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profibus, Notas de estudo de Cultura

O que e profibus e tipos.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 15/12/2010

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sidney-pereira-7 🇧🇷

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Claudio Eduardo Storti Lago
ComputerSorcerer Domain - www.computersorcerer.com 1
Protocolo Profibus
por Claudio Eduardo Storti Lago
Com a necessidade de padronização da comunicação entre máquinas do processo
industrial, surgiu em 1986 uma corrente européia com o propósito de criar meios
comuns de troca de informações entre esses equipamentos. Com isso tornou-se
possível a comunicação entre os mais diversos dispositivos tais como CNC, PLC, PC e
outros mesmo que de fabricantes diferentes. Por volta de 1990 a maioria dos sistemas
industriais já se comunicavam com protocolos standard, e o Profibus era uma das
opções.
Baseado no protocolo SINEC L2 desenvolvido pela Siemens, o Profibus tornou-se uma
das plataformas mais abertas do mundo.
O Profibus pertence a um grupos de protocolos que compartilham um conceito
chamado fieldbus. Este conceito surgiu quando verificou-se que apenas automatizar
as máquinas de uma linha de produção não era suficiente para garantir uma alta
qualidade e produção. O conceito fieldbuscompartilha a iia da descentralização da
inteligência, ou seja, a informação não está apenas armazenada num único membro do
processo como por exemplo o PC Manager”, mas distribuída em uma rede desde o
chão de fábrica até os níveis mais superiores da gerência. O Profibus pode ser utilizado
nos mais diversos níveis do processo industrial, para isso, uma série de derivações do
Profibus surgiram, tais como:
Profibus DP (Periferia Distribuída de I/Os): foi a primeira versão criada.
Indicada para o chão de fábrica, onde o volume de informações é grande e
há a necessidade de uma alta velocidade de comunicação para que os
eventos sejam tratados num tempo adequado.
Profibus FMS (Field Message Specification): esta versão é uma evolução
do Profibus DP e destina-se a comunicação ao nível de células (nível onde se
encontram os PLCs). O FMS é tão poderoso que pode suportar o volume de
dados até o nível gerencial, mesmo não sendo uma prática ideal.
Profibus PA (Process Automation): Esta é a versão mais moderna do
Profibus. Uma característica interessante deste protocolo é que os dados
podem trafegar pela mesma linha física da alimentação DC, o que economiza
tempo de instalação e cabos. Sua performance é semelhante ao DP.
O Profibus PA possui uma característica interessante que é a transmissão intrínseca
segura, o que faz do PA uma ótima opção para ambientes classificados, ou seja,
ambientes onde existe o perigo de explosão caso ocorra uma faísca elétrica devido a
atmosfera estar possivelmente carregada com alguma substância explosiva, como por
exemplo numa petroquímica.
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Claudio Eduardo Storti Lago [email protected]

Protocolo Profibus

por Claudio Eduardo Storti Lago Com a necessidade de padronização da comunicação entre máquinas do processo industrial, surgiu em 1986 uma corrente européia com o propósito de criar meios comuns de troca de informações entre esses equipamentos. Com isso tornou-se possível a comunicação entre os mais diversos dispositivos tais como CNC, PLC, PC e outros mesmo que de fabricantes diferentes. Por volta de 1990 a maioria dos sistemas industriais já se comunicavam com protocolos “standard”, e o Profibus era uma das opções. Baseado no protocolo SINEC L2 desenvolvido pela Siemens, o Profibus tornou-se uma das plataformas mais abertas do mundo. O Profibus pertence a um grupos de protocolos que compartilham um conceito chamado “fieldbus”. Este conceito surgiu quando verificou-se que apenas automatizar as máquinas de uma linha de produção não era suficiente para garantir uma alta qualidade e produção. O conceito “fieldbus” compartilha a idéia da descentralização da inteligência, ou seja, a informação não está apenas armazenada num único membro do processo como por exemplo o “PC Manager”, mas distribuída em uma rede desde o chão de fábrica até os níveis mais superiores da gerência. O Profibus pode ser utilizado nos mais diversos níveis do processo industrial, para isso, uma série de derivações do Profibus surgiram, tais como: Profibus DP (Periferia Distribuída de I/Os): foi a primeira versão criada. Indicada para o chão de fábrica, onde o volume de informações é grande e há a necessidade de uma alta velocidade de comunicação para que os eventos sejam tratados num tempo adequado. Profibus FMS (Field Message Specification): esta versão é uma evolução do Profibus DP e destina-se a comunicação ao nível de células (nível onde se encontram os PLCs). O FMS é tão poderoso que pode suportar o volume de dados até o nível gerencial, mesmo não sendo uma prática ideal.  Profibus PA (Process Automation): Esta é a versão mais moderna do Profibus. Uma característica interessante deste protocolo é que os dados podem trafegar pela mesma linha física da alimentação DC, o que economiza tempo de instalação e cabos. Sua performance é semelhante ao DP. O Profibus PA possui uma característica interessante que é a transmissão intrínseca segura, o que faz do PA uma ótima opção para ambientes classificados, ou seja, ambientes onde existe o perigo de explosão caso ocorra uma faísca elétrica devido a atmosfera estar possivelmente carregada com alguma substância explosiva, como por exemplo numa petroquímica.

Claudio Eduardo Storti Lago [email protected] São inúmeras as vantagens que os protocolos pertencentes ao conceito “fieldbus” fornecem, como por exemplo:  Tamanho das instalações: Antes do conceito “fieldbus”, as instalações eram muito maiores, mais complexas e os gastos com cabos para comunicação eram enormes.  Gabinetes otimizados: Como o número de linhas físicas diminuiu, os gabinetes puderam ser otimizados, ocupando um espaço menor.  Localização de defeitos: Com cabos menores e gabinetes otimizados, a localização de defeitos tornou-se uma tarefa muito mais fácil, além do sistema de comunicação ter se tornado muito mais confiável.  Custo: Com todas as vantagens acima citadas, conseguiu-se uma redução significativa do custo final do projeto de automação. Profibus DP Profibus FMS Profibus PA Tempo: 1 a 5 ms < 60 ms < 60 ms Norma: EN50170 EN50170 EN IEC 1158- Distância: 23 km 23 km 2 km Tabela 1 Comparação entre as versões do Profibus O Profibus pode trafegar tanto por um meio elétrico como por um meio óptico. No caso do meio ser elétrico, este precisa obedecer o padrão RS485. No caso do meio óptico, a fibra pode ser plástica ou de vidro. As vantagens em se utilizar o meio óptico é que devido ao seu comprimento de onda, possui uma alta imunidade a ruídos. É comum utilizarmos como protocolo cooperante o padrão ethernet industrial. Utilizando uma placa “Gate Away” que é encarregada de ser o “tradutor” entre os dois protocolos, é possível que ocorra a integração dos dados do nível de processo (chão de fábrica) com o nível gerencial. As versões mais modernas do Profibus como o FMS e o PA podem se utilizar do conceito Token Pass para aumentar a capacidade de comunicação e desempenho. Podemos ter desse modo, mais de um “PC Manager “que se alternam no cargo de master da rede conforme a necessidade do processo. Existem vários outros protocolos que se encaixam no conceito de “fieldbus” e que são concorrentes diretos do Profibus. Podemos citar por exemplo o Interbus, CANopen, DeviceNet entre outros.