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Química - Química
Tipologia: Provas
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1 - Fusão : Passagem do estado sólido para o estado líquido, com absorção de calor. Representa a temperatura na qual as fases líquida e sólida estão em equilíbrio. Obs. : Apesar de o efeito da pressão sobre o ponto de fusão ser muito pequeno, um aumento na pressão favorece a formação da fase mais densa. Durante o processo de fusão, a energia absorvida faz com que as forças de atração entre as moléculas (ou átomos, ou íons) no sólido diminuam.
2 - Vaporização : Passagem do estado líquido para o estado gasoso, com absorção de calor.
3 - Liquefação : Mudança de gás para líquido, com liberação de calor. Ex.: gás de botijão
4 - Solidificação ou Congelamento : Passagem do estado líquido para o estado sólido, com liberação de calor.
5 - Sublimação: Passagem direta de sólido para gasoso (processo endotérmico), e de gasoso para sólido (processo exotérmico).
volume
massa d =
Solubilidade : É a quantidade máxima de soluto que consegue se dissolver em uma certa quantidade de solvente, em uma dada temperatura. Ex .: A 25°C consegue-se dissolver 36 g de sal (NaCl) em 100mL de H 2 O. Acima disto, ele precipita. Portanto, a solubilidade do sal em água é, a 25°C, igual a 36 g/100mL. Obs .: Estas quatro propriedades são denominadas critérios de pureza, pois uma substância pura apresenta temperatura de fusão, temperatura de ebulição, densidade e solubilidade bem definidas.
Sistemas homogêneos : São constituídos por uma ou mais substâncias e apresentam apenas uma fase. Ex .: água; água salgada e ar atmosférico Sistemas heterogêneos : São constituídos por uma ou mais substâncias e apresentam mais de uma fase. Ex : água sólida + água líquida; água + óleo
Substâncias puras : São aquelas que possuem uma única substância com composição e propriedades bem definidas. Podem ser classificadas em simples ou compostas.
T(°C)
Te
T (^) f s
s
g
g
ebulição
0 t 1 t 2 t 3 t 4 tempo
1 - Substância pura : Durante a mudança de estado, a temperatura permanece praticamente constante.
2 - Mistura : Durante a fusão e a ebulição, as tempe- raturas variam. - Fusão Tf a T’f Ebulição Te a T’e
T’ (^) e
T(°C)
Te
T (^) f s
s
g g
ebulição
t 1 t 2 t 3 t (^4)
T’ (^) f
0 tempo 3 - Mistura Eutética : São misturas cuja temperatura permanece constante (Tf) durante a fusão e varia (Te - T’e) durante a ebulição: Ex.: certas ligas metálicas.
4 - Mistura Azeotrópica : São misturas cuja temperatura permanece constante durante a ebulição (Te) e varia durante a fusão (Tf - T’f). Ex .: Álcool + água na proporção 96% + 4%, respectivamente. T(°C)
Te
T (^) f s
s
g g ebulição
t 1 t 2 t^3 t (^4)
T’e
fusão
0 tempo
T(°C)
Te
T (^) f (^) s
s
g g ebulição
t 1 t 2 t (^3)
T’ (^) f fusão
0 t^4 tempo
l
l
l
l l
l
l
l l
l
l
l
aumento daEnergia Cinética
Temperatura
(°C) aumento daEnergia Potencialaumento daEnergia Cinéticaaumento daEnergia Potencial
fusão
aumento daEnergia Cinética
ebulição
Tf
Te
t 1 t 2 t 3 t 4 tempo
s
g
s
g
Ep = mgh
Tf = Temperatura de fusão Te = Temperatura de ebulição 0 t 1 = tempo de aquecimento do sólido t 1 t 2 = tempo de duração da fusão t 2 t 3 = tempo de aquecimento do líquido t 3 t 4 = tempo de duração da ebulição t 4 = aquecimento do gasoso
A Teoria Atômica foi o ponto de partida da Química como ciência. A matéria é composta por partículas submicroscópicas denominadas ÁTOMOS. O átomo é a unidade fundamental de um elemento.
- Modelo de Dalton
Foi em 1808 que o inglês John Dalton desenvolveu várias das leis da Química, teoria sobre os átomos. 1 - Toda matéria é composta de partículas fundamentais, os átomos. 2 - Os átomos são permanentes e indivisíveis , não podem ser criados e nem destruídos. 3 - Todos os átomos de um determinado elemento apresentam as mesmas propriedades químicas. 4 - Átomos de elementos diferentes apresentam propriedades diferentes. 5 - As reações consistem em uma combinação, separação ou rearranjo de átomos. 6 - Compostos químicos são formados pela combinação de átomos de dois ou mais elementos, em uma razão fixa.
l
l
l
A teoria atômica explica duas das leis básicas da Química, que serão vistas na estequiometria. Representação do átomo segundo Dalton
Bola de Bilhar
- Modelo de Thomson
Foi através dos tubos de descargas de gás, tubos de Crookes, que o físico inglês J.J. Thomson mostrou que os átomos apresentam partículas carregadas negativamente, quebrando sua indivisibilidade. Devido às partículas que emergem do catódo em um tubo de Crookes sempre terem as mesmas propriedades, concluiu-se que estão presentes em todas as matérias e foram denominadas Elétrons. Para Thomson, o átomo era uma esfera com carga positiva e elétrons incrustados (neutralidade elétrica).
- Modelo de Rutherford
Começou com a descoberta da radioatividade, feita por Becquerel em 1896; substâncias radioativas, como o sal de urânio, são capazes de se desintegrar. Em 1911, depois de terem sido feitos vários estudos e de saber da existência de partículas radioativas alfa (a) positivas e partículas beta (b) negativas, Rutherford e seus auxiliares Geiger e Marsden, realizaram uma experiência, usando Polônio, um material radioativo, como mostra o desenho a seguir.
1 ª - Lei da Conservação da Massa 2 ª - Lei da Composição Definida
Representação do átomo segundo Thomson
Pudim de Passas
Incidência de partículas alfa sobre uma fina folha de ouro.
Experiência de Rutherford (1911)
CAIXA DE Pb; com Polônio
lâmina de ouro
lâmina de Pb com orifício
Anteparo coberto com sulfeto de Zinco (ZnS) partículas
a
(alfa)
- Resultado esperado por Rutherford (baseado no modelo de Thomson) - As partículas alfa atravessariam a lâmina de ouro tendo pequenos desvios. - Resultado obtido na experiência de Rutherford, Geiger e Marsden: - A maior parte das partículas atravessavam a lâmina de ouro sem se desviar. - Algumas partículas se desviavam (desvios acima de 90º). - Poucas partículas eram repelidas.
Este modelo inclui vários cientistas. Dentre eles, podemos citar:
São minúsculas partículas encontradas nas matérias. O átomo é formado por partículas sub-atômicas, sendo três de grande importância:
PARTÍCULAS CARGA MASSA (u) SÍMBOLO Sub-atômicas PRÓTONS + 1 p+ 1
NÊUTRONS neutra 1 n^01 ELÉTRONS - desprezível e- 0
Elemento Z P+ Ca 20 20 Na 11 11 C 6 6
1
região extra-nuclear Õ eletrosfera onde existe o orbital Õ (elétrons).
núcleo (prótons e nêutrons)
A = Nº de massa = 19 Z = Nº atômico = 9 p+ 1 = Nº de prótons = 9 0 n 1 =^ Nº de nêutrons = 19 - 9 = 10
É a soma do número de prótons com o número de nêutrons encontrados no núcleo do átomo. 0 A = p 1 +n 1
Exemplo:
É o número de prótons existentes no núcleo do átomo. Cada elemento químico tem o seu número atômico próprio, que seria a carga nuclear positiva de um átomo. Os átomos estão dispostos na tabela periódica em ordem crescente de seus números atômicos. Exemplo :
Em um átomo neutro, o número de elétrons é sempre igual ao número de prótons. Obs .: Átomo neutro é aquele que não perdeu e nem ganhou elétrons (não carrega carga), logo o número de cargas positivas (prótons) é igual ao número de cargas negativas (elétrons).
Se o átomo é neutro Z= p 1 +^ =e− 0
É igual à carga do núcleo, ou seja, ao número de prótons que um átomo possui.
É o átomo que deixou de ser neutro, pois ganhou ou perdeu elétrons. Todo íon carrega carga.
É o íon positivo (+); significa que o átomo perdeu elétrons.
Exemplo:
É um íon negativo (-); significa que o átomo ganhou elétrons.
Exemplo:
p 1 = 9 − e 0 = 9
n^01 = 19 − 9 = 10
p 1 =^11 0 n 1 = 23 - 11 = 12 − e 0 =^ 11 - 1 = 10
(^23) Na + 11
p 1 = 9 0 n 1 = 19 - 9 = 10 − e 0 = 9 + 1 = 10
9
São átomos com mesmo número de prótons (número atômico) e diferentes números de massas, conseqüentemente diferentes números de nêutrons.
Exemplos:
(Z = 6) = isótopos de carbono (^1) 1 H (Hidrogênio); (^2) 1 H (D = Deutério); (^3) 1 H (T = Trítio) = (Z = 1) = isótopos do hidrogênio
Os isótopos possuem propriedades químicas semelhantes porque são de um mesmo elemento (mesmo número atômico).
São combinações de átomos (ametais) H = átomo e H 2 = molécula Cl = átomo e HCl = molécula Espécies iônicas: São combinações de íons (metais e ametais): NaCl, CaBr 2 Sólidos Covalentes: SiO 2 , (BeO) (^) n
A massa molecular é a soma das massas atômicas de todos os átomos que formam uma molécula, uma espécie iônica ou um sólido covalente. Unidade = u
Exemplo: C 6 H 12 O 6
Átomos Massa Atômica Quantidade Massa Molecular C 12u 6 = 72 H 1 u 12 = 12 O 16u 6 = 96 180u 180u - massa molecular
Para fazer a distribuição dos elétrons em torno do núcleo do átomo, devemos nos orientar pelo Diagrama de Pauling (as setas indicam a ordem de preenchimento dos subníveis de energia).
1s 2s 2p 3s 3p 3d 4s 4p 4d 4f 5s 5p 5d 5f 6s 6p 6d 7s 7p
− e 0
em cada subnível s^2 p^6 d^10 f^14
Em cada subnível, existe um determinado número de orbitais, e em cada orbital cabem no máximo dois elétrons.
Subnível orbitais s
p
d
f
Forma dos orbitais
Cada orbital é representado através de uma forma (nuvem eletrônica). O orbital s apresenta forma esférica e o orbital p apresenta forma de halter.
Os orbitais d e f também apresentam forma, porém no caso desses orbitais não vamos representar devido à sua complexidade. O estudo dessas formas foge ao estudo do Ensino Médio. Para dizer a configuração eletrônica, devemos seguir o diagrama de acordo com as setas. As setas indicam a ordem de preenchimento dos níveis e subníveis.
Exemplos:
14 Si (Silício) distribuição através de subníveis: 1s 2 2s^2 2p 6 3s^2 3p 2 distribuição através de orbitais:
distribuição através de níveis: 2 8 4
Exemplo:
24 Cr - 1s^
(^2) 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s 2 3d 4 (errado)
1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s^1 3d^5 (correto)
29 Cu - 1s (^2) 2s (^2) 2p 6 3s (^2) 3p 6 4s (^2) 3d 9 (errado)
1s^2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s 1 3d 10 (correto)
25 Mn^ - 1s
(^2) 2s (^2) 2p (^6) 3s (^2) 3p (^6) 4s (^2) 3d 5
25 Mn^ +2 (^) - 1s (^2) 2s (^2) 2p 6 3s (^2) 3p 6 3d 5 (saíram 2 − e o do 4s (^2) , que é o nível mais externo).
y z
x
y z x y z x
y z
x
orbital s (^) orbital px
orbital py (^) orbital pz
Como possuem estabilidade, a tendência dos átomos é ficarem com a configuração eletrônica semelhante aos gases nobres, ou seja, com 8 elétrons na sua última camada, com exceção da camada K, que é estável com 2 elétrons. Essa é chamada REGRA DO OCTETO.
Exemplo:
11 Na = 1s
(^2) 2s (^2) 2p 6 3s (^1) (1 e - 0 na última camada)
11 Na^
17 Cl = 1s
(^2) 2s (^2) 2p 6 3s (^2) 3p 5 (7 − e 0 na última camada)
17 Cl
GASES NOBRES: COSTA E SANTOS, 1995, P. 145 V1.
Formam o Grupo A da tabela periódica. Possuem geralmente o último nível incompleto e se ligam por meio dele. Na configuração eletrônica, os subníveis mais energéticos são s ou p. Veja a posição desses elementos na tabela periódica.
Grupos Denominação Configuração Elétrons Valência Último Nível Valência Principal
IA Metais alcalinos ns^1 1 + IIA Metais alcalinos terrosos ns 2 2 + IIIA Família do Boro ns 2 np 1 3 + IVA Família do Carbono ns 2 np^2 4 VA Família do Nitrogênio ns^2 np^3 5 - VIA Calcogênios ns^2 np^4 6 - VIIA Halogênios ns^2 np^5 7 -
Obs .: + = tendência a perder elétrons
- = tendência a ganhar elétrons
Dividem-se em Elementos de Transição e de Transição interna. Formam o Grupo B da Tabela Periódica.
a) Transição
São elementos que na distribuição eletrônica possuem como subnível mais energético o d. As características de um elemento para outro em grupos diferentes não diferem muito, devido à distribuição eletrônica entre eles. Variam no penúltimo nível e não no último, que define as propriedades dos elementos.
b) Transição Interna
São elementos que, na distribuição eletrônica, possuem como subnível mais energético o f. São dois sub- grupos da coluna IIIB, situados no 6º e 7º períodos. Na distribuição eletrônica, diferem um do outro no antepenúltimo nível, o que os faz muito semelhantes entre si.
Elementos normais ou típicos ou representativos
ELEMENTOS
DE
TRANSIÇÃO
:
COSTA
E^
SANTOS, 1995,
P
. 147
V1.
Elementos de Transição
ELEMENTOS
NORMAIS
TÍPICOS
OU
REPRESENTATIVOS
:
COSTA
E^
SANTOS, 1995,
P. 145
V1.
z = nº atômico NOMEE E = Símbolo do elemento
z
z = nº atômico NOMEE E = Símbolo do elemento
z
São aquelas que aumentam ou diminuem de espaços em espaços, à medida que percorremos os elementos na seqüência dos seus números atômicos. As principais propriedades periódicas são:
2.1 - Raio Atômico
É o tamanho do átomo. Considerar: 1 º - Número de níveis 2 º - Carga nuclear 3 º - Número de elétrons Na tabela periódica, normalmente o raio cresce numa coluna para baixo, porque aumenta o número de níveis e num período para esquerda porque a carga nuclear é menor.
Raio iônico → cátion - menor raio que o átomo e ânion maior raio que o átomo.
13 Al^ 2 8 3
13 Al^
O Al é maior porque:
O S -2^ é maior porque:
2.2 - Eletronegatividade
Corresponde à força com que um átomo atrai um elétron; pode-se dizer que mede o caráter ametálico de um átomo. Logo os elementos da direita da tabela ( exceto gases nobres) têm maior eletronegatividade.
Obs .: Os gases nobres não se incluem, pois são estáveis e não atraem elétrons, portanto o elemento mais eletronegativo da tabela é o Flúor.
O Na é maior, tem o mesmo número de níveis, mas a carga nuclear é menor (atrai menos).
3 º período: Na Mg
Exemplos:
Coluna IIA: Be Mg Ca
O Ca tem maior raio por ter mais níveis energéticos.
13p 1 + ⊕ 13p 1 + ⊕
16p 1 + ⊕
16p 1 +
2.3 - Eletropositividade
É a tendência, em um átomo, de perder elétrons; mede o caráter metálico de um átomo. Conclui-se que os metais são mais eletropositivos e quanto maior o raio mais fácil de perder elétrons
período (^) (menos gases nobres) num período, quanto menor o z , maior o raio, mais eletropositivo
Obs .: O elemento mais eletropositivo da tabela é o Frâncio.
2.4 - Eletroafinidade ou afinidade eletrônica
É a energia liberada por um átomo gasoso ao receber um elétron. Quanto maior o caratér ametálico e menor o raio, a atração núcleo-elétron é maior, conseqüentemente maior é a afinidade eletrônica.
período (^) (menos gases nobres)
condições especiais
Obs .: Os gases nobres podem ser induzidos e aí terão afinidade eletrônica.
2.5 - Energia de Ionização ou Potencial de Ionização
É a energia necessária para retirar o elétron mais externo de um átomo gasoso. Como os gases nobres possuem grande estabilidade, é muito difícil um gás nobre perder elétrons. São, portanto, os de maior potencial de ionização. Os elementos de maior caráter ametálico e de menor raio são os de maior potencial de ionização.
período Em um período quanto maior o z , maior o potencial de ionização.
coluna (quanto menor o z maior o potencial de ionização)
Obs .: O elemento de maior potencial de ionização é o Hélio.
2.6 - Volume atômico
É o volume ocupado por um mol de átomos de um elemento no estado sólido. Em um período, os elementos mais volumosos estão nas extremidades da tabela.
coluna (em uma coluna, quanto maior o z , maior o raio, mais eletropositivo)
coluna
período
coluna
quanto maior o z, na coluna, maior o volume.