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Redes Industriais e Sistemas Supervisórios: Protocolos Industriais - PROFIBUS e CAN, Exercícios de Redes Sem Fios

Existem diversos tipos de tecnologias para redes industriais, estas diferem entre si pelas características físicas e mecânicas (tal como o meio de transmissão usado), bem como o tipo de protocolo. Protocolo fica assim definido como o conjunto de convenções e procedimentos que regulamentam a transmissão de dados entre diferentes

Tipologia: Exercícios

2020

Compartilhado em 24/03/2020

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Prof. André Sarmento Barbosa http://www.andresarmento.com
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Redes Industriais e Sistemas Supervisórios
CAPÍTULO 4
PROTOCOLOS INDUSTRIAIS PARTE 2
O Protocolo PROFIBUS
O PROFIBUS (acrônimo de Process Field Bus) é o segundo tipo mais popular de sistema de comunicação em
rede Fieldbus, ficando atrás somente do protocolo MODBUS, sendo que em 2004 estimava-se que
existiriam mais de 10 milhões de nós instalados mundialmente. O PROFIBUS é um padrão internacional
aberto, sendo o principal padrão utilizado na Europa.
Obs.:
Fieldbus é um termo genérico empregado para descrever tecnologias de comunicação industrial; o termo
fieldbus abrange muitos diferentes protocolos para redes industriais.
Versões do PROFIBUS:
PROFIBUS-DP (Decentrallised Periphery) esse protocolo foi a primeira versão criada. Indicada para
o chão de fábrica, onde há um volume de informações grande e há a necessidade de uma alta
velocidade de comunicação para que os eventos sejam tratados num tempo adequado.
PROFIBUS-FMS (Fieldbus Message Specification) esta versão é uma evolução do Profibus DP e
destina-se a comunicação ao nível de células (nível onde se encontram os PLCs). O FMS é tão
poderoso que pode suportar o volume de dados até o nível gerencial, mesmo que isso não seja
indicado.
PROFIBUS-PA (Process Automation) é a versão mais moderna do Profibus. Uma característica
interessante deste protocolo é que os dados podem trafegar pela mesma linha física da
alimentação DC, o que economiza tempo de instalação e cabos e diminui o custo de sua
instalação.
Existem três tipos de meios físicos de comunicação que podem ser utilizados pelo protocolo Profibus:
RS-485
Fibra óptica
IEC 61158-2 - É um padrão que define regras e particularidades para aplicações em automação de
processos (Profibus PA), veio atender aos requisitos das indústrias químicas e petroquímicas.
Permite, além de segurança intrínseca, que os dispositivos de campo sejam energizados pelo
próprio barramento. A IEC 61158-2 determina que o meio físico do PROFIBUS PA deve ser um par
de fios trançados.
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CAPÍTULO 4

PROTOCOLOS INDUSTRIAIS – PARTE 2

O Protocolo PROFIBUS

O PROFIBUS (acrônimo de Process Field Bus ) é o segundo tipo mais popular de sistema de comunicação em rede Fieldbus, ficando atrás somente do protocolo MODBUS, sendo que em 2004 estimava-se que existiriam mais de 10 milhões de nós instalados mundialmente. O PROFIBUS é um padrão internacional aberto, sendo o principal padrão utilizado na Europa.

Obs.: Fieldbus é um termo genérico empregado para descrever tecnologias de comunicação industrial; o termo fieldbus abrange muitos diferentes protocolos para redes industriais.

Versões do PROFIBUS:  PROFIBUS-DP ( Decentrallised Periphery ) esse protocolo foi a primeira versão criada. Indicada para o chão de fábrica, onde há um volume de informações grande e há a necessidade de uma alta velocidade de comunicação para que os eventos sejam tratados num tempo adequado.  PROFIBUS-FMS ( Fieldbus Message Specification ) esta versão é uma evolução do Profibus DP e destina-se a comunicação ao nível de células (nível onde se encontram os PLCs). O FMS é tão poderoso que pode suportar o volume de dados até o nível gerencial, mesmo que isso não seja indicado.  PROFIBUS-PA ( Process Automation ) é a versão mais moderna do Profibus. Uma característica interessante deste protocolo é que os dados podem trafegar pela mesma linha física da alimentação DC, o que economiza tempo de instalação e cabos e diminui o custo de sua instalação.

Existem três tipos de meios físicos de comunicação que podem ser utilizados pelo protocolo Profibus:  RS-  Fibra óptica  IEC 61158-2 - É um padrão que define regras e particularidades para aplicações em automação de processos (Profibus PA), veio atender aos requisitos das indústrias químicas e petroquímicas. Permite, além de segurança intrínseca, que os dispositivos de campo sejam energizados pelo próprio barramento. A IEC 61158-2 determina que o meio físico do PROFIBUS PA deve ser um par de fios trançados.

Há uma hierarquia inerente ao uso do Profibus, nessa hierarquia podemos identificar três níveis. Em cada nível temos versões do PROFIBUS as quais são as mais indicadas:  Field Level (Nível de campo ou Chão de Fábrica) -> PROFIBUS-DP e PROFIBUS-PA  Nível de Célula (comunicação entre PLCs e controladores) -> PROFIBUS-FMS  Nível de Fábrica -> TCP/IP

O PROFIBUS é um protocolo do tipo mestre-escravo. Os dispositivos mestres determinam a transmissão de dados, emitem mensagens sem pedido externo. No PROFIBUS os dispositivos mestres são também chamados de estações ativas. Os dispositivos escravos podem transmitir somente quando solicitado pelo mestre. No PROFIBUS os dispositivos escravos são também chamados de estações passivas.

Protocolo de acesso ao meio no Profibus:

No PROFIBUS a camada 2 (enlace) é chamada Fieldbus Data Link (FDL). O Controle de Acesso ao meio (MAC) especifica o procedimento quando uma estação tem a permissão para transmitir dados. O MAC deve assegurar que uma única estação tem direito de transmitir dados em um determinado momento. O protocolo PROFIBUS foi projetado para atender os dois requisitos básicos do Controle de Acesso ao Meio:

 Durante a comunicação entre sistemas complexos de automação (mestres), deve ser assegurado que cada uma destas estações detém tempo suficiente para executar suas tarefas de comunicação dentro de um intervalo definido e preciso de tempo.

O Protocolo CAN

A rede CAN ( Controller Area Network ) é um sistema de comunicação serial concebida inicialmente para aplicações distribuídas de sistemas automotivos. Sua crescente utilização na indústria automotiva foi motivada pelos benefícios técnicos e econômicos, o que culminou com sua padronização pela SAE ( Society of Automotive Engineers ) e pela ISO ( International Organization for Standardization ). Com o sucesso obtido nas aplicações automotivas a comunidade da indústria de processo e transformação não hesitou em adotá-la também em determinadas aplicações industriais.

Áreas de Aplicação do CAN:

 Veículos (marítimo, aéreo, terrestre) – carros de passeio, off-road , trens, sistema de semáforo (trens e carros), eletrônica marítima, máquinas agrícolas, helicópteros, transporte público.  Sistema de Controle Industrial – controle de planta, de maquinário, robôs, sistema de supervisão.  Automação Predial – controle de elevadores, ar condicionado, iluminação.  Aplicações Específicas – sistemas médicos, telescópios, simuladores de voo, satélites artificiais, entre outros.

Algumas características do CAN:  Acesso à rede baseado em conceito Multi-mestre - todos os módulos podem transmitir uma mensagem assim que o barramento estiver livre e vários módulos podem solicitar à rede simultaneamente. No momento da transmissão simultânea de vários módulos, o que tiver a mais alta prioridade momentânea recebe o direito de acesso à rede;

 Transmissão do tipo Multicast, ou transmissão para todos os módulos ao mesmo tempo. Um filtro é aplicado para selecionar as informações importantes para cada módulo;

 Arbitragem do barramento sem perda - Filosofia de acesso ao meio CSMA/BA ( Carrier Sense Multiple Access with Bit Wise Arbitration ) na qual é feita uma análise da prioridade de transmissão. Aquele que tiver prioridade maior continuará enviando a sua mensagem sem destruição;

 Taxa de transmissão programável entre 5Kbps a 1Mbps;

 Protocolo Digital e Comunicação Serial Síncrono;

 Detecção de erros;

 Retransmissão Automática de Mensagens Corrompidas.

Acesso Baseado em Contenção: Em uma rede baseada em contenção, não existe ordem de acesso e mais de um dispositivo pode transmitir ao mesmo tempo, provocando colisão e, possivelmente, a perda da mensagem. A capacidade de detecção e retransmissão da mensagem vai depender do mecanismo adotado pelo dispositivo.

CSMA/CD:

No método chamado de CSMA ( Carrier Sense Multiple Access ), quando um dispositivo deseja transmitir uma informação, ele “ouve” o meio antes para saber se existe alguma transmissão em andamento. Caso durante a escuta não haja, o dispositivo pode transmitir. Caso contrário, ela espera por um tempo aleatório e tenta transmitir novamente. A ocorrência de colisão acontece caso dois dispositivos tentem transmitir exatamente no mesmo instante. O mecanismo CSMA/CD ( Carrier Sense Multiple Access with Collision Detection ) percebe a colisão durante a transmissão. Ao transmitir, uma ECU escuta o meio e, ao detectar uma colisão, aborta imediatamente a transmissão. O CSMA/CD é o mecanismo utilizado nas redes locais de computadores (Ethernet).

CSMA/BA:

O controle de acesso ao meio por CSMA/BA ( Carrier Sense Multiple Access with Bit Wise Arbitration ) é semelhante ao CSMA/CD utilizado na Ethernet, com a diferença que, em uma eventual colisão, temos prioridades de tempo definidas. Enquanto que no CSMA/CD teríamos uma espera aleatória entre os participantes da disputa pelo meio. O CSMA/BA é o mecanismo utilizado nas redes CAN.

CSMA/CA: O controle de acesso ao meio por CSMA/CA ( Carrier Sense Multiple Access with Collision Avoidance) é um método de transmissão que possui um grau de ordenação maior que CSMA/CD e possui também mais parâmetros restritivos, o que contribui para a redução da ocorrência de colisões em uma rede (máquinas interligadas através de uma rede identificam uma colisão quando o nível de sinal aumenta no interior do cabo). Antes de transmitir efetivamente um pacote, a estação avisa sobre a transmissão e em quanto tempo a mesma irá realizar a tarefa. O CSMA/CA é o mecanismo utilizado em redes sem fio wi-fi.

Considerando-se fios elétricos como o meio de transmissão dos dados, existem três formas de se constituir um barramento CAN, dependentes diretamente da quantidade de fios utilizada. Existem redes baseadas em 1, 2 e 4 fios. As redes com 2 e 4 fios trabalham com os sinais de dados CAN_H (CAN High) e CAN_L (CAN Low). No caso dos barramentos com 4 fios, além dos sinais de dados, um fio com o VCC (alimentação) e outro com o GND (referência) fazem parte do barramento, levando a alimentação às duas terminações ativas da rede. As redes com apenas 1 fio têm este, o fio de dados, chamado exclusivamente de linha CAN.