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pronto socorro, Notas de estudo de Enfermagem

DISTURBIOS MENTAIS NO PRONTO SOCORRO

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 19/08/2011

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elmara-soares-machado-costa-8 🇧🇷

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ESCOLA DE FORMAÇAO
TECNICA JOSEFA GOMES
ORIENTADOR:JEFFERSON
DISCIPLINA:PRONTO SOCORRO
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ESCOLA DE FORMAÇAO

TECNICA JOSEFA GOMES

ORIENTADOR:JEFFERSON

DISCIPLINA:PRONTO SOCORRO

DISTÚRBIOS MENTAIS E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EQUIPE: ELMARA SOARES EVANY ALVES ISABEL SANTOS MARLENE CARDOSO Mª NAZARETE VANDO RODRIGUES

O surgimento da teoria freudiana, alicerçada na descoberta do conceito de inconsciente e no consequente desenvolvimento da psicanálise, trouxe questionamentos às determinações naturais da doença mental. A psicanálise desenvolvida por Freud indica que nenhum aspecto do presente poderia explicar as experiências patológicas sem que se associasse a ela aspectos do passado que, apesar de não serem patogênicos em si, influenciariam no desenvolvimento de um distúrbio mental, na atualidade. Grande parte dos usuários que aparecem nas emergências clínicas apresentam transtornos psiquiátricos que frequentemente são ignorados pela equipe e/ou rotulados de “piti”, ou em termo técnico, distúrbio neurovegetativo (DNV).

Os psiquiatras dizem que: uma em cada quatro pessoas tem alguma deficiência mental... Fique de olho em três dos seus amigos. Se eles parecerem normais, o retardado é você!!

Em qualquer circunstância, o ambiente ideal de atendimento deverá propiciar a segurança necessária para o usuário e a equipe de saúde. Nas salas não devem ter objetos perfurocortantes ou objetos que podem se transformar em armas e serem usados contra o outro no momento da raiva.

As pessoas da equipe responsáveis em fazer a primeira

abordagem, de forma geral devem ter capacidade de

escutar e ser desprovidas de preconceitos para melhor

conhecer o mundo de inserção deste indivíduo.

A avaliação primária realizada pela equipe de

enfermagem nas emergências psiquiátricas deve ter como

base questionamentos e observações que sirvam como

instrumentos do cuidar, considerando os seguintes

aspectos:

  • (^) Aparência - O paciente está extremamente limpo, sujo, agitado, calado; Olha nos olhos das pessoas que conversam com ele; A atividade psicomotora está aumentada, diminuída ou assume posturas bizarras. Está cheirando a álcool ou tem as pupilas dilatadas (midríase) por uso de cocaína ou anfetaminas;Interage com aqueles que lhe trouxeram à emergência ou recusa a presença destas pessoas.
  • (^) Consciência - Está confuso e/ou sonolento? Compreende o que está se passando ao redor?; Apresenta distúrbios neuropsicológicos como linguagem, memória e atenção prejudicadas? Conhece as pessoas que lhe trouxeram?
  • (^) Pensamento - Pensa e fala muito rápido, como em quadros de mania, ansiedade, intoxicações? Está com pensamento lento, como em depressão? É estranho e incompreensível, como em psicoses? Vê vultos, insetos nas paredes, como no caso de Delirium tremens? Escuta vozes, como na esquizofrenia? Pensa que alguém quer lhe tirar a vida ou quer lhe prejudicar, como nas paranóias?
  • (^) Humor e afetividade - Está profundamente triste, eufórico ou normal? De repente se irrita com qualquer coisa? Apresenta idéias suicidas ou homicidas? Mostra-se indiferente afetivamente?
  • Julgamento e crítica- Demonstra bom senso em suas idéias? Entende os procedimentos que estão sendo realizados pela equipe de saúde? Admite ter um problema psiquiátrico ou culpa outra pessoa por suas dificuldades? Percebe que está doente?

Depressão e tentativa de suicídio: O paciente levado à emergência com pensamento suicida ou após tentativa de suicídio exige da equipe de saúde determinação e poder de decisão. Na tentativa de suicídio apelativa, o paciente garante a existência de socorro antes de consumar o ato, fica contente por ter sobrevivido, resolve parcialmente conflitos precipitantes, retoma a atenção de familiares (que ficam preocupados com ele) e não expressa planos futuros de suicídio.

Conflitos interpessoais Esses tipos de pacientes não suportam o abandono mesmo quando este é imaginário e tendem a misturar sua identidade com as da pessoas ao redor. Geralmente chegam nas emergências após superdosagem de medicamentos, auto-mutilações e vitimização repetida. Abuso de substâncias O uso indiscriminado de substâncias como álcool, anfetaminas, estimulantes, sedativos, inalantes como colas, tintas, removedores e gasolina, tem levado muitas pessoas a serem atendidas nas emergências. Além dos quadros crônicos, ocorrem frequentemente quadros agudos secundários ao uso destas substâncias, como acidentes automobilísticos.

  • (^) Os transtornos do pânico são quadros de início súbito, com ansiedade intensa, sensação de morte iminente, acompanhados por palpitações, desconforto precordial, vertigem, parestesia, tremores e sudorese. A fobia é tanta que estes pacientes se desesperam quando estão em algum lugar que não lhes garanta assistência imediata disponível.
  • (^) Na ansiedade generalizada o paciente apresenta-se inquieto, com dores musculares, tensão e vertigem.
  • (^) Os quadros conversivos são frequentes nas emergências gerais e costumam irritar os médicos e profissionais de enfermagem.
  • Somatizações - Encontramos também, nos corredores das emergências, pessoas que apresentam queixas vagas, com múltiplos sintomas, exigindo procedimentos e exames.
  • (^). Quadro dissociativos e estresse pós-traumático- são os pacientes que passaram por experiência de estupro, assaltos, seqüestros e foram vítimas de violência urbana. Estes devem ser avaliados nas emergências para o diagnóstico de transtorno de estresse pós-traumático , o qual freqüentemente é acompanhado de quadros dissociativos que são caracterizados por uma dissociação da consciência, de origem psíquica

CUIDADOS DE ENFERMAGEM

O papel da enfermagem é bem definido,

cabendo-lhes os "cuidados", entre esses,

medicação, higiene, alimentação, repouso,

diálogo e orientação. A esses cuidados são

somados os de contenção e vigilância ao doente.