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prova de saneamento básico e português
Tipologia: Exercícios
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o ENGENHEIRO CIVIL
C O N C U R S O P Ú B L I C O
1. Este caderno de provas contém um total de 50 (cinquenta) questões obje- tivas, sendo 15 de Língua Portuguesa, 5 de Noções de Informática, 5 de Legislação e 25 de Conhecimentos Específicos. Confira-o. 2. As provas terão duração de, no mínimo , 1 (uma) hora para todos os Car- gos/Especialidades e, no máximo , de 4 (quatro) horas para os que farão somente as Provas Objetivas de Múltipla Escolha, e 5 (cinco) horas para os que farão também a Prova de Redação, incluído o tempo destinado à transcrição de suas respostas no gabarito oficial e do texto definitivo da Redação na folha própria da Redação. 3. Respondidas as questões, você deverá passar o gabarito para a sua folha de respostas, usando caneta esferográfica azul ou preta. 4. Em nenhuma hipótese haverá substituição da Folha de Respostas por erro do candidato. 5. Este caderno deverá ser devolvido ao fiscal, juntamente, com a folha de respostas no gabarito oficial, devidamente preenchidos e assinados. 6. Os candidatos só poderão se ausentar do recinto de realização das provas decorrida 1 (uma) hora do início de aplicação das mesmas, por motivo de segurança. 7. Você pode transcrever suas respostas na última folha deste caderno e a mesma poderá ser destacada. 8. As questões e os gabaritos oficiais das Provas Objetivas de Múltipla Es- colha serão divulgados no endereço eletrônico www.fumarc.com.br, no 2 º (segundo) dia útil subsequente à realização das provas. 9. A comissão organizadora da FUMARC Concursos lhe deseja uma boa prova.
O neoliberalismo rechaça a nossa condição de seres pensantes e cida- dãos. Seu paradigma se resume na sociedade consumista. A felicidade, adverte o sistema, consiste em comprar, comprar, comprar. Fora do mercado não há salva- ção. E dentro dele feliz é quem sabe empreender com sucesso, manter-se pere- nemente jovem, brilhar aos olhos alheios. A receita está prescrita nos livros de autoajuda que encabeçam a lista da biblioterapia. Se você não corresponde ao figurino neoliberal é porque sofre de algum transtorno. As doenças estão em moda. Respiramos a cultura da medicalização. Não nos perguntamos por que há tantas enfermidades e enfermos. Esta indagação não convém à indústria farmacêutica nem ao sistema cujo objetivo primordial é a apropriação privada da riqueza. Estão em moda a síndrome de pânico e o transtorno bipolar. Já em 1985, Freud havia diagnosticado a síndrome de pânico sob o nome de neurose de an- gústia. O transtorno bipolar era conhecido como psicose maníaco-depressiva. Mui- tas pessoas sofrem, de fato, dessas enfermidades, e precisam ser tratadas e me- dicadas. Há profissionais que se sentem afetados por elas devido à cultura exces- sivamente competitiva e à exigência de demonstrar altíssimos rendimentos no tra- balho segundo os atléticos parâmetros do mercado. Em relação às crianças se constata o aumento do Transtorno por Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Ora, é preciso cuidado no diagnóstico. Hipe- ratividade e impulsividade são características da infância, às vezes rebaixadas à categoria de transtorno neurobiológico, de desordem do cérebro. Submeta seu fi- lho a um diagnóstico precoce. Quando um suposto diagnóstico científico arvora-se em quantificar nosso grau de tristeza e frustração, de hiperatividade e alegria, é sinal de que não somos nós os doentes, e sim a sociedade que, submissa ao paradigma do mercado, pre- tende reduzir todos nós a meros objetos mecânicos, cujos funcionamentos podem ser decompostos em suas diferenças peças facilmente azeitadas por quilos de medicamentos. (Carlos Alberto Libânio Christo, ou Frei Betto , é um frade dominicano e escritor brasileiro. Disponível em http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/seja-feliz- tome-rem%C3%A9dios-1.568235. Acesso em 10/04/18).
Argumentar é a capacidade humana de relacionar fatos, teses, estudos, opiniões, problemas e possíveis soluções, a fim de embasar determinado pensamento ou ideia. O objetivo de uma argumentação (oral ou escrita) é convencer, persuadir o destinatário pretendido, levando-o a seguir uma linha de raciocínio e a concordar com ela. No texto de Frei Betto, este lança mão de uma série de estratégias para conseguir a adesão do seu público-alvo. Atente para as afirmativas e assinale a INCOR- RETA : (A) “A felicidade é um produto engarrafado que se adquire no supermercado da esquina?” ➔ O uso de questionamentos, interpelando ao leitor, é uma estra- tégia que busca trazer o leitor para a reflexão pretendida, ainda que não pre- cise emitir uma resposta. (B) “Assim, a sociedade não estaria ameaçada por gente como o atirador de Las Vegas.” ➔ O autor lança mão de um fato hipotético, indicado pelo tempo verbal (futuro do pretérito), mas que reforça sua argumentação em relação à medica- lização. (C) “É o que sugere o neoliberalismo, criticado pelo clássico romance de Aldous Huxley, “Admirável Mundo Novo” (1932).” ➔ A intertextualidade vista nesse fragmento promove uma sensação de reconhecimento por parte do leitor (“o clássico romance”) e sua adesão ao argumento novo. (D) “Em relação às crianças se constata o aumento do Transtorno por Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).” ➔ Neste fragmento, há alusão a doença amplamente difundida, atualmente; trazer dados científicos (nome da sín- drome e sigla) busca a concordância do leitor, o que se reforça pela escolha do verbo “constatar”.
Assinale a afirmativa CORRETA sobre os itens destacados do excerto abaixo: Quando um suposto diagnóstico científico arvora-se em quantificar nosso grau de tristeza e frustração, de hiperatividade e alegria, é sinal de que não somos nós os doentes, e sim a sociedade que , submissa ao paradigma do mercado, pretende reduzir todos nós a meros objetos mecânicos, cujos funcionamentos podem ser decompostos em suas diferenças peças facilmente azeitadas por quilos de medi- camentos. (A) A locução “de que”, formada por preposição + pronome relativo, pode ser subs- tituída pela forma “do qual”, dado o antecedente masculino. (B) Neste fragmento, os conectivos “quando” indica proporcionalidade, enquanto que a conjunção “e” indica adição de ideias. (C) O pronome possessivo “suas” remete ao leitor do texto como possuidor de algumas diferenças. (D) O pronome relativo “que” retoma o substantivo “sociedade”, e pode ser subs- tituído por “a qual”, explicitando a concordância em gênero e número. QUESTÃO 05 Atente para o excerto e as afirmações sobre ele: “Esta indagação não convém à indústria farmacêutica nem ao sistema cujo objetivo primordial é a apropriação privada da riqueza.” Avalie as afirmativas sobre a oração sublinhada: I. A oração sublinhada é subordinada e tem função adjetiva. II. Ela exprime uma generalização em relação ao antecedente - “sistema”. III. O pronome que introduz a oração indica ideia de posse.
Estão CORRETAS as afirmativas: (A) I e II, apenas. (B) I e III, apenas. (C) II e III, apenas. (D) I, II e III. Atente para o fragmento para responder às questões 6 e 7: Se você não corresponde ao figurino neoliberal é porque sofre de algum trans- torno. As doenças estão em moda. Respiramos a cultura da medicalização. Não nos perguntamos por que há tantas enfermidades e enfermos. Esta indagação não convém à indústria farmacêutica nem ao sistema cujo objetivo primordial é a apropriação privada da riqueza. QUESTÃO 06 Com relação aos pronomes presentes no excerto, é INCORRETO afirmar: (A) “Você” é um pronome pessoal de tratamento, que remete ao interlocutor (leitor da crônica), ou a um “você” genérico, indeterminado. (B) O emprego do pronome “esta”, demonstrativo, está adequado, pois retoma, anaforicamente, item do segmento anterior. (C) O oblíquo “nos”, de primeira pessoa do plural, engloba autor e leitores, numa estratégia argumentativa que visa à adesão, à identificação. (D) O pronome “tantas”, indefinido, antepõe-se ao objeto – enfermidades e enfer- mos – , porém concorda em gênero e número com o núcleo mais próximo.
Atente para o excerto abaixo: Huxley declarou mais tarde que a realidade havia confirmado muito de sua ficção. De fato, hoje a nossa subjetividade é controlada por medicamentos. São ingeridos comprimidos para dormir, acordar, ir ao banheiro, abrir o apetite, estimular o cé- rebro, fazer funcionar melhor as glândulas , reduzir o colesterol, emagrecer, ad- quirir vitalidade, obter energia etc. O que explica encontrar uma farmácia em cada esquina e, quase sempre, repleta de consumidores. Apresentam a mesma função sintática , no contexto em que ocorrem, EXCETO : (A) a realidade (B) as glândulas (C) comprimidos (D) energia QUESTÃO 10 Atente para os excertos: I. “O neoliberalismo rechaça a nossa condição de seres pensantes e cida- dãos.” [Substituir “rechaçar” por “remeter”]. II. “Já em 1985, Freud havia diagnosticado a síndrome de pânico sob o nome de neurose de angústia.” [Substituir “diagnosticar” por “referir-se”]. III. “Submeta seu filho a um diagnóstico precoce.” [Substituir “um diagnóstico” por “uma avaliação”]. IV. “[...] não somos nós os doentes, e sim a sociedade que, submissa ao pa- radigma do mercado...” [Substitua “paradigma” por “injunção”]. Efetuando as alterações indicadas, haverá crase obrigatória apenas em: (A) I e IV. (B) I, II e III. (C) II e III. (D) II e IV.
Texto II A medicalização da vida Jackson César Buonocore Podemos compreender o conceito de medicalização, como processo que transforma de forma artificial as questões não médicas em problemas médicos. São problemas de diferentes ordens que são apresentados como doenças, trans- tornos e distúrbios psiquiátricos que escondem as grandes questões econômicas, políticas, sociais, culturais e emocionais – que atingem a vida das pessoas. A sociedade brasileira vive esse processo de medicalização em todas as dimensões da vida, por uma busca desenfreada por explicações biológicas, fisio- lógicas e comportamentais – que possam dar conta de diversos tipos de sofrimento psíquico, entre os mais frequentes estão a ansiedade, estresse, depressão, sín- drome do pânico, transtorno bipolar e fobias. A medicalização da vida é uma prática comum, pois tornou-se corriqueiro ir a uma consulta e sair com uma receita em mãos. Nessa busca por um alívio imediato dos sintomas, cada vez mais pessoas colocam sua confiança em receitas rápidas, que possam diminuir o mal-estar sem compreender as origens desse so- frimento. Assim difunde-se a ideia de que existe um “gene” que poderia explicar o alcoolismo, o sofrimento psíquico, a infelicidade, a falta de atenção, a tristeza, etc., que transformariam os pacientes em portadores de distúrbios de comportamento e de aprendizagem. Essas hipóteses duvidosas ainda são publicadas pela mídia como fatos comprovados, cumprindo a função social de abafar e ocultar violências físicas e psicológicas. Além da acentuada carga medicamentosa prescrita aos adultos, uma constatação ainda mais preocupante – que é o aumento da medicalização da in- fância. Atualmente observa-se que crianças e adolescentes que apresentam ca- racterísticas de personalidade que diferem dos catalogados como normais são fre- quentemente enquadrados em categorias nosológicas. Diante desse contexto inquietante a respeitável psicanalista Elisabeth Roudinesco, alerta: “Que sempre haverá um medicamento a ser receitado, pois cada paciente é tratado como um ser anônimo, pertencente a uma totalidade or- gânica. Imerso numa massa em que todos são criados à imagem de um clone, ele
Diante desse contexto inquietante a respeitável psicanalista Elisabeth Roudinesco, alerta: “Que sempre haverá um medicamento a ser receitado, pois cada paciente é tratado como um ser anônimo, pertencente a uma totalidade orgânica. Imerso numa massa em que todos são criados à imagem de um clone, ele vê ser-lhe receitado à mesma gama de medicamentos, seja qual for o seu sintoma”. Sobre o excerto, afirma-se:
Nos excertos abaixo, atente para a colocação pronominal, as alterações propostas e as afirmações feitas: Excerto Alteração proposta Análise 1 “A medicalização da vida é uma prática comum, pois tornou-se corri- queiro ir a uma consulta e sair com uma receita em mãos...” A medicalização da vida é uma prática co- mum, pois se tornou corriqueiro ir a uma consulta e sair com uma receita em mãos A próclise é faculta- tiva, visto que a conjun- ção é coordenativa. As duas estruturas estão igualmente corretas. 2 “ Assim difunde-se a ideia de que existe um “gene” que poderia expli- car o alcoolismo.” Assim, difunde-se a ideia de que existe um “gene” que poderia ex- plicar o alcoolismo. Na sentença original, deveria haver pró- clise. Com a pausa após o conectivo “As- sim”, indicada por meio da vírgula, cor- rige-se o problema de colocação pronomi- nal. 3 “Atualmente observa-se que crianças e adoles- centes que apresentam características de perso- nalidade.” Atualmente se ob- serva que crianças e adolescentes que apre- sentam características de personalidade... A sentença original estava correta. A alte- ração proposta gerou um erro de colocação pronominal. Analisando com atenção o quadro, verifica-se que há erro na análise apresentada em: (A) 1, apenas. (B) 2, apenas. (C) 3, apenas. (D) 1, 2 e 3.
Atente para as informações a seguir: A ortoépia se refere à correta articulação dos grupos vocálicos e dos fonemas con- sonantais, determinando as normas que guiam a pronúncia correta das palavras. Os erros de ortoépia são chamados de cacoépia. A prosódia se refere à correta acentuação dos vocábulos, nomeadamente quanto à posição da silaba tônica. É o estudo das propriedades acústicas associadas à fala que não são reconhecíveis no registro ortográfico. Em todas as opções, encontra(m)-se exemplo(s) de cacoépia e / ou desvios de prosódia, EXCETO em: (A) opinião, opção, projetil. (B) reinvidicar, sombrancelha, freiada. (C) rúbrica, récorde, catéter. (D) subistancial, beneficiente, reincindir.
São exemplos de bibliotecas padrão acessíveis no Windows Explorer do Microsoft Windows 7, versão português, para acessar arquivos e pastas, EXCETO : (A) O ícone corresponde à biblioteca “Documentos”. (B) O ícone corresponde à biblioteca “Downloads”. (C) O ícone corresponde à biblioteca “Imagens”. (D) O ícone corresponde à biblioteca “Vídeos”. QUESTÃO 17 Analise as seguintes afirmativas sobre as opções disponíveis no grupo “Plano de Fundo da Página” da guia “DESIGN” do Microsoft Word, versão português do Of- fice 2013: I – O ícone corresponde à opção “Marca D’água”. II – O ícone corresponde à opção “Cor da Página”. III – O ícone corresponde à opção “Margens da Página”. Estão CORRETAS as afirmativas: (A) I e II, apenas. (B) I e III, apenas. (C) II e III, apenas. (D) I, II e III.
Considere o seguinte gráfico do Microsoft Excel, versão português do Office 2013: Todas as afirmativas a seguir estão corretas, EXCETO : (A) Caso a opção “Alternar entre Linha/Coluna” da janela “Selecionar Fonte de Dados” seja acionada, o tipo de gráfico será alterado para “Colunas Agru- padas”. (B) O conjunto de valores correspondente à população de cada cidade em 2017 representa uma “Série” do gráfico. (C) O gráfico apresentado é do tipo “Barras Agrupadas”. (D) O nome da cidade, sigla do estado e a respectiva posição representam “Ca- tegorias” do gráfico.
Analise as seguintes afirmativas sobre as opções disponíveis na guia “MENSA- GEM” quando uma mensagem enviada pelo Microsoft Outlook, versão português do Office 2013, estiver aberta na tela do computador: I – Para “Encaminhar” a mensagem a outros destinatários, basta acionar o ata- lho de teclado “Ctrl + Shift + R”. II – Para encaminhar a mensagem como um anexo de uma nova mensagem, basta selecionar a opção “Mais” do grupo “Responder” e, em seguida, sele- cionar a opção “Encaminhar como Anexo”. III – Para cancelar uma mensagem enviada, basta acionar a opção “Ações” do grupo “Mover” e, em seguida, selecionar a opção “Cancelar Mensagem En- viada...”. Estão CORRETAS as afirmativas: (A) I e II, apenas. (B) I e III, apenas. (C) I, II e III. (D) II e III, apenas.