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este artigo ajuda a pessoas com depedencia quimica
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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APRESENTAÇÃO
Sofri de depressão e outras emoções torturantes, e fui um dependente químico
(álcool, anfetaminas e remédios psicoativos ) por trinta anos.
Em 1999, no AA, aceitando incondicionalmente, por fim, a minha definitiva e
completa impotência para tomar o primeiro gole, e arrimado nos exemplos de
coragem, fé e humildade que me davam os companheiros sóbrios há cinco, dez,
vinte, trinta anos ou mais, depois de chegarem a um Fundo de Poço tão ou mais
terrível quanto o meu, tampei definitivamente a minha garrafa. Em 2003,
reencontrei o N/A, redescobri meus caminhos de espiritualidade e pude caminhar
com mais segurança na estrada da sobriedade.
Hoje, eu tenho mesmo muito pouco a pedir e muito mais a agradecer ao Poder
Superior.
Realmente, tenho muito mais que agradecer! Primeiro, porque, todos os dias, ao
acordar, recebo o presente de mais 24 horas para poder ser completamente feliz.
Depois, por ter conseguido libertar-me dos grilhões da dependência química e por
ter obtido uma insuspeitada força interior que me permite a felicidade de, em
mantendo a minha depressão, ansiedade, medo e insegurança em níveis toleráveis,
levar uma vida perfeitamente normal, útil e proveitosa.
Com este trabalho, cujo objetivo primordial é o de ajudar pessoas cujas vidas estão
prejudicadas ou atormentadas pela doença emocional e/ou dependência química, eu
Tive uma infância muito cinzenta, de misérias e humilhações, e talvez por isso, tenha crescido deprimido, angustiado, triste e solitário. A minha via crucis das
dependências começou em 1967, quando, com a idade de 26 anos, no Rio de Janeiro, tornei-me dependente do Dexamil, uma poderosa anfetamina, que causava uma extraordinária sensação de alegria e de bem-estar ao usuário. Tinha começado a usar o psicotrópico dois anos antes, sem muitos problemas, mas, no decorrer do tempo, fui ficando dependente progressivamente, passando de um ou dois comprimidos diários, para dez, e por fim, no último ano, o tubo inteiro, cerca de vinte e cinco comprimidos por dia! Quando caí na dependência total da anfetamina, eu estava casado há apenas dois anos, com um filho de um ano, e tornei-me semilouco. Seviciava a jovem esposa, tinha delírios de grandeza, estranhas fantasias, alimentava-me pouco, dormia quase nada. Sou um homem de 1,78 m, peso 74 kg, mas, nessa época, cheguei a pesar 50 quilos! Como era de se esperar, o casamento se desfez. Tive ainda envolvimentos com a polícia, por causa de receitas que eu adulterava para obter o psicotrópico, tentei o suicídio, mas não consegui morrer, e acabei ficando em situação moral e social bem pior do que antes. Tendo sido aprovado em concurso público para o Banco do Brasil, e designado para servir inicialmente numa cidade do interior do Maranhão, acreditei ainda que o meu casamento pudesse ser salvo, mas a minha jovem esposa recusou-se a se reconciliar comigo e acompanhar-me na volta ao meu estado natal. Voltei sozinho, pois, para o Maranhão ingressei no BB e reiniciei a carreira bancária, mas infelizmente em precário estado emocional de dependente químico. Como as farmácias interioranas, nesse tempo, não comercializavam substâncias psicoativas, substituí as “bolinhas” por uma droga lícita e acessível a todos: o álcool. Logo me tornei um fiel súdito de Baco. Enquanto a carreira bancária se complicava, o alcoolismo progredia. Já em 1969, tive duas crises de delirium tremens. Tentei as fugas geográficas: transferências para outras cidades do interior do Maranhão, e para outras capitais, como Belém do Pará e Fortaleza. Nesta, em 1973, recebi a maior bênção de toda a minha vida: a mensagem de Alcoólicos Anônimos. Embora fosse sincero e honesto na minha disposição de abandonar a bebida, o meu grande descontrole emocional logo se revelou o maior empecilho para a manutenção de uma sobriedade definitiva. Ficava sóbrio alguns meses, mas sufocado pela ansiedade e depressão, voltava à garrafa. A esse tempo, tendo já perdido emprego em dois bancos federais, e insistindo na carreira bancária em banco estadual da capital do Estado, São Luís, eu já tinha adquirido a convicção de que o álcool e os psicotrópicos não eram a causa, mas a conseqüência de um desequilíbrio interior, cujo nome, neurose , eu só fui sabê-lo em 1975, quando, por correspondência, travei conhecimento com um ex- marinheiro, residente no Rio de Janeiro, membro de Alcoólicos Anônimos (AA) e de Neuróticos Anônimos (N/A) Aquele companheiro enviou-me um exemplar do Livro Vermelho de N/A, cópias datilografadas dos Doze Passos, Doze Tradições e Lemas de N/A. Faz mais de 30 anos, mas ainda guardo comigo esses preciosos documentos! E é claro que me reconheci como um perfeito neurótico. Como não reconhecê-lo? Eu era um sujeito com um monte de emoções descontroladas! E data, desse tempo, a minha intenção, nunca concretizada, mas jamais renunciada, de abrir um Grupo de N/A no Maranhão. De qualquer modo, a partir de 1975, consegui estabilizar-me no Programa de AA. Casei-me pela segunda vez, passei no Vestibular para a Faculdade de Letras, vieram dois filhos e, em 1978, eu já estava graduado em nível superior, era gerente de agência, tinha carro, boa casa, invejável situação social e financeira. Os dias negros tinham ficado definitivamente para trás? Infelizmente, não... Estava com alguns anos de sobriedade contínua em AA, quando recaí. Acometido de crises de pânico enquanto dirigia, tentei resolver o problema com comprimidos de Diazepan, exagerei na posologia, dopei-me e, então, voltei à minha desgraça engarrafada. Comecei a faltar muito na agência de onde era gerente e destituíram- me do cargo. Depois, por várias vezes, estive embriagado no recinto do banco, protagonizando cenas lamentáveis, e fiquei sob a ameaça de demissão. Para evitá- la, submeti-me à Perícia Médica do INSS e depois de dois anos de licença médica para tratamento de saúde, fui aposentado por invalidez da carreira bancária.
organismo, desidratado e enfraquecido, repelia o álcool), tomava outro gole, e tornava a vomitar, tomava o terceiro e, enfim, esse ficava no organismo. E principalmente nessas ocasiões – pavorosas! - não era capaz de parar de beber sozinho; tinha que internar-me em hospitais psiquiátricos, para cortar o ciclo das bebedeiras contínuas, pois, caso contrário, ficaria louco ou teria um coma alcoólico. E isso tudo acontecia com um bancário aposentado, um professor de nível superior! Em 1993, 20 anos depois de ter conhecido o AA, eu contabilizava 22 internações psiquiátricas, vários acidentes quase fatais e muitas cicatrizes, tanto físicas quanto emocionais. Teria o Programa de AA funcionado negativamente para mim? Não, como se verá a seguir... Os períodos de sobriedade em AA, embora descontínuos (23 anos) possibilitaram- me, apesar dos pesares, criar e educar os meus dois filhos. Cresceram, se formaram, casaram. Aposentei-me, também, como professor da rede pública estadual. Com mais disciplina, fé e coragem fiz, em 1999, o meu último reingresso em AA e tornei-me, a partir daí, definitivamente sóbrio. Completo, em 2009, 10 anos de sobriedade contínua, mas, tenho, ao todo, 33 anos de militância no Programa de Recuperação de AA. Eu me recusei a desistir do Programa de AA e isso fez a diferença... Mas e a depressão, ansiedade, medo e fobia social? Sem grupos de N/A, aqui no Maranhão, não podia aproveitar o AA para tratar do meu descontrole emocional e embora experimentando a maravilhosa sensação da liberdade definitiva do álcool, ainda usava antidepressivos e tranqüilizantes (felizmente, sem recair no primeiro gole), mas sem nenhum melhora na minha psicose maníaco-depressiva. A partir de 2001, embora sóbrio, agravaram-se a depressão e fobia social, e caí num deplorável estado de severa solidão e isolamento social, quase misantropia. Trancado em casa, com uma empregada para fazer os serviços domésticos, só saía para receber as aposentadorias e pagar as contas. Eu estava realmente enclausurado. Como um bicho. Sexualmente ativo, homem de boa aparência, regular situação financeira, não tinha namoradas, amantes, nada. Fugia de tudo e de todos! Dobrava esquinas quando via um amigo ou parente, simplesmente para não ser obrigado a falar com ele ou mesmo cumprimentá-lo. Quando não mais podia conter a minha sexualidade reprimida, eu me masturbava pela visão de mulheres nuas das muitas Playboy espalhadas pela casa ou dos vídeos pornográficos! Era horrorosa essa situação! Ia acabar louco ou definitivamente incapacitado para uma vida social normal. Fiquei assim até o mês de outubro de 2003. Com a vida totalmente paralisada pelas emoções descontroladas: ansiedade, depressão, medo, insegurança, fobia social... Eu sempre fui um homem muito emotivo, mas sempre muito contido no extravasar das minhas emoções, pouco afeito a lamentações ou a lágrimas. Entretanto, aquela solidão, aquele isolamento, aquele viver inútil, vazio e destrutivo passaram a doer tanto em mim que, em determinado dia, não resisti e chorei feito uma criança! Ajoelhei-me no chão da minha sala e todo o meu orgulho, toda a minha vaidade de homem do mundo, todas as minhas dúvidas de que sozinho ainda poderia controlar a minha vida, acabavam ali. Nunca tinha sabido falar com Deus, nem sabia como pedir-lhe alguma coisa, mas pedia! Pedia socorro, clemência!... E pedia desesperadamente, como nunca houvera feito na minha vida! Acredito que ali, naquele dia de novembro de 2003, eu redescobri um Poder Superior em minha vida... E foi como se tivesse lavado a alma. Uma sensação de paz tomou conta de mim e tomei uma deliberação: abri o armário e joguei fora os remédios controlados. Procurei no catálogo telefônico o número da casa religiosa que eu freqüentara, anotei os dias de reunião e voltei para lá, redescobrindo a minha espiritualidade e retornando à minha procura pelo contato consciente com Deus, na forma em que posso concebê-lO. Logo depois, comprei um PC e passei a acessar a Internet. Em dado momento, espantado, dei-me de cara com o site oficial de Neuróticos Anônimos! Ora, eu que passara 30 anos ansiando por um Grupo de N/A na minha cidade, agora podia
freqüentar um, embora virtual, às quartas e sábados. Convencido de que tinha encontrado o que procurara por tantos anos, declarei categoricamente, olhando para o site de N/A: “Eis aqui o meu remédio!” E, pela primeira vez, na minha vida, eu pude tratar da minha neurose, numa sala de N/A. Que maravilha! Fortalecia-se, dentro de N/A, o meu processo de recuperação do descontrole emocional, eu, que já vencera o álcool e os psicotrópicos. Depois encontrei mais outros grupos virtuais, fui ao Rio de Janeiro, freqüentei grupos presenciais, inclusive o Nova Vida, o Grupo a que pertence o Mariano, aquele ex-marinheiro que em 1975 me mandou a primeira mensagem de N/A! Eu tinha reencontrado, enfim, o fio da meada da minha recuperação integral. Hoje, prestes a completar 10 anos de sobriedade contínua em AA e cinco anos sem depressão, angústia e as tristes muletas dos remédios controlados, ofereço a vocês esta minha história, por dois motivos. O primeiro é que suponho que a minha experiência possa ser de grande valia para os que estão nas sarjetas da vida, derrubados pela embriaguez contumaz, ou com as vidas paralisadas por emoções descontroladas. O outro motivo, mais transcendental, é que estou plenamente convencido de que por mais coragem e resistência de que eu fosse possuidor, jamais teria saído do Fundo do Poço se um Poder Superior a mim mesmo não me tivesse fornecido uma blindagem espiritual necessária para enfrentar esse tormentoso vendaval de 30 anos. São diversos os nomes que os homens dão a esse Poder Superior, mas para mim o que importa é que, independente do nome, eu sei que ele existe, e declaro, a quem interessar possa, que a minha sobrevivência o prova.
NEUROSE, ONDE TUDO COMEÇA...
A neurose é uma perturbação mental ou emocional que não compromete, entretanto, as funções da personalidade. Isso significa que o doente, embora vivendo em penoso estado de distúrbios mentais e comportamentais, tem plena consciência desse estado e, por não violar flagrantemente as principais regras sociais, pode levar uma vida “aparentemente normal”.
DEPENDÊNCIA QUÍMICA, UMA DAS PIORES
CONSEQÜÊNCIAS DA NEUROSE.
Podemos dizer que droga é uma substância química que, introduzida no organismo, produz sensações de que o usuário gosta. Alguns profissionais chamam tais sensações de estados de consciência alterada, uma sensação de bem-estar, mas também algum tipo de intoxicação e, com o tempo, de dependência.
Essa definição inclui o álcool, o tabaco, mas também drogas ilícitas como heroína, cocaína, maconha, cola de sapateiro, e ainda, as drogas lícitas e controladas: antidepressivos, estimulantes, tranqüilizantes, ansiolíticos, moderadores do apetite, e outras.
A Dependência Química, isto é, a dependência de drogas lícitas ou ilícitas, receitadas ou não, é, portanto, uma só, quer seja relacionada com o abuso do álcool, quer seja relacionada com a maconha, cocaína, heroína, ecstasy, etc. e, segundo estudos e pesquisas científicas modernas, o indivíduo já nasce predisposto ou não para essa dependência.
ALCOOLISMO, A PERIGOSA VARIANTE DA
DEPENDÊNCIA QUÍMICA.
No entanto, é geralmente com o álcool, droga lícita e socialmente aceita, de fácil acesso e de uso até mesmo incentivado pela sociedade de consumo, que essa dependência - que poderia permanecer dentro do indivíduo em inalterável estado de má tendência psíquica - aflora na personalidade do predisposto nato, tornando-o conseqüentemente vulnerável ao uso de outras drogas.
Em razão disso, o tratamento e a prevenção do alcoolismo é, sem dúvida alguma, prioridade em qualquer conjunto de ações que visem a minimizar o problema da dependência química, que assola a sociedade contemporânea.
Ao contrário do que muitos pensam, a doença do alcoolismo não se resume numa questão de beber direito ou não, nem tem relação direta com o uso contínuo ou periódico da bebida. Você pode ser um cavalheiro quando bebe e mesmo assim ser um alcoólatra. Grande parte dos alcoólicos em fase de recuperação, jamais causavam problemas quando bebiam, embora não soubessem parar, após o primeiro copo; procuraram ajuda para o seu alcoolismo porque perceberam, a tempo, que estavam se matando lentamente ou caminhando para a demência alcoólica. Você pode também tomar seus tragos todos os dias e não ser um alcoólatra, mas, em compensação, pode beber só de vez em quando e, mesmo assim, experimentar desagradáveis episódios de incontinência alcoólica e amargar incalculáveis prejuízos morais e sociais.
O alcoolismo, na verdade, é uma conjunção de dois fatores, sendo que o primeiro e mais grave é a predisposição psíquica que consiste, na fase inicial, numa atração incomum pelos efeitos euforizantes e/ou dopantes da droga-álcool seguidas, numa fase intermediária, de uma dificuldade para controlar-se, isto é, parar de beber, após ingerir o primeiro gole, e mudança acentuada da personalidade durante as bebedeiras; finalmente, na fase crônica, o indivíduo deixa-se dominar por uma obsessão permanente para usar bebidas alcoólicas, apesar de todos os prejuízos e
indivíduo continua capaz de consumir altas doses de bebida alcoólica, corre um grande risco de sofrer um coma alcoólico, distúrbio que lhe pode ser fatal.
Não é, portanto, apenas uma metonímia maliciosa chamar-se o alcoólatra de “esponja”. Na verdade, o organismo do alcoólatra absorve o álcool ingerido exatamente como uma esponja!
SINTOMAS DO ALCOOLISMO - Alguns sintomas do alcoolismo podem ser claramente percebidos durante as diversas fases da doença, permitindo assim o seu tratamento e profilaxia, antes que o alcoólatra mergulhe no seu fundo de poço, que é a sarjeta física, financeira, social, moral, emocional e espiritual, da qual poucos conseguem levantar-se:
OS GRUPOS DE AUTO-AJUDA
Não obstante, quaisquer que sejam as causas da neurose, da dependência química ou psíquica, quaisquer que sejam os índices de sucesso da psicoterapia e da
farmacoterapia nessa área, já é premissa plenamente aceita pela maioria dos profissionais de Medicina, sociólogos, religiosos e os próprios neuróticos em geral - portadores somente de transtornos emocionais (os chamados “neuróticos puros”), alcoólicos, usuários de outras drogas, dependentes de jogo, comida ou sexo - em tratamento, que a recuperação do indivíduo passa obrigatoriamente pela mudança radical da sua personalidade, em outras palavras, pela sua higiene mental o que, na prática, se pode traduzir por " passar um aspirador de pó no espírito".
Para essa alternativa - que a cada dia se revela mais acertada - estão convergindo as várias correntes de opiniões e terapêuticas, inclusive com a disseminação mundial dos Grupos de Auto-Ajuda (terapia grupal para pessoas que têm problemas comuns), tendência que, a partir da fundação dos Alcoólicos Anônimos, em 1935, vem crescendo de maneira avassaladora no mundo inteiro.
Alcoólicos Anônimos (AA), Neuróticos Anônimos (N/A), Narcóticos Anônimos (NA), Dependentes Amorosos e Sexuais Anônimos (DASA), Fumantes Anônimos (FA), Jogadores Anônimos (JA), Comedores Compulsivos Anônimos (CCA), Mulheres que Amam Demais Anônimas (MADA) e outros prestam, nos dias de hoje, extraordinárias contribuições para o enfrentamento da problemática da neurose com as suas variantes de dependência química ou psíquica. Oferecem gratuitamente e sem quaisquer exigências de ordem social, religiosa ou jurídica, Programas de Tratamento, baseados em terapias grupais que detêm encorajadores níveis de recuperação.
“Se vir algo faiscando na areia, abaixe-se e pegue. Pode ser um caco de vidro ou uma pérola. Mas você nunca saberá se não a pegar.” (Will Randall)
Não se sugere nenhuma forma de conversão religiosa aos participantes, nem se prescrevem medicamentos. Trata-se de um método de tratamento do alcoolismo no qual seus participantes funcionam como terapeutas uns para os outros, compartilhando entre si as suas experiências no sofrimento e na recuperação do
alcoolismo, experiências essas que se revelam altamente proveitosas para aqueles que desejam abandonar a bebida. Todos os membros de AA são alcoólicos que hoje estão reaprendendo a viver sem o
álcool. Sem sermões nem conselhos, acolhem os recém-chegados, oferecendo-lhes toda a ajuda disponível em AA. Este é, em linhas gerais, o Programa de Recuperação do Alcoolismo, de AA, que é simples, mas surpreendente: mais da metade dos
doentes alcoólicos que procuram o AA param de beber imediatamente.
♣ Alcoólicos Anônimos no Brasil
Av. Senador Queiroz, 101, 2º and. Cj. 205 São Paulo – SP
Cx. Postal 3180 – CEP 01060- Tel: (011) 3229-
♣ Escritório de Serviços Locais de AA no Maranhão
Av. Celso Magalhães, 662 – Centro. São Luís – MA. Tel; (098) 3222-
NEURÓTICOS ANÔNIMOS
“Neuróticos Anônimos faz para a pessoa mental e emocionalmente aflita (neurótica) o mesmo que Alcoólicos Anônimos faz para o alcoólatra. Funciona exatamente como
o AA. N/A é um Grupo de pessoas unidas para resolverem seus problemas mentais e emocionais, através da prática do Programa de Recuperação de Alcoólicos
Anônimos, adaptado para N/A. Neuróticos Anônimos existe com o único propósito de
ajudar pessoas mental e emocionalmente aflitas a se recuperarem de sua doença e
a se manterem recuperadas.
Não há cobrança de mensalidades ou emolumentos para se participar de N/A ou
receber sua ajuda. As pessoas recuperadas ajudam as que ainda estão sofrendo.
Todos são bem-vindos às reuniões abertas de Neuróticos Anônimos. Todas as
pessoas portadoras de problemas mentais e emocionais são bem-vindas às reuniões
fechadas.
Alcoólicos Anônimos bondosamente deu permissão a N/A para usar seus Passos e
seu Programa, assim como já o fez com outros Grupos Anônimos.”
( Preâmbulo de N/A, Escritório de Serviços Gerais do Brasil – ENABRA, São
Paulo)
O N/A nasceu em 1964, nos Estados Unidos, quando Grover B., um alcoólatra
recuperado em AA, tomou consciência de que a sua dependência pelo álcool era
fruto de graves problemas emocionais anteriores.
Com autorização de AA promoveu uma adaptação no Programa de Recuperação de
AA e passou a sugeri-lo para aqueles cujas emoções descontroladas interferiam em
seu comportamento, em qualquer forma e em qualquer grau, segundo eles mesmos
o reconhecessem.
Hoje funcionam no Brasil, mais de 420 Grupos de N/A que auxiliam, através da
prática do seu Programa, milhares de pessoas a vencerem as suas emoções
descontroladas e a desfrutarem de vidas normais e serenas.
Há também, em funcionamento, dois Grupos Virtuais de N/A, na Internet – O Grupo
Caminho Novo On-Line e o Grupo Valorização da Vida de N/A.
O Programa de Recuperação de N/A tem por base os Doze Passos e as Doze
Tradições de AA, adaptados para N/A. Embora não se prescreva nem se sugira o uso
de medicamentos, o N/A não faz qualquer exigência a seus membros para que
deixem de tomar tranqüilizantes, antidepressivos, soníferos e outros. Para que isso
aconteça, é necessário que o participante tenha plena convicção de que o Programa
Rua Senador Vergueiro, 141, Rio de Janeiro-RJ http://www.fumantesanonimos.org [email protected]
♣ Comedores Compulsivos Anônimos (CCA) Rua Debret, 79, sala 702, Castelo, Rio de Janeiro-RJ CEP 20030-080. Tel: (21) 2532- http://www.ccalifeline.com.br [email protected]. DEPENDÊNCIA AMOROSA E SEXUAL
♣ Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (DASA ) Caixa Postal, 11521, Rio de Janeiro-RJ CEP 22020- http://www.slaa.org.br
DEPENDÊNCIA AFETIVA
♣ Mulheres que Amam Demais Anônimas (MADA) Tel. do Mada-RJ: (21) 2479- http://www.grupomada.com.br [email protected]