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Protozoarios - apresentação, Notas de estudo de Cultura

Introduçao aos protozoarios

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 04/09/2011

marcio-azevedo-19
marcio-azevedo-19 🇧🇷

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OS PROTOZOÁRIOS
(Filo Protozoa)
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OS PROTOZOÁRIOS

(Filo Protozoa)

Os protozoários (do grego protos , ‘primeiro’, e zoon , ‘animal’) são

organismos eucariontes e compreendem mais de 50.000 espécies. A

característica única que nos permite agrupar todas estas formas,

inclusive grande parte das algas, dentro de um Reino denominado

Protista, é o fato destes organismos serem unicelulares, ou seja,

possuírem uma membrana, a qual abriga diversas organelas celulares.

Estão adaptados a todas as condições ambientais. Apesar de serem

organismos unicelulares, as estruturas internas e externas dos

protozoários são tão complexas que muitas vezes podemos distinguir

"boca", "faringe" e "ânus“.

A maioria dos protozoários são organismos de vida livre, habitantes dos

mares, rios e lagos, bem como, de ambientes terrestres úmidos e até de

matérias orgânicas em decomposição. Temos também muitos

protozoários (flagelados) que vivem em simbiose com insetos, como

baratas e cupins, auxiliando na digestão da celulose. Alguns

protozoários são causadores de doenças infecto-contagiosas,

importantes para o homem.

INTRODUÇÃO

MORFOLOGIA

Quanto a sua morfologia, os protozoários apresentam grandes varia-

ções, conforme sue fase evolutiva e meio a que estejam adaptados. Podem

ser esféricos, ovais ou mesmo alongados. Alguns são revestidos de cílios,

outros possuem flagelos, e existem ainda os que não possuem nenhuma or-

ganela locomotora especializada.

Dependendo da sua atividade fisiológica, algumas espécies possu-

em fases bem definidas. Assim, temos:

TROFOZOÍTO : É a forma ativa do protozoário, na qual ele se alimenta e se

reproduz, por diferentes processos.

CISTO : É a forma de resistência ou inativa. O protozoário secreta uma pare-

de resistente (parede cística) que o protegerá quando estiver em meio impró-

prio ou em fase de latência. Freqüentemente há divisão nuclear interna du-

rante a formação do cisto.

GAMETA : É a forma sexuada, que aparece em algumas espécies. O gameta

masculino é o microgameta, e o feminino é o macrogameta.

DIGESTÃO

Nas espécies de

vida livre há formação de

vacúolos digestivos. As par-

tículas alimentares são en-

globadas por pseudópodos

ou penetram por uma aber-

tura pré-existente na mem-

brana, o citóstoma. Já no

interior da célula ocorre di-

gestão, e os resíduos sóli-

dos não digeridos são expe-

lidos em qualquer ponto da

periferia, por extrusão do va-

cúolo, ou num ponto deter-

minado da membrana, o cito-

pígio ou citoprocto.

Quanto ao tipo de alimentação, os protozoários podem ser:

holofíticos ou autotróficos: são os que, a partir de grãos ou pigmentos

citoplasmáticos (cromatóforos), conseguem sintetizar energia a partir da

luz solar (fotossíntese);

holozóicos ou heterotróficos: ingerem partículas organicas, digerem-nas

(enzimas) e, posteriormente, expulsam os metabólitos. Essa ingestão se

dá por fagocitose (ingestão de partículas sólidas) ou pinocitose (ingestão

de partículas líquidas);

saprozóicos: "absorvem,' substancias inorganicas, já decompostas e

dissolvidas em meio líquido;

mixotróficos: quando são capazes de se alimentar por mais de um dos

métodos acima descritos.

NUTRIÇÃO

Desenho de um protozoário

heterotrófico se alimentando por

fagocitose

A movimentação dos protozoários é feita com auxílio de uma

ou associação de duas ou mais das organelas abaixo:

pseudópodes;

flagelos;

cilios;

microtúbulos subpeliculares que permitem a locomoção por flexão,

deslizamento ou ondulação.

LOCOMOÇÃO

Desenho esquemático de uma

Amoeba se movendo por

extensão de seu citoplasma,

denominado de pseudópodes.

REPRODUÇÃO

Encontramos os seguintes tipos de reprodução:

Assexuada

divisão binária ou cissiparidade;

brotamento ou gemulação;

endogenia: formação de duas ou mais células-filhas por brotamento inferno.

esquizogonia: divisão nuclear seguida da divisão do citoplasma,

constituindo indivíduos isolados ou merozoítos. Esses rompem a membrane

celular-mãe e continuam a desenvolver-se. As células-filhas recém-formadas

são os me-rozoítos; por isso, esquizogonia pode também ser denominada de

merogo-nia. Na realidade, existem três tipos de esquizogonia: merogonia

(produz me-rozoítos), gametogonia (produz microgametas) e esporogonia

(produz espo-rozoítos).

Sexuada

Existem dois tipos de reprodução sexuada:

conjugação: união temporária de dois indivíduos, com troca mútua de

materiais nucleares;

singamia ou fecundação: união de microgameta e macrogameta formando o

ovo ou zigoto, o qual pode dividir-se para fornecer um certo número de

esporozoítos. O processo de formação de gametes recebe o nome de

gametogonia e o processo de formação dos esporozoítos recebe o nome de

esporogonia

-mitocôndria: produção de energia;

-microtúbulos: movimentos celulares (contração e distensão);

-flagelos, cílios, membrane ondulante e pseudopodos: locomoção;

-axonema: eixo do flagelo;

-citóstoma: permite ingestão de partículas.

Cada organela é mais ou menos semelhante nas varies espécies,

entretanto, ocorrem pequenas diferenças que podem ser observadas ao mi-

croscópio óptico ou unicamente ao microscópio eletrônico. Aliás, hoje, a

proto-zoologia só pode ser bem estudada à luz do microscópio eletrônico e

da bio-química e fisiologia celular.

OS QUATRO GRANDES GRUPOS

A) Flagelados ou mastigóforos: dotados de flagelos.

Ex: Leishmania brasiliensis.

B) Ciliados ou cilióforos: portadores de cílios.

Ex: Balantidium coli.

C) Rizópodes ou sarcodíneos: desprovidos de flagelos e cí-

lios, mas capazes de deslocar por meio de pseudópodos.

Ex: Entamoeba coli.

D) Esporozoários: sem qualquer organela de locomoção.

Ex: Plasmodium malariae.

- Giardia lamblia ou Giardia intestinalis – Possui oito flagelos

e uma “fisionomia” incofundível. Parasita intestinal, que provoca cólicas

intestinais e biliares. Contágio direto por alimentos contaminados e água

poluída.

- Trypanosoma cruzi – Possui um único flagelo que, em

grande parte, acompanha o bordo livre de uma membrana ondulante.

É o agente etiológico (causador) de uma grave enfermidade considera-

da endêmica (doença comum) em certas regiões do interior do Brasil –

a doença de Chagas (estudada por Carlos Chagas). Essa doença é

mor-tal e incurável. Evolui lentamente, durante muitos anos, atacando o

co-ração, a tireóide e outros órgãos. O tripanossomo é transmitido ao

ho-mem através da picada do percevejo barbeiro. O contágio é,

portanto, indireto, pois exige a ação de um transmissor vetor.

O barbeiro ( Triatoma sordida ) transmite as formas infectantes

do tripanossomo através das suas fezes, as quais deixa ao lado da “pi-

cada” na pele do indivíduo. A picada provoca coceira local, e quando a

pessoa coça, arrasta os protozoários para o ponto de lesão da pele.

O “barbeiro” ou “chupança”,

transmissor da doença de Chagas

ou tripanossomose cruzi.

O sinal de Romaña (edema

bipalpebral unilateral) indicativo

da contaminação recente pelo

tripanossomo através da mucosa

conjuntival.

O “barbeiro” geralmente ataca

pessoas quando elas estão

dormindo. E, mais comumente,

pica-lhes o rosto, daí o nome que

recebeu.

- Leishmania brasiliensis – Possui um só flagelo, mas distin-

gue-se do tripanossomo por não ter a membrana ondulante. É parasita

da pele, determinando ulcerações cutâneas muito semelhantes às da

hanseníase, embora mais chocantes ainda. A doença é chamada

leishmaniose. É outra moléstia difundida no Brasil Central. Em algumas

regiões de São Paulo, tornou-se conhecida como úlcera de Bauru. Sua

transmissão é indireta, pois exige a participação de um transmissor ou

vetor – o mosquito-palha.

Doente portador de leishmaniose

(úlcera de Bauru).