpão= Comprimento x Largura x Altura média (parede lateral
- ½ da altura do beiral ao topo) Exaustores: 900mm= vazão 345 m³/min 1.200mm=vazão 600 m³/min EXEMPLO: Galpão: 120m de comprimento, 12m de largura e 4m de altura média Exaustores: 900mm=345m³/min Volume do Galpão Volume total=120 x 12 x 4=5.760 m³ Volume que deve ser trocado por minuto(8minutos) Volume/min= 5.760 / 8= 720 m³/minNúmero de Exaustores Nº Exaustores= 720(m³/min) / 345(m³/min)= 2, 2 exaustores
- Preparo do galpão: O transporte das aves deve ser feito em veículos limpos, desinfetados, com ventilação apropriada e temperatura controlada. Todos os esforços devem ser envidados a fim de coordenar o cronograma de
Avicultura-preparo dos
reprodutores e programa de lux