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Quaternário do Brasil, Manuais, Projetos, Pesquisas de Geologia

geologia. geomorfologia do quaternário e do brasil

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2019

Compartilhado em 05/09/2019

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A publicação deste livro foi possível graças ao apoio de
A atual estrutura geológica e geográfica da Terra foi formada ao
longo de 4,5 bilhões de anos. Os últimos 2 milhões de anos
(Quaternário) —cerca de 0,05% dessa história— foram marcados
por forte oscilações climáticas e pelo surgimento do homem, que
passou a ser um agente importante na modificação do ambiente
natural. As mudanças impostas pelo clima e pelo homem
resultaram em profundas alterações ambientais, que ficaram
gravadas na história do planeta. O
Quaternário do Brasil
é uma
obra que traz o estado da arte dos estudos desse importante
período geológico realizados no país, o que deverá influenciar a
própria dinâmica da pesquisa e a docência nessa área do
conhecimento. Apenas uma compreensão ampla e adequada da
história do Quaternário, incluindo a dinâmica dos ambientes
naturais e as relações do homem com esses ambientes, poderá
evitar uma ação devastadora sobre o que é um dos nossos maiores
tesouros —nossa própria casa.
QUATERNÁRIO DO BRASIL Souza, Suguio, Oliveira e Oliveira (eds.)
Dos editores (na seqüência da foto)
ANTONIO MANOEL DOS SANTOS
OLIVEIRA. Geólogo (1967), mestrado (1981) em
Geologia Geral e de Aplicação e Doutorado (1994)
em Geografia Física, ambos pela Universidade de
São Paulo. Pesquisador da Divisão de Geologia do
Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo
de 1968 a 1995. Prêmio Ernesto Pichler (1996) e
Viktor Leinz (1998) da Associação Brasileira de
Geologia de Engenharia. Tesoureiro da ABEQUA
2002-2003. Atualmente, consultor em estudos
ambientais e Professor Titular do CEPPE da
Universidade de Guarulhos nos cursos de
especialização em Gestão Ambiental e mestrado
em Análise Geoambiental.
CELIA REGINA DE GOUVEIA SOUZA. Geóloga
(1983) com mestrado em Oceanografia Geológica
(1990) e doutorado em Geologia Sedimentar (1997),
pela Universidade de São Paulo. Pesquisador
Científico (nível VI) do Instituto Geológico – SMA/
SP desde 1992, atuando como especialista em
Geomorfologia Costeira, Geologia do Quaternário
e Gerenciamento Costeiro. Atua junto ao Plano
Estadual de Gerenciamento Costeiro desde 1997 e
coordena o Sistema de Informações Geoambientais
para o Litoral do Estado de São Paulo - SIIGAL
(2000-2005). Professora dos cursos de pós-
graduação em Gestão Ambiental Costeira e
Portuária (MBA) da Universidade Católica de
Santos e de Biodiversidade e Meio Ambiente do
Instituto de Botânica – SMA/SP. Secretária da
ABEQUA de 1995 a 2001 e de Presidente de 2002
a 2005.
KENITIRO SUGUIO. Geólogo (1962),
doutorado em Ciências (1968) pela Universidade
de São Paulo. Estágios de pós-doutorado em
Geologia Marinha na Universidade de Tóquio e
Geoquímica Sedimentar no Serviço Geológico do
Japão em 1970. Membro Titular da Academia de
Ciências do Estado de São Paulo (1980) e da
Academia Brasileira de Ciências (1990). Prêmio
de pesquisador Paradigma (1992) da Universidade
de São Paulo, prêmio Jabuti (1993) da Câmara
Brasileira do Livro e Comenda da Ordem Nacional
do Mérito Científico do Ministério da Ciência e
Tecnologia em 1998. Professor Titular e Professor
Emérito do Instituto de Geociências da USP, e
Professor Titular do CEPPE da Universidade de
Guarulhos, no Mestrado em Análise
Geoambiental. Sócio Fundador e Membro
Honorário da ABEQUA desde 1997.
PAULO EDUARDO DE OLIVEIRA. Engenheiro
Agrônomo pela ESALQ/USP (1980), Mestrado
em Paleolimnologia pela University of Cincinnati
(1985), doutorado em palinologia do Quaternário
pela Ohio State University, Columbus (1992) e
pós-doutorados em Palinologia do Quaternário do
Brasil no Smithsonian Tropical Research Institute,
Panamá (1993), e no The Field Museum of Natural
History of Chicago (1996), onde também é
pesquisador associado. Professor Titular do CEPPE
da Universidade Guarulhos, no curso de mestrado
em Análise Geoambiental. Secretário da ABEQUA
no período de 2002 a 2005.
ISBN 85-86699-47-0
9 788586 699474
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gravadas na história do planeta. Oresultaram em profundas alterações ambientais, que ficaramnatural. As mudanças impostas pelo clima e pelo homempassou a ser um agente importante na modificação do ambientepor forte oscilações climáticas e pelo surgimento do homem, que(Quaternário) —cerca de 0,05% dessa história— foram marcadoslongo de 4,5 bilhões de anos. Os últimos 2 milhões de anos A atual estrutura geológica e geográfica da Terra foi formada ao

Quaternário do Brasil é uma

tesouros —nossa própria casa.evitar uma ação devastadora sobre o que é um dos nossos maioresnaturais e as relações do homem com esses ambientes, poderáhistória do Quaternário, incluindo a dinâmica dos ambientesconhecimento. Apenas uma compreensão ampla e adequada daprópria dinâmica da pesquisa e a docência nessa área doperíodo geológico realizados no país, o que deverá influenciar aobra que traz o estado da arte dos estudos desse importante

Souza, Suguio, Oliveira e Oliveira (eds.)^ QUATERNÁRIO DO BRASIL

Dos editores

(^) (na seqüência da foto)

ANTONIO

MANOEL

DOS

SANTOS

OLIVEIRA.

(^) Geólogo (1967), mestrado (1981) em

Geologia Geral e de

Aplicação e Doutorado (1994)

emespecialização em Gestão Ambiental e mestradoUniversidade de Guarulhos nos cursos deambientais e Professor Titular do CEPPE da2002-2003. Atualmente, consultor em estudosGeologia de Engenharia. Tesoureiro da ABEQUAViktor Leinz (1998) da Associação Brasileira dede 1968 a 1995. Prêmio Ernesto Pichler (1996) eInstituto de Pesquisas Tecnológicas de São PauloSão Paulo. Pesquisador da Divisão de Geologia doem Geografia Física, ambos pela Universidade de (^) Análise Geoambiental.

CELIA

REGINA

(^) DE GOUVEIA

SOUZA.

(^) Geóloga

KENITIRO a 2005.ABEQUA de 1995 a 2001 e de Presidente de 2002Instituto de Botânica – SMA/SP. Secretária daSantos e de Biodiversidade e Meio Ambiente doPortuária (MBA) da Universidade Católica degraduação em Gestão Ambiental Costeira e(2000-2005). Professora dos cursos de pós-para o Litoral do Estado de São Paulo - SIIGALcoordena o Sistema de Informações GeoambientaisEstadual de Gerenciamento Costeiro desde 1997 ee Gerenciamento Costeiro. Atua junto ao PlanoGeomorfologia Costeira, Geologia do QuaternárioSP desde 1992, atuando como especialista emCientífico (nível VI) do Instituto Geológico – SMA/pela Universidade de São Paulo. Pesquisador(1990) e doutorado em Geologia Sedimentar (1997),(1983) com mestrado em Oceanografia Geológica

SUGUIO.

Geólogo

(1962),

Guarulhos,Professor Titular do CEPPE da Universidade deEmérito do Instituto de Geociências da USP, eTecnologia em 1998. Professor Titular e Professordo Mérito Científico do Ministério da Ciência eBrasileira do Livro e Comenda da Ordem Nacionalde São Paulo, prêmio Jabuti (1993) da Câmarade pesquisador Paradigma (1992) da UniversidadeAcademia Brasileira de Ciências (1990). PrêmioCiências do Estado de São Paulo (1980) e daJapão em 1970. Membro Titular da Academia deGeoquímica Sedimentar no Serviço Geológico doGeologia Marinha na Universidade de Tóquio ede São Paulo. Estágios de pós-doutorado emdoutorado em Ciências (1968) pela Universidade

no

Mestrado

em

Análise

PAULO Honorário da ABEQUA desde 1997.Geoambiental. Sócio Fundador e Membro

(^) EDUARDO

(^) DE (^) OLIVEIRA.

(^) Engenheiro

emda Universidade Guarulhos, no curso de mestradopesquisador associado. Professor Titular do CEPPEHistory of Chicago (1996), onde também éPanamá (1993), e no The Field Museum of NaturalBrasil no Smithsonian Tropical Research Institute,pós-doutorados em Palinologia do Quaternário dopela Ohio State University, Columbus (1992) e(1985), doutorado em palinologia do Quaternárioem Paleolimnologia pela University of CincinnatiAgrônomo pela ESALQ/USP (1980), Mestrado (^) Análise Geoambiental. Secretário da

(^) ABEQUA

no período de 2002 a 2005.

ISBN 85-86699-47-

1

QUATERNÁRIO DO BRASIL

3

Associação Brasileira de Estudos do Quaternário

QUATERNÁRIO DO BRASIL

Editores

CELIA REGINA DE GOUVEIA SOUZA KENITIRO SUGUIO ANTONIO MANOEL DOS SANTOS OLIVEIRA

PAULO EDUARDO DE OLIVEIRA

Ribeirão Preto 2005

4

Quaternário do Brasil

©2005, Associação Brasileira de Estudos do Quaternário - ABEQUA 1 a^ Edição - 1a^ Tiragem - 2005 1 a^ Edição - 2a^ Tiragem - 2008

Revisão editorial Vilma Tavares Teves Varalta Holos, Editora

Edição das ilustrações Thelma Samara

Holos, Editora

ABEQUA

Instituto de Geociências - Universidade de São Paulo Rua do Lago, 562 - Cidade Universitária 05508-080 - São Paulo-SP - Brasil www.abequa.org.br [email protected]

2005 Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei.

Holos, Editora Rua Bertha Lutz, 390 14.057-280 Ribeirão Preto , SP TeleFax: (0++16) 639- Email: [email protected]

www.holoseditora.com.br

“O que é valioso neste mundo não é nossa posição, nossa educação ou nosso conhecimento, mas nossa conduta e nosso comportamento baseados em valores espirituais. A conduta e o comportamento determinam o resultado que recebemos. Nossa conduta deve ser modelada em ideais nobres e grandiosos. Deveríamos abandonar tudo que é limitado e inferior, e ampliar nossas perspectivas. A educação verdadeira é amor e nada além de amor. Sem amor, a vida não é digna de ser vivida.” (Sathya Sai Baba)

Fotos da capa. Fundo da capa frontal, Praia de Maresias (São Sebastião, SP): estado morfodinâmico intermediário, existindo cúspides praiais e barras de deriva litorânea interrompida por correntes de retorno (foto: Nícia Guerriero). No sentido horário, a partir do canto superior direito: alinhamento de rochas praiais (beach rocks) holocênicas e enseadas atuais na região de Camurupim-Tabatinga, RN (foto: Ronaldo Diniz, 2003); falésia marinha da Formação Touros, do Pleistoceno (120 ka A.P.) do litoral do Rio Grande do Norte (foto: Kenitiro Suguio, 1998); Praia de Lagoa Doce, Espírito Santo: erosão costeira intensa de longo período, resultando em falésias e morro testemunho na Formação Barreiras (Neógeno), planície costeira holocênica quase inexistente e praia bastante estreita (foto: Celia Regina R.G. Souza, 2000); Sambaquis compostos essencialmente por Anomalocardia brasiliana (berbigão), Jaguariúna, SC (foto: Kenitiro Suguio, 1984). Última capa: Pantanal do Rio Negro, Aquidauana, MS (José Sabino).

Dados Internacionais de Catalogação da Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

S714q Souza, Celia Regina de Gouveia (ed.) Quaternário do Brasil / editores, Celia Regina de Gouveia Souza, Kenitiro Suguio, Antonio Manoel dos Santos Oliveira, Paulo Eduardo De Oliveira.-- Ribeirão Preto : Holos, Editora, 2005. 382p. : il. ; 28

  1. Quaternário. 2. Meio Ambiente. 3. Geologia e Geomorfologia. I. Suguio, Kenitiro. II. Oliveira, Antonio Manoel dos Santos, III. Oliveira, Paulo Eduardo De Oliveira. IV. Título.

ISBN 85-86699-47-0 CDD 9 788586 699474

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2. Isótopos Estáveis do Carbono (

12

C,

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C) e Datação por

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  • Lista de Autores SUMÁRIO
  • Prefácio
  • Preface
  • Apresentação
  • Preamble
  • Capítulo 1 - Introdução
    1. Generalidades
    1. Contrastes Topográficos e Geológicos na América do Sul
    1. O Brasil na América do Sul
    • 3.1. Arcabouço Estrutural
    • 3.2. Bacias Marginais
    • 3.3. Depósitos Quaternários
    • 3.4. Estudos do Quaternário no Brasil
  • Referências
  • Capítulo 2 - Variabilidade e Mudanças Climáticas no Brasil e seus Impactos Regionais
    1. Introdução
    1. Climas do Passado
    • 2.1. Clima do Quaternário
    • 2.2. A Pequena Idade do Gelo
    1. Sistema Climático
    • 3.1. Processos Físicos do Clima
    • 3.2. Clima Observado
    1. Sistema Climático Brasileiro
    • 4.1. Climas Regionais
    • 4.2. Aspectos Dinâmicos e Impactos Regionais
    1. Simulação Matemática do Clima
    • 5.1. Princípios Básicos do Modelo do Clima
    • 5.2. O Problema do Modelo Climático
    • 5.3. Utilidade dos Modelos Climáticos
    • 5.4. Classificação dos Modelos Climáticos
  • Referências
  • Capítulo 3 - Paleovegetação e Paleoclimas do Quaternário do Brasil
    1. Introdução
    • Gramíneas e de Outros Táxons Herbáceos 2. Divergências de Opiniões na Interpretação do Sinal Palinológico: o Problema do Sinal Polínico de
    1. Mudanças Vegetacionais e Climáticas no Interior da Bacia Amazônica
    • 3.1. A Amazônia durante o Último Ciclo Glacial
    • 3.2. A Amazônia durante o Holoceno
    1. Paleoambientes nas Áreas de Cerrados
    1. Paleovegetação e Paleoclimas do Brasil Central: o Registro de Lagoa Bonita
    1. Vegetação e Paleoclimas do Sudeste e do Sul do Brasil
    • 6.1. Os Campos do Sul e do Sudeste no Último Ciclo Glacial
    • 6.2. Os Campos do Sul e do Sudeste no Holoceno
    • 6.3. Florestas da Região Sudeste desde a Transição Pleistoceno/Holoceno
    • 6.4. Estudos de Paleovegetação e Paleoclimas no Estado do Rio de Janeiro
    1. Paleovegetação da Zona Costeira do Brasil
    1. Estudos Paleocológicos na Planície Costeira do Rio Grande do Sul
    1. Paleovegetação e Paleoclimas do Nordeste
    1. Paleovegetação e Paleoclimas do Pantanal
  • Referências
  • Capítulo 4 - Isótopos do Carbono e suas Aplicações em estudos paleoambientais Quaternário do Brasil
    1. Introdução - C em Registros de Paleovegetações
    • 2.1. Isótopos Estáveis do Carbono
    • 2.2. Carbono
    1. Registros Paleoambientais no Brasil
    1. Estudo de Casos - Holoceno............................................................................................................................... 4.1. Dinâmica da Vegetação no Sul do Amazonas (Humaitá) durante o Pleistoceno Superior e - Superior e Holoceno 4.2. Dinâmica da Vegetação no Nordeste do Maranhão (Barreirinhas) durante o Pleistoceno
    1. Perspectivas de Pesquisas: Estudos Multi e Interdisciplinares
    1. Aplicações
    • 6.1. Estudos Paleovegetacionais e Paleoclimáticos no Nordeste do Maranhão
    • 6.2. Estudo Paleovegetacional e Paleoclimático no Estado de São Paulo
    • entre as Regiões N-NE e S-SE 7. Comparação dos Resultados dos Estudos Isotópicos sobre as Mudanças Paleovegetacionais
  • Referências
  • Capítulo 5 - Geologia e Geomorfologia em Regiões Costeiras
    1. Introdução
    • Costeiras em alguns Estados do Brasil 2. Histórico e Evolução dos Conhecimentos sobre a Geologia e a Geomorfologia de Regiões
    1. Características Geológicas e Geomorfológicas de Ambientes Costeiros
    1. Condicionamento Geológico de Regiões Costeiras
      • 4.1. Dinâmica Global
      • 4.2. Dinâmica Costeira
    1. Costa Brasileira
    1. Sedimentologia dos Depósitos Costeiros Brasileiros
      • 6.1. Descrição das Características dos Depósitos Pré-Holocênicos
      • 6.2. Descrição das Características dos Depósitos Holocênicos
    1. Principais Conclusões, Discussões e Lacunas de Conhecimento
  • Referências
  • Capítulo 6 - Paleoníveis do Mar e Paleolinhas de Costa
    1. Introdução
    • 1.1. Generalidades
    • 1.2. Causas das Variações
    • 1.3. Reconstrução de Paleoníveis do Mar
    1. Estado Atual dos Conhecimentos
    • 2.1. Paleoníveis do Mar e Paleolinhas de Costa abaixo do Atual
    • 2.2. Paleoníveis do Mar e Paleolinhas de Costa acima do Atual
    • 2.3. Modelo Evolutivo Geral
    1. Divergências e Controvérsias
    1. Importância do Tema e a sua Aplicabilidade
    • 4.1. Generalidades
    • 4.2. O Litoral Brasileiro em Relação aos Perigos Naturais e à Conservação dos Ecossistemas
    1. Principais Conclusões e Lacunas de Estudos
    1. Perspectivas Futuras e Recomendações
  • Referências
  • Capítulo 7 - Praias Arenosas e Erosão Costeira
    1. Introdução
    1. Sistema Praial
    1. Processos Costeiros
    • 3.1. Ondas e Ventos
    • 3.2. Correntes Geradas por Ondas
    • 3.3. Marés e Variações do Nível do Mar
    • 3.4. Balanço Sedimentar das Praias
    1. Tipos de Praias e Morfodinâmica
    1. Erosão Costeira e Erosão Praial
    1. Métodos de Proteção e Contenção de Erosão Costeira e Recuperação de Praias
    1. Aplicações, Lacunas de Estudos e Perspectivas e Necessidades de Pesquisas Futuras
  • Referências
  • Capítulo 8 - Oceanografia Geológica e Geofísica da Plataforma Continental Brasileira
    1. Introdução
    1. Métodos de Estudos em Áreas Submersas
    1. Processos Hidrodinâmicos e seus Efeitos
    • 3.1. Modelos Processo-Resposta e Regimes Hidráulicos Plataformais
    • 3.2. Modelos Estratigráficos Dinâmicos (Suprimento versus Acomodação)
    1. Caracterização da Plataforma Continental Brasileira
    • 4.1. Histórico
  • Sedimentar 4.2. Margem Continental Brasileira: Características Gerais da sua Fisiografia e Evolução Tectono-
    • 4.3. Características da Plataforma Brasileira
    1. Influência da Circulação Oceânica sobre a Plataforma Continental Brasileira
    1. Problemas e Perspectivas
    • 6.1. Aspectos Econômicos
    • 6.2. Aspectos Ambientais e Impactos Antrópicos sobre a Plataforma
    • 6.3. Tendências Futuras
  • Agradecimentos
  • Referências
  • Bioindicadores em Estudos Ambientais Brasileiros Capítulo 9 - Foraminíferos, Tecamebas e Ostracodes Recentes Utilizados como
    1. Introdução
    • 1.1. Conceitos Básicos
    • 1.2. Foraminíferos, Tecamebas e Ostracodes como Bioindicadores Ambientais
    1. Histórico
    • 2.1. Foraminíferos Recentes
    • 2.2. Tecamebas Recentes
    • 2.3. Ostracodes Recentes
    1. Síntese dos Principais Trabalhos sobre Foraminíferos e Tecamebas
    • 3.1. Regiões Estuarinas, Lagunares, Manguezais e Canais Fluviais
    • 3.2. Regiões de Plataformas Interna, Externa e Carbonática
    1. Síntese dos Principais TRABALHOS sobre Ostracodes
    • 4.1. Regiões Estuarinas e Lagunares
    • 4.2. Regiões Marinhas
    • Marinhos Brasileiros e a sua Aplicabilidade em Estudos Ambientais e Paleoambientais 5. Espécies de Foraminíferos, Tecamebas e Ostracodes Bioindicadoras de Ambientes Parálicos e
    1. Conclusões
  • Agradecimentos
  • Referências
  • Capítulo 10 - Neotectônica da Plataforma Brasileira
    1. Introdução
    1. Aspectos Conceituais
    • 2.1. Neotectônica, Sismotectônica e Morfotectônica
    • 2.2. Discussão do Período Neotectônico no Brasil
    1. Evolução dos Conhecimentos sobre a Neotectônica Brasileira
    • 3.1. Fase Pioneira
    • 3.2. Fase de Amadurecimento: “Sistema de Riftes Continentais da Serra do Mar” Quaternário do Brasil
    • 3.3. Fase de Diversificação Regional e Interdisciplinaridade
    1. Quadro Contingenciador Herdado
    • 4.1. Quadro Geoestrutural Gondwânico
    • 4.2. O Papel das Grandes Geossuturas
    • 4.3. Sedimentação Barreiras e Compartimentação Morfotectônica Cenozóica
    1. Neotectônica da Região Nordeste
    1. Neotectônica das Regiões Sudeste e Sul
    1. Neotectônica da Região Norte
    • 7.1. Introdução e Histórico
    • 7.2. Modelo Neotectônico Amazônico
    • 7.3. Sismicidade da Bacia Amazônica
    • 7.4. Pulsos de Neotectonismo na Amazônia
    1. Neotectônica da Região Centro-Oeste
    1. Neotectônica da Linha de Costa
    1. Evolução do Conhecimento sobre os Campos de Tensões Neotectônicos do Brasil
    1. Mapa Neotectônico do Brasil no World Map of Major Active Faults (ILP-II-2)
  • Referências
  • Capítulo 11 - Dunas e Paleodunas Eólicas Costeiras e Interiores
    1. Introdução
    • 1.1. Tipos de Depósitos Eólicos Ativos no Brasil - Uniformizando Conceitos e Termos
    • 1.2. Fatores Controladores dos Tipos de Depósitos Eólicos
    1. Dunas Costeiras
    • 2.1. Dinâmica das Massas de Ar
    • 2.2. Distribuição dos Tipos de Dunas Ativas ao longo da Costa Brasileira
    • 2.3. Campos de Dunas Transgressivos
    • 2.4. Cordões de Dunas Frontais
    • 2.5. Importância Ambiental e Econômica
    1. Dunas Eólicas Interiores
    • 3.1. Morfologia e Constituição
    • 3.2. Distribuição da Deposição no Tempo
    1. Perspectivas e Prioridades para Pesquisas Futuras
  • Referências
  • Capítulo 12 - Processos e Produtos Morfogenéticos Continentais
    1. Introdução
    1. Processos e Agentes da Morfogênese e Formas Associadas
    • 2.1. Processos e Paisagens: o Papel das Heranças Morfológicas e das Paleoformas
    • 2.2. Lacunas e Perspectivas
    1. Superfícies de Aplainamento: Gênese e Materiais Associados
    • 3.1. Conceito de Superfície de Aplainamento
    • 3.2. Condições, Mecanismos e Ritmos de Aplainamento
    • 3.3. Aplainamentos: Registros Essenciais da História Evolutiva dos Continentes
    1. Relações entre as Formas da Paisagem e os Depósitos Quarternários
    • 4.1. Morfoestratigrafia
    • 4.2. Aloestratigrafia
    1. Evolução de Encostas: Processos e Produtos Associados
    • 5.1. Principais Processos da Dinâmica das Vertentes
    • 5.2. Variações Ambientais Quaternárias e Evolução do Relevo
    • 5.3. Outros Exemplos Brasileiros de Processos, Formas e Materiais Correlatos Quaternários
    • 5.4. Aplicações do Entendimento da Dinâmica das Vertentes
    1. Cartografia de Processos e Produtos Morfogenéticos e Gestão Ambiental
    1. Considerações Finais
  • Referências
  • Capítulo 13 - Grandes Sistemas Fluviais: Geologia, Geomorfologia e Paleoidrologia
    1. Introdução
    1. Bacia do Rio Amazonas
    • 2.1. Registro Fluvial do Pleistoceno
    • 2.2. Sedimentos Eólicos na Amazônia
    1. Bacia do Rio Paraná
    • 3.1. Depósitos Associados ao Alto Rio Paraná
    1. Bacia do Rio Paraguai: o Pantanal
    • 4.1. Bacia Sedimentar do Pantanal
    • 4.2. Leques Aluviais Pleistocênicos
    • 4.3. Trato Aluvial do Pantanal no Holoceno
    1. Bacia Tocantins-Araguaia
    • 5.1. Rio Araguaia e Planície do Bananal
    1. Bacia do Rio Uruguai
    1. Bacia do Rio São Francisco
    1. Discussão e Conclusão
    • 8.1. Paleoidrologia e Conhecimento do Quaternário Fluvial Brasileiro
  • Referências
  • Capítulo 14 - Geoquímica dos Sedimentos e Solos
    1. Introdução
    1. Evolução das Pesquisas no Brasil
    1. Sedimentos e Mudanças Ambientais do Quaternário
    • 3.1. Caracterização dos Sedimentos e Solos do Quaternário: Metodologias de Estudo
    • 3.2. Aplicações da Geoquímica dos Sedimentos e Solos
    1. Estudo de Casos
  • na Amazônia 4.1. Geoquímica Multielementar como Ferramenta para Identificar Padrão de Assentamento Pré-Histórico
    • 4.2. Geoquímica Ambiental dos Sedimentos de Fundo do Rio Pitimbu - Natal (RN)
    • 4.3. Caracterização Geoquímica dos Sedimentos das Bacias Hidrográficas do Distrito Federal
  • das Águas Superficiais e nos Solos das Bacias de Inundações 4.4. Distribuição do Arsênio nos Sedimentos do Quadrilátero Ferrífero e sua Influência na Qualidade
    • 4.5. Compartimentação do Estado do Paraná Baseada na Geoquímica de Sedimentos Fluviais
    1. Considerações Finais
  • Referências
  • Capítulo 15 - Ambientes Cársticos
    1. Introdução
    1. Sistema Cárstico e seus Ambientes
    • 2.1. Carste no Brasil
    1. Contexto Geomorfológico
    • 3.1. Controles Estrutural e Tectônico da Carstogênese
    • 3.2. Evolução Morfopedológica do Carste Superficial
    • 3.3. Desenvolvimento do Carste Subterrâneo
    • 3.4. Desnudação Regional
    1. Contexto Paleoambiental
    • 4.1. Sedimentos Clásticos em Cavernas
    • 4.2. Oscilações do Lençol Freático
    • 4.3. Análise de Espeleotemas
    • 4.4. Paleontologia
  • Referências
  • Capitulo 16 - Arqueologia e Paleoambientes
    1. Introdução
    1. Modelos Paleoambientais Utilizados pela Arqueologia Brasileira Quaternário do Brasil
    • 2.1. Modelo de Ab’Saber
    • 2.2. Outros Modelos, Novos Dados
    1. Primeiras Ocupações do Final do Pleistoceno e Começo do Holoceno
    • 3.1. Introdução
    • 3.2. Transição Pleistoceno/Holoceno: Contextos Ambientais e Culturais
    • 3.3. Transição Pleistoceno/Holoceno na Região Neotropical
  • Brasil 4. Construção dos Sambaquis e Estabilidade do Ecossistema Litorâneo nas Regiões Sudeste e Sul do
    • 4.1. Sambaquis e Sambaquieiros: um Breve Histórico
    • 4.2. Paleoambiente e Paleoetnologia: Novas Questões
    • 4.3. Análises Paleoambientais
    • 4.4. Oscilações Climáticas
    • 4.5. Outros Estudos
    • 4.6. Estabilidade Paleoambiental e a Sociedade Sambaquieira
    1. Arqueologia e Estudos do Quaternário: Uma Nova Abordagem
  • Referências
  • Capítulo 17 - Tecnógeno: Registros da Ação Geológica do Homem
    1. Introdução
    1. Estudos sobre a Transformação da Terra pelo Homem
    1. A Ação Geológica do Homem
    1. Estudos sobre o Tecnógeno do Brasil
    • 4.1. Alterações do Meio Físico pela Ocupação do Oeste do Estado de São Paulo
    • 4.2. Geologia do Tecnógeno do Município de São Paulo
    • 4.3. Transformações Tecnogênicas no Vale do Rio Paraíba do Sul (RJ/SP)
    • 4.4. O Caso da Vila Roriz na Planície de Inundação do Ribeirão Anicuns, Goiânia (GO)
    • 4.5. Registros Geológicos Gerados pelo Garimpo nas Lavras Diamantinas (BA)
    1. Aplicações
    • 5.1. Depósitos Tecnogênicos: Testemunhos da História do Uso do Solo
    • 5.2. Equação de Interação Antrópica como Ferramenta de Gestão
    • 5.3. Produção de Sedimentos
    • 5.4. Análise de Riscos Geológicos Urbanos
    • 5.5. Transformação e Recuperação de Áreas Degradadas
    1. Perspectivas
    • 6.1. Novos Estudos de Caso
    • 6.2. Depósitos Tecnogênicos e Poluição
    • 6.3. Geoindicadores de Transformações Ambientais
    • 6.4. Tecnógeno e Exclusão Social
    • 6.5. História Geotecnogênica do Brasil
  • Referências

12

Quaternário do Brasil

Universidade Federal do Rio Grande do Norte Campus Universitário Lagoa Nova 59072-970 - Natal-RN - Brasil E-mail: [email protected]

FRANCISCO JUVENAL LIMA FRAZÃO

Museu Paraense Emílio Goeldi Av. Perimetral, 1901 - Terra Firme 66067-530 - Belém-PA - Brasil E-mail: fjfrazã[email protected]

GERALDO RESENDE BOAVENTURA

Instituto de Geociências Universidade de Brasília Asa Norte 70910-900 - Brasília-DF - Brasil E-mail: [email protected]

GERMANO MELO JUNIOR

Universidade Federal do Rio Grande do Norte Caixa Postal 1.596 - Campus Universitário 59072-970 - Natal-RN - Brasil E-mail: [email protected]

GUILHERME CAMARGO LESSA

Universidade Federal da Bahia Rua Caetano Moura, 123 80510-190 - Salvador-BA - Brasil E-mail: [email protected]

HAILTON LUIZ SIQUEIRA IGREJA

Fundação Universidade do Amazonas Caixa Postal 885 - Centro 69011-970 - Manaus-AM - Brasil E-mail: [email protected]

HELENICE VITAL

Departamento de Geologia Universidade Federal do Rio Grande do Norte Caixa Postal 1.596 - Campus Universitário 59072-970 - Natal-RN - Brasil E-mail: [email protected]

HERMANN BEHLING

Center for Tropical Marine Ecology Fahrenheitstrasse 6 28359 Bremen - Germany E-mail: [email protected]

HERMES AUGUSTO DE FREITAS

Centro de Energia Nuclear na Agricultura - CENA Universidade de São Paulo Av. Centenário, 303 13400-970 - Piracicaba-SP - Brasil E-mail: [email protected]

IRAN CARLOS STALLIVIERE CORRÊA

Instituto de Geociências Universidade Federal do Rio Grande do Sul Av. Bento Gonçalves, 9.500 - Caixa Postal 15. 91501-970 - Porto Alegre-RS - Brasil E-mail: [email protected]

JEAN-PIERRE PEULVAST

UFR de Géographie - École Doctorale de Géographie

Université Paris - Sorbonne - Laboratoire OrsayTerre CNRS - Université Paris-Sud 196 Rue Saint-Jacques 75005 - Paris - France E-mail: [email protected]

JOÃO CARLOS STEFFANI COIMBRA

Instituto de Geociências Universidade Federal do Rio Grande do Sul Av. Bento Gonçalves, 9.500 - Caixa Postal 15001 91501-970 - Porto Alegre-RS - Brasil E-mail: [email protected]

JOÃO EDUARDO ADDAD

Universidade Federal do Espírito Santo Rua Julia Lacourt Penna, 161, ap.201 - Jardim Camburi 29090-210 - Vitória-ES - Brasil E-mail: [email protected]

JOÃO LIMA SANT’ANNA NETO

Departamento de Geografia Universidade Estadual Paulista Rua Roberto Simonsen, 305 19060-900 - Presidente Prudente-SP - Brasil E-mail: [email protected]

JONAS TEIXEIRA NERY

Departamento de Física Fundação Universidade Estadual de Maringá Av. Colombo, 5.790 - Campus Universitário 87020-900 - Maringá-PR - Brasil E-mail: [email protected]

JORGE ALBERTO VILLWOCK

Instituto do Meio Ambiente Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Rua Santa Rita, 285, ap. 201 90220-220 - Porto Alegre-RS - Brasil E-mail: [email protected]

JOSÉ ALBERTINO BENDASSOLLI

Centro de Energia Nuclear na Agricultura - CENA Universidade de São Paulo Av. Centenário, 303 13400-970 - Piracicaba-SP - Brasil E-mail: [email protected]

JOSÉ CÂNDIDO STEVAUX

Departamento de Geografia Fundação Universidade Estadual de Maringá Av. Colombo, 5.790 - Campus Universitário 87020-900 - Maringá-PR - Brasil Universidade Guarulhos Praça Teresa Cristina no^1 07023-070 - Guarulhos SP E-mail: [email protected]

KENITIRO SUGUIO

Instituto de Geociências - Universidade de São Paulo Rua do Lago, 562 - Cidade Universitária 05508-080 - São Paulo-SP - Brasil Universidade Guarulhos Praça Teresa Cristina no^1 07023-070 - Guarulhos SP E-mail: [email protected]

13

LIANA MARIA BARBOSA

Departamento de Ciências Exatas Universidade Estadual de Feira de Santana Rodovia BR 116, km 3 44031-460 - Feira de Santana-BA - Brasil E-mail: [email protected]

LUCIANA SLOMP ESTEVES

Fundação Universidade do Rio Grande Rua Passo da Pátria, 175, ap. 101 - Bela Vista 90460-060 - Porto Alegre-RS - Brasil E-mail: [email protected]

LUÍS BEETHOVEN PILÓ

Instituto de Biociências Universidade de São Paulo Rua do Matão, 277 - Cidade Universitária 05508-900 - São Paulo, SP - Brasil E-mail: [email protected]

LUÍS PARENTE MAIA

Instituto de Ciências do Mar - LABOMAR Av. Abolição, 3.207 - Meireles 60165-082 - Fortaleza-CE - Brasil E-mail: [email protected]

LUIZ CARLOS RUIZ PESSENDA

Centro de Energia Nuclear na Agricultura - CENA Universidade de São Paulo Av. Centenário, 303 13400-970 - Piracicaba-SP - Brasil E-mail: [email protected]

LUIZ JOSÉ TOMAZELLI

Instituto de Geociências Universidade Federal do Rio Grande do Sul Rua Dona Laura, 782, ap. 503 90430-090 - Porto Alegre-RS - Brasil E-mail: [email protected]

LYLIAN COLTRINARI

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Universidade de São Paulo Caixa Postal 26. 05513-970 - São Paulo-SP - Brasil E-mail: [email protected]

MAIRA BARBERI

Rua do Cação, quadra 64, lote 24 74343-140 - Goiânia-GO E-mail: [email protected]

MANOEL LUIZ DOS SANTOS

Departamento de Geografia Fundação Universidade Estadual de Maringá Av. Colombo, 5.790 - Campus Universitário 87020-900 - Maringá-PR - Brasil E-mail: [email protected]

MÁRCIA A. DE BARROS

Fundação Oswaldo Cruz Av. Brasil, 4. 21045-900 - Rio de Janeiro-RJ - Brasil E-mail: [email protected]

MARCONDES LIMA DA COSTA

Centro de Geociências - Universidade Federal do Pará Rua Augusto Correa, 1 - Bairro do Gamá 66075-900 - Belém-PA - Brasil E-mail: [email protected]

MARIA JUDITE GARCIA

Laboratório de Geociências Universidade Guarulhos Praça Tereza Cristina, 58 07023-070 - Guarulhos-SP - Brasil E-mail: [email protected]

MARIA LEA SALGADO-LABOURIAU

Instituto de Geociências Universidade de Brasília SQN 107, Bloco C, ap. 601 70743-030 - Brasília-DF - Brasil E-mail: [email protected]

MARIA LUIZA LACERDA BASTOS

Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais - CPRM Rua Pereira da Silva, 235, ap. 401 - Icaraí 24220-030 - Niterói-RJ - Brasil E-mail: [email protected]

MARIA NAÍSE DE OLIVEIRA PEIXOTO

Universidade Federal do Rio de Janeiro Rua das Laranjeiras, 285, ap. 902 22240-001 - Rio de Janeiro-RJ - Brasil E-mail: [email protected]

MARIE-PIERRE LEDRU

Institut de Recherche pour de Développement - IRD/ISEM Université de Montpellier Case Postale 61 - Place Eugène Bataillon 34095 Montpellier Cedex - France E-mail: [email protected]

MARIO LUIS ASSINE

Instituto de Geociências e Ciências Exatas Universidade Estadual Paulista Av. 24-A, 1. 13506-900 - Rio Claro-SP - Brasil E-mail: [email protected]

MÁRIO SÉRGIO DE MELO

Universidade Estadual de Ponta Grossa Rua Nestor Guimarães, 157 84040-130 - Ponta Grossa-PR - Brasil E-mail: [email protected]

MARJORIE CSEKÖ NOLASCO

Universidade Estadual de Feira de Santana Cond. Estrela do Sol, quadra Z, casa 03 - Stella Maris 41600-200 - Salvador-BA - Brasil E-mail: [email protected]

MARK B. BUSH

Department of Biological Sciences Florida Institute of Technology 150 West University Boulevard Melbourne, Florida 32905- USA E-mail: [email protected]

15

Prefácio

O Quaternário, que corresponde ao período mais recente da história da Terra, é também conhecido

como “Idade do Gelo”, pela forte influência sobre o meio ambiente das diversas glaciações que teriam ocorrido

nesse intervalo de tempo. Além de ser bioestratigraficamente definido por fósseis de megafauna típica de

mamíferos, pode ser considerado como “Idade do Homem”, advindo daí termos como “Antropozóico” e

“Psicozóico”, referindo-se a esse período.

As propriedades do ambiente terrestre no qual estamos vivendo resultam de longa evolução (4, 6 bilhões

de anos) através do tempo. É importante entender cada vez melhor os diferentes processos que controlam

essa evolução, para se tentar prever as mudanças futuras. Portanto, esse ambiente não deve ser considerado

como herança imutável concebida pelo “Criador”, mas representa um sistema dinâmico de mudanças complexas

em reorganização constante, acionada por forças internas e externas. Durante o tempo geológico, foi

caracterizado por variações múltiplas, que prosseguem até os dias atuais, acionadas por mecanismos

astronômicos, modificações atmosféricas, fenômenos geológicos, etc. O advento do Homem durante o

Quaternário introduziu um novo agente dessas mudanças, cujo papel não pode ser desprezado em quaisquer

reorganizações do ambiente terrestre. Assim, o Quaternário representa um período excepcional, cujos eventos

são comparáveis a eventos que ocorreram em toda a evolução geológica do planeta, seu estudo podendo também

conduzir ao prognóstico dos acontecimentos futuros.

Freqüentemente, os cientistas são acusados de desenvolver pesquisas muito especializadas somente

para simples satisfação da ânsia do saber. Entretanto, o aperfeiçoamento de técnicas observacionais e analíticas

nos mostram que a Terra representa, por assim dizer, um imenso sistema ecológico com interações de fatores

múltiplos, cujo entendimento só será possível pelo aprofundamento cada vez maior de pesquisas especializadas.

As glaciações, que representam eventos de variações climáticas extremas, repercutiram sobre todos os

ambientes do nosso planeta e causaram:

a) modificações nas zonações climáticas da Terra em função das mudanças nas circulações atmosféricas e

oceânicas, com conseqüentes redistribuições na precipitação atmosférica e na cobertura florística;

b) regressões (recuos) e transgressões (avanços) dos oceanos sobre os continentes, associadas às subidas e

descidas dos níveis, em função das alternâncias dos períodos (ou estádios) glaciais e interglaciais,

respectivamente;

c) mudanças na velocidade de rotação ou na intensidade do campo gravitacional devidas às distribuições de

massas na Terra;

d) deformações dos substratos rochosos das regiões glaciadas, que são deprimidas pela sobrecarga de gelo

durante as glaciações ou soerguidas em épocas pós-glaciais pelo alívio da sobrecarga.

Como o Quaternário representa um período de tempo geológico relativamente curto (cerca de 1,

milhão de anos), as evidências são suficientemente bem preservadas e mais numerosas, quando confrontadas

com as de idades mais antigas. Desse modo, os resultados obtidos são mais precisos e, além disso, permitem

estabelecer comparações com dados de mesma natureza ligados aos processos atuais, conduzindo à realização

de pesquisas interdisciplinares. Embora as pesquisas possam ser conduzidas independentemente e usando

métodos próprios, só a integração de todos os dados conduz à melhor compreensão dos fenômenos do

Quaternário.

A INQUA ( International Union for Quaternary Research ) considera essenciais as seguintes áreas de

conhecimento do Quaternário: arqueologia, (paleo)climatologia, geologia e geomorfologia do Quaternário,

glaciologia, paleolimnologia, paleontologia, paleopalinologia, (paleo)ceanografia, (paleo)pedologia e vulcanologia.

Naturalmente, as intensidades de pesquisa em cada uma dessas áreas de pesquisa do Quaternário em diferentes

países do mundo dependem, entre outros fatores, das suas peculiaridades geográficas e geológicas. Desse

modo, os estudos de processos glaciais são mais importantes em regiões de altas latitudes ou altitudes e as

pesquisas de variações de níveis do mar são essenciais em regiões litorâneas.

Até o fim da década de 1970, praticamente não havia interdisciplinaridade nas pesquisas do Quaternário

do Brasil, que se restringiam aos estudos paleontológicos, geomorfológicos e pré-históricos. O XXV Congresso

Brasileiro de Geologia da SBG (Sociedade Brasileira de Geologia), realizado em 1971 em São Paulo (SP),

representou um importante marco, pois ocorreu o Primeiro Simpósio do Quaternário no Brasil e foi criada a

16

Quaternário do Brasil

Comissão Técnico-Científica do Quaternário no âmbito da SBG. Finalmente, em 1984, com o surgimento da

ABEQUA (Associação Brasileira de Estudos do Quaternário), desvinculada da SBG e aberta a todas as disciplinas

do Quaternário, foi iniciada uma fase mais profícua de pesquisas interdisciplinares.

A ABEQUA tem participado ativamente em vários projetos internacionais do IGCP ( International

Geological Correlation Programme ) e, finalmente, do IGBP ( International Geosphere-Biosphere Programme )

por meio do LOICZ ( Land-Ocean Interactions in the Coastal Zone ). Através desses diferentes projetos foram

organizadas várias reuniões internacionais, que propiciaram valiosos intercâmbios entre especialistas brasileiros

e estrangeiros, muitos deles de grande renome.

Pessoalmente, tive grande satisfação em participar desde 1973 de pesquisas do Quaternário do Brasil

com colegas da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e do Observatório

Nacional (ON/CNPq) do Rio de Janeiro. Certamente, os conhecimentos até agora adquiridos deverão subsidiar

adequadamente o desenvolvimento sustentável do país. Entretanto, não cabe aos cientistas tomar decisões,

mas sim assessorar o desenvolvimento das atividades humanas, para que sejam executadas com a máxima

racionalidade. Para isso, este livro deve representar uma fonte importante de consulta.

A diversidade de formação acadêmica dos autores e o grande leque de assuntos tratados neste livro

mostram que os estudos do Quaternário do Brasil encontram-se plenamente estruturados.

Paris, 2 de setembro de 2003

Louis Martin

Diretor de Pesquisa da IRD (França)

Membro Estrangeiro da Academia Brasileira de Ciências

18

Quaternário do Brasil

phase was initiated for interdisciplinary studies.

ABEQUA has participated actively in various international projects of the International Geological

Correlation Program (IGCP) as well as in the International Geosphere-Biosphere Program (IGBP) through the

Land-Ocean Interactions in the Coastal Zone Program (LOICZ). In such activities, various international reunions

were organized, which promoted important scientific exchange between many renowned Brazilian and foreign

specialists.

Personally, I had great satisfaction in participating, since 1973, in Brazilian research with colleagues

from the University of São Paulo (USP), the Federal University of Bahia (UFBA) and the Rio de Janeiro

National Observatory (ON/CNPq). Certainly, the knowledge so far accumulated shall support adequately the

sustainable development of the country. However, it is not the obligation of scientists to make decisions, but

to counsel the development of human activities, so that they are executed with maximum rationale. To this

purpose, this book shall represent an invaluable source of information.

The diversified academic formation of the authors and the great array of subjects presented in this book

demonstrate that Quaternary studies in Brazil are fully structured.

Paris, September 2 nd^ , 2003

L OUIS M ARTIN

IRD Research Director (France)

Foreign Member of the Brazilian Academy of Sciences

19

Apresentação

No Brasil, geólogos, geomorfólogos, geógrafos, arqueólogos, biólogos, oceanógrafos, pedólogos,

engenheiros, naturalistas, entre outros, vêm se dedicando aos estudos de vários aspectos do Quaternário há mais

de dois séculos. Entretanto, o interesse maior por esta época geológica teve início somente no fim da década de

As primeiras tentativas de integração nacional das pesquisas do Quaternário ocorreram durante o XXV

Congresso Brasileiro de Geologia, promovido pela Sociedade Brasileira de Geologia (SBG) em 1971, em São

Paulo (SP), onde se realizou o 1o^ Simpósio do Quaternário. Nessa época, foi também criada a Comissão Científica

do Quaternário no âmbito da SBG. Nos doze anos que se seguiram e sob a liderança dessa Comissão, foram

realizados mais três simpósios e diversas sessões técnicas ligadas ao Quaternário, durante os Congressos Brasileiros

de Geologia. Também no início da década de 1970 (1973), o Brasil associou-se à International Union for

Quaternary Research - INQUA.

Finalmente, em 1984 e contando com forte apoio da comunidade quaternarista nacional e internacional,

foi fundada a Associação Brasileira de Estudos do Quaternário - ABEQUA, cuja sede oficial encontra-se em São

Paulo. Em 1987, em Porto Alegre (RS), ocorreu o I Congresso da ABEQUA e desde então são realizados

congressos bianuais. A ABEQUA é atualmente full member da INQUA e tem participado ativamente de várias de

suas Comissões Científicas.

Este livro, pioneiro no Brasil e com raros similares no mundo, compreende uma coletânea inédita sobre os

estudos do Quaternário do Brasil, destacando os temas mais significativos.

A idéia partiu da Diretoria Executiva da ABEQUA para o biênio 2002-2003, também Editores deste livro, tendo

em vista a grande lacuna em relação à síntese dos conhecimentos do Quaternário brasileiro. O processo de escolha dos

autores foi bastante democrático e teve como objetivo reunir figuras reconhecidamente importantes no cenário nacional,

sem deixar de contar com a empolgada participação de jovens pesquisadores. Para tanto, a partir de um questionário

de consulta preliminar, todos os interessados, incluindo quaternaristas brasileiros e alguns estrangeiros, foram agrupados

segundo seus interesses e especializações de acordo com o temário do livro. Assim, este livro foi concebido com os

seguintes objetivos:

a) divulgar os avanços dos estudos do Quaternário do Brasil para os próprios quaternaristas, pesquisadores e

profissionais de áreas afins e estudantes que se interessem pelos temas abordados;

b) propiciar a identificação de lacunas no conhecimento do Quaternário do Brasil e apontar perspectivas de

novos estudos;

c) apresentar o potencial de estudos do Quaternário do Brasil, como fundamento e subsídio aos estudos ambientais

correntes, especialmente na avaliação de impactos ambientais, no planejamento ambiental e nos estudos

prognósticos de mudanças globais; e

d) apoiar didaticamente cursos de graduação e pós-graduação de áreas afins.

Para realizar tais objetivos, setenta e seis autores trabalharam durante um ano produzindo dezessete capítulos.

Cada capítulo apresenta o estado-da-arte dos conhecimentos do tema abordado e reúne inúmeros dados até

então dispersos na literatura, incluindo uma síntese sobre o histórico e a evolução dos conhecimentos, as

controvérsias e divergências de opiniões e de interpretações sobre determinados assuntos, a aplicabilidade e a

importância do tema abordado e dos estudos realizados, assim como as lacunas e recomendações para pesquisas

futuras.

Os Editores estão certos de que esta obra, além de ser um marco e um importante meio de divulgação dos

estudos do Quaternário no Brasil, constituirá forte estímulo ao desenvolvimento dessas pesquisas no país. O

livro Quaternário do Brasil é também uma realização em comemoração aos 21 anos de fundação da ABEQUA.

O S EDITORES