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Prova - Enem - 2009 - Cinza, Notas de estudo de Literatura

Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) Prova de Redação e de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Prova de Matemática e suas Tecnologias, 2009.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 03/07/2013

Amazonas
Amazonas 🇧🇷

4.4

(80)

204 documentos

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Não perca as partes importantes!

bg1
EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO
2009
Caderno
2º dia
CINZA
Prova de Redação e de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
Prova de Matemática e suas Tecnologias
LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES SEGUINTES
Ministério
da Educação
1 Este CADERNO DE QUESTÕES contém a Proposta de
Redação e 90 questões numeradas de 91 a 180, dispostas
da seguinte maneira:
a. as questões de número 91 a 135 são relativas à área de
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
b. as questões de número 136 a 180 são relativas à área
de Matemática e suas Tecnologias.
2 Marque no CARTÃO-RESPOSTA, no espaço apropriado, a
opção correspondente à cor desta capa: 5-Amarelo;
6-Cinza; 7-Azul ou 8-Rosa. ATENÇÃO: se você assinalar
mais de uma opção de cor ou deixar todos os campos em
branco, sua prova não será corrigida.
3 Verifique no CARTÃO-RESPOSTA e na FOLHA DE
REDAÇÃO, que se encontra no verso do CARTÃO-
RESPOSTA, se os seus dados estão registrados
corretamente. Caso haja alguma divergência, comunique-a
imediatamente ao aplicador.
4 Após a conferência, escreva e assine seu nome nos espaços
próprios do CARTÃO-RESPOSTA e da FOLHA DE
REDAÇÃO com caneta esferográfica de tinta azul ou preta.
5 Não dobre, não amasse, nem rasure o CARTÃO-
RESPOSTA. Ele não poderá ser substituído.
6 Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 5
opções, identificadas com as letras A, B, C, D e E. Apenas
uma responde corretamente à questão. Você deve, portanto,
assinalar apenas uma opção em cada questão. A marcação
em mais de uma opção anula a questão, mesmo que uma
das respostas esteja correta.
7 No CARTÃO-RESPOSTA, marque, para cada questão, a
letra correspondente à opção escolhida para a resposta,
preenchendo todo o espaço compreendido no círculo, com
caneta esferográfica de tinta azul ou preta.
8 O tempo disponível para estas provas é de cinco horas e trinta
minutos. O participante com necessidades educacionais
especiais que, por esse motivo, precise de maior tempo para a
realização das provas disporá de uma hora a mais para
realizá-las, desde que tenha comunicado previamente a sua
necessidade ao INEP.
9 Reserve os 30 minutos finais para marcar seu CARTÃO-
RESPOSTA. Os rascunhos e as marcações assinaladas no
CADERNO DE QUESTÕES não serão considerados na
avaliação.
10 Quando terminar as provas, entregue ao aplicador este
CADERNO DE QUESTÕES e o CARTÃO-RESPOSTA /
FOLHA DE REDAÇÃO.
11 Você somente poderá deixar o local de prova após decorridas
duas horas do início da sua aplicação. Caso permaneça na
sala por, no mínimo, quatro horas após o início da prova, você
poderá levar este CADERNO DE QUESTÕES.
12 Você será excluído do exame caso:
a. utilize, durante a realização da prova, máquinas e(ou)
relógios de calcular, bem como rádios, gravadores,
headphones, telefones celulares ou fontes de consulta de
qualquer espécie;
b. se ausente da sala em que se realiza a prova levando
consigo o CADERNO DE QUESTÕES e(ou) o CARTÃO-
RESPOSTA antes do prazo estabelecido;
c. aja com incorreção ou descortesia para com qualquer
participante do processo de aplicação das provas;
d. se comunique com outro participante, verbalmente, por
escrito ou por qualquer outra forma;
e. apresente dado(s) falso(s) na sua identificação pessoal.
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EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO

Caderno

2º dia

CINZA

Prova de Redação e de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Prova de Matemática e suas Tecnologias

L E I A AT E N TA M E N T E A S I N S T R U Ç Õ E S S E G U I N T E S

Ministério da Educação

1 Este CADERNO DE QUESTÕES contém a Proposta de Redação e 90 questões numeradas de 91 a 180, dispostas da seguinte maneira: a. as questões de número 91 a 135 são relativas à área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias b. as questões de número 136 a 180 são relativas à área de Matemática e suas Tecnologias. 2 Marque no CARTÃO-RESPOSTA, no espaço apropriado, a opção correspondente à cor desta capa: 5-Amarelo; 6-Cinza; 7-Azul ou 8-Rosa. ATENÇÃO: se você assinalar mais de uma opção de cor ou deixar todos os campos em branco, sua prova não será corrigida. 3 Verifique no CARTÃO-RESPOSTA e na FOLHA DE REDAÇÃO, que se encontra no verso do CARTÃO- RESPOSTA, se os seus dados estão registrados corretamente. Caso haja alguma divergência, comunique-a imediatamente ao aplicador. 4 Após a conferência, escreva e assine seu nome nos espaços próprios do CARTÃO-RESPOSTA e da FOLHA DE REDAÇÃO com caneta esferográfica de tinta azul ou preta. 5 Não dobre, não amasse, nem rasure o CARTÃO- RESPOSTA. Ele não poderá ser substituído. 6 Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 5 opções, identificadas com as letras A, B, C, D e E. Apenas uma responde corretamente à questão. Você deve, portanto, assinalar apenas uma opção em cada questão. A marcação em mais de uma opção anula a questão, mesmo que uma das respostas esteja correta. 7 No CARTÃO-RESPOSTA, marque, para cada questão, a letra correspondente à opção escolhida para a resposta, preenchendo todo o espaço compreendido no círculo, com caneta esferográfica de tinta azul ou preta.

8 O tempo disponível para estas provas é de cinco horas e trinta minutos. O participante com necessidades educacionais especiais que, por esse motivo, precise de maior tempo para a realização das provas disporá de uma hora a mais para realizá-las, desde que tenha comunicado previamente a sua necessidade ao INEP. 9 Reserve os 30 minutos finais para marcar seu CARTÃO- RESPOSTA. Os rascunhos e as marcações assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES não serão considerados na avaliação. 10 Quando terminar as provas, entregue ao aplicador este CADERNO DE QUESTÕES e o CARTÃO-RESPOSTA / FOLHA DE REDAÇÃO. 11 Você somente poderá deixar o local de prova após decorridas duas horas do início da sua aplicação. Caso permaneça na sala por, no mínimo, quatro horas após o início da prova, você poderá levar este CADERNO DE QUESTÕES. 12 Você será excluído do exame caso: a. utilize, durante a realização da prova, máquinas e(ou) relógios de calcular, bem como rádios, gravadores, headphones , telefones celulares ou fontes de consulta de qualquer espécie; b. se ausente da sala em que se realiza a prova levando consigo o CADERNO DE QUESTÕES e(ou) o CARTÃO- RESPOSTA antes do prazo estabelecido; c. aja com incorreção ou descortesia para com qualquer participante do processo de aplicação das provas; d. se comunique com outro participante, verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma; e. apresente dado(s) falso(s) na sua identificação pessoal.

;

Questão (^94)

No programa do balé Parade , apresentado em 18

de maio de 1917, foi empregada publicamente, pela

primeira vez, a palavra sur-realisme. Pablo Picasso

desenhou o cenário e a indumentária, cujo efeito foi tão

surpreendente que se sobrepôs à coreografia. A música de

Erik Satie era uma mistura de jazz , música popular e sons

reais tais como tiros de pistola, combinados com as

imagens do balé de Charlie Chaplin, caubóis e vilões,

mágica chinesa e Ragtime. Os tempos não eram propícios

para receber a nova mensagem cênica demasiado

provocativa devido ao repicar da máquina de escrever, aos

zumbidos de sirene e dínamo e aos rumores de aeroplano

previstos por Cocteau para a partitura de Satie. Já a ação

coreográfica confirmava a tendência marcadamente teatral

da gestualidade cênica, dada pela justaposição, colagem

de ações isoladas seguindo um estímulo musical.

SILVA, S. M. O surrealismo e a dança. GUINSBURG, J.; LEIRNER (Org.). O surrealismo. São Paulo: Perspectiva, 2008 (adaptado).

As manifestações corporais na história das artes da cena

muitas vezes demonstram as condições cotidianas de um

determinado grupo social, como se pode observar na

descrição acima do balé Parade , o qual reflete

A a falta de diversidade cultural na sua proposta estética.

B a alienação dos artistas em relação às tensões da

Segunda Guerra Mundial.

C uma disputa cênica entre as linguagens das artes

visuais, do figurino e da música.

D as inovações tecnológicas nas partes cênicas,

musicais, coreográficas e de figurino.

E uma narrativa com encadeamentos claramente lógicos

e lineares.

Questão (^95)

A música pode ser definida como a combinação de sons ao longo do tempo. Cada produto final oriundo da infinidade de combinações possíveis será diferente, dependendo da escolha das notas, de suas durações, dos instrumentos utilizados, do estilo de música, da nacionalidade do compositor e do período em que as obras foram compostas.

figura 1 figura 2

figura 3 figura 4

Figura 1 - http://images.quebarato.com.br/photos/big/2/D/15A12D_2.jpg. Figura 2 - http://ourinhos.prefeituramunicipal.net/dados/fotos/2009/07/07/normal. Figura 3 - http://www.edmontonculturalcapital.com/gallery/edjazzfestival/JazzQuartet.jpg. Figura 4 - http://www.filmica.com/jacintaescudos/archivos/Led-Zeppelin.jpg.

Das figuras que apresentam grupos musicais em ação, pode-se concluir que o(os) grupo(s) mostrado(s) na(s) figura(s)

A 1 executa um gênero característico da música brasileira, conhecido como chorinho. B 2 executa um gênero característico da música clássica, cujo compositor mais conhecido é Tom Jobim. C 3 executa um gênero característico da música europeia, que tem como representantes Beethoven e Mozart. D 4 executa um tipo de música caracterizada pelos instrumentos acústicos, cuja intensidade e nível de ruído permanecem na faixa dos 30 aos 40 decibéis. E 1 a 4 apresentam um produto final bastante semelhante, uma vez que as possibilidades de combinações sonoras ao longo do tempo são limitadas.

Questão (^96)

Para o Mano Caetano

O que fazer do ouro de tolo

Quando um doce bardo brada a toda brida,

Em velas pandas, suas esquisitas rimas?

Geografia de verdades, Guanabaras postiças

Saudades banguelas, tropicais preguiças?

A boca cheia de dentes

De um implacável sorriso

Morre a cada instante

Que devora a voz do morto, e com isso,

Ressuscita vampira, sem o menor aviso

[...]

E eu soy lobo-bolo? lobo-bolo

Tipo pra rimar com ouro de tolo?

Oh, Narciso Peixe Ornamental!

Tease me, tease me outra vez 1

Ou em banto baiano

Ou em português de Portugal

De Natal

[...]

1 Tease me (caçoe de mim, importune-me).

LOBÃO. Disponível em: http://vagalume.uol.com.br. Acesso em: 14 ago. 2009 (adaptado).

Na letra da canção apresentada, o compositor Lobão

explora vários recursos da língua portuguesa, a fim de

conseguir efeitos estéticos ou de sentido. Nessa letra, o

autor explora o extrato sonoro do idioma e o uso de termos

coloquiais na seguinte passagem:

A “Quando um doce bardo brada a toda brida” (v. 2)

B “Em velas pandas, suas esquisitas rimas?” (v. 3)

C “Que devora a voz do morto” (v. 9)

D “lobo-bolo//Tipo pra rimar com ouro de tolo? (v. 11-12)

E “ Tease me, tease me outra vez” (v. 14)

Texto para as questões 97 e 98

BRASIL. Ministério da Saúde, 2009 (adaptado). Questão (^97)

Os principais recursos utilizados para envolvimento e adesão do leitor à campanha institucional incluem

A o emprego de enumeração de itens e apresentação de títulos expressivos. B o uso de orações subordinadas condicionais e temporais. C o emprego de pronomes como “você” e “sua” e o uso do imperativo. D a construção de figuras metafóricas e o uso de repetição. E o fornecimento de número de telefone gratuito para contato.

Questão 98

O texto tem o objetivo de solucionar um problema social,

A descrevendo a situação do país em relação à gripe suína. B alertando a população para o risco de morte pela Influenza A. C informando a população sobre a iminência de uma pandemia de Influenza A. D orientando a população sobre os sintomas da gripe suína e procedimentos para evitar a contaminação. E convocando toda a população para se submeter a exames de detecção da gripe suína.

Se quiser, até mesmo em americano

Texto para as questões 101 e 102

XAVIER, C. Quadrinho quadrado. Disponível em: http://www.releituras.com. Acesso em: 5 jul. 2009.

Questão (^101)

Tendo em vista a segunda fala do personagem

entrevistado, constata-se que

A o entrevistado deseja convencer o jornalista a não

publicar um livro.

B o principal objetivo do entrevistado é explicar o

significado da palavra motivação.

C são utilizados diversos recursos da linguagem literária,

tais como a metáfora e a metonímia.

D o entrevistado deseja informar de modo objetivo o

jornalista sobre as etapas de produção de um livro.

E o principal objetivo do entrevistado é evidenciar seu

sentimento com relação ao processo de produção de um livro.

Questão (^102)

Quanto às variantes linguísticas presentes no texto, a

norma padrão da língua portuguesa é rigorosamente

obedecida por meio

A do emprego do pronome demonstrativo “esse” em “Por

que o senhor publicou esse livro?”.

B do emprego do pronome pessoal oblíquo em “Meu

filho, um escritor publica um livro para parar de escrevê-lo!”.

C do emprego do pronome possessivo “sua” em “Qual foi

sua maior motivação?”.

D do emprego do vocativo “Meu filho”, que confere à fala

distanciamento do interlocutor.

E da necessária repetição do conectivo no último

quadrinho.

Questão (^103)

Saúde, no modelo atual de qualidade de vida, é o resultado das condições de alimentação, habitação, educação, renda, trabalho, transporte, lazer, serviços médicos e acesso à atividade física regular. Quanto ao acesso à atividade física, um dos elementos essenciais é a aptidão física, entendida como a capacidade de a pessoa utilizar seu corpo — incluindo músculos, esqueleto, coração, enfim, todas as partes —, de forma eficiente em suas atividades cotidianas; logo, quando se avalia a saúde de uma pessoa, a aptidão física deve ser levada em conta. A partir desse contexto, considera-se que uma pessoa tem boa aptidão física quando

A apresenta uma postura regular. B pode se exercitar por períodos curtos de tempo. C pode desenvolver as atividades físicas do dia a dia, independentemente de sua idade. D pode executar suas atividades do dia-a-dia com vigor, atenção e uma fadiga de moderada a intensa. E pode exercer atividades físicas no final do dia, mas suas reservas de energia são insuficientes para atividades intelectuais.

Questão (^104)

Diferentemente do texto escrito, que em geral compele os leitores a lerem numa onda linear – da esquerda para a direita e de cima para baixo, na página impressa – hipertextos encorajam os leitores a moverem- se de um bloco de texto a outro, rapidamente e não sequencialmente. Considerando que o hipertexto oferece uma multiplicidade de caminhos a seguir, podendo ainda o leitor incorporar seus caminhos e suas decisões como novos caminhos, inserindo informações novas, o leitor- navegador passa a ter um papel mais ativo e uma oportunidade diferente da de um leitor de texto impresso. Dificilmente dois leitores de hipertextos farão os mesmos caminhos e tomarão as mesmas decisões.

MARCUSCHI, L. A. Cognição, linguagem e práticas interacionais. Rio: Lucerna, 2007.

No que diz respeito à relação entre o hipertexto e o conhecimento por ele produzido, o texto apresentado deixa claro que o hipertexto muda a noção tradicional de autoria, porque

A é o leitor que constrói a versão final do texto. B o autor detém o controle absoluto do que escreve. C aclara os limites entre o leitor e o autor. D propicia um evento textual-interativo em que apenas o autor é ativo. E só o autor conhece o que eletronicamente se dispõe para o leitor.

Questão (^105)

La Vie en Rose

ITURRUSGARAI, A. La Vie en Rose. Folha de S.Paulo , 11 ago. 2007.

Os quadrinhos exemplificam que as Histórias em Quadrinhos constituem um gênero textual

A em que a imagem pouco contribui para facilitar a interpretação da mensagem contida no texto, como pode ser constatado no primeiro quadrinho.

B cuja linguagem se caracteriza por ser rápida e clara, que facilita a compreensão, como se percebe na fala do segundo quadrinho: “ < BR> Questão (^111)

Cuitelinho

Cheguei na bera do porto

Onde as onda se espaia.

As garça dá meia volta,

Senta na bera da praia.

E o cuitelinho não gosta

Que o botão da rosa caia.

Quando eu vim da minha terra,

Despedi da parentaia.

Eu entrei em Mato Grosso,

Dei em terras paraguaia.

Lá tinha revolução,

Enfrentei fortes bataia.

A tua saudade corta

Como o aço de navaia.

O coração fica aflito,

Bate uma e outra faia.

E os oio se enche d´água

Que até a vista se atrapaia.

Folclore recolhido por Paulo Vanzolini e Antônio Xandó. BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna. São Paulo: Parábola, 2004.

Transmitida por gerações, a canção Cuitelinho manifesta

aspectos culturais de um povo, nos quais se inclui sua

forma de falar, além de registrar um momento histórico.

Depreende-se disso que a importância em preservar a

produção cultural de uma nação consiste no fato de que

produções como a canção Cuitelinho evidenciam a

A recriação da realidade brasileira de forma ficcional.

B criação neológica na língua portuguesa.

C formação da identidade nacional por meio da tradição

oral.

D incorreção da língua portuguesa que é falada por

pessoas do interior do Brasil.

E padronização de palavras que variam regionalmente,

mas possuem mesmo significado.

Questão (^112)

As tecnologias de informação e comunicação (TIC) vieram

aprimorar ou substituir meios tradicionais de comunicação

e armazenamento de informações, tais como o rádio e a

TV analógicos, os livros, os telégrafos, o fax etc. As novas

bases tecnológicas são mais poderosas e versáteis,

introduziram fortemente a possibilidade de comunicação

interativa e estão presentes em todos os meios produtivos

da atualidade. As novas TIC vieram acompanhadas da

chamada Digital Divide , Digital Gap ou Digital Exclusion ,

traduzidas para o português como Divisão Digital ou

Exclusão Digital, sendo, às vezes, também usados os

termos Brecha Digital ou Abismo Digital. Nesse contexto, a

expressão Divisão Digital refere-se a

A uma classificação que caracteriza cada uma das áreas

nas quais as novas TIC podem ser aplicadas,

relacionando os padrões de utilização e

exemplificando o uso dessas TIC no mundo moderno.

B uma relação das áreas ou subáreas de conhecimento

que ainda não foram contempladas com o uso das

novas tecnologias digitais, o que caracteriza uma

brecha tecnológica que precisa ser minimizada.

C uma enorme diferença de desempenho entre os

empreendimentos que utilizam as tecnologias digitais

e aqueles que permaneceram usando métodos e

técnicas analógicas.

D um aprofundamento das diferenças sociais já

existentes, uma vez que se torna difícil a aquisição de

conhecimentos e habilidades fundamentais pelas

populações menos favorecidas nos novos meios

produtivos.

E uma proposta de educação para o uso de novas

pedagogias com a finalidade de acompanhar a

evolução das mídias e orientar a produção de material

pedagógico com apoio de computadores e outras

técnicas digitais.

Questão (^113)

ECKHOUT, A. “Índio Tapuia” (1610-1666). Disponível em: http://www.diaadia.pr.gov.br. Acesso em: 9 jul. 2009.

A feição deles é serem pardos, maneira

d’avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos.

Andam nus, sem nenhuma cobertura, nem estimam

nenhuma cousa cobrir, nem mostrar suas vergonhas. E

estão acerca disso com tanta inocência como têm em

mostrar o rosto.

CAMINHA, P. V. A carta. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 12 ago. 2009.

Ao se estabelecer uma relação entre a obra de Eckhout e o

trecho do texto de Caminha, conclui-se que

A ambos se identificam pelas características estéticas

marcantes, como tristeza e melancolia, do movimento romântico das artes plásticas.

B o artista, na pintura, foi fiel ao seu objeto,

representando-o de maneira realista, ao passo que o

texto é apenas fantasioso.

C a pintura e o texto têm uma característica em comum,

que é representar o habitante das terras que sofreriam

processo colonizador.

D o texto e a pintura são baseados no contraste entre a

cultura europeia e a cultura indígena.

E há forte direcionamento religioso no texto e na pintura,

uma vez que o índio representado é objeto da

catequização jesuítica.

Questão (^114)

Você sabia que as metrópoles são as grandes

consumidoras dos produtos feitos com recursos naturais

da Amazônia? Você pode diminuir os impactos à floresta

adquirindo produtos com selos de certificação. Eles são

encontrados em itens que vão desde lápis e embalagens

de papelão até móveis, cosméticos e materiais de

construção. Para receber os selos esses produtos devem

ser fabricados sob 10 princípios éticos, entre eles o

respeito à legislação ambiental e aos direitos de povos

indígenas e populações que vivem em nossas matas

nativas.

Vida simples. Ed. 74, dez. 2008.

O texto e a imagem têm por finalidade induzir o leitor a

uma mudança de comportamento a partir do(a)

A consumo de produtos naturais provindos da Amazônia.

B cuidado na hora de comprar produtos alimentícios.

C verificação da existência do selo de padronização de

produtos industriais.

D certificação de que o produto foi fabricado de acordo

com os princípios éticos.

E verificação da garantia de tratamento dos recursos

naturais utilizados em cada produto.

Texto para as questões 117 e 118

Canção do vento e da minha vida

O vento varria as folhas, O vento varria os frutos, O vento varria as flores... E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De frutos, de flores, de folhas.

[...]

O vento varria os sonhos E varria as amizades... O vento varria as mulheres... E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De afetos e de mulheres.

O vento varria os meses E varria os teus sorrisos... O vento varria tudo! E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De tudo.

BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967.

Questão (^117)

Predomina no texto a função da linguagem

A fática, porque o autor procura testar o canal de

comunicação.

B metalinguística, porque há explicação do significado

das expressões.

C conativa, uma vez que o leitor é provocado a participar

de uma ação.

D referencial, já que são apresentadas informações

sobre acontecimentos e fatos reais.

E poética, pois chama-se a atenção para a elaboração

especial e artística da estrutura do texto.

Questão (^118)

Na estruturação do texto, destaca-se

A a construção de oposições semânticas.

B a apresentação de ideias de forma objetiva.

C o emprego recorrente de figuras de linguagem, como o

eufemismo.

D a repetição de sons e de construções sintáticas

semelhantes.

E a inversão da ordem sintática das palavras.

Questão (^119)

Texto I

O professor deve ser um guia seguro, muito

senhor de sua língua; se outra for a orientação, vamos cair

na “língua brasileira”, refúgio nefasto e confissão nojenta

de ignorância do idioma pátrio, recurso vergonhoso de

homens de cultura falsa e de falso patriotismo. Como

havemos de querer que respeitem a nossa nacionalidade

se somos os primeiros a descuidar daquilo que exprime e

representa o idioma pátrio?

ALMEIDA, N. M. Gramática metódica da língua portuguesa. Prefácio. São Paulo: Saraiva, 1999 (adaptado).

Texto II

Alguns leitores poderão achar que a linguagem

desta Gramática se afasta do padrão estrito usual neste

tipo de livro. Assim, o autor escreve tenho que reformular ,

e não tenho de reformular ; pode-se colocar dois

constituintes , e não podem-se colocar dois constituintes ; e

assim por diante. Isso foi feito de caso pensado, com a

preocupação de aproximar a linguagem da gramática do

padrão atual brasileiro presente nos textos técnicos e

jornalísticos de nossa época.

REIS, N. Nota do editor. PERINI, M. A. Gramática descritiva do português. São Paulo: Ática, 1996.

Confrontando-se as opiniões defendidas nos dois textos,

conclui-se que

A ambos os textos tratam da questão do uso da língua

com o objetivo de criticar a linguagem do brasileiro.

B os dois textos defendem a ideia de que o estudo da

gramática deve ter o objetivo de ensinar as regras

prescritivas da língua.

C a questão do português falado no Brasil é abordada

nos dois textos, que procuram justificar como é correto

e aceitável o uso coloquial do idioma.

D o primeiro texto enaltece o padrão estrito da língua, ao

passo que o segundo defende que a linguagem

jornalística deve criar suas próprias regras gramaticais.

E o primeiro texto prega a rigidez gramatical no uso da

língua, enquanto o segundo defende uma adequação

da língua escrita ao padrão atual brasileiro.

Questão (^120)

No decênio de 1870, Franklin Távora defendeu a

tese de que no Brasil havia duas literaturas independentes

dentro da mesma língua: uma do Norte e outra do Sul,

regiões segundo ele muito diferentes por formação

histórica, composição étnica, costumes, modismos

linguísticos etc. Por isso, deu aos romances regionais que

publicou o título geral de Literatura do Norte. Em nossos

dias, um escritor gaúcho, Viana Moog, procurou mostrar

com bastante engenho que no Brasil há, em verdade,

literaturas setoriais diversas, refletindo as características

locais.

CANDIDO, A. A nova narrativa. A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 2003.

Com relação à valorização, no romance regionalista

brasileiro, do homem e da paisagem de determinadas

regiões nacionais, sabe-se que

A o romance do Sul do Brasil se caracteriza pela

temática essencialmente urbana, colocando em relevo

a formação do homem por meio da mescla de

características locais e dos aspectos culturais trazidos

de fora pela imigração europeia.

B José de Alencar, representante, sobretudo, do

romance urbano, retrata a temática da urbanização

das cidades brasileiras e das relações conflituosas

entre as raças.

C o romance do Nordeste caracteriza-se pelo acentuado

realismo no uso do vocabulário, pelo temário local,

expressando a vida do homem em face da natureza

agreste, e assume frequentemente o ponto de vista

dos menos favorecidos.

D a literatura urbana brasileira, da qual um dos

expoentes é Machado de Assis, põe em relevo a

formação do homem brasileiro, o sincretismo religioso,

as raízes africanas e indígenas que caracterizam o

nosso povo.

E Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz, Simões Lopes

Neto e Jorge Amado são romancistas das décadas de

30 e 40 do século XX, cuja obra retrata a problemática

do homem urbano em confronto com a modernização

do país promovida pelo Estado Novo.

Questão (^121)

Se os tubarões fossem homens

Se os tubarões fossem homens, eles seriam mais gentis com os peixes pequenos? Certamente, se os tubarões fossem homens, fariam construir resistentes gaiolas no mar para os peixes pequenos, com todo o tipo de alimento, tanto animal como vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e adotariam todas as providências sanitárias. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nas aulas, os peixinhos aprenderiam como nadar para a goela dos tubarões. Eles aprenderiam, por exemplo, a usar a geografia para localizar os grandes tubarões deitados preguiçosamente por aí. A aula principal seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. A eles seria ensinado que o ato mais grandioso e mais sublime é o sacrifício alegre de um peixinho e que todos deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando estes dissessem que cuidavam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência. Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos seria condecorado com uma pequena Ordem das Algas e receberia o título de herói.

BRECHT, B. Histórias do Sr. Keuner. São Paulo: Ed. 34, 2006 (adaptado).

Como produção humana, a literatura veicula valores que nem sempre estão representados diretamente no texto, mas são transfigurados pela linguagem literária e podem até entrar em contradição com as convenções sociais e revelar o quanto a sociedade perverteu os valores humanos que ela própria criou. É o que ocorre na narrativa do dramaturgo alemão Bertolt Brecht mostrada. Por meio da hipótese apresentada, o autor

A demonstra o quanto a literatura pode ser alienadora ao retratar, de modo positivo, as relações de opressão existentes na sociedade. B revela a ação predatória do homem no mar, questionando a utilização dos recursos naturais pelo homem ocidental. C defende que a força colonizadora e civilizatória do homem ocidental valorizou a organização das sociedades africanas e asiáticas, elevando-as ao modo de organização cultural e social da sociedade moderna. D questiona o modo de organização das sociedades ocidentais capitalistas, que se desenvolveram fundamentadas nas relações de opressão em que os mais fortes exploram os mais fracos. E evidencia a dinâmica social do trabalho coletivo em que os mais fortes colaboram com os mais fracos, de modo a guiá-los na realização de tarefas.

Texto para as questões 126 e 127

BRASIL. Ministério da Saúde. Revista Nordeste , João Pessoa, ano 3, n. 35, maio/jun. 2009. Questão (^126)

O texto exemplifica um gênero textual híbrido entre carta e

publicidade oficial. Em seu conteúdo, é possível perceber

aspectos relacionados a gêneros digitais. Considerando-se

a função social das informações geradas nos sistemas de

comunicação e informação presentes no texto, infere-se

que

A a utilização do termo download indica restrição de

leitura de informações a respeito de formas de combate à dengue.

B a diversidade dos sistemas de comunicação

empregados e mencionados reduz a possibilidade de acesso às informações a respeito do combate à dengue.

C a utilização do material disponibilizado para download

no site www.combatadengue.com.br restringe-se ao receptor da publicidade.

D a necessidade de atingir públicos distintos se revela

por meio da estratégia de disponibilização de informações empregada pelo emissor.

E a utilização desse gênero textual compreende, no

próprio texto, o detalhamento de informações a respeito de formas de combate à dengue.

Questão (^127)

Diante dos recursos argumentativos utilizados, depreende- se que o texto apresentado

A se dirige aos líderes comunitários para tomarem a iniciativa de combater a dengue. B conclama toda a população a participar das estratégias de combate ao mosquito da dengue. C se dirige aos prefeitos, conclamando-os a organizarem iniciativas de combate à dengue. D tem como objetivo ensinar os procedimentos técnicos necessários para o combate ao mosquito da dengue. E apela ao governo federal, para que dê apoio aos governos estaduais e municipais no combate ao mosquito da dengue.

Questão (^128)

A partida 1

Acordei pela madrugada. A princípio com tranquilidade, e logo com obstinação, quis novamente dormir. Inútil, o sono esgotara-se. Com precaução, acendi um fósforo: passava das três. Restava-me, portanto, menos de duas horas, pois o trem chegaria às cinco. Veio-me então o desejo de não passar mais nem uma hora naquela casa. Partir, sem dizer nada, deixar quanto antes minhas cadeias de disciplina e de amor. Com receio de fazer barulho, dirigi-me à cozinha, lavei o rosto, os dentes, penteei-me e, voltando ao meu quarto, vesti-me. Calcei os sapatos, sentei-me um instante à beira da cama. Minha avó continuava dormindo. Deveria fugir ou falar com ela? Ora, algumas palavras... Que me custava acordá-la, dizer-lhe adeus?

LINS, O. A partida. Melhores contos. Seleção e prefácio de Sandra Nitrini. São Paulo: Global, 2003.

No texto, o personagem narrador, na iminência da partida, descreve a sua hesitação em separar-se da avó. Esse sentimento contraditório fica claramente expresso no trecho:

A “A princípio com tranquilidade, e logo com obstinação, quis novamente dormir” (ℓ. 1-3). B “Restava-me, portanto, menos de duas horas, pois o trem chegaria às cinco” (ℓ. 4-6). C “Calcei os sapatos, sentei-me um instante à beira da cama” (ℓ. 12-13). D “Partir, sem dizer nada, deixar quanto antes minhas cadeias de disciplina e amor” (ℓ. 7-9). E “Deveria fugir ou falar com ela? Ora, algumas palavras...” (ℓ. 14-15).

Questão (^129)

Serafim da Silva Neto defendia a tese da unidade

da língua portuguesa no Brasil, entrevendo que no Brasil

as delimitações dialetais espaciais não eram tão marcadas

como as isoglossas 1 da România Antiga. Mas Paul

Teyssier, na sua História da Língua Portuguesa ,

reconhece que na diversidade socioletal essa pretensa

unidade se desfaz. Diz Teyssier:

“A realidade, porém, é que as divisões ‘dialetais’

no Brasil são menos geográficas que socioculturais. As

diferenças na maneira de falar são maiores, num

determinado lugar, entre um homem culto e o vizinho

analfabeto que entre dois brasileiros do mesmo nível

cultural originários de duas regiões distantes uma da

outra.”

SILVA, R. V. M. O português brasileiro e o português europeu contemporâneo: alguns aspectos da diferença. Disponível em: www.uniroma.it. Acesso em: 23 jun. 2008.

(^1) isoglossa – linha imaginária que, em um mapa, une os

pontos de ocorrência de traços e fenômenos linguísticos

idênticos.

FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.

De acordo com as informações presentes no texto, os

pontos de vista de Serafim da Silva Neto e de Paul

Teyssier convergem em relação

A à influência dos aspectos socioculturais nas diferenças

dos falares entre indivíduos, pois ambos consideram que pessoas de mesmo nível sociocultural falam de forma semelhante.

B à delimitação dialetal no Brasil assemelhar-se ao que

ocorria na România Antiga, pois ambos consideram a variação linguística no Brasil como decorrente de aspectos geográficos.

C à variação sociocultural entre brasileiros de diferentes

regiões, pois ambos consideram o fator sociocultural de bastante peso na constituição das variedades linguísticas no Brasil.

D à diversidade da língua portuguesa na România

Antiga, que até hoje continua a existir, manifestando-

se nas variantes linguísticas do português atual no Brasil.

E à existência de delimitações dialetais geográficas

pouco marcadas no Brasil, embora cada um enfatize aspectos diferentes da questão.

Questão (^130)

Nestes últimos anos, a situação mudou bastante e o Brasil, normalizado, já não nos parece tão mítico, no bem e no mal. Houve um mútuo reconhecimento entre os dois países de expressão portuguesa de um lado e do outro do Atlântico: o Brasil descobriu Portugal e Portugal, em um retorno das caravelas, voltou a descobrir o Brasil e a ser, por seu lado, colonizado por expressões linguísticas, as telenovelas, os romances, a poesia, a comida e as formas de tratamento brasileiros. O mesmo, embora em nível superficial, dele excluído o plano da língua, aconteceu com a Europa, que, depois da diáspora dos anos 70, depois da inserção na cultura da bossa-nova e da música popular brasileira, da problemática ecológica centrada na Amazônia, ou da problemática social emergente do fenômeno dos meninos de rua, e até do álibi ocultista dos romances de Paulo Coelho, continua todos os dias a descobrir, no bem e no mal, o novo Brasil. Se, no fim do século XIX, Sílvio Romero definia a literatura brasileira como manifestação de um país mestiço, será fácil para nós defini-la como expressão de um país polifônico: em que já não é determinante o eixo Rio-São Paulo, mas que, em cada região, desenvolve originalmente a sua unitária e particular tradição cultural. É esse, para nós, no início do século XXI, o novo estilo brasileiro. STEGAGNO-PICCHIO, L. História da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2004 (adaptado).

No texto, a autora mostra como o Brasil, ao longo de sua história, foi, aos poucos, construindo uma identidade cultural e literária relativamente autônoma frente à identidade europeia, em geral, e à portuguesa em particular. Sua análise pressupõe, de modo especial, o papel do patrimônio literário e linguístico, que favoreceu o surgimento daquilo que ela chama de “estilo brasileiro”. Diante desse pressuposto, e levando em consideração o texto e as diferentes etapas de consolidação da cultura brasileira, constata-se que

A o Brasil redescobriu a cultura portuguesa no século XIX, o que o fez assimilar novos gêneros artísticos e culturais, assim como usos originais do idioma, conforme ilustra o caso do escritor Machado de Assis. B a Europa reconheceu a importância da língua portuguesa no mundo, a partir da projeção que poetas brasileiros ganharam naqueles países, a partir do século XX. C ocorre, no início do século XXI, promovido pela solidificação da cultura nacional, maior reconhecimento do Brasil por ele mesmo, tanto nos aspectos positivos quanto nos negativos. D o Brasil continua sendo, como no século XIX, uma nação culturalmente mestiça, embora a expressão dominante seja aquela produzida no eixo Rio-São Paulo, em especial aquela ligada às telenovelas. E o novo estilo cultural brasileiro se caracteriza por uma união bastante significativa entre as diversas matrizes culturais advindas das várias regiões do país, como se pode comprovar na obra de Paulo Coelho.

Questão (^133)

Considerando-se os textos apresentados e o contexto político e social no qual foi produzida a obra Um Copo de

Cólera , verifica-se que o narrador, ao dirigir-se à sua parceira, nessa novela, tece um discurso

A conformista, que procura defender as instituições nas quais repousava a autoridade do regime militar no Brasil, a saber: a Igreja, a família e o Estado. B pacifista, que procura defender os ideais libertários

representativos da intelectualidade brasileira opositora à ditadura militar na década de 70 do século passado. C desmistificador, escrito em um discurso ágil e

contundente, que critica os grandes princípios humanitários supostamente defendidos por sua interlocutora. D politizado, pois apela para o engajamento nas causas

sociais e para a defesa dos direitos humanos como uma única forma de salvamento para a humanidade.

E contraditório, ao acusar a sua interlocutora de compactuar com o regime repressor da ditadura militar, por meio da defesa de instituições como a família e a Igreja.

Questão (^134)

Nunca se falou e se preocupou tanto com o corpo

como nos dias atuais. É comum ouvirmos anúncios de uma nova academia de ginástica, de uma nova forma de dieta,

de uma nova técnica de autoconhecimento e outras práticas de saúde alternativa, em síntese, vivemos nos

últimos anos a redescoberta do prazer, voltando nossas atenções ao nosso próprio corpo. Essa valorização do

prazer individualizante se estrutura em um verdadeiro culto ao corpo, em analogia a uma religião, assistimos hoje ao

surgimento de novo universo: a corpolatria.

CODO, W.; SENNE, W. O que é corpo(latria). Coleção Primeiros Passos. Brasiliense, 1985 (adaptado).

Sobre esse fenômeno do homem contemporâneo presente nas classes sociais brasileiras, principalmente, na classe média, a corpolatria

A é uma religião pelo avesso, por isso outra religião; inverteram-se os sinais, a busca da felicidade eterna antes carregava em si a destruição do prazer, hoje implica o seu culto.

B criou outro ópio do povo, levando as pessoas a buscarem cada vez mais grupos igualitários de integração social. C é uma tradução dos valores das sociedades

subdesenvolvidas, mas em países considerados do primeiro mundo ela não consegue se manifestar porque a população tem melhor educação e senso crítico.

D tem como um de seus dogmas o narcisismo, significando o “amar o próximo como se ama a si mesmo”. E existe desde a Idade Média, entretanto esse acontecimento se intensificou a partir da Revolução Industrial no século XIX e se estendeu até os nossos dias.

Questão (^135)

Compare os textos I e II a seguir, que tratam de aspectos ligados a variedades da língua portuguesa no mundo e no Brasil.

Texto I Acompanhando os navegadores, colonizadores e comerciantes portugueses em todas as suas incríveis viagens, a partir do século XV, o português se transformou na língua de um império. Nesse processo, entrou em contato — forçado, o mais das vezes; amigável, em alguns casos — com as mais diversas línguas, passando por processos de variação e de mudança linguística. Assim, contar a história do português do Brasil é mergulhar na sua história colonial e de país independente, já que as línguas não são mecanismos desgarrados dos povos que as utilizam. Nesse cenário, são muitos os aspectos da estrutura linguística que não só expressam a diferença entre Portugal e Brasil como também definem, no Brasil, diferenças regionais e sociais. PAGOTTO, E. P. Línguas do Brasil. Disponível em: http://cienciaecultura.bvs.br. Acesso em: 5 jul. 2009 (adaptado).

Texto II Barbarismo é vício que se comete na escritura de cada uma das partes da construção ou na pronunciação. E em nenhuma parte da Terra se comete mais essa figura da pronunciação que nestes reinos, por causa das muitas nações que trouxemos ao jugo do nosso serviço. Porque bem como os Gregos e Romanos haviam por bárbaras todas as outras nações estranhas a eles, por não poderem formar sua linguagem, assim nós podemos dizer que as nações de África, Guiné, Ásia, Brasil barbarizam quando querem imitar a nossa. BARROS, J. Gramática da língua portuguesa. Porto: Porto Editora, 1957 (adaptado).

Os textos abordam o contato da língua portuguesa com outras línguas e processos de variação e de mudança decorridos desse contato. Da comparação entre os textos, conclui-se que a posição de João de Barros (Texto II), em relação aos usos sociais da linguagem revela

A atitude crítica do autor quanto à gramática que as nações a serviço de Portugal possuíam e, ao mesmo tempo, de benevolência quanto ao conhecimento que os povos tinham de suas línguas. B atitude preconceituosa relativa a vícios culturais das nações sob domínio português, dado o interesse dos falantes dessa línguas em copiar a língua do império, o que implicou a falência do idioma falado em Portugal. C o desejo de conservar, em Portugal, as estruturas da variante padrão da língua grega — em oposição às consideradas bárbaras —, em vista da necessidade de preservação do padrão de correção dessa língua à época. D adesão à concepção de língua como entidade homogênea e invariável, e negação da ideia de que a língua portuguesa pertence a outros povos. E atitude crítica, que se estende à própria língua portuguesa, por se tratar de sistema que não disporia de elementos necessários para a plena inserção sociocultural de falantes não nativos do português.

MT – 2º dia CADERNO 6 – CINZA – PÁGINA 19 ENEM 2009

MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS Questões de 136 a 180 Texto para as questões 136 e 137

A população mundial está ficando mais velha, os índices de natalidade diminuíram e a expectativa de vida aumentou. No gráfico seguinte, são apresentados dados obtidos por pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a respeito da quantidade de pessoas com 60 anos ou mais em todo o mundo. Os números da coluna da direita representam as faixas percentuais. Por exemplo, em 1950 havia 95 milhões de pessoas com 60 anos ou mais nos países desenvolvidos, número entre 10% e 15% da população total nos países desenvolvidos.

Disponível em: www.economist.com. Acesso em: 9 jul. 2009 (adaptado).

Questão (^136)

Suponha que o modelo exponencial y = 363e 0,03 x , em que x = 0 corresponde ao ano 2000, x = 1 corresponde ao ano 2001, e assim sucessivamente, e que y é a população em milhões de habitantes no ano x , seja usado para estimar essa população com 60 anos ou mais de idade nos países em desenvolvimento entre 2010 e 2050. Desse modo, considerando e 0, = 1,35, estima-se que a população com 60 anos ou mais estará, em 2030, entre

A 490 e 510 milhões. B 550 e 620 milhões. C 780 e 800 milhões. D 810 e 860 milhões. E 870 e 910 milhões. Questão (^137)

Em 2050, a probabilidade de se escolher, aleatoriamente, uma pessoa com 60 anos ou mais de idade, na população dos países desenvolvidos, será um número mais próximo de

A

B

C

D

E

Questão (^138)

O mapa ao lado representa um bairro de determinada cidade, no qual as flechas indicam o sentido das mãos do tráfego. Sabe-se que esse bairro foi planejado e que cada quadra representada na figura é um terreno quadrado, de lado igual a 200 metros.

Desconsiderando-se a largura das ruas, qual seria o tempo, em minutos, que um ônibus, em velocidade constante e igual a 40 km/h, partindo do ponto X, demoraria para chegar até o ponto Y?

A 25 min. D 1,5 min. B 15 min. E 0,15 min. C 2,5 min.

Questão (^139)

Dados da Associação Nacional de Empresas de Transportes Urbanos (ANTU) mostram que o número de passageiros transportados mensalmente nas principais regiões metropolitanas do país vem caindo sistematicamente. Eram 476,7 milhões de passageiros em 1995, e esse número caiu para 321,9 milhões em abril de

  1. Nesse período, o tamanho da frota de veículos mudou pouco, tendo no final de 2008 praticamente o mesmo tamanho que tinha em 2001. O gráfico a seguir mostra um índice de produtividade utilizado pelas empresas do setor, que é a razão entre o total de passageiros transportados por dia e o tamanho da frota de veículos.

Disponível em: http://www.ntu.org.br. Acesso em 16 jul. 2009 (adaptado).

Supondo que as frotas totais de veículos naquelas regiões metropolitanas em abril de 2001 e em outubro de 2008 eram do mesmo tamanho, os dados do gráfico permitem inferir que o total de passageiros transportados no mês de outubro de 2008 foi aproximadamente igual a

A 355 milhões. B 400 milhões. C 426 milhões. D 441 milhões. E 477 milhões.