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Prova enem digital Caderno azul
Tipologia: Provas ENEM
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ATENÇÃO : as questões de 01 a 05 são relativas à língua estrangeira (inglês).
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redação. Para acessar qualquer questão, basta clicar no botão correspondente a ela. As questões respondidas e/ou sinalizadas com lembrete aparecerão em destaque no MAPA DE QUESTÕES.
Questão 01 - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
GOAL has worked to improve access to food for highly vulnerable and food-insecure households in many districts of Zimbabwe. We identify such households, supply them with monthly food rations, and conduct monthly post-distribution monitoring. GOAL works in the same districts, to improve access to food for the most vulnerable primary school children during the peak hungry months. The emphasis is on orphans and vulnerable children. GOAL provides short-term food security support to other vulnerable households by increasing the availability of grain, and by helping enhance their ability to meet basic needs.
Disponível em: www.goal.ie. Acesso em: 5 dez. 2012 (adaptado).
Tendo como público-alvo crianças órfãs e em situações de vulnerabilidade, a organização não governamental GOAL tem atuado no Zimbábue para
A incentivar a agricultura orgânica.
B intermediar processos de adoção.
C contribuir para a redução da fome.
D melhorar as condições de habitação.
E qualificar professores da escola básica.
Women in Theatre: Why Do So Few Make It to the Top?
An all-female Julius Caesar (A Shakespeare play) has just hit the stage, but it's a rarity in theatre. In a special report, Charlotte Higgins asks leading figures why women are still underrepresented at every level of the business — and what needs to change.
HIGGINS, C. Disponível em: www.guardian.co.uk. Acesso em: 12 dez. 2012.
O vocábulo “ rarity” tem um papel central na abordagem do assunto desse texto, que destaca a
A falta de público feminino na plateia dos teatros.
B ausência de roteiros de autoria feminina.
C resistência dos diretores a personagens femininas.
D escassez de representação feminina no meio teatral.
E desvalorização da performance feminina no palco.
Disponível em: www.toxel.com. Acesso em: 15 fev. 2012.
A observação dos elementos verbais e visuais do anúncio leva-nos à compreensão de que o objetivo da companhia de abastecimento de água de Denver é
A divulgar espaços publicitários de grande visibilidade.
B sensibilizar para a conservação do patrimônio público.
C apresentar uma forma mais econômica de fazer publicidade.
D conscientizar sobre a necessidade de otimização do consumo.
E denunciar possíveis danos decorrentes de atos de vandalismo.
O livro It – A Coisa, de Stephen King
Durante as férias escolares de 1958, em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e... do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno, que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. Em It – A Coisa , clássico de Stephen King em nova edição, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.
Disponível em: www.livrariacultura.com.br. Acesso em: 1 dez. 2017.
Relacionando-se os elementos que compõem esse texto, depreende-se que sua função social consiste em levar o leitor a
A compreender a história vivenciada por amigos na cidade de Derry.
B interpretar a obra com base em uma descrição detalhada.
C avaliar a publicação com base em uma síntese crítica.
D adquirir a obra apresentada no site^ da livraria.
E argumentar em favor da obra resumida.
Porta dos Fundos: contrato vitalício
Diretor: Ian SBF;
Tempo: 1 h 46 min;
Brasil, 2016.
O primeiro filme do grupo humorístico Porta dos Fundos, conhecido por seus mais de 12 milhões de assinantes no YouTube, estreou para o público brasileiro que curte as esquetes na internet. O desafio do grupo foi transformar os vídeos curtos em um longa para o cinema, que, apesar de grande investimento do elenco e dos produtores, não empolga tanto. O enredo conta com a dupla Rodrigo (F. Porchat) e Miguel (G. Duvivier), que, vencedores em Cannes, no auge de suas carreiras, decidem assinar um contrato vitalício em que o ator Rodrigo deverá participar de todos os filmes do produtor Miguel. A produção do filme maluco conta com o ótimo elenco do Porta dos Fundos: uma famosa blogueira, um jornalista de fofoca, um agente de celebridades, uma diretora de elenco radical, um detetive, um ajudante e atores. O ponto forte do filme é satirizar justamente o mundo das celebridades da internet e do cinema, ou seja, eles mesmos neste momento.
Disponível em: www.criticasdefilmes.com.br. Acesso em: 12 dez. 2017 (adaptado).
Nesse texto, um trecho que traz uma marca linguística da função avaliativa da resenha é
A “Porta dos Fundos: contrato vitalício; Diretor: Ian SBF; Tempo: 1 h 46 min; Brasil, 2016.”
B “O primeiro filme do grupo humorístico Porta dos Fundos [...] estreou para o público brasileiro que curte as esquetes na internet.”
C “O enredo conta com a dupla Rodrigo (F. Porchat) e Miguel (G. Duvivier) [...]”.
D “[...] o ator Rodrigo deverá participar de todos os filmes do produtor Miguel.”
E “A produção do filme maluco conta com o ótimo elenco do Porta dos Fundos [...]”.
A Em Forma é uma revista destinada às mulheres, às expectativas de consumo que podem ser produzidas ou que se encontram no horizonte de uma feminilidade urbana contemporânea impelida à disputa no mercado afetivo masculino (as mulheres da Em Forma são jovens e heterossexuais). A Em Forma tem como conteúdo central de suas reportagens dietas e séries de exercícios, fármacos para a pele e o cabelo, com fins de embelezamento do corpo e cuidados com a saúde, e reportagens com temas de autoajuda. Ela organiza-se em seções específicas: 1. Fitness ; 2. Beleza; 3. Dieta e nutrição; 4. Bem-estar; e 5. Especial. Além dessas seções, apresenta sempre uma reportagem com a “Garota da capa” e outras minisseções que veiculam conteúdos similares aos das seções fixas.
ALBINO, B. S.; VAZ, A. F. O corpo e as técnicas para o embelezamento feminino. Movimento , n. 1, 2008 (adaptado).
Considerando-se as expectativas sobre as feminilidades produzidas pela mídia, na revista mencionada a prática de exercícios tem corroborado para a construção de uma feminilidade
A plural, que prioriza a saúde, o bem-estar e a beleza.
B hegemônica, que normatiza a heterossexualidade e a jovialidade.
C heterogênea, prevendo a existência de corpos com diferentes formas.
D padronizada, que privilegia a autonomia das mulheres sobre seu estilo de vida.
E cristalizada, desconsiderando as expectativas de consumo na contemporaneidade.
Muito do que gastamos (e nos desgastamos) nesse consumismo feroz podia ser negociado com a gente mesmo: uma hora de alegria em troca daquele sapato. Uma tarde de amor em troca da prestação do carro do ano; um fim de semana em família em lugar daquele trabalho extra que está me matando e ainda por cima detesto.
Não sei se sou otimista demais, ou fora da realidade. Mas, à medida que fui gostando mais do meu jeans, camiseta e mocassins, me agitando menos, querendo ter menos, fui ficando mais tranquila e mais divertida. Sapato e roupa simbolizam bem mais do que isso que são: representam uma escolha de vida, uma postura interior.
Nunca fui modelo de nada, graças a Deus. Mas amadurecer me obrigou a fazer muita faxina nos armários da alma e na bolsa também. Resistir a certas tentações é burrice; mas fugir de outras pode ser crescimento, e muito mais alegria.
LUFT, L. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2011.
Nesse texto, há duas ocorrências de dois-pontos. Na primeira, eles anunciam uma enumeração das negociações que podemos fazer conosco. Na segunda, eles introduzem uma
A opinião sobre o uso de jeans, camiseta e mocassins.
B explicação sobre a simbologia de sapatos e roupas.
C conclusão acerca da oposição entre otimismo e realidade.
D comparação entre ostentação e conforto em termos de vestuário.
E retomada da ideia de negociação discutida no primeiro parágrafo.
Ponto morto
A minha primeira mulher se divorciou do terceiro marido. A minha segunda mulher acabou casando com a melhor amiga dela. A terceira (seria a quarta?) detesta os filhos do meu primeiro casamento. Estes, por sua vez, não suportam os filhos do terceiro casamento da minha primeira mulher. Confesso que guardo afeto pelas minhas ex-sogras. Estava sozinho quando um dos meus filhos acenou para mim no meio do engarrafamento. A memória demorou para engatar seu nome. Por segundos, a vida parou em ponto morto.
MASSI, A. A vida errada. Rio de Janeiro: 7Letras, 2001.
No poema, a singularidade da situação representada é efeito da correlação entre
A a dissipação das identidades e a circulação de sujeitos anônimos.
B as relações familiares e a dinâmica da vida no espaço urbano.
C a constatação da incomunicabilidade e a solidão humana.
D o trânsito caótico e o impedimento à expressão afetiva.
E os lugares de parentesco e o estranhamento social.
Os cuidados com o corpo vão se tornando uma exigência na modernidade e implicam a convergência de uma série de elementos: as tecnologias, para tanto, vão se desenvolvendo de maneira acelerada; o mercado dos produtos e serviços voltados para o corpo vai se expandindo; a higiene que fundamentava esses cuidados vai sendo substituída pelos prazeres do “corpo”, implicação lógica do processo de secularização, no qual há a identificação da personalidade dos indivíduos com sua aparência. Por todas essas circunstâncias, o cuidado com o corpo transforma-se numa ditadura do corpo, um corpo que corresponda à expectativa desse tempo, um corpo que seja trabalhado arduamente e do qual os vestígios de naturalidade sejam eliminados.
SILVA, A. M. Corpo, ciência e mercado : reflexões acerca da gestação de um novo arquétipo da felicidade. Campinas: Autores Associados; Florianópolis: UFSC, 2001.
O fenômeno social identificado, em relação à presença do corpo na sociedade, indica que
A as tecnologias, o mercado dos produtos e serviços e a higiene criaram uma ditadura do corpo.
B os cuidados com o corpo na modernidade reforçam a naturalidade da personalidade do indivíduo.
C a expansão das tecnologias de cuidado reduz o impacto desempenhado pelos padrões estéticos na construção da imagem corporal.
D o enfraquecimento atual dos padrões de beleza favorece o crescimento do mercado de produtos e serviços voltados aos cuidados estéticos.
E os padrões estéticos desempenham uma importante função social à medida que induzem à melhoria dos indicadores de saúde na população.
Indústria cultural da felicidade
Tornou-se perigoso o emprego da palavra felicidade desde seu mau uso pela propaganda. Os que se negam a usá-la acreditam liberar os demais dos desvios das falsas necessidades, das bugigangas que se podem comprar em shoppings grã-finos ou em camelôs na beira da calçada, que, juntos, sustentam a indústria cultural da felicidade à qual foi reduzido o que, antes, era o ideal ético de uma vida justa. Infelicidade poderia ser o nome próprio desse novo estado da alma humana que se perdeu de si ao perder-se do sentido do que está a fazer. Desespero é um termo ainda mais agudo quando se trata da perda do sentido das ações pela perda da capacidade de reflexão sobre o que se faz. A felicidade publicitária está ao alcance dos dedos e não promete um depois. Resulta disso a massa de “desesperados” trafegando como zumbis nos shoppings e nas farmácias do país em busca de alento.
TIBURI, M. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br. Acesso em: 12 nov. 2014 (adaptado).
Ao reprovar a ação da indústria da felicidade e um comportamento humano, o texto associa a
A ansiedade recorrente ao lançamento de novidades no mercado.
B visita frequente ao^ shopping à resolução de problemas cotidianos.
C atitude impensada ao atendimento de necessidades emergenciais.
D postura consumista à crença na promessa ilusória de anúncios publicitários.
E vantagem econômica à venda de produtos falsificados no mercado ambulante.
A planta de Belo Horizonte
Foi muito grande o contraste entre a nova capital e as antigas vilas coloniais mineiras, nascidas das necessidades das populações do século XVIII, que se desenvolveram sem nenhum planejamento. A futura capital seria inovadora, moderna e progressista. Assim, o projeto urbanístico que o engenheiro paraense Aarão Reis elaborou para Belo Horizonte causou curiosidade e entusiasmo.
É digno de atenção observar os nomes que foram dados às ruas de Belo Horizonte: estados brasileiros, tribos indígenas, rios etc. Mencioná-los era uma verdadeira aula de estudos sociais. Era, inclusive, uma forma de ensinar a população, ainda carente de ensino formal.
Disponível em: www.descubraminas.com.br. Acesso em: 9 dez. 2017 (adaptado).
Ruas da cidade
Guaicurus, Caetés, Goitacazes Tupinambás, Aimorés Todos no chão
Guajajaras, Tamoios, Tapuias Todos Timbiras, Tupis Todos no chão
A parede das ruas não devolveu Os abismos que se rolou Horizonte perdido no meio da selva Cresceu o arraial, arraial
Passa bonde, passa boiada Passa trator, avião Ruas e reis
Guajajaras, Tamoios, Tapuias Tupinambás, Aimorés Todos no chão
A cidade plantou no coração Tantos nomes de quem morreu Horizonte perdido no meio da selva Cresceu o arraial, arraial
A parede das ruas não devolveu Os abismos que se rolou Horizonte perdido no meio da selva BORGES, L.; BORGES, M. In: NASCIMENTO, M. Clube da esquina 2. Rio de Janeiro: EMI, 1978 (fragmento).