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Máquinas Térmicas
Tipologia: Notas de estudo
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Introdução:
Em geral os queimadores de combustíveis líquidos são semelhantes aos queimadores a gás, pois a queima se produz na fase vapor.
Neste sentido podemos identificar duas situações bem distintas;
Processo de queima com pulverização (Sprays):
Nebulização do combustível:
Exemplo: tomemos como exemplo hipotético a divisão de apenas uma gota de diâmetro inicial D igual a 1 cm em N gotas, todas com mesmo diâmetro final d igual 100 μm
10 gotas d
d
3 3
3
= = π
π = (^100) D
d N gota
Spray 2
2 = =
Número de gotas Relação área superficial
Mecanismos de Formação de Sprays:
Seja qual for o princípio ou dispositivo utilizado, o processo de nebulização ocorre quando se obtém à saída do bocal através do qual o líquido é injetado, uma película fina de espessura da ordem de micra (μm). Esta película logo em seguida, torna-se instável rompendo-se em gotas e placas, sendo que estas últimas, sob a ação da tensão superficial, adquirem a forma de gotas aproximadamente esféricas. Estes fenômenos ocorrem durante frações de segundo, logo após o líquido deixar o bocal.
Formação de um spray ideal obtido a partir de um jato de água plano escoando em regime laminar. Observa-se que na expansão da película ocorrem oscilações na superfície que, à medida que a película se expande provoca a desintegração da mesma formando ligamentos. Estes ligamentos tornam-se instáveis rompendo-se em segmentos, que sob à ação da tensão superficial, assumem a forma esférica.
Princípios de Nebulização:
Os vários princípios e dispositivos de nebulização utilizados industrialmente, geralmente são classificados segundo a fonte de energia utilizada para a injeção do líquido através do bocal, e são divididos em três princípios fundamentais;
Há outros princípios e dispositivos existentes alternativos a estes como choque de jatos, ultrasom, vibrações. Entretanto ainda não tem utilização industrial significativa.
A utilização de um ou outro processo para nebulização do combustível depende de;
Nebulização por pressão de líquido
Bocais de simples orifícios
Podem ser obtidos sprays de diversos formatos,
Cone cheio: O líquido é descarregado na forma de um jato cilíndrico
Cone oco Película que se expande radialmente
Várias formas de orifícios e correspondentes valores coeficientes de descarga:
Bocais do tipo câmara de rotação (“Pressure Swirl”)
Estágios do desenvolvimento do spray com o aumento da pressão de injeção do líquido
a) pressão é muito próxima de zero; b) o líquido deixa o orifício na forma de um cilindro distorcido; c) forma-se um cone junto do orifício que se contrai sob ação da tensão superficial (“cebola”); d) a película (“tulipa”) rompe-se em gotas formando um “spray grosseiro” e finalmente e) obtém-se o spray plenamente desenvolvido.
Nebulização com fluido auxiliar ou pneumática
Existem bocais em que a mistura líquido-fluido auxiliar é feita externamente ao bocal nebulizador, como é o caso dos bocais da figura abaixo.
Em (a) o líquido deixa o orifício na forma de um jato cilíndrico que se expande, entrando em contato com o jato de ar que é introduzido no queimador com pressões máximas relativamente baixas, cerca de 0,16 bar. Em (b) o líquido entra em contato com o fluido de nebulização já na forma de uma película
Bocais de nebulização com fluido auxiliar de baixa pressão e média pressão. 1 – líquido; 2 – ar; 3 – filme de líquido; 4 – borda de descolamento do filme
Há outros bocais em que a mistura do fluido de nebulização com o líquido ocorre no interior do bocal em diferentes configurações.
1 – líquido; 2 – ar/vapor; 3 – orifício de líquido; 4 – orifício de ar/vapor; 5 – câmara de mistura; 6 – orifícios de descarga
Bocais nebulizadores híbridos
Existem bocais onde os dois princípios de nebulização, por pressão de líquido e com fluido auxiliar, são combinados ou denominados híbridos.
No bocal da figura o líquido é injetado por uma câmara de rotação e a desintegração do jato produzido por um bocal nebulizador do tipo câmara de rotação é assistida externamente por um jato de fluido auxiliar (ar ou vapor)
Este tipo de bocal geralmente é utilizado quando a vazão de líquido é bastante alta (p.ex. 5 t/h de óleo), onde o diâmetro do orifício de descarga do líquido é da ordem de centímetro, o que produziria gotas de diâmetros da ordem de milímetro. Neste caso a desintegração da película assistida por jato de fluido auxiliar melhora significativamente a qualidade do processo de nebulização.
Nebulização com copo rotativo
Na nebulização com copo rotativo o líquido é depositado nas paredes internas de um copo na forma de um tronco de cone. A película se forma na parede interna mediante a rotação do copo, expandindo na medida em que, sob a ação da força centrífuga, se desloca em direção à borda interna do copo.
(a) quando a vazão de líquido é baixa, chamado regime de gotas, as gotas formam-se a partir das cristas das ondas provocadas por distúrbios decorrentes de instabilidades e vibrações do próprio copo; (b) quando a vazão de líquido aumenta, no regime de ligamentos, formam-se ligamentos que ao se alongar rompem-se em gotas nas suas extremidades (c) no regime de película para vazões de líquido ainda mais elevadas, o líquido deixa a borda do copo como uma película, que, na seqüência rompem-se em ligamentos e subseqüentemente em gotas.