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Professor Flávio
As questões a seguir são referentes ao Quarto de Despejo
01. Assinale com V ou F as seguintes afirmações abaixo ( ) Carolina mora na favela, é pobre, catadora de lixo e alcoólatra. As segundas-feiras são o melhor dia para catar papéis. ( ) Carolina, apesar de se dar muito bem com seus vizinhos, almeja um dia poder sair da favela e publicar seu livro. ( ) Os filhos de Carolina são muito bem tratados pela comunidade da favela. A solidariedade é muito presente. ( ) Carolina tem 3 filhos, Vera Eunice, José Carlos e João José. Carolina sempre teve boas experiências com os homens.
a) F, F, F, F b) V, F, V, F c) V, V, V, V d) V, F, F, V e) V, F, F, F
02. Julgue os itens abaixo I. A narrativa ocorre em São Paulo. Carolina Maria de Jesus é a autora do livro do qual é narrado pela própria protagonista, em primeira pessoa. II. A política é bastante presente no livro, com a narradora fazendo críticas aos políticos que só apareciam na favela em épocas de eleições. O presidente do Brasil da época era Juscelino Kubitschek. III. No processo de publicação do livro, acabou-se por adaptar a obra para uma linguagem culta e formal, para encaixar-se na escola literária da época, o Parnasianismo.
Estão corretas a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas I e II. d) Apenas II e III. e) I, II e III.
03. Leia o excerto a seguir
“É o homem mais distinto da favela. Ele está aqui já faz 9 anos. Sai de casa e vai para o trabalho. Não falta ao serviço. Nunca brigou com ninguém. Nunca foi preso. Ele é o homem mais bem remunerado da favela. Trabalha para o Conde Francisco Matarazzo.”
O texto refere-se ao seguinte personagem a) Senhor Manoel, amigo que ajuda Carolina e que também se envolve sexualmente. b) Orlando Lopes, que cobra a energia elétrica. c) Audálio Dantas, repórter que publica seu livro. d) Dário, cigano que se envolve amorosamente com Carolina. e) Raimundo, cigano por quem Carolina se apaixona e depois se desilude.
04. Assinale a alternativa incorreta a) O pai de Vera Eunice ajuda Carolina com o dinheiro da pensão, que em momento algum tem seu nome revelado no diário. b) Carolina consegue publicar seu diário na revista Cruzeiro. c) A fome, as brigas e o ódio na favela são temas recorrentes na narrativa. d) Às segundas Carolina consegue coletar mais materiais para vender, enquanto nos sábados é o dia de maior preocupação, uma vez que ela precisa trabalhar dobrado para o domingo. e) No livro é possível acompanhar a ascensão social de Carolina até o momento que seu livro, Diário de Despejo, é publicado.
Português
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Otto Maria Carpeaux, analisando o romance de Graciliano Ramos, afirma: “Após ter lido ANGÚSTIA até o fim, é preciso rever as primeiras páginas, para compreendê-las”. Isso se justifica porque o romance apresenta a) um mundo fechado em si mesmo, mas com linhas narrativas independentes e soltas. b) estrutura circular em que início e fim se tocam em relação de causa e efeito. c) relação temporal em que o passado e o presente se interpenetram, dando ao texto uma estrutura labiríntica. d) narração em terceira pessoa, com linha narrativa ondulatória. e) desordem na sequência narrativa como consequência do distúrbio mental que acometera a personagem.
06. (PUCCAMP) A leitura de romances como Vidas Secas, São Bernardo ou Angústia permite afirmar sobre
Graciliano Ramos que: a) sua grande capacidade fabuladora e o tom lírico de sua linguagem servem a uma obra dominada pelo impulso, em que se mesclam romantismo e realismo, poesia e documento. b) sua obra transcende as limitações do regional ao evoluir para uma perspectiva universal, ao mesmo tempo que sua expressão parte para o experimentalismo e para as invenções vocabulares inovadoras. c) sua obra, preocupada em fixar os costumes e falas locais do meio rural e da cidade, é um registro fiel da realidade nordestina, quase um documento transfigurado em ficção. d) sua obra, toda condicionada pela realidade humana e social de uma árida região de coronéis e cangaceiros, apresenta uma narrativa linear, mas de linguagem exuberante, própria dos grandes contadores de história. e) tanto o enfoque trágico do destino do homem ligado às raízes regionais quanto a análise dos conflitos existenciais do homem urbano conferem uma dimensão universal à sua obra.
07. Quatro das frases abaixo são de Luís da Silva, protagonista do livro Angústia, de Graciliano Ramos, e, ainda
que fragmentadamente, ajudam a compor sua realidade psicológica e social. A quinta frase foi dita pelo antagonista Julião Tavares e mostra uma faceta de sua personalidade. Marque-a.
a) À noite fecho as portas, sento-me à mesa da sala de jantar, a munheca emperrada, o pensamento vadio, longe do artigo que me pediram para o jornal. b) Agarrava a papelada com entusiasmo de fogo de palha. Tempo perdido. c) Afinal, para a minha história, o quintal vale mais do que a casa. Era ali, debaixo da mangueira, que, de volta da repartição, me sentava todas as tardes, com um livro. d) Por disciplina, entende? Considero a religião um sustentáculo da ordem, uma necessidade social. e) A corda enlaçou o pescoço do homem, e as minhas mãos apertadas afastaram-se
08. (UDF) Aponte o item que melhor conceitua a obra Angústia, de Graciliano Ramos. a) Essa obra complementa Memórias do Cárcere, do mesmo autor, relativamente às suas memórias, mas sem o seu envolvimento político. b) Narrativa ficcional de forte tendência psicológica, seguindo o fluxo do pensamento do narrador em 1ª pessoa. c) A exemplo das narrativas de Jorge Amado e Érico Veríssimo, em Angústia, Graciliano Ramos privilegia a ação, de forma a registrar o universo das tradições nordestinas. d) Em Angústia, o autor movimenta as personagens em ações que lhe permitem registrar as relações exteriores entre pessoas de diferentes crenças e origens, como num painel ou palco teatral. e) Os contos reunidos no volume Angústia, de interação psicológica, assemelham-se aos de Insônia, do mesmo autor, e a algumas coletâneas de Clarice Lispector. 36 Graciliano Ramos 09. (PUC-SP) O crítico Álvaro Lins, analisando o romance “Angústia”, de Graciliano Ramos, assim se expressa: “As personagens são projeções da personagem principal. Julião Tavares e Marina só existem para que Luís da Silva se atormente e cometa o seu crime. Tudo vem ao encontro do personagem principal – inclusive o instrumento do crime”. De acordo com esse texto e considerando a trama do romance, é possível depreender-se que a) Luís da Silva e Julião Tavares são projeções de um mesmo sentimento, qual seja o de destruição e morte de Marina. b) Luís da Silva, acometido por uma crise de ciúme, mata Marina, a vizinha por quem nutria uma paixão recalcada. c) o instrumento do crime ocorrido na narrativa foi um pedaço de cano que, segundo Luís da Silva era “uma arma terrível, sim senhor, rebenta a cabeça dum homem”.