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Diretriz para o Manejo de Convulsões Febris Benignas em Crianças, Resumos de Pediatria

DIRETRIZES ASSISTENCIAIS DO HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 07/07/2020

heverton-ferrao
heverton-ferrao 🇧🇷

6 documentos

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Diretoria
PRATICA MEDICA
Espécie
ASSISTENCIAL
Especialidade
MEDICO Status
Aprovado
Código Legado Código do Documento
DI.ASS.22.4 Versão
4
Data Criação
31/08/2013
Data Revisão
16/08/2017
Elaborador
Elda Maria Stafuzza
Gonçalves Pires
Revisor
Eduardo Juan Troster
Parecerista Aprovado por
Adriana Vada
Souza Ferreira |
Adalberto Stape
Data Aprovação
16/08/2017
DOCUMENTO OFICIAL
Tipo Documental
DiretrizAssistencial
Título Documento
Convulsão febril benigna
TE-5
REMESSA DE documentos de CAIXA, EXTRA-CAIXA E CONTABILIDADE PARA MICROFILMAGEM
DIBAN/DPSAG -Depto. de Processos e Suporte às Agências
Convulsão Febril Benigna
INTRODUÇÃO
Convulsão febril é definida como crise convulsiva acompanhada por febre (temperatura maior
ou igual a 38º.C por qualquer método de medida) que ocorre em crianças de 6 meses a 60 meses
de idade sem evidência de infecção ou inflamação do sistema nervoso central, alteração metabólica
e sem história prévia de crise convulsiva afebril. Ocorre em 2% a 5 % de crianças nessa faixa etária.
É caracterizada por convulsão generalizada com duração menor de 15 minutos e sem recorrência
dentro de 24 horas (Quadro 1).
Amaioria das crianças apresenta a convulsão febril no primeiro dia de doença, e em alguns
casos essa é a primeira manifestação que a criança está doente. A maioria das crianças retorna
gradualmente ao nível normal de consciência dentro de uma hora. Esse período de observação deve
ser utilizado para uma realização de história clínica mais detalhada, permitindo manejo mais
adequado.
Se a criança for capaz de aceitar antitérmico oral, este deve ser oferecido.
Quadro 1: Características da convulsão febril benigna
Idade: 6 meses a 5 anos
Crise convulsiva: tônico-clônica generalizada
Duração: até 15 minutos
Retorno do nível normal de consciência após término da convulsão
Documentação da febre (38ºC)
Única crise convulsiva em 24 horas
Ausência de doença neurológica prévia
Após uma primeira crise de convulsão febril os pais e/ou responsáveis devem ser orientados
sobre eventual possibilidade de novas crises convulsivas que podem ocorrer em até 32% dos casos
(Quadro 2). Alguns avisos aos pais e/ou responsáveis podem ser importantes como observar o
horário do início da convulsão, remover a criança de áreas de risco, desencorajar intervenções
agressivas (respiração boca a boca ou tentar abrir a boca para segurar a língua).
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Diretoria PRATICA MEDICA

Espécie ASSISTENCIAL

Especialidade MEDICO

Status Aprovado Código Legado Código do Documento DI.ASS.22.

Versão 4

Data Criação 31/08/

Data Revisão 16/08/ Elaborador Elda Maria Stafuzza Gonçalves Pires

Revisor Eduardo Juan Troster

Parecerista Aprovado por Adriana Vada Souza Ferreira | Adalberto Stape

Data Aprovação 16/08/

DiretrizAssistencial Título Documento TE-5REMESSA DE documentos de CAIXA, EXTRA-CAIXA E CONTABILIDADE PARA MICROFILMAGEMDIBAN/DPSAG - Depto. de Processos e Suporte às Agências^ Convulsão febril benigna

Convulsão Febril Benigna

INTRODUÇÃO

Convulsão febril é definida como crise convulsiva acompanhada por febre (temperatura maior ou igual a 38º.C por qualquer método de medida) que ocorre em crianças de 6 meses a 60 meses de idade sem evidência de infecção ou inflamação do sistema nervoso central, alteração metabólica e sem história prévia de crise convulsiva afebril. Ocorre em 2% a 5 % de crianças nessa faixa etária. É caracterizada por convulsão generalizada com duração menor de 15 minutos e sem recorrência dentro de 24 horas (Quadro 1).

A maioria das crianças apresenta a convulsão febril no primeiro dia de doença, e em alguns casos essa é a primeira manifestação que a criança está doente. A maioria das crianças retorna gradualmente ao nível normal de consciência dentro de uma hora. Esse período de observação deve ser utilizado para uma realização de história clínica mais detalhada, permitindo manejo mais adequado.

Se a criança for capaz de aceitar antitérmico oral, este deve ser oferecido.

Quadro 1: Características da convulsão febril benigna Idade: 6 meses a 5 anos Crise convulsiva: tônico-clônica generalizada Duração: até 15 minutos Retorno do nível normal de consciência após término da convulsão Documentação da febre (≥ 38ºC) Única crise convulsiva em 24 horas Ausência de doença neurológica prévia

Após uma primeira crise de convulsão febril os pais e/ou responsáveis devem ser orientados sobre eventual possibilidade de novas crises convulsivas que podem ocorrer em até 32% dos casos (Quadro 2). Alguns avisos aos pais e/ou responsáveis podem ser importantes como observar o horário do início da convulsão, remover a criança de áreas de risco, desencorajar intervenções agressivas (respiração boca a boca ou tentar abrir a boca para segurar a língua).

Diretoria PRATICA MEDICA

Espécie ASSISTENCIAL

Especialidade MEDICO

Status Aprovado Código Legado Código do Documento DI.ASS.22.

Versão 4

Data Criação 31/08/

Data Revisão 16/08/ Elaborador Elda Maria Stafuzza Gonçalves Pires

Revisor Eduardo Juan Troster

Parecerista Aprovado por Adriana Vada Souza Ferreira | Adalberto Stape

Data Aprovação 16/08/

DiretrizAssistencial Título Documento Convulsão febril benigna Quadro 2: Fatores de maior probabilidade de recorrência da convulsão febril Crianças menores de 18 meses Temperatura menor de 39o^ C na primeira crise Intervalo menor de 1 hora entre febre e convulsão Parentes de 1º grau com história de convulsão febril

Em 2011 a AAP revisou as indicações de exames subsidiários em crianças que apresentem quadro de convulsão febril benigna.

A utilização profilática de antitérmicos parece não ser efetiva na prevenção da recorrência.

Pacientes que apresentem nova crise convulsiva devem ser encaminhados ao neuropediatra para adequada avaliação.

Pais e/ou responsáveis devem ser informados que não existe associação entre convulsão febril benigna e sequelas neurológicas a longo prazo.

O risco de manifestar epilepsia após primeira crise convulsiva febril é muito baixo (cerca de 1%).

OBJETIVO

 Aprimoramento do atendimento emergencial da convulsão febril benigna

 Reduzir custos hospitalares otimizando a realização de exames subsidiários e indicação de internação

APLICABILIDADE

População alvo:

 Crianças entre 6 meses a 5 anos de idade

População excluída:

 Crianças menores de 6 meses e maiores de 5 anos de idade;

Diretoria PRATICA MEDICA

Espécie ASSISTENCIAL

Especialidade MEDICO

Status Aprovado Código Legado Código do Documento DI.ASS.22.

Versão 4

Data Criação 31/08/

Data Revisão 16/08/ Elaborador Elda Maria Stafuzza Gonçalves Pires

Revisor Eduardo Juan Troster

Parecerista Aprovado por Adriana Vada Souza Ferreira | Adalberto Stape

Data Aprovação 16/08/

DiretrizAssistencial Título Documento Convulsão febril benigna Exame de neuroimagem: Não deve ser realizado rotineiramente (RECOMENDAÇÃO B).

Tratamento ambulatorial: Não há recomendação de terapêutica anticonvulsivante contínua ou intermitente em crianças com uma ou mais convulsões febris benignas (RECOMENDAÇÃO B).

Nível de evidência e força de recomendação para terapêutica

Nível de evidência

1 Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados (ECR). Um ou mais ECRs controlados, de tamanho adequado e com intervalo de confiança estreito. 2 Revisão sistemática de estudos de coorte. Estudo de coorte de boa qualidade. ECR de baixa qualidade (pequeno, seguimento < 80%). 3 Revisão sistemática de estudos caso-controle. Estudos caso-controle. 4 Série de casos. Estudos de coorte de baixa qualidade. Estudos de caso-controle de baixa qualidade. 5 Baseado na opinião de especialistas, ou em pesquisas experimentais, ou na fisiologia.

Força da recomendação A Consiste em estudos de nível de evidência 1. Há boas evidências para apoiar a recomendação. B Consiste em estudos de nível de evidência 2 ou 3 ou extrapolado de estudos de nível de evidência 1 realizados com populações diferentes do estudo. Há evidências razoáveis para apoiar a recomendação. C Consiste em de nível de evidência 4 ou extrapolados de estudos de nível de evidência 2 ou 3 realizados com populações diferentes do estudo. As evidências são insuficientes, contra ou a favor. D Correspondente ao nível de evidência 5. Há evidências para descartar a recomendação.

Adaptado de: Oxford Centre for Evidence-based Medicine - Levels of Evidence (March 2009) http://www.cebm.net/index.aspx?o=

Diretoria PRATICA MEDICA

Espécie ASSISTENCIAL

Especialidade MEDICO

Status Aprovado Código Legado Código do Documento DI.ASS.22.

Versão 4

Data Criação 31/08/

Data Revisão 16/08/ Elaborador Elda Maria Stafuzza Gonçalves Pires

Revisor Eduardo Juan Troster

Parecerista Aprovado por Adriana Vada Souza Ferreira | Adalberto Stape

Data Aprovação 16/08/

DiretrizAssistencial Título Documento Convulsão febril benigna CONCLUSÕES

O atendimento das crianças com convulsão febril benigna deve ser direcionado em identificar a causa da febre com atenção especial ao diagnóstico de meningite.

A punção liquórica deve ser realizada em todas as crianças com sinais e sintomas de infecção de sistema nervoso central ou em qualquer criança onde história ou exame físico sugiram infecção do sistema nervoso central, sendo opção em crianças de 6 meses a 12 meses se vacinação contra H. influenza B ou pneumococos não estiverem atualizadas ou forem desconhecidas ou em crianças em uso de antimicrobianos.

Em geral convulsão febril benigna não requer investigação secundária.

Apesar de evidências demonstrarem eficácia com uso de anticonvulsivantes na prevenção do risco de recorrência da convulsão febril benigna, a potencial toxicidade dessas medicações se sobrepõe ao eventual benefício de sua utilização. Assim, a terapia a longo prazo não está indicada. Em situações onde a ansiedade dos parentes for grande, o uso de diazepam oral intermitente no início da febre pode ser efetivo em prevenir recorrência.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

  1. American Academy of Pediatrics. Clinical practice Guideline – Febrile Seizures: Guideline for the Neurodiagnostic Evaluation of the Child with a Simple Febrile Seizure. Pediatrics 2011; 127: 389-94.
  2. American Academy of Pediatrics. Febrile Seizures: Clinical Practice Guideline for the Long- term Management of the Child with Simple Febrile Seizures. Pediatrics 2008; 121.
  3. Hampers, LC & Spina, LA. Evaluation and Management of Pediatric Febrile Seizures in the Emergency Department. Emerg Med Clin North Am 2011; 29: 83-93.
  4. Millichap, LL & Millichap, JG. Methods of Investigation and Management of Infections Causing Febrile Seizures. Pediatric Neuro l 2008; 39: 381-386.
  5. Tosun A, Koturoglu G, Serdaroglu G e col. Ratios of Nine Risk Factors in Children With Recurrent Febrile Seizures. Pediatr Neurol 2010; 43: 177-182.
  6. Sillanpää M, Camfield P, Camfield C e cols. Incidence of Febrile Seizures in Finland: Prospective Population-Based Study. Pediatr Neurol 2008; 38: 391-394.
  7. Nørgaard, M, Ehrenstein, V, Mahon, BE, Nielsen, GL. Febrile Seizures and Cognitive Function in Young Adult Life: A Prevalence Study in Danish Conscripts, J Pediatric 2009; 155:404-9.

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Parecerista Aprovado por Adriana Vada Souza Ferreira | Adalberto Stape

Data Aprovação 16/08/

DiretrizAssistencial Título Documento Convulsão febril benigna Eduardo Juan Troster (04/08/2017 11:07:15 PM) - Diretriz atualizada.