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Bioquímica de Proteínas e Desnutrição Proteico-Calórico, Resumos de Fisiologia

Informações sobre a bioquímica básica de proteínas, sua digestão e absorção, além de descrever a desnutrição proteico-calórico, seus sinais, sintomas e classificação. O documento também aborda as substâncias que em falta causam carência nutricional. São apresentados tipos de aminoácidos, formação de proteínas, hidrólise de proteínas, digestão das proteínas no estômago, digestão de peptídeos por peptidases nos enterócitos, entre outros tópicos.

Tipologia: Resumos

2023

À venda por 02/12/2023

fabiola-serbai
fabiola-serbai 🇧🇷

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MÓDULO 4 TUTORIA 4 PROTEÍNAS
Obj 1: Compreender a bioquímica (básico) de proteínas, sua digestão e absorção.
Obj 2: Descrever a desnutrição proteico-calórico (sinais, sintomas e classificação).
Obj 3: Entender quais são as substâncias que em falta causam carência nutricional.
Obj 1
Proteínas
Moléculas + abundantes.
É um polipeptídeo.
Quase todos os processos vivos
dependem dessa classe de moléculas.
Enzimas e hormônios polipeptídicos
controlam e regulam o metabolismo do
organismo.
Proteínas contráteis no músculo
ensejam a realização dos movimentos.
No osso, a proteína colágeno forma
estrutura p/ deposição de cristais de
fosfato de cálcio.
Na corrente sg, hemoglobina e
albumina plasmática; imunoglobulinas.
Todas as proteínas têm em comum a
característica estrutural de serem
polímeros de aminoácidos.
Tipos de AMINOÁCIDOS:
Naturais: corpo produz.
Essenciais: precisa ter na
alimentação. O corpo não
produz.
Semi-essenciais: produzido no
corpo em menor quantidade,
como a histidina e arginina.
Apenas 20 aminoácidos formam
proteínas em nosso corpo.
As proteínas constituem 10 a 20% da
massa celular.
Podem ser divididas em:
Proteínas estruturais: presentes
na forma de longos filamentos que
são polímeros de muitas moléculas
individuais de proteínas.
Tais filamentos formam
microtúbulos e estes formam os
“citoesqueletos” de organelas
celulares, como cílios, axônios de
neurônios, fusos mitóticos (cél. em
mitose), filamentos que mantêm as
partes do citoplasma e
nucleoplasma em seus lugares.
Fixas.
Proteínas fibrilares são encontradas
fora da célula, principalmente nas
fibras de colágeno e elastina do
tecido conjuntivo e paredes dos
vasos sanguíneos, tendões,
ligamentos, etc.
Proteínas funcionais: ptn
diferente, normalmente composta
de poucas moléculas como
tubuloglobular.
Essas ptns são principalmente
enzimas da célula, em geral são
móveis no líquido celular.
As enzimas entram em contato
direto com outras substâncias no
líquido celular e catalisam reações
químicas intracelulares específicas.
As enzimas são proteínas, as quais
são sintetizadas pelo RER,
empacotadas pelo aparelho de
Golgi em vesículas secretoras e,
então, estocadas nas células até
serem necessárias.
Formação das proteínas
As ptns são formadas por múltiplos
aminoácidos que se ligam por
ligações peptídicas.
Em cada ligação, íon hidroxila foi
removido de um aminoácido e íon
hidrogênio foi removido do outro;
Sai uma molécula de água em cada
ligação peptídica.
Assim, os aminoácidos sucessivos na
cadeia de proteína se ligam também
por condensação.
Hidrólise de proteínas
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MÓDULO 4 – TUTORIA 4 – PROTEÍNAS

Obj 1 : Compreender a bioquímica (básico) de proteínas, sua digestão e absorção. Obj 2 : Descrever a desnutrição proteico-calórico (sinais, sintomas e classificação). Obj 3 : Entender quais são as substâncias que em falta causam carência nutricional. Obj 1

  • Proteínas ➔ Moléculas + abundantes. ➔ É um polipeptídeo. ➔ Quase todos os processos vivos dependem dessa classe de moléculas. ➔ Enzimas e hormônios polipeptídicos controlam e regulam o metabolismo do organismo. ➔ Proteínas contráteis no músculo ensejam a realização dos movimentos. ➔ No osso, a proteína colágeno forma estrutura p/ deposição de cristais de fosfato de cálcio. ➔ Na corrente sg, hemoglobina e albumina plasmática; imunoglobulinas. ➔ Todas as proteínas têm em comum a característica estrutural de serem polímeros de aminoácidos.Tipos de AMINOÁCIDOS:Naturais: corpo produz.Essenciais: precisa ter na alimentação. O corpo não produz. ➢ Semi-essenciais: produzido no corpo em menor quantidade, como a histidina e arginina. ➔ Apenas 20 aminoácidos formam proteínas em nosso corpo. ➔ As proteínas constituem 10 a 20% da massa celular. ➔ Podem ser divididas em: ➢ Proteínas estruturais: presentes na forma de longos filamentos que são polímeros de muitas moléculas individuais de proteínas. ➢ Tais filamentos formam microtúbulos e estes formam os “citoesqueletos” de organelas celulares, como cílios, axônios de neurônios, fusos mitóticos (cél. em mitose), filamentos que mantêm as partes do citoplasma e nucleoplasma em seus lugares. ➢ Fixas. ➢ Proteínas fibrilares são encontradas fora da célula, principalmente nas fibras de colágeno e elastina do tecido conjuntivo e paredes dos vasos sanguíneos, tendões, ligamentos, etc.Proteínas funcionais : ptn diferente, normalmente composta de poucas moléculas como tubuloglobular. ➢ Essas ptns são principalmente enzimas da célula, em geral são móveis no líquido celular. ➢ As enzimas entram em contato direto com outras substâncias no líquido celular e catalisam reações químicas intracelulares específicas. As enzimas são proteínas, as quais são sintetizadas pelo RER, empacotadas pelo aparelho de Golgi em vesículas secretoras e, então, estocadas nas células até serem necessárias.
  • Formação das proteínas ➔ As ptns são formadas por múltiplos aminoácidos que se ligam por ligações peptídicas. ➔ Em cada ligação, íon hidroxila foi removido de um aminoácido e íon hidrogênio foi removido do outro; ➔ Sai uma molécula de água em cada ligação peptídica. ➔ Assim, os aminoácidos sucessivos na cadeia de proteína se ligam também por condensação.
  • Hidrólise de proteínas

➔ As enzimas proteolíticas inserem de novo íons hidrogênio e hidroxila das moléculas de água nas moléculas de proteína, para clivá-las em seus aminoácidos constituintes. ➔ A digestão se dá por hidrólise. ➔ Por conseguinte, a química da digestão é simples, porque, no caso dos três tipos principais de alimentos, o mesmo processo básico de hidrólise está envolvido. ➔ A única diferença é encontrada nos tipos de enzimas necessárias para promover as reações de hidrólise para cada tipo de alimento. ➔ Todas as enzimas digestivas são proteínas. ➔ As características de cada proteína são determinadas pelos tipos de aminoácidos que a compõem e pelas sequências desses aminoácidos.

  • Digestão das proteínas no estômagoPepsina: enzima péptica do estômago, é mais ativa em pH de 2 a 3. É inativa em pH acima de 5. ➔ Para que a pepsina tenha ação digestiva, os sucos gástricos precisam ser ácidos. ➔ Glândulas gástricas : secretam grande quantidade de ácido clorídrico. ➢ O HCl é secretado pelas células parietais (oxínticas) nas glândulas a pH em torno de 0,8, até se misturar ao conteúdo gástrico e às secreções das células glandulares não oxínticas do estômago; o pH da mistura fica entre 2 e 3, faixa favorável à ação da pepsina. ➔ Pepsina: tem capacidade de digerir a proteína colágeno , proteína do tipo albuminoide. O colágeno é constituinte significativo do tecido conjuntivo celular das carnes, portanto, é preciso 1º que as fibras de colágeno sejam digeridas. ➔ Em pessoas que não produzem pepsina nos sucos gástricos, a carne ingerida é menos processada por outras enzimas digestivas e, portanto, pode ser mal digerida. ➔ A pepsina apenas inicia o processo de digestão das proteínas, usualmente promovendo 10% a 20% da digestão total das proteínas, para convertê-las a proteoses, peptonas e outros polipeptídeos.
  • A maior parte da digestão de proteínas resulta das ações das enzimas proteolíticas pancreáticas ➔ Grande parte da digestão das ptns ocorre no intestino delgado superior, duodeno e jejuno, sob influência de enzimas proteolíticas da secreção pancreática. ➔ Quando o bolo alimentar entra no int. delgado, os produtos da degradação parcial das proteínas são atacados pelas principais enzimas proteolíticas pancreáticas: tripsina, quimotripsina, carboxipolipeptidase e elastase. ➔ Tripsina e quimiotripsina : clivam as proteínas em pequenos polipeptídeos. ➔ Carboxipolipeptidase : libera aminoácidos dos terminais carboxila dos polipeptídeos. ➔ Proelastase converte em elastase : digere as fibras de elastina, abundante em carnes. ➔ Apenas pequena porcentagem das proteínas é digerida completamente, até seus aminoácidos constituintes pelos sucos pancreáticos. ➔ A maioria é digerida até dipeptídeos e tripeptídeos.
  • Digestão de peptídeos por peptidases nos enterócitos que

um grande trauma, uma infecção grave, ou grandes cirurgias. ➔ Tais pacientes altamente catabólicos necessitam da administração intravenosa de nutrientes. ➔ Pode ser: ➢ Primária: causada pela ingestão inadequada de nutrientes. Um ou todos os componentes estão faltando na alimentação. ➢ Secundária: resulta de distúrbios ou fármacos que interferem na utilização dos nutrientes. ➔ Indivíduos afetados mostram uma variedade de sintomas, incluindo um sistema imunológico deprimido, com redução na capacidade de resistir a infecções. ➔ Morte por infecções secundárias é comum. ➔ Duas formas extremas de desnutrição primária são kwashiorkor e marasmo.

- (principalmente em crianças). ➔ 20 a 30 gramas de proteínas corporais são diariamente degradados e usados para produzir outros compostos químicos do organismo. ➔ Todas as células devem continuar a formar novas proteínas para tomar o lugar das que estão sendo destruídas. ➔ Proteínas parciais: proteínas que contêm quantidades inadequadas de certos aminoácidos essenciais e, por conseguinte, não podem ser usadas para repor as proteínas degradadas. Quando presentes em grande quantidade na dieta, tornam a demanda proteica diária muito maior do que a normal. ➔ Kwashiorkor: ➢ Ocorre quando a privação de proteína é relativamente maior do que a redução em calorias totais. ➢ Diferente do marasmo, a significativa privação de proteínas está associada com grave perda de proteína visceral. ➢ É frequentemente visto em crianças após o desmame, ao redor do primeiro ano de vida, quando a dieta consiste predominantemente em carboidratos. ➢ Sintomas típicos: retardo no crescimento, edema, lesões de pele, despigmentação do cabelo, anorexia, fígado gorduroso e diminuição da concentração plasmática de albumina. ➢ O edema resulta da falta de proteína plasmática adequada para manter a distribuição de água entre o sangue e os tecidos. ➔ Marasmo : ocorre quando a privação de calorias é relativamente maior do que a redução em proteínas. ➢ Geralmente ocorre em crianças com menos de um ano de idade, quando o leite materno é suplementado com mamadeiras de cereais e água, que em geral são deficientes em proteína e calorias. ➢ Sintomas típicos : incluem parada do crescimento, perda muscular extrema (emagrecimento), fraqueza e anemia. ➢ Vítimas de marasmo não apresentam o edema ou as mudanças nas proteínas plasmáticas observadas no kwashiorkor.

  • Classificação da desnutrição proteico-calórica ➔ É classificada em: leve, moderada ou grave. ➔ A classificação é determinada calculando-se a porcentagem do peso esperado em relação à estatura ou à altura esperada utilizando-se padrões internacionais. ➔ Normal: 90 a 110% ➔ Leve: 85 a 90%

➔ Moderada: 75 a 85% ➔ Grave: menor que 75% ➔ Desnutrição energético-proteica secundária: ➢ Distúrbios que afetam a função gastrintestinal : podem interferir na digestão (p. ex., insuficiência pancreática), absorção (p. ex., enterite, enteropatia) ou do transporte linfático dos nutrientes (p. ex., fibrose retroperitoneal, doença de Milroy). ➢ Distúrbios de emaciação : (p. ex., aids, câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica) e falência renal, o catabolismo causa liberação excessiva de citocinas, resultando em desnutrição por anorexia e caquexia (atrofia muscular e de gordura).

  • Sinais e sintomas ➔ Apatia e irritabilidade são comuns. O paciente fica fraco e sua capacidade de trabalho diminui. Há prejuízo da cognição e, às vezes, da consciência. Pode ocorrer deficiência temporária de lactose e acloridria. ➔ Diarreia. ➔ Pode causar amenorreia em mulheres. ➔ Perda muscular e de gordura é comum em todas as formas da desnutrição proteico-calórica. ➔ Os músculos encolhem e os ossos salientam-se. A pele torna-se fina, seca, inelástica, pálida e fria. O cabelo fica seco e cai facilmente, tornando-se esparso. A cicatrização de feridas é prejudicada. Em pacientes idosos, aumenta o risco de fratura do quadril e úlceras de decúbito. ➔ Com a desnutrição energético-proteica grave aguda ou crônica, o tamanho do coração e o débito cardíaco diminuem; o pulso torna-se mais fraco e a pressão arterial cai. A frequência respiratória e a capacidade vital diminuem. A temperatura corporal cai, às vezes provocando a morte. Edema, anemia, icterícia e petéquias podem se desenvolver. Podem ocorrer falências renais, hepáticas, ou cardíacas. OBJ 3: as substâncias que em falta causam carência nutricional. ➔ A carência nutricional ocorre quando o organismo não recebe quantidades adequadas de nutrientes essenciais para manter suas funções normais. Esses nutrientes incluem vitaminas, minerais, proteínas, carboidratos e gorduras. ➔ Principais substâncias:Vitamina A : Essencial para a visão, sistema imunológico, reprodução e saúde da pele. A falta pode levar a problemas de visão noturna e enfraquecimento do sistema imunológico. ➔ Vitamina C: Importante para o sistema imunológico, propriedades de colágeno, absorção de ferro e proteção contra danos oxidativos. A deficiência causa escorbuto, caracterizada por sangramento nas gengivas e pele. ➔ Vitamina D: Essencial para a absorção de cálcio e fósforo, vital para a saúde óssea. A falta pode resultar em raquitismo em crianças e osteoporose em adultos. ➔ Vitamina B12: Necessária para a formação de glóbulos vermelhos e função neurológica. A deficiência pode levar à anemia perniciosa e danos neurológicos. ➔ Ferro: Fundamental para a produção de hemoglobina e transporte de oxigênio no sangue. A deficiência pode causar anemia ferropriva. ➔ Cálcio: Importante para a saúde dos ossos e dentes, além de desempenhar um papel nos processos enzimáticos e na coagulação sanguínea. A falta pode levar à osteoporose. ➔ Zinco: Necessário para o funcionamento de várias enzimas, sistema imunológico e cicatrização de feridas. A deficiência pode causar atraso no crescimento e