









Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Materiais Cerâmicos, Mestrado em Engenharia Mecânica
Tipologia: Notas de estudo
1 / 17
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!










São tão diversos os produtos cerâmicos hoje utilizados em aplicações técnicas sofisticadas que fica difícil uma perfeita classificação deles. Geralmente esses materiais são individualmente projetados para servir a uma aplicação específica de modo a otimizar um conjunto particular de propriedades requeridas. Muitas dessas cerâmicas técnicas modernas exibem propriedades que nunca antes sonhadas pelos ceramistas do passado. Em geral, a maioria desses produtos sofisticados são feitos a partir de matéria prima de alta pureza (muitas delas sintéticas e por isso mesmo caras), geralmente utilizando novas técnicas de conformação, tratamento especiais de sinterização e freqüentemente requerem extensivos acabamentos e testes antes de serem colocados em uso. Para distinguir essas cerâmicas técnicas de cerâmicas mais tradicionais, o termo cerâmicas avançadas, e simplesmente novas cerâmicas têm sido usados. Uma listagem parcial das cerâmicas avançadas poderia incluir as cerâmicas estruturais de alta temperatura, as ferramentas de corte cerâmicas, os materiais para implantes de biocerâmicas, os revestimentos para o ônibus espacial ( e outros materiais que funcionam como barreiras térmicas aeroespaciais), blindagem cerâmica, materiais para janelas aeroespaciais, fibras óticas, dielétricos com alta permissividade para capacitores , materiais para selagem, substratos multicamadas, materiais eletro-óticos, cerâmicas supercondutores, combustíveis nucleares cerâmicos, uma ampla variedade de recobrimentos cerâmicos, eletrólitos sólidos para bateriais de alta temperatura, células à combustível, materiais magnéticos, materiais termistores, varistores, e assim por diante. Os compósitos de matriz cerâmica (também chamados de CMCs) têm se tornado mais comuns nos últimos tempos. Os materiais compósitos com matriz cerâmica reforçados com fibras, whiskers ou plaquetas representam uma área bastante promissora. Um relatório recente do Centro de Análise de Informação em Cerâmica do Departamento de Defesa Americano previu que o mercado americano para compósitos de matriz cerâmica vai crescer a uma taxa anual de quase 15% e atingir os U$ 500 milhões por volta de ano 2000. Enquanto que as cerâmicas tradicionais são usualmente desenvolvidas em laboratórios de pesquisa e desenvolvimento industriais, uma grande variedade de cerâmicas avançadas resultaram de trabalho fundamental feito em laboratórios de universidades e governamentais. Esses desenvolvimentos ocorreram mundialmente, com o Japão na liderança por várias instâncias. Uma medida da importância das cerâmicas avançadas para a moderna tecnologia é indicada pela existência de organizações tais como Associação de Cerâmicas Avançadas dos Estados Unidos ( United States Advanced Ceramic Association), e "Electronics, Nuclear Engineering Ceramics", e "Glass and Optical Materials Division of the American Ceramic Society". O mercado mundial para cerâmicas utilizadas em eletrônicas, automóveis, dispositivos óticos integrados, sistemas avançados de energia, biocerâmicas, e indústrias aeroespaciais está previsto ser de cerca de U$ 18.8 bilhões por volta do ano 2000. Além dos amplos espectros de propriedades úteis , existem motivos chaves para o sucesso da aplicação de cerâmicas avançadas. Um desses motivos é o desenvolvimento de novos níveis de compreensão da ciência do processamento e fabricação de tais materiais que permitem fazer produtos com requisitos para tolerância de tamanho bastante extremos e com alto grau de reprodutibilidade de suas características. Um segundo motivo chave é o reconhecimento que diferentes critérios, daqueles usados para materiais dúcteis, são necessários quando se projeta o uso de materiais duros, frágeis como os cerâmicos. Tem sido crucial desenvolver métodos de testes que produzam valores “verdadeiros” para propriedades que possam ser usadas em cálculos críticos de projeto. Outros testes mais comuns são apropriados somente para julgamentos envolvendo controle de qualidade. Uma das razões para a formação da Associação Americana de Cerâmicas Avançadas foi a necessidade dos fabricantes trabalhar com novos procedimentos de testes adequados para cerâmicas avançadas. Para dar uma visão dentro do espectro de características especiais e aplicações sofisticadas das cerâmicas avançadas, três tipos importantes – cerâmicas estruturais, eletrônicas e óticas – serão discutidas aqui em algum detalhe.
O termo cerâmicas estruturais é aplicado a materiais que possuem geralmente pequenos tamanhos de grãos, são virtualmente isentos de poros e possuem resistência à fratura muito alta, alta tenacidade à fratura e grande dureza. Esses materiais encontram aplicações como componentes em motores e outras máquinas, anteriormente feitos de ligas metálicas. Muitas vezes têm formas intrincadas, são leves porém resistentes. Essas cerâmicas geralmente trabalham sob condições de carregamento dinâmico, envolvendo tensões de tração e de impacto, e freqüentemente devem funcionar a altas temperaturas e em ambientes corrosivos. Elas não devem ser confundidas com os produtos estruturais de argila que, apesar de usados como materiais de construção com importantes implicações como suporte de carga, são de estrutura grosseira, bem porosos e utilizados na sustentação de cargas compressivas estáticas em estruturas relativamente estacionárias e em ambientes não nocivos. Da mesma forma, as cerâmicas estruturais não devem ser confundidas com refratários pesados usados primariamente em aplicações de suporte de cargas compressivas em temperaturas elevadas, embora exista uma tendência crescente para se fazer usos de cerâmicas estruturais em lugares antes ocupados por refratários mais convencionais, ou seja certas zonas mais requisitadas de fornos e vasos de processamentos. Os materiais de maior interesse como cerâmicas estruturais são carbetos de silício (SiC), nitreto de silício (Si 3 N 4 ), certos óxidos como a zircônia (ZrO 2 ) especialmente processados e uma variedade de compósitos de matriz cerâmica. No caso de carbeto de silício e nitreto de silício, os materiais puros não se sinterizam sob condições ordinárias, de modo que eles freqüentemente são prensados à quente (hot pressed ou hot-isostatic pressed), geralmente com aditivos que forneçam um pequena quantidade de fase líquida para assistir na obtenção de uma matriz com tamanho de grão refinado. Várias técnicas têm sido desenvolvidas para a conformação desses materiais sem quase nenhum encolhimento durante a sinterização ou quase nenhuma necessidade de usinagens depois da fabricação. Esse processamento é conhecido como near- net-shape-forming. Carbeto de silício (SiC): O chamado carbeto de silício ligado por reação (reaction bonded) é feito misturando-se pó de carbeto de silício com uma quantidade relativamente pequena de pó de carbono muito fino, compactando-se essa mistura para a forma desejada e em seguida aquecendo-se o compactado enquanto se infiltra nele silício fundido. O silício fundido reage com o carbono finamente granulado no interior do compactado para formar um carbeto de silício adicional, que serve para ligar os grãos de carbeto de silício originais. Após o resfriamento, o silício não reagido permanece como uma segunda fase que preenche poros na estrutura. Um material como esse, é na realidade um compósito de carbeto de silício e silício, e constitui um bom material cerâmico para uso abaixo da temperatura de fusão do silício. Nitreto de silício (Si 3 N 4 ): Pode-se também fabricar peças de nitreto de silício pelo método de ligação através de reação. Uma mistura de pós de nitreto de silício com pós de silício muito fino é prensado ou de outro modo conformado até formar um compactado poroso que é em seguida aquecido (abaixo da temperatura de fusão do silício) em atmosfera rica em nitrogêncio. O nitrogênio penetra dentro dos poros, onde reage com as partículas finas de silício e formam nitreto de silício adicional que age para ligar o resto de pó presente na peça compactada. O produto final tem uma porosidade residual, porém é bastante adequada para muitas aplicações estruturais. Exemplo de microestrutura de cerâmicas de nitreto de silício. A forma alongada de alguns grãos faz aumentar a tenacidade dessas cerâmicas.
breve descrição das características especiais que os tornam úteis para certas aplicações. Em muitos casos, existem também requisitos quanto as propriedades térmicas e mecânicas que devem ser satisfeitos.
Muitos materiais cerâmicos são isolantes elétricos. Conseqüentemente têm sido usados durante anos com isoladores de corrente elétrica contínua e alternada de baixa freqüência, isoladores suspensos em linhas de transmissão de alta voltagem, bases de lâmpadas e chaveamentos. Esses isoladores têm sido tradicionalmente feitos de porcelanas a base de argilas e não são usualmente incluídas na categoria de cerâmicas avançadas. Por outro lado, a utilização de cerâmicas avançadas adequadas para aplicações exóticas estão crescendo muito rapidamente.
Os mais usados são as cerâmicas de alumina, Al 2 O 3 , berília, BeO, nitreto de alumínio, AlN, e uma gama de vidros especiais, incluindo aqueles que podem ser convertidos em formas cristalinas após conformação (vitro-cerâmicas). As propriedades elétricas mais importantes desses materiais isolantes são a condutividade muito baixa, baixa constante dielétrica (uma baixa tendência à polarização ou armazenar carga), uma alta resistência dielétrica (resitência à ruptura sob altas quedas de voltagem) e para aplicações de alta freqüência, baixas perdas dielétricas (baixa propensão para converter a energia no campo alternado em calor).
Uma variedade de formas pode feita a partir de cerâmicas isolantes, muitas delas são tão intrincadas que podem ser feitas por moldagem por injeção ou prensagem isostática seguida de usinagem e acabamento. Uma aplicação especialmente importante de isolamento cerâmico é como substratos para deposição de circuitos de filmes espessos e finos. Os substratos são geralmente feitos de placas finas (uns poucos mm) por meio da tecnologia de "tape-casting" (colagem de fitas). Freqüentemente, dispositivos eletrônicos discretos tais como chips de silício ou capacitores discretos são fixados ao circuito formando o que é conhecido como circuitos híbridos. Também são usados substratos cerâmicos em multicamadas. Esses substratos de multicamadas são feitos por impressão de circuitos em fitas cerâmicas à verde - não sinterizadas - (fitas ou tapes - porque são feitas por tape-casting) usando tintas metálicas, empilhando-as uma sobre as outras, laminado-as para formar uma estrutura sanduíche e em seguida co-queimando a cerâmica e a tinta metálica para formar um único substrato de multicamadas.
Os circuitos elétricos sobre as diferentes camadas de uma estrutura em multicamadas são conectados em pontos apropriados por meio de furos preenchidos por metais, chamados de vias, nas camadas cerâmicas que precisam se conectar umas com as outras. Os substratos não somente suportam a distribuição dos circuitos como também funcionam como um meio para dissipar o calor gerado nos circuitos elétricos, absorvendo ou transferindo esse calor para um sistema de escoamento de calor
conctado a eles. Quando os substratos e seus circuitos elétricos associados são ajustados com as conexões externas e são encapsuladas para proteger os circuitos do ambiente atmosférico, diz-se que a montagem inteira é um pacote eletrônico (electronic package).
Componentes Discretos - Os isoladores cerâmicos são também comumente usados como dielétricos em capacitores - isto é, como o material colocado entre as placas de um capacitor para servir como meio armazenador de carga. Qualquer material isolante pode ser usado nessa aplicação, mas é desejável se usar materiais que permitam a maior quantidade de carga armazenada (capacitância) no menor dispositivo possível. Essa consideração significa que deve-se usar materiais com alta constante dielétrica. Além dessa alta constante dielétrica, um dielétrico usado em capacitores deve ter alta resitência dielétrica, baixas perdas dielétricas e exibir mínimas variações nessas propriedades com a temperatura e/ou voltagem. O grupo mais importante dos materiais dielétricos cerâmicos consiste de combinações do titanato de bário (BaTiO 3 ) com uma variedade de outros óxidos usados para modificar suas propriedades fundamentais. Os dielétricos usados em capacitores são freqüentemente fabricados na forma de pequenos e finos discos ou como tubos ocos de finas paredes, com uma camada metálica depositada sobre cada lado por técnicas de filmes espessos.
Chip com larga escala de Integração - Vista interna do Integrado Uma forma muito importante, e que está crescendo rapidamente, de capacitor cerâmico de alta capacitância, chamado "chip Capacitor", é feito por um processo similar ao usado para substratos cerâmicos multicamadas. Tiras muito finas de dielétricos a base de titanatos são produzidos por "tape casting ", e um modelo (pattern) de eletrodos é impresso sobre um dos seus lados. Muitas camadas de fitas são então empilhadas umas sobre as outras e laminadas juntas.
Uma tremenda quantidade de interesse tem sido focalizado sobre um grupo de materiais cerâmicos especiais que funcionam como supercondutores em "altas temperaturas". Os supercondutores têm características extraordinárias por apresentarem resistência elétrica nula e repelirem completamente campos magnéticos. (Esse último efeito é chamado efeito Meissner). A primeira característica promete a substituição dos condutores comuns para garantir mais eficiência na transmissão de eletricidade e também a capacidade de construção de magnetos muito mais poderosos (sendo este o principal uso dos supercondutores atualmente). O efeito Meissner tem despertado grande interesse como um meio possível de levitação magnética de veículos, especialmente trens, para eliminar virtualmente todo atrito de trilhos e portanto permitir maiores velocidades e grandemente reduzir o consumo de potência. Todo material "supercondutor" reverte-se para "comum" acima de uma certa temperatura crítica. Entre a descoberta do fenômeno da supercondutividade em 1911 e 1986, um número de elementos metálicos e compostos têm sido verificados apresentarem o comportamento supercondutor, porém todos eles têm temperaturas extremamente baixas, com requisito de resfriamento em nitrogênio líquido ou mesmo hélio liquefeito para manter a supercondutividade; esse requisito (sistemas de resfriamentos grandes e caros) tem limitado a utilização prática de materiais supercondutores. Assim, em 1986, um material cerâmico (realmente um óxido complexo de cobre, bário e lantânio) foi descoberto com uma temperatura crítica de 40K. O tremendo surto de interesse na investigação de composições cerâmicas similares resultou na descoberta em 1987 de um material com uma temperatura crítica tão alta quanto 90K. Desde então um número de óxidos cerâmicos supercondutores têm sido produzidos, a maioria deles contendo cobre, um alcalino terroso (tal como Sr ou Ba) e uma terra rara (tal como Y ou La). Tais condutores "supercondutores" oferecem a possibilidade mais barata de resfriamento com nitrogênio liquefeito. O paço dessas descobertas tem dado esperança de que um dia um material supercondutor possa ser encontrado com uma temperatura crítica tão alta quanto a temperatura ambiente (cerca de 300K), que não precisasse de nenhum resfriamento para permanecer como supercondutor. Muita pesquisa continua na direção de produzir materiais com temperaturas críticas mais e mais altas, porém a temperatura ambiente está ainda muito acima das maiores temperaturas críticas conhecidas até hoje.
A maior parte dos usos potenciais de supercondutores requerem que o material esteja sob a forma de fios finos, uma forma bastante difícil de se produzir um material frágil como são os óxidos. Conseqüentemente, um grande esforço de pesquisa nesses materiais está concentrado em novas tecnologias de fabricação.
Existem três família de cerâmicas avançadas que encontram aplicações por causa de suas especiais propriedades magnéticas; esses materiais são chamados de ferritas. As ferritas espinélicas (estrutura cristalina típica dos espinéis - grupo de minerais do tipo AB 2 O 4 onde A é um metal ou mistura de metais divalentes, tais como Mg, Zn, Mn, Co, Ca, Cu, Ba, Ni, Sr e B é um metal trivalente, tal como o Al, Fe (íon férrico), e Cr). As ferritas espinélicas são conhecidas como materiais magnéticos "moles" , significando que é fácil reverter a direção de magnetização delas com um pequeno campo magnético aplicado. As ferritas espinélicas têm a fórmula geral MO.Fe 2 O 3 , onde M é um metal divalente tal como o Ni, Zn, Mg, Mn, Fe ou Co. As ferritas moles são usadas usualmente em núcleos de transformadores ou indutores de baixas perdas, onde suas baixas condutividades elétricas
monocristalina (sendo o quartzo o exemplo mais comum), somente o grupo de materiais cerâmicos conhecido como ferroelétricos (titanatos e zirconatos que exibem polarização elétrica espontânea, histerese elétrica e piezoeletricidade) podem apresentar a piezoeletricidade facilmente na forma policristalina. O material cerâmico ferroelétrico mais importante é o titanato de bário (BaTiO 3 ), o zirconato titanato de chumbo (várias combinações de PbTiO 3 e PbZrO 3 , também designados cerâmicas PZT), e zirconato titanato de chumbo dopado com lantânio (também designado como cerâmicas PLZT).
Para melhor apreciar como as cerâmicas eletro-óticas funcionam, é necessário se considerar a natureza da luz e de sua interação com dielétricos e semicondutores. A palavra fotônica tem sido usada para descrever o coletivo de propriedades óticas dos materiais e a aplicação dessas propriedades para torná-los dispositivos de úteis e um controle cuidadoso e entendimento melhor das propriedades dos materiais tem levado ao desenvolvimento de cerâmicas eletro- óticas. Materiais com banda de energia proibida (gap) larga, tais como as cerâmicas isolantes, são inerentemente transparentes à luz na extensão de comprimentos de onda próximos ao visível, contanto que elas não contenham heterogeneidades internas que possam servir como sítios espalhadores de luz, os quais servirão para reduzir a transparência para translucidez ou até mesmo para uma total opacidade. Consequentemente, monocristais cerâmicos, vidros isentos de poros podem ser utilizados em aplicações fotônicas que requerem feixes de luz transmitida. Se dizer que um material é transparente não significa que o material não interaja com a luz que o atravessa. Por exemplo, a velocidade com que ondas de luz viajam varia de material para material, tendo o seu valor mais alto no vácuo (essa velocidade senda a constante universal c=3.00 x 10^8 m/s). Em todos os outros meios a luz viaja mais lentamente que c, com a razão de c para a velocidade real no material sendo chamada de ïndice de refração do material. Um feixe de luz irá curvar-se ao passar de um material para outro que tenha um índice de refração diferente. Esse princípio é usado quando lentes provocam a focalização ou divergência de feixes de luz. Na maioria dos materiais, esse comportamento é chamado de dispersão, e fundamenta a separação de diferentes comprimentos de onda a partir de um feixe de luz em diferentes quantidades de curvatura. As ondas de luz que constituem um feixe de luz oscila perpendicularmente à direção de propagação do feixe. Sob condições normais, as oscilações são aleatoriamente orientadas em volta da direção de propagação. Entretanto, alguns materiais são capazes de modificar o feixe de luz que os atravessa, de modo que somente certas direções de oscilação passa. Esse fenômeno é chamado de polarização e aplicações muito importantes de luz requerem ou utilizam o fenômeno de polarização. Por exemplo, se um feixe de luz com uma certa polarização incide sobre um material que somente transmite a luz de uma polarização diferente, esse material efetivamente bloqueará a passagem do feixe.