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Tipologia: Provas
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Não perca as partes importantes!




































































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Olá aluno (a)! Nesse material vamos comentar as 30 ques- tões de conhecimentos específicos da Resi- dência em Área Profissional da Saúde da USP
- Farmácia, relativa ao processo seletivo de 2018/2019. Essa prova contou com questões dos seguintes assuntos: cálculo farmacêutico, farmacologia, farmacoterapia, saúde pública, farmácia clí- nica, farmacovigilância e farmacoeconomia. Ao longo da resolução das questões você en- contrará marcações em colorido, esquemas gráficos e dicas que certamente facilitarão seu entendimento e te auxiliarão na resolução de questões futuras. E, então? Vamos lá? Prof. Cá Cardoso
Um serviço de farmácia possui, na lista de padronização de medica- mentos, solução de cloreto de sódio a 0,9% e cloreto de sódio a 20%. Em algumas situ- ações, é necessário preparar 10 mL de so- lução de cloreto de sódio a 3% para aten- der a uma determinada prescrição médica. Qual o volume, em mL, da solução de clore- to de sódio a 0,9% e de cloreto de sódio a 20%, respectivamente, para se obter o que foi prescrito?
(A) 1 e 9. (B) 6,9 e 3,1. (C) 7,9 e 2,1. (D) 8,9 e 1,1. (E) 9 e 1.
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Obs.: se você substituir V1 na equação por (10 - V2) você também chegará ao mesmo resultado, ok?
Sendo assim, para obter 10 mL de uma solução de cloreto de sódio a 3%, deve-se utilizar 8,9 mL (V1) da solução a 0,9% e 1,1 mL (V2) da solução a 20%.
Gabarito: D
Examine a seguinte prescrição:
Dexmedetomidina ......................... 200 mcg Solução fisiológica qsp ...................... 48 mL Dados: Velocidade de infusão da solu- ção: 1,5 mL/h
Apresentação da ampola dexmedetomi- dina: 200 mcg/2 mL Prime do equipo: 13 mL Peso do paciente: 6 kg
Legenda: qsp: quantidade suficiente para Prime: volume do equipo que não será ad- ministrado no paciente mas que deve ser preenchido com a solução acima.
A velocidade de infusão, em mcg/kg/h, de dexmedetomidina e a quantidade de ampolas necessárias para atender a essa prescrição, para um período de 24 horas, são, respectivamente,
(A) 1,04 e 1. (B) 1,04 e 2. (C) 1,14 e 2. (D) 1,40 e 1. (E) 1,40 e 2.
Note que a questão solicita que sejam cal- culados:
Vamos realizada cada um desses cálculos separadamente:
1) CÁLCULO DA VELOCIDADE DE INFUSÃO EM MCG/KG/HORA
Vamos dividir esse cálculo em 3 passos.
Passo 1 – Cálculo da concentração da solução Vejamos os dados fornecidos pelo enunciado:
Note que para o preparo dessa solução será utilizada 1 ampola de dexmedetomidina (200mcg) e que esta ampola tem 2 mL. Como foi prescrita solução fisiológica qsp 48 mL, serão utilizados 46 mL de solução fisiológica.
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O volume final será a soma do volume da ampola de dexmedetomidina ( 2 mL ) e da solução fisiológica ( 46 mL ), ou seja, 48 mL.
Dito isto, vamos calcular a concentração dessa solução:
Concentração = 200 mcg 48 mL
Concentração = 4,17 mcg / mL
Ou seja, a cada 1 mL dessa solução, há 4, mcg de dexmedetomidina.
Passo 2 – Cálculo de mcg de dexmedetomidina infundidos por hora
Conforme enunciado, estão sendo infun- didos 1,5 mL/ hora. Descobrimos no passo 1 quantos mcg de fármaco há em 1 mL (4, mcg). Assim, aplicando uma regra de 3, temos:
1 mL ---- 4,17mcg 1,5 mL ---- x
x = 6,26 mcg infundido por hora
Ou seja, em 1 hora estão sendo infundidas 6,26 mcg ( 6,26 mcg/ hora ). Entretanto, essa é a quantidade para o peso total do paciente. A questão pede a velocidade de infusão em mcg/ Kg /hora – veja o passo 3.
Passo 3 – Cálculo de mcg de dexmedeto- midina infundidos por Kg de peso por hora
Sabemos que em 1 hora são infundidos 6, mcg, logo essa é a quantidade para o peso total do paciente (6 Kg). Para calcular a quanti- dade por Kg, ou seja, a cada 1 Kg, basta aplicar uma regra de 3:
6,26 mcg/ hora ---- 6 Kg X ----------------------- 1 Kg 6x = 6, X = 6,26 / 6 = 1,04 mcg /Kg/hora
Sendo assim, encontramos a velocidade de infusão em mcg/Kg/hora:
1,04 mcg / Kg / hora
2) CÁLCULO DA QUANTIDADE DE AMPOLAS NECESSÁRIAS PARA ATENDER A PRES- CRIÇÃO PARA 24 HORAS
Inicialmente, vamos calcular quantos mL da solução são necessários para 24 horas. Sa- bendo que a velocidade de infusão é de 1, mL/hora, aplicando uma regra de 3, temos:
1,5mL ------ 1 hora x --------------24 horas x= 36 mL
Logo, em 24 horas serão utilizadas 36 mL da solução. Entretanto, devemos somar o volu-
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Passo 1: Conversão de mEq para mg
Para essa conversão utilizaremos a se- guinte fórmula: mg = mEq x peso valência
Aplicando os dados à fórmula temos:
Cálculo para 0,6 mEq:
mg = mEq x peso valência
mg = 0,6 x 40 = 12 mg 2 Cálculo para 1,2 mEq:
mg = 1,2 x 40 = 24 mg 2
Sendo assim, deve-se infundir de 12 mg a 24 mg / Kg de massa corpórea.
Passo 2: Cálculo da massa que deve ser in- fundida para o peso do paciente
Cálculo para 12mg 12 mg -------1 Kg x ------------7,5 Kg x = 90 mg
Cálculo para 24 mg 24 mg -------1 Kg x ------------7,5 Kg x = 180 mg
Logo, para esse paciente devem ser infundi- dos de 90 mg a 180 mg do elemento Cálcio. Entretanto, o enunciado solicita o intervalo em mL da solução à 10% de CaCl2.2(H 2 0) que deve ser infundida. Sendo assim, vamos ao passo 3.
Passo 3: Cálculo da massa de Cálcio presente na solução de CaCl2 di-hidratado a 10%
Inicialmente vamos calcular a massa atômica total do CaCl2.2(H 2 O)
Massas atômicas: cálcio = 40, cloreto = 35,5, hidrogênio = 1, oxigênio = 16
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Massa atômica total CaCl2. 2(H 2 O) = 147
Considerando que temos uma ampola de CaCl2.2(H 2 O) em solução a 10%, temos 10g de CaCl2.2(H 2 0) em 100 mL. Aplicando uma regra de 3:
Em 147 g de CaCl2.2(H 2 0) ---- 40 g de Cálcio Em 10 g de CaCl2.2(H 2 0) ----- x
X = 2,72 g de Cálcio
Assim, temos 2,72 de Cálcio a cada 10 g de CaCl (^) 2.2(H 2 0), ou seja, a cada 100 mL da solução disponível.
Passo 4: Cálculo do intervalo, em mL de CaCl2 di-hidratado, a ser infundida
Encontramos no passo 2 que o intervalo em mg do elemento Cálcio que deve ser infundido é de 90 mg a 180 mg.
Encontramos no passo 3 que a cada 100mL da solução de CaCl 2 di-hidratado a 10% há 2,72 g do elemento Cálcio.
Sendo assim, aplicando uma regra de 3 temos:
Para 90 mg (0,09 g)
2,72 g de Cálcio ------100 mL da solução de CaCl2 di-hidratado 0,09 g de Cálcio --------x 2,72 x ------ x = 3,31 mL
Para 180 mg (0,18 g)
2,72 g de Cálcio ------100 mL da solução de CaCl2 di-hidratado 0,18 g de Cálcio --------x 2,72x = 18 X = 6,62 mL
Portanto, o intervalo, em mL de CaCl2 di-hi- dratado, a ser infundida em 1 hora, será de 3,31 mL a 6,62 mL
Gabarito: D
Em hospital, o farmacêutico de- ve conferir prescrições de nutrição parenteral. Para um recém-nascido, massa corporal de 1,3 kg, estimaram-se as neces- sidades diárias de:
3,5 g /kg/dia de proteínas; 3,5 g /kg/dia de lipídeos; 120 kcal/kg/dia, que devem ser fornecidos por solução de carboidrato.
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Ou seja, para esse paciente são necessá- rias 4,55 g de aminoácidos por dia.
Nutrição Parenteral será infundida em 24 horas, por isso a Nutrição Parenteral deve ter exatamente essa quantidade (4,55 g), que é a necessária para 1 dia.
Agora, basta calcularmos o volume cor- respondente a essa quantidade (4,55 g), considerando a solução que possuímos em estoque (solução de aminoácidos a 10%). Veja o passo 2.
Passo 2: Cálculo do volume necessário da solução disponível em estoque Conforme enunciado, temos uma solução de aminoácidos a 10%.
O que significa esses 10%? Significa que há 10 g em 100 mL.
Já sabemos qual é a quantidade neces- sária de aminoácidos para esse paciente ( 4,55 g -> calculada no passo 1).
Agora, fazendo uma regra de 3, consegui- mos descobrir qual é o volume da solução disponível em estoque correspondente a essa massa. Veja abaixo:
Solução a 10% = 10 g em 100mL.
Portanto: 10 g ------------- 100 mL 4,55 g ---------------X X = 45,5 mL
Portanto, o volume necessário da solução de aminoácidos a 10% é de 45,5 mL.
Cálculo correspondente à solução de lipídeos a 20%
Passo 1: Cálculo da necessidade diária de lipídeos
Conforme o enunciado, o paciente requer 3,5 g/kg/dia de lipídeos. Ou seja, a cada 1 Kg do paciente são necessárias 3,5 g de lipídeos por dia.
Peso do paciente = 1,3 Kg
Então, conseguimos descobrir a necessidade de lipídeos diária, fazendo uma regra de 3.
3,5 g de lipídeos ------- 1 Kg X -------------------------- 1,3 Kg X = 4,55 g
Ou seja, para esse paciente são necessárias 4,55 g de lipídeos por dia. Agora, basta calcular qual é o volume corres- pondente a essa massa (4,55 g), considerando a solução que possuímos em estoque (solução de lipídeos a 20%).
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s o Passo 2: Cálculo do volume necessário da solução disponível em estoque
Temos em estoque uma solução de li- pídeos a 20%, ou seja, temos 20 g em 100 mL
Já sabemos qual é a quantidade necessá- ria de lipídeos requerida para o paciente ( 4,55 g -> calculada no passo 1). Agora, fazendo uma regra de 3, conseguimos des- cobrir qual é o volume correspondente a essa massa. Veja abaixo:
Solução a 20% = 20 g em 100mL
Portanto: 20 g ----------- 100 mL 4,55 g ------------X X = 22,75 mL
Portanto, o volume necessário da solução de lipídeos a 20 % é de 22,75 mL.
Cálculo para a solução glicosada a 50%.
Passo 1: Cálculo da necessidade diária de carboidratos
Conforme o enunciado, o paciente requer 120 Kcal/kg/dia que devem ser forneci- dos por solução de carboidrato. Ou seja, a cada 1 Kg do paciente são necessários 120 Kcal por dia.
120 Kcal ------- 1 Kg do paciente
Peso do paciente = 1,3 Kg.
Então, conseguimos descobrir a necessidade de calorias diária, fazendo uma regra de 3.
120 Kcal ------- 1 Kg X ----------------- 1,3 Kg X = 156 Kcal
Agora precisamos saber quantos gramas de glicose são necessários para fornecer 156 Kcal.
Conforme o enunciado: 1 g de glicose fornece 3,4 kcal.
Assim, aplicando uma regra de 3, temos:
1 g de glicose --------- 3,4 kcal x ------------------------- 156 Kcal x = 45,88 g de glicose
Ou seja, para esse paciente são necessárias 45,88 g de glicose por dia.
Agora, basta calcular qual é o volume corres- pondente a essa massa (45,88 g), conside- rando a solução que possuímos em estoque (solução glicosada a 50%).
Passo 2: Cálculo do volume necessário da solução disponível em estoque
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(D) 12,25 mg em uma e 7,75 mg em outra.
Errada – A diferença é de 4,5 mg (12,25 mg
(E) 15 mg em uma e 5 mg em outra.
Errada – A diferença é de 10 mg (15 –5= 10)
Gabarito: C
Sabendo-se que o conta-gotas libera 12 gotas/mL, quantas go- tas serão necessárias para prover a dose de 2,5 mg de um fármaco a 0,5% (p/V)?
(A) 6 (B) 7 (C) 9, (D) 60 (E) 70
Inicialmente, vamos converter 0,5 % para uma concentração em mg/mL.
0,5 g em 100 mL.
Convertendo 0,5 g para mg, temos: 0,5 g = 500 mg.
Assim:
500 mg ---- 100 mL X ------------- 1 mL x = 5 mg/ mL Agora, aplicando uma regra de 3, vamos cal- cular qual o volume necessário para prover uma dose de 2,5 mg:
5 mg -------- 1 mL 2,5 mg --------x x = 0,5 mL
Sabendo-se que o conta-gotas libera 12 go- tas/mL, basta aplicarmos mais uma regra de 3: 12 gotas ------ 1 mL X -------------- 0,5 mL
X = 6 gotas
Gabarito: A
Um adesivo transdérmico contendo 7 mg de nicotina libera 200 mcg/ hora de nicotina. O paciente deve trocar es- te adesivo a cada 24 horas. A quantidade de nicotina, em mg, que per- manece no adesivo após 24 horas e a por- centagem do fármaco liberado são, respec- tivamente,
(A) 2,2 e 68,6. (B) 4,8 e 31,4. (C) 8,4 e 100.
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(D) 20,0 e 72. (E) 40,0 e 70.
1) Cálculo da quantidade de nicotina, em mg, que permanece no adesivo após 24 horas
Dados fornecidos pelo enunciado:
▫ O adesivo libera 200 mcg/ hora ▫ O adesivo deve ser trocado a cada 24 horas Logo, devemos calcular a quantidade de nicotina que é liberada em 24 horas , para depois subtrair esse valor da massa total de nicotina no adesivo (7 mg).
Sabemos que são liberados 200 mcg em 1 hora. Assim, aplicando uma regra de 3, temos:
200 mcg -------- 1 hora x ------------------ 24 horas (tempo máximo de uso do adesivo)
x = 4.800 mcg de fármaco liberado
Convertendo para mcg para mg : x = 4,8 mg de fármaco liberado.
Assim, para saber a quantidade de nicotina, em mg, que permanece no adesivo após 24 horas basta subtrair o valor do fármaco que foi liberado ( 4,8 mg ) da quantidade total pre- sente no adesivo ( 7 mg ).
Quantidade de nicotina que permanece no adesivo = 7 mg (quantidade total no adesivo)
- 4,8 mg (quantidade liberada) = 2,2 mg Quantidade de nicotina que permanece no adesivo = 2,2 mg
2) Cálculo da porcentagem do fármaco li- berado
Sabemos que a quantidade total de nicotina no adesivo é de 7 mg (100%). Sabemos que foram liberadas 4,8 mg de nicotina (calculado no item 1). Assim, aplicando uma regra de 3, temos:
7 mg --------- 100% 4,8 mg -------x X = 68,6%
Porcentagem do fármaco liberado = 68,6 %
Gabarito: A
Um ajuste no intervalo de dosagem foi realizado na administração en- dovenosa de vancomicina em um grupo de 25 pacientes após introdução de protoco- lo de utilização deste antibiótico. O núme-
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Vejamos cada um dos agentes causadores de intoxicação mencionados na alternativa: a) Opioide No caso de intoxicação por opioides uti- liza-se a naloxona , que é um antagonista de opioides, com afinidade pelos três re- ceptores de opioides clássicos (μ, κ e δ ). Tal fármaco atua rapidamente e reverte a depressão respiratória associada às doses altas desses fármacos.
Antídoto: Naloxona
Intoxicação por opióides
b) Metanol O metanol é biotransformado pela enzima álcool-desidrogenase em formaldeído e, posteriormente, pela enzima aldeído-de- sidrogenase em ácido fórmico;
Metanol
álcool-desidrogenase
aldeído-desidrogenase
Formaldeído
Ácido fórmico
Note no esquema abaixo que as mesmas en- zimas também estão presentes na biotrans- formação do etanol:
Etanol
álcool-desidrogenase
aldeído-desidrogenase
Acetaldeído
Acetato
Assim, no caso de intoxicação por metanol uti- liza-se o etanol como antídoto, pois o etanol satura a enzima álcool-desidrogenase pre- venindo a formação de metabólitos tóxicos a partir do metanol, que será eliminado por via renal inalterado.
Antídoto: etanol
Intoxicação por metanol
c) Paracetamol O paracetamol, quando metabolizado , sofre:
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Pois bem, ocorre que, quando a ingestão de paracetamol excede as doses terapêu- ticas (como no caso de uma intoxicação), as vias de glicuronidação e sulfatação ficam saturadas e a via da glutationa
tem que “dar conta”. Porém, com o tempo, a glutationa é gasta mais rapidamente do que pode se regenerar. Então, há acúmulo do metabólico tóxico (n-acetilbenzoimino- quinona) que é reativo e reage com grupos nucleofílicos de proteínas celulares, levando a hepatotoxicidade.
A acetilcisteína atua como substituto da glutationa, ligando-se ao metabólito tóxico à medida que é produzido, evitando, desta forma, a ocorrência da hepatotoxicidade re- lacionada ao paracetamol.
Glicorunato não tóxico
Sulfato não tóxico
Intermediário tóxico (n-acetilbenzoimunoquinona)
Acetilcisteína (antídoto)
Produto não tóxico
Glutationa
Glicoronidação (^) Sulfatação Via dependente de P
Antídoto: Acetilcisteína
Intoxicação por paracetamol
d) Inseticida anticolinesterase Os inseticidas anticolinesterase (or- ganofosforados, como por exemplo, o
malation ) inibem irreversivelmente a ace- tilcolinesterase. A acetilcolinesterase é a enzima responsável por degradar a acetilcolina.
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f) Ferro No caso de intoxicação por ferro utiliza- -se como antídoto a deferoxamina , um agente quelante , que se liga ao ferro livre formando um complexo hidrossolúvel , a ferrioxamina, com excreção predomi- nante renal.
Antídoto: deferoxamina
Intoxicação por ferro
Sendo assim, ficamos com as seguintes relações:
Agente causador da intoxicação Antídoto Paracetamol (c) Acetilcisteína (1) Inseticida anticolinesterase (d) Atropina (2) Ferro (f) Deferoxamina (3) Metanol (b) Etanol (4) Benzodiazepínico (e) Flumazenila (5) Opióide (a) Naloxona (6)
Gabarito: E
Relacione o fármaco com a classe terapêutica.
A relação correta é:
Vamos analisar cada um dos fármacos elen- cados no enunciado da questão:
1. Vancomicina Trata-se de um antibiótico (c ), da classe dos glicopeptídeos, amplamente utilizado no ambiente hospitalar, tendo como uma de suas indicações o tratamento de estafilococos (um gram positivo) resistentes a oxacilina. 2. Metformina Trata-se de um hipoglicemiante (d) oral da classe das biguanidas, que diminui os níveis de glicose sérica e aumenta a sensibilização do receptor de insulina tecidual, sendo um fármaco de escolha como terapia de primeira linha para o tratamento do Diabetes tipo II.
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3. Quetiapina Trata-se de um antipsicótico (f) atípico, tendo como uma de suas indicações o tra- tamento da esquizofrenia. 4. Prednisona Trata-se de um anti-inflamatório (b) es- teroidal ( corticosteroide ) amplamente utilizado. 5. Lamivudina Trata-se de um antirretroviral (e) da clas- se dos inibidores da transcriptase reversa. Atualmente no Brasil, esse fármaco faz parte do esquema inicial preferencial do tratamento do HIV no adulto, em conjunto com outros dois antirretrovirais: tenofovir e dolutegravir. 6. Propranolol Trata-se de um anti-hipertensivo (a), β -bloqueador não seletivo. Sendo assim, temos:
FÁRMACO ANTÍDOTO
Gabarito: C
Homem de 52 anos de idade, após consulta com endocrinologista
devido ao diabetes tipo 2, diagnosticado há cerca de 4 anos. Dados do exame físico: altura = 1,70 m; IMC = 26,8 kg/m2; circunferência abdominal (CA) = 98 cm; pressão arterial (PA) = 120 x 80 mmHg. Exames laboratoriais: glicemia de jejum = 140mg/dL; HbA1c = 8,2% (VR: 4,8-5,9); crea- tinina = 0,8 mg/dL (VR: 0,7-1,3); ureia = 32, mg/dL (VR:15-40); colesterol total = 220 mg/ dL; HDL-c = 44 mg/dL; LDL-c = 120 mg/dL; triglicerídeos = 280 mg/dL; ácido úrico = 7, mg/dL (VR: 2,5-7); TGO = 92 U/L (VR: até 37); TGP = 108 U/L (VR: até 41). A alternativa que contém medicamentos em uso por este paciente é:
(A) Glibenclamida (10 mg/dia, duas vezes ao dia); captopril (75 mg 1 vez ao dia). (B) Metformina (850 mg 2 x ao dia); allopurinol (300mg 1 x ao dia). (C) Insulina Asparte ao deitar; hidroclorotia- zida (25 mg 1 x ao dia). (D) Metformina (850 mg 2 x ao dia); gliclazida MR (30 mg 1 x ao dia). (E) Glibenclamida (5mg 1 x ao dia); clortalidona (12,5 mg 1 x ao dia).
Note que estamos diante de um caso clínico de um paciente com diagnóstico de Diabetes tipo II, portanto, necessariamente este pa- ciente deve estar em uso de fármacos para o controle dessa patologia. Perceba que os