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Introdução ao Desenvolvimento de Aplicativos para a Plataforma Android, Notas de estudo de Informática

Saiba como começar a desenvolver aplicativos para a plataforma android, uma plataforma de código aberto criada pelo google e open handset alliance. Aprenda sobre as camadas da plataforma, ferramentas de desenvolvimento e como instalar o ambiente de desenvolvimento no ide eclipse.

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 10/03/2011

william-felipe-dutra-abreu-da-silva
william-felipe-dutra-abreu-da-silva 🇧🇷

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Jean Sch eijen – www.sxc.h u
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Linux Magazine #43 | Junho de 2008
PROGRAMAÇÃO
Seu primeiro aplicativo para Android
Programe seu andróide
A plataforma Android, do Google, vai equipar com tecnologia de ponta diversos
aparelhos celulares. Veja como é fácil começar a programar aplicativos nela.
por Alessandro de Oliveira Faria
O
Android é uma plata-
forma de código aberto
para dispositivos portáteis
criado pelo Google em parceria
com a Open Handset Alliance
(OHA). Trata-se de uma aliança
para o telefone celular aberto,
composta por mais de 30 empre-
sas do mercado de TI que apóiam
soluções de código-fonte aberto,
como Samsung, Intel, Motorola,
Qualcomm e Telefónica. A OHA
pretende repetir a estratégia da
IBM com a fabricação do PC,
composto por partes facilmente
adquiridas no mercado.
Essa plataforma funciona como
um sistema operacional como os
já existentes Symbian e Windows®
Mobile, com a diferença de ser
baseado em Código Aberto. Com
isso, qualquer desenvolvedor pode
criar aplicativos para a plataforma
Android. O kit de desenvolvimen-
to do Android provê ferramentas e
chamadas via APIs para o desen-
volvimento de aplicativos baseados
na linguagem Java.
Em outras palavras, trata-se de
um pacote com programas para
celulares, com um sistema
operacional, middleware, aplica-
Figura 1 Camadas da plataforma Android.
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Jean Scheijen – www.sxc.hu

Linux Magazine #43 | Junho de 2008 73

PROGRAMAÇÃO

Seu primeiro aplicativo para Android

Programe seu andróide

A plataforma Android, do Google, vai equipar com tecnologia de ponta diversos aparelhos celulares. Veja como é fácil começar a programar aplicativos nela. por Alessandro de Oliveira Faria

O

Android é uma plata- forma de código aberto para dispositivos portáteis criado pelo Google em parceria com a Open Handset Alliance (OHA). Trata-se de uma aliança para o telefone celular aberto, composta por mais de 30 empre- sas do mercado de TI que apóiam soluções de código-fonte aberto, como Samsung, Intel, Motorola, Qualcomm e Telefónica. A OHA pretende repetir a estratégia da IBM com a fabricação do PC, composto por partes facilmente adquiridas no mercado. Essa plataforma funciona como um sistema operacional como os já existentes Symbian e Windows® Mobile, com a diferença de ser baseado em Código Aberto. Com isso, qualquer desenvolvedor pode criar aplicativos para a plataforma Android. O kit de desenvolvimen-

to do Android provê ferramentas e chamadas via APIs para o desen- volvimento de aplicativos baseados na linguagem Java.

Em outras palavras, trata-se de um pacote com programas para celulares, já com um sistema operacional, middleware, aplica-

Figura 1 Camadas da plataforma Android.

74 http://www.linuxmagazine.com.br

PROGRAMAÇÃO | Google Android

tivos e interface de usuário. Tais recursos permitirão que o Goo- gle e outras empresas ofereçam recursos mais ricos aos usuários que se encontram distantes de um computador de mesa. Os principais recursos dessa plataforma móvel são a máquina virtual otimizada, o navegador integrado, a biblioteca 2D e 3D, o banco SQLite e o plugin para o Eclipse, chamado ADT.

Arquitetura A arquitetura do Android é di- vidida em cinco camadas, orga- nizadas como mostra a figura 1 : kernel Linux, bibliotecas, am- biente de execução, framework e aplicativo. A camada do kernel Linux é composta pelo kernel 2.6 e se responsabiliza pelos serviços, se- gurança, gerenciamento de me- mória e processos, rede e drivers. Essa camada também é respon- sável pela abstração do hardware do dispositivo. A segunda camada, a de biblio- tecas , carrega consigo um conjunto de bibliotecas C/C++ utilizadas pelo sistema. Estão incluídas nesse con- junto a biblioteca C padrão (Libc) e também aquelas das áreas de multimídia, vi- sualização de ca- madas 2D e 3D, funções para na- vegadores web, funções para gráficos, funções de aceleração de hardware, ren- derização 3D, fontes bitmap e vetorizadas e funções de acesso ao banco

SQLite. Todos esses recursos estão disponíveis no framework para o desenvolvimento de aplicativos. A pequena camada do ambien- te de execução ( Android Runti- me , na figura 1 ) é uma instância da máquina virtual Dalvik cria- da para cada aplicação executa- da no Android. A Dalvik é uma máquina virtual com melhor desempenho, maior integração com a nova geração de hardware e projetada para executar várias máquinas virtuais paralelamen- te. Além disso, é otimizada para consumo mínimo de memória, bateria e CPU. Sobre essas camadas, localiza-se a camada do framework (Applica- tion Framework, na figura 1 ). Nela, encontramos todas as APIs e os re- cursos utilizados pelos aplicativos, com classes visuais como botões e views, provedor de conteúdo (tro- ca de recursos entre aplicativos) e gerenciadores de recursos, de notificação e de pacotes. Acima de todas as outras cama- das está a de aplicativos , na qual se encontram todos os aplicativos (escritos em Java) do Android, como cliente de email, navegador web, contatos e outros. Isso significa que, para desenvolver programas para a plataforma Android, vamos criar os aplicativos em Java na máquina virtual Dalvik.

Instalação e configuração Para instalarmos o Android, pri- meiramente devemos efetuar o download do ambiente de de- senvolvimento ( Android SDK ) em [1]. Antes de baixar o ar- quivo, é necessário clicar em “ I agree to the terms of the SDK License ” para aceitar os termos da licença do SDK. Logo em se- guida, deve-se selecionar o pa- cote correspondente ao sistema

Figura 3 Seleção do novo site.

Figura 2 Especifi cação do site para o plugin

Exemplo 1: Código do projeto HelloAndroid

01 package com.android.hello; 02 03 import android.app.Activity; 04 import android.os.Bundle; 05 import android.widget.TextView; 06 07 public class HelloAndroid extends Activity { 08 / Called when the activity is first created. / 09 @Override 10 public void onCreate(Bundle icicle) { 11 super.onCreate(icicle); 12 TextView tv = new TextView(this); 13 tv.setText(“Ola Mundo - Linux Magazine!”); 14 setContentView(tv); 15 } 16 }*

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PROGRAMAÇÃO | Google Android

será iniciado, nos permitindo ver esse primeiro programa em ação no Android ( figura 5 ).

Sem Eclipse? Também é possível escrever apli- cativos para o Android sem usar o Eclipse, recorrendo apenas à linha de comando. Para isso, o Android SDK traz um script escrito em Python cha-

mado activityCreator.py. O comando adequado, nesse caso, seria:

activityCreator.py --outHelloAndroid com.android.hello.HelloAndroid

Em seguida, acesse a pasta Hello- Android/ (criada pelo script), onde se encontra-se o arquivo build.xml.

Partindo do princípio de que o Apache Ant esteja instalado corre- tamente, basta executar o coman- do ant para compilar o programa HelloAndroid.

Layout No mundo dos aplicativos embar- cados, a aparência tem uma im- portância ainda maior sobre a usabilidade. O DroidDraw é um editor de layout escri- to em Java que possibilita a montagem de interfaces grá- ficas e sua gravação em um arquivo XML para posterior utilização no aplicativo. Essa ferramenta é muito útil para acelerar o desenvolvimento de aplicativos na plataforma Android. O DroidDraw pode ser usa- do online [2] ou baixado a par- tir do site [3]. Para instalá-lo, basta descompactar o arquivo baixado, entrar no diretório criado por ele e executar o script droiddraw.sh.

Câmbio Para explorar o DroidDraw, vamos criar um aplicativo para conversão de valores em reais para dólares. Após iniciar o programa, o primeiro passo é selecionar a aba Layouts e, em seguida, o componente LinearLayout. Na aba Properties, altere a dimensão para 200 pixels de largura e 130 de altura, pres- sionando o botão Apply logo em seguida. Depois, na aba Widgets, arraste dois objetos TextView, dois EditText, dois RadioButton e um Button para a área da interface e crie um layout como na figura 6. Novamente na aba Pro- perties, altere o campo id

Exemplo 2: Aplicativo de câmbio

package com.android.lm;

import android.app.Activity; import android.os.Bundle; import android.view.View; import android.view.View.OnClickListener; import android.widget.Button; import android.widget.RadioButton; import android.widget.TextView;

public class HelloLM extends Activity { TextView dolar; TextView real; RadioButton dtor; RadioButton rtod; Button convert;

/ Called when the activity is first created. / @Override public void onCreate(Bundle icicle) { super.onCreate(icicle); setContentView(R.layout.main); dolar = (TextView)this.findViewById(R.id.dolar); real = (TextView)this.findViewById(R.id.real); dtor = (RadioButton)this.findViewById(R.id.dtor); dtor.setChecked(true); rtod = (RadioButton)this.findViewById(R.id.rtod);*

convert = (Button)this.findViewById(R.id.convert); convert.setOnClickListener(new Button.OnClickListener() { public void onClick(View v) { if (dtor.isChecked()) { convertDolarToReal(); } if (rtod.isChecked()) { convertRealToDolar(); } }}); } protected void convertDolarToReal() { double val = Double.parseDouble(dolar.getText().toString()); real.setText(Double.toString(val1.8)); } protected void convertRealToDolar() { double val = Double.parseDouble(real.getText().toString()); dolar.setText(Double.toString(val/1.8)); }*

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Google Android | PROGRAMAÇÃO

Linux Magazine #43 | Junho de 2008

do primeiro objeto EditText para @+id/dolar” , o do segundo Edit- Text para @+id/real , o do primei- ro RadioButton para @+id/dor , o do segundo RadioButton para @+id/rtod e o do Button para @+id/convert. Depois disso, bas- ta clicar sobre o botão Generate para criar o arquivo do layout na janela Output. Com o layout gerado, crie uma nova aplicação (com o Eclipse ou pelo script) e substitua o conteúdo do arquivo res/layout/main.xml pela estrutura XML gerada pelo DroidDraw. Depois, na pasta src , localize o arquivo nome-da-classe. java e insira o código do exemplo 2 no arquivo fonte. Para visualizar o aplicativo em funcionamento, basta executar o programa com a opção Run, como mencionado anteriormente.

Emulador O Android SDK traz ainda um prático emulador. Com ele, o desenvolvedor tem à disposição um aparelho celular emulado, capaz de executar todos os apli- cativos desenvolvidos para a pla- taforma. Isso é ótimo para rea- lizar testes sem um dispositivo físico. Todas as funções de um celular estão disponíveis, exceto aquelas relacionadas a chamadas telefônicas. Para executar o emulador do Android, basta executar o comando emulator , que se encontra na pasta tools/ do SDK. Por padrão, ele traz quatro “temas”, chamados de skins. O que muda entre os skins é apenas a resolução da tela. Há as opções QVGA (320x240) e HVGA (480x320), nas orientações paisa- gem (sufixo L) e retrato (sufixo P). Para usar a resolução HVGA em formato paisagem, basta ini- ciar o emulador com o parâmetro -skin HVGA-L.

Depuração O ADB, ou Android Debug Brid- ge, é um gerenciador de depura- ção poderoso. Este artigo ficaria muito extenso caso fossem men- cionadas todas as opções e recur- sos disponíveis na ferramenta; por isso, serão abordadas apenas suas funções principais. Para listar os emuladores disponí- veis, usa-se o comando adb devices. A instalação de aplicativos também é possível e usa-se o comando adb install /caminho/do/aplicativo.apk. A desinstalação é igualmente fá- cil, pois requer apenas o comando adb shell rm data/app/aplicativo. apk. Como esse último comando leva a crer, é possível acessar uma shell do Android com o comando adb shell ( exemplo 3 ). O Android tem, embutido, um banco de dados SQLite, que se pode acessar, a partir da shell, com o comando:

# sqlite3 /data/data/com.example. google.rss.rssexample/databases/rssitems.db Ao vivo

Quem desejar poupar esforços de instalação do Android SDK pode recorrer ao VD_Android [4] , uma distribuição Linux em Live

CD que já traz o SDK instalado, assim como o IDE Eclipse e o aplicativo DroidDraw. A distri- buição oferece ainda a opção de instalação no disco rígido ou em um pendrive. O VD_Android é baseado no Debian Lenny e utiliza como ambiente desktop padrão o Xfce4.

Conclusão Para quem deseja ter contato com o Android, este artigo é um bom ponto de partida. A plataforma Android é poderosa e, como se vê, fácil de usar. Esperamos que ele ajude a iniciar uma longa cami- nhada de aprendizado. ■

Exemplo 3: Shell do Android

**$ adb shell

ls -l

drw-rw-rw- root root 2008-04-14 06:29 cache drwxr-xr-x root root 2008-04-14 06:29 d -rwxr-xr-x root root 91952 1970-01-01 00:00 init drwxr-xr-x root root 1970-01-01 00:00 etc drwxr-xr-x root root 1970-01-01 00:00 var drwxrwx--x system system 2007-11-11 20:59 data drwxr-xr-x root root 2008-02-29 01:19 system drwxr-xr-x root root 1970-01-01 00:00 sys drwxrwxrwt root root 2008-04-14 06:49 tmp dr-xr-xr-x root root 1970-01-01 00:00 proc drwxr-xr-x root root 1970-01-01 00:00 sbin drwx–– root root 1970-01-01 00:00 root drwxr-xr-x root root 2008-04-14 06:29 dev**

Mais informações

[1] Download da SDK do Android: http://code. google.com/intl/pt-BR/ android/download.html

[2] DroidDraw online: http:// www.droiddraw.org/ [3] Download do DroidDraw: http://droiddraw. googlecode.com/files/ droiddraw-r1b8.tgz

[4] VD_Android: http:// tinyurl.com/6z2c3v