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PRODUÇÃO DE LEITE NOVA TECNOLOGIA, Resumos de zootecnia

PRODUÇÃO DE LEITE E MANEJO DE ANIMAIS PARA PRODUÇÃO

Tipologia: Resumos

2023

Compartilhado em 30/10/2022

ricardo-passarinho
ricardo-passarinho 🇧🇷

5 documentos

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LEITE
Coleção SENAR 135
Ordenha mecânica
de bovinos
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LEITE

Coleção SENAR 135

Ordenha mecânica de bovinos

Presidente do Conselho Deliberativo João Martins da Silva Junior Entidades Integrantes do Conselho Deliberativo Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA Confederação dos Trabalhadores na Agricultura - CONTAG Ministério do Trabalho e Emprego - MTE Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA Ministério da Educação - MEC Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB Agroindústrias / indicação da Confederação Nacional da Indústria - CNI Secretário Executivo Daniel Klüppel Carrara

Chefe do Departamento de Educação Profissional e Promoção Social Andréa Barbosa Alves

IMPRESSO NO BRASIL

© 2009, SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural

Coleção SENAR - 135

LEITE Ordenha mecânica de bovinos

FOTOGRAFIA Hermínio Oliveira Rodrigo Farhat

ILUSTRAÇÃO André Tunes

AGRADECIMENTOS Janete Lacerda de Almeida pela produção fotográfica Lauro Lucio Viana e Rodrigo Tillmann Viana (Estância Tropical); Walter José da Cunha (Fazenda Sta. Edwiges); Paulo Roberto Lucas Viana Filho (Fazenda Ser- rinha); Gildo Alvez Santana (Piracanjuba); Escola de Veterinária da Universidade Federal de Goiás por terem disponibilizado suas propriedades, como cenário para parte da produção fotográfica.

SENAR - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Leite: ordenha mecânica de bovinos/ Serviço Nacional de Aprendizagem Rural.

  1. ed. -- Brasília: SENAR, 2016. 104 p. il. ; 21 cm -- (Coleção SENAR; 135) ISBN 978-85-7664-044-
    1. Gado Leiteiro. 2. Ordenha Mecânica. I. Título. II. Série. CDU 637.

Sumário

 - Apresentação - Introdução - Ordenha mecânica de bovinos - I - Conhecer a glândula mamária - 1 - Conheça a estrutura da glândula mamária - 2 - Conheça o funcionamento da glândula mamária - II - Observar a qualidade do leite - 1 - Cuide da saúde do animal - 2 - Cuide da saúde do ordenhador 
  • 3 - Conheça os aspectos gerais do leite e a Instrução Normativa 62 (IN 62) - III - Conhecer a mastite - 1 - Identifique a mastite clínica - 2 - Identifique a mastite subclínica - IV - Ordenhar mecanicamente
    • 1 - Ordenhe mecanicamente em ordenhadeira balde ao pé (latão ao pé) - 2 - Ordenhe mecanicamente em ordenhadeira canalizada - V - Conhecer o tanque de refrigeração - 1 - Verifique o volume de leite no tanque - contagem de células somáticas (CCS) 2 - Colete amostra de leite para análise de contagem bacteriana total (CBT) e - 3 - Faça a higienização do tanque de refrigeração
      • VI - Realizar a manutenção do equipamento de ordenha - Referências

Coleção | SENAR

Apresentação

O elevado nível de sofisticação das operações agropecuárias definiu um novo mundo do trabalho, composto por carreiras e oportunidades profissionais inéditas, em todas as cadeias produtivas.

Do laboratório de pesquisa até o ponto de venda no supermercado, na feira ou no porto, há pessoas que precisam apresentar competências que as tornem ágeis, proativas e ambientalmente conscientes.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) é a escola que dissemina os avanços da ciência e as novas tecnologias, capacitando ho- mens e mulheres em cursos de Formação Profissional Rural e Promoção Social, por todo o país. Nestes cursos, são distribuídas cartilhas, material didático de extrema relevância por auxiliar na construção do conhecimento e constituir fonte futura de consulta e referência.

Conquistar melhorias e avançar socialmente e economicamente é o so- nho de cada um de nós. A presente cartilha faz parte de uma série de títu- los de interesse nacional que compõem a coleção SENAR. Ela representa o comprometimento da Instituição com a qualidade do serviço educacional oferecido aos brasileiros do campo e pretende contribuir para aumentar as chances de alcance das conquistas a que cada um tem direito.

Um excelente aprendizado!

Serviço Nacional de Aprendizagem Rural

Coleção | SENAR

Ordenha mecânica de bovinos

A cadeia produtiva do leite no Brasil vem enfrentando um período de grandes modificações, os consumidores estão se tornando mais exigentes com os produtos que consomem e o interesse em aumentar as exporta- ções de lácteos vem exigindo investimentos nas diversas áreas e setores com o objetivo de melhorar a produção e a qualidade dos produtos. A responsabilidade de melhorar a qualidade do leite brasileiro é de toda a cadeia produtiva, que engloba desde os produtores rurais, asso- ciações, cooperativas, fornecedores de insumos, indústrias, agroindús- trias, distribuidores até os exportadores dos produtos. Diante dessa nova realidade a Instrução Normativa 62 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) regulamenta a produção, identidade, qualidade, coleta e transporte do leite.

Coleção | SENAR

Conhecer a glândula mamária

A glândula mamária é uma estrutura capaz de produzir e armazenar grandes volumes de leite. Para que essa produção ocorra, a glândula mamária utiliza nutrientes consumidos pelo animal ou de suas reservas corporais.

1 - Conheça a estrutura da glândula mamária

O úbere da vaca é uma glândula secretora composta por quatro quar- tos mamários funcionalmente separados, já que não ocorre a comunicação entre eles.

Para a sustentação do úbere existe um sistema de suporte composto pela pele e por um conjunto de ligamentos. Torna-se importante observar se os ligamentos o sustentam adequadamente, pois se estiverem fracos podem favorecer a ocorrência de úbere pendular, dificultar a ordenha, aumentar o risco de ocorrência de infecções intramamárias, além de aci- dentes com o úbere e teto.

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Coleção | SENAR

Os tetos devem ser avaliados quanto à forma e posição para facilitar a or- denha.

Ligamentos relaxados Ligamentos firmes

2 - Conheça o funcionamento da glândula

mamária

A glândula mamária é composta por tecidos que sintetizam e armaze- nam o leite. Ao receber estímulos externos, como mamada ou presença do bezerro, estímulo manual do teto, ruído da ordenhadeira e outros, é realizado o processo de expulsão do leite para fora do alvéolo que poderá ser extraído pelo bezerro ou pela ordenha manual ou mecânica. Esse pro- cesso, também conhecido como “descida do leite”, se dá pela liberação do hormônio ocitocina na corrente sanguínea.

Como a ocitocina permanece na circulação por pouco tempo é impor- tante iniciar a ordenha em aproximadamente um minuto após o início da estimulação dos tetos.

O manejo durante a ordenha deve ser calmo, silencioso e sem agres- sividade para não ocorrer inibição na descida do leite, evitando, ainda, o leite residual.

Coleção | SENAR

Algumas raças de origem Europeia como Holandesa, Jersey e Pardo- -Suíço, em consequência de seleção genética, apresentam facilidade de ordenha e “descida do leite”. Entretanto, vacas leiteiras de raças zebuínas podem apresentar dificuldades de ordenha manual e mecânica, em função do reflexo da expulsão do leite incompleto, na maioria das vezes necessi- tam da presença ou estímulo da mamada do bezerro antes da ordenha.

Coleção | SENAR

2 - Cuide da saúde do ordenhador

O ordenhador deve adotar hábitos higiênicos, como não fumar, cuspir, comer ou assoar o nariz durante a ordenha, além de manter as unhas cortadas e limpas e usar roupas adequadas para a atividade. Recomenda-se que o ordenhador realize periodicamente exames médi- cos e esteja qualificado para a execução da tarefa.

3 - Conheça os aspectos gerais do leite e a Instrução Normativa 62 (IN62)

O leite fresco deve ser um líquido branco, isento de sabores e odo- res estranhos, contendo uma composição química adequada, ausência de microrganismos patogênicos (causadores de doença), pesticidas ou antimicrobia- nos, além de estar livre de agentes inibidores do cres- cimento microbiano. Entre os principais as- pectos a serem observados pela IN62 estão a contagem bacteriana total (CBT), a contagem de células somá- ticas (CCS) e a composição do leite.

Coleção | SENAR

Tabela 1: Contagem bacteriana total (CBT) e contagem de células somáticas (CCS) máximas admitidas no leite cru refrigerado nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

  • UFC/ml – Unidade Formadora de Colônias por mililitros ** CS/ml – Células Somáticas por mililitros *** Prazo dado conformea IN 7 de 2016 do Mapa

Tabela 2: Contagem bacteriana total (CBT) e contagem de células somáticas (CCS) máximas admitidas no leite cru refrigerado nas regiões Norte e Nordeste.

  • UFC/ml – Unidade Formadora de Colônias por mililitros ** CS/ml – Células Somáticas por mililitros *** Prazo dado conformea IN 7 de 2016 do Mapa

A partir de 1/1/2012 a 30/6/

A partir de 1/7/2014 a 30/6/2018 ***

A partir de 1/7/2018 ***

CBT 600.000 UFC/ml* 300.000 UFC/ml* 100.000 UFC/ml*

CCS 600.000 CS/ml** 500.000 CS/ml** 400.000 CS/ml**

A partir de 1/1/2013 a 30/6/

A partir de 1/7/2015 a 30/6/2019 ***

A partir de 1/7/2019 ***

CBT 600.000 UFC/ml* 300.000 UFC/ml* 100.000 UFC/ml*

CCS 600.000 CS/ml** 500.000 CS/ml** 400.000 CS/ml**

Coleção | SENAR

Conhecer a mastite

Mastite ou mamite é a inflamação da glândula mamária causada princi- palmente por microrganismos como bactérias, fungos, leveduras e algas. Ocorre quando microrganismos invadem a glândula mamária, atravessan- do o canal do teto e multiplicando-se no interior dos tecidos. A contami- nação, na maioria das vezes, vem do meio externo através das mãos do ordenhador e do ambiente contaminado. Para combater os microrganis- mos causadores da infecção, neutralizar toxinas e regenerar os tecidos danificados, a glândula mamária apresenta uma resposta inflamatória, aumentando o número de células de defesa e resultando em aumento da contagem de células somáticas.

A mastite é considerada a doença que mais afeta os rebanhos leiteiros. Os principais prejuízos são causados pela redução da produção e des- carte de leite, aumento de gastos com medicamentos para tratamento da doença, descarte involuntário de animais e baixo rendimento industrial.

A mastite pode ser classificada como mastite clínica e subclínica.

III

Coleção | SENAR

1 - Identifique a mastite clínica

A mastite clínica apresenta sinais visíveis como aparecimento de gru- mos, pus ou qualquer alteração das características normais do leite e pode ser identificada através da avaliação do úbere juntamente com o teste da caneca telada ou de fundo preto.

1.1 - Faça a avaliação do úbere

A avaliação do úbere é realizada pela observação e identificação de edema, aumento de temperatura, endurecimento e dor na glândula ma- mária.

1.2 - Faça o teste da caneca telada ou de fundo preto

Atenção:

O teste deve ser realizado antes da ordenha.

Atenção:

O momento adequado para realizar esse procedimento é após a ordenha com o úbere vazio.