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Resolução de Exercícios de Álgebra Linear, Provas de Álgebra

Documento contendo soluções para exercícios de álgebra linear, incluindo verificação de subespacios vetoriais, determinação de bases e verificação de linearidade de conjuntos, em espaços vetoriais de r³ e m2x2(r).

Tipologia: Provas

2020

Compartilhado em 24/03/2022

bruna-coutinho-12
bruna-coutinho-12 🇧🇷

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bg1
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Gabarito 1a. Avaliação de CM005 - Álgebra Linear - Turma G
1. Seja U={(x, y, z)R3; 1 x=2y
2=z+ 1}. Verifique se Ué subespaço vetorial de R3.
Solução: Nota-se inicialmente, que Ué a interseção dos planos π1: 1 x=2y
2eπ2: 1 x=z+ 1, os
quais são planos não-paralelos passando pela origem de R3(e portanto, são s.e.v. de R3); logo, Ué uma
reta passando pela origem de R3e assim, é um s.e.v. de R3. [Note que utilizando-se as equações de π1e
π2, obtem-se que:
(x, y, z)U22x= 2ye1x=z+1 2x=yex=z(x, y , z) = (x, 2x, x) = x·(1,2,1),
ou seja, Ué o s.e.v. de R3gerado por (1,2,1).]
2. Sejam o espaço vetorial real C(R) = {f:R R;fé contínua }eB={sen x, sen 2x, cos x}. Determine
se Bé L.I. ou é L.D..
Solução: Observe que, pela definição, Bé L.I. se, e somente se, a igualdade
α1·sen x+α2·sen 2x+α3·cos x= 0 (função nula)
para todo xR, implicar α1=0=α2=α3. Em particular, deve-se ter:
x= 0 α1·0 + α2·0 + α3·1=0
x=π
2α1·1 + α2·0 + α3·0=0
x=π
4α1·2
2+α2·1 + α3·2
2= 0
α3= 0,
α1= 0,
α2= 0.
Portanto, Bé L.I..
3. Seja W=XM2×2(R)|X·1 1
1 0=1 1
1 0·Xo s.e.v. de M2×2(R). Determine uma base de W
edim(W).
Solução: Seja XM2×2(R),X=a b
c d . Daí, segue que:
X·1 1
1 0=a b
c d ·1 1
1 0=ab a
cd c (I)
1 1
1 0·X=1 1
1 0·a b
c d =a+c b +d
ab(II)
Portanto,
(I) =(II) ab a
cd c =a+c b +d
ab
ab=a+c
a=b+d
cd=a
c=b
b=c
a=b+d
Logo,
XWX=b+d b
b dX=b·1 1
1 0+d·1 0
0 1,
e assim, Wé o s.e.v. de M2×2(R)gerado por v1=1 1
1 0ev2=1 0
0 1. Dado que v1ev2não são
múltiplos entre si (ou seja, são vetores L.I.), segue que {v1, v2}é uma base de We, portanto, dim(W)=2.
pf3
pf4

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

Gabarito 1a. Avaliação de CM005 - Álgebra Linear - Turma G

  1. Seja U = {(x, y, z) ∈ R

3 ; 1 − x =

2 − y

= z + 1}. Verifique se U é subespaço vetorial de R

3 .

Solução: Nota-se inicialmente, que U é a interseção dos planos π 1 : 1 − x =

2 − y

e π 2 : 1 − x = z + 1, os

quais são planos não-paralelos passando pela origem de R

3 (e portanto, são s.e.v. de R

3 ); logo, U é uma

reta passando pela origem de R

3 e assim, é um s.e.v. de R

3

. [Note que utilizando-se as equações de π 1 e

π 2 , obtem-se que:

(x, y, z) ∈ U ⇔ 2 − 2 x = 2−y e 1 −x = z+1 ⇔ 2 x = y e −x = z ⇔ (x, y, z) = (x, 2 x, −x) = x·(1, 2 , −1),

ou seja, U é o s.e.v. de R 3 gerado por (1, 2 , −1).]

  1. Sejam o espaço vetorial real C(R) = {f : R −→ R; f é contínua } e B = { sen x, sen 2 x, cos x}. Determine

se B é L.I. ou é L.D..

Solução: Observe que, pela definição, B é L.I. se, e somente se, a igualdade

α 1 · sen x + α 2 · sen 2 x + α 3 · cos x = 0 (função nula)

para todo x ∈ R, implicar α 1 = 0 = α 2 = α 3

. Em particular, deve-se ter:

x = 0 ⇒ α 1 · 0 + α 2 · 0 + α 3

x = π 2

⇒ α 1 · 1 + α 2 · 0 + α 3

x = π 4

⇒ α 1

√ 2 2

  • α 2 · 1 + α 3

√ 2 2

α 3

α 1

α 2

Portanto, B é L.I..

  1. Seja W =

X ∈ M 2 × 2 (R) | X ·

[

]

[

]

· X

o s.e.v. de M 2 × 2 (R). Determine uma base de W

e dim(W ).

Solução: Seja X ∈ M 2 × 2

(R), X =

[

a b

c d

]

. Daí, segue que:

X ·

[

]

[

a b

c d

]

[

]

[

a − b a

c − d c

]

(I)

[

]

· X =

[

]

[

a b

c d

]

[

a + c b + d

−a −b

]

(II)

Portanto,

(I) = (II) ⇔

[

a − b a

c − d c

]

[

a + c b + d

−a −b

]

a − b = a + c

a = b + d

c − d = −a

c = −b

−b = c

a = b + d

Logo,

X ∈ W ⇔ X =

[

b + d b

−b d

]

⇔ X = b ·

[

]

  • d ·

[

]

e assim, W é o s.e.v. de M 2 × 2 (R) gerado por v 1

[

]

e v 2

[

]

. Dado que v 1 e v 2 não são

múltiplos entre si (ou seja, são vetores L.I.), segue que {v 1 , v 2 } é uma base de W e, portanto, dim(W ) = 2.

  1. Sejam os s.e.v. U = {(x, y, z, w) ∈ R ; x + 2y − z + w = 0} e V = [(1, 0 , 0 , 1), (1, 2 , 0 , 1)] ⊂ R . Determine

uma base para U + V e verifique se a soma U + V é direta.

Solução: Inicialmente, nota-se que

(x, y, z, w) ∈ U ⇔ (x, y, z, w) = (x, y, x + 2y + w, w) = x · (1, 0 , 1 , 0) + y · (0, 1 , 2 , 0) + w · (0, 0 , 1 , 1).

Portanto, U = [v 1 , v 2 , v 3 ], onde v 1 = (1, 0 , 1 , 0), v 2 = (0, 1 , 2 , 0) e v 3 = (0, 0 , 1 , 1). Por sua vez, V = [v 4 , v 5

],

onde v 4 = (1, 0 , 0 , 1) e v 5 = (1, 2 , 0 , 1). Segue daí que U + V é o s.e.v. de R

4 gerado por v 1 , v 2 , v 3 , v 4 , v 5

e assim, realizando-se operações elementares na matriz cujas linhas são dadas pelas coordenadas destes 5

vetores, pode-se obter um conjunto de geradores mais simples para U + V.

Portanto, U + V = [(1, 0 , 0 , 0), (0, 1 , 0 , 0), (0, 0 , 1 , 0), (0, 0 , 0 , 1)] = R

4 e assim, dim(U + V ) = 4. Também,

dim(V ) = 2, já que V é gerado por um par de vetores não-paralelos entre si (L.I.); resta, portanto,

determinar dim(U ). Para tanto, sejam α 1 , α 2 , α 3 ∈ R tais que

α 1 · (1, 0 , 1 , 0) + α 2 · (0, 1 , 2 , 0) + α 3 · (0, 0 , 1 , 1) = (0, 0 , 0 , 0) ⇔ (α 1 , α 2 , α 1 + 2α 2 + α 3 , α 3 ) = (0, 0 , 0 , 0)

⇔ α 1 = 0 = α 2 = α 3.

Logo, {v 1 , v 2 , v 3 } é L.I. e portanto, dim(U ) = 3. Daí, segue que:

dim(U ∩ V ) = dim(U ) + dim(V ) − dim(U + V ) = 3 + 2 4 = 1

e assim, U ∩ V 6 = {(0, 0 , 0 , 0)}, ou seja, a soma U + V não é direta.

  1. Mostre que o conjunto D = { 1 , 1 − t, (1 − t) 2 , 1 − t 3 } é uma base de P 3

(R).

Solução: Sabe-se que dim(P 3 R) = 4 e, portanto, qualquer conjunto de 4 vetores L.I. de P 3 (R) é uma

base de tal espaço vetorial. É suficiente então, mostrar que tais vetores são L.I.. Para tanto, sejam

α 1 , α 2 , α 3 , α 4 ∈ R tais que

α 1 · 1 + α 2 · (1 − t) + α 3 · (1 − t)

2

  • α 4 · (1 − t

3 ) = 0 (polinômio nulo)

⇔ (α 1 + α 2 + α 3 + α 4 ) · 1 − (α 2 + 2α 3 ) · t + α 3 · t

2 − α 4 · t

3 = 0 · 1 + 0 · t + ·t

2

  • 0 · t

3

α 1

  • α 2
  • α 3
  • α 4

α 2

  • 2α 3

α 3

α 4

⇔ α 1 = 0 = α 2 = α 3 = α 4

ou seja, D é um conjunto L.I. e, portanto, é uma base de P (R).

  1. Considere o polinômio f (t) = 1 + 2t − t e B, C as bases de P 2 (R) dadas na questão acima.

(a) Utilizando a definição, calcule [f (t)] B e [f (t)] C

(b) Mostre que [f (t)]C = [I]

B

C · [f (t)]B e [f (t)]B = [I]

C

B · [f (t)]C.

Solução: (a) Sejam

[

f (t)

]

B

a

b

c

 (^) e

[

f (t)

]

C

d

e

f

Então, deve-se ter:

f (t) = a · v 1 + b · v 2 + c · v 3 ⇔ 1 + 2t − t

2 = a · (1 + t) + b · (−1 + t

2 ) + c · (t − t

2 )

⇔ 1 + 2t − t

2 = (a − b) · 1 + (a + c) · t + (b − c) · t

2

a − b = 1 ⇒ b = a − 1 ⇒ b = 0

a + c = 2 ⇒ c = 2 − a ⇒ c = 1

b − c = − 1 ⇒ (a − 1) − (2 − a) = − 1 ⇒ a = 1

[

f (t)

]

B

f (t) = g · w 1 + h · w 2 + i · w 3 ⇔ 1 + 2t − t

2 = g · (2 − t) + h · (1 − t

2 ) + i · (t + t

2 )

⇔ 1 + 2t − t

2 = (2g + h) · 1 + (−g + i) · t + (−h + i) · t

2

2 g + h = 1 ⇒ h = 1 − 2 g ⇒ h =

7 3

−g + i = 2 ⇒ i = 2 + g ⇒ i =

4 3

−h + i = − 1 ⇒ −(1 − 2 g) + (2 + g) = − 1 ⇒ g = −

2 3

[

f (t)

]

C

2 3 7 3 4 3

(b) Tem-se que:

[I]

B

C

· [f (t)] B

2 3

1 − 1

4 3

1 0

1 3

2 3 7 3 4 3

 =^

[

f (t)

]

C

[I]

C

B

· [f (t)] C

1 2

3 2

3 0 0

2 3 7 3 4

[

f (t)

]

B