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Wilhelm conrad roentgen (1845-1923) foi um físico alemão que descobriu os raios-x em 1895. Ele trabalhava em wurzburg, na baviera, estudando fenômenos relacionados a tubos de crookes e raios catódicos. Após observações inusitadas, roentgen descobriu que os raios-x eram produzidos pelo impacto de raios catódicos em objetos sólidos. A descoberta revolucionou a medicina, permitindo a visualização de estruturas internas do corpo humano. Este artigo traz a história detalhada da descoberta dos raios-x por wilhelm conrad roentgen.
Tipologia: Transcrições
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Wilson Denis Martins^1
Wilhelm Conrad Roentgen nasceu em 27 de março de 1845, em Lennen, na Província do Baixo Reno, na Alemanha. Era o único filho de um fabricante e comerciante de roupas. Ingressou na Universidade de Utrecht em 1865, para estudar Física. Em 1969, obteve o Doutorado na Universidade de Zurich e foi indicado assistente do Prof. Kundt, acompanhando-o para Wurzburg no mesmo ano. Em 1874, qualificou-se como conferencista na Universidade de Strasbourg; em 1875, foi indicado Professor na Academia de Agricultura em Hohenheim, Wurtemberg. Em 1888, aceitou convite da Universidade de Wurzburg, onde sucedeu o Prof. Kohlrausch. Em 1900, já famoso pela sua descoberta, aceitou convite da Universidade de Munich, por nomeação especial do governo da Bavária, como sucessor do Prof. Lommel. Ali permaneceu pelo resto de sua vida, embora lhe tenham sido oferecidas diversas e importantes posições no mundo científico da Alemanha. O primeiro trabalho de Roentgen foi publicado em 1870, tratando de aquecimento específico de gases, seguido alguns anos após por um artigo sobre a condutividade térmica dos cristais. Entre outros assuntos, estudou as características elétricas do quartzo, a influência da pressão sobre os índices refratários de vários fluidos, a modificação dos planos da luz polarizada por influência eletromagnética, as variações das funções da temperatura e a compressibilidade da água e outros fluidos e os fenômenos relacionados com a dispersão de gotas de óleo na água. O nome de Roentgen, entretanto, está associado principalmente com sua descoberta dos raios que chamou de "raios-X", por desconhecer inicialmente sua natureza. Em 1895, Roentgen estudava os fenômenos que acompanhavam a passagem de uma corrente elétrica através de um gás de pressão extremamente baixa. Trabalhos anteriores neste campo já haviam sido desenvolvidos por Plucker, Hittorf, Varley,Goldstein,Crookes, Hertz and Lenardt. Em 8 de novembro de 1895, Roentgen trabalhava em seu laboratório em Wurzburg, na Baviera. O ambiente estava escurecido, uma vez que seus experimentos relacionavam-se com fenômenos luminosos e outras emissões geradas por descargas de correntes elétricas em tubos de vidro com vácuo. Estes tubos eram conhecidos como "tubos de Crookes", em homenagem ao cientista William Crookes. Roentgen estava interessado nos raios catódicos e na determinação de seu alcance, após emitidos pelos tubos de Crookes submetidos a descargas elé tricas. Para surpresa do cientista, observou que quando seu tubo recoberto por um cartão opaco foi submetido à descarga elétrica, um objeto em outro canto do laboratório brilhou. Era um ecran recoberto por uma emulsão de bário, localizado muito distante do tubo de Crookes (aproximadamente dois metros) para reagir à emissão de raios catódicos, tal como Roentgen imaginava. Imediatamente iniciou uma série de experimentos, colocando diversos materiais entre o tubo e o ecran para testar os novos raios. Sabe-se que ele observou claramente os ossos de sua própria mão, enquanto segurava materiais próximos ao ecran. É difícil para observadores atuais, acostumados com a imaginologia sofisticada atual, compreender a mistura de incredulidade e maravilha dos sentimentos experimentados pelo Cientista naquele dia histórico para a Humanidade.
(^1) Doutor em Odontologia, Cirurgião bucomaxilofacial, Professor da PUCPR
Roentgen mergulhou durante sete semanas, mal saindo de seu laboratório, em experimentos para determinar a natureza dos desconhecidos raios. Trabalhou sozinho, dizendo simplesmente a um amigo: "Descobri algo interessante, porém não estou certo se minhas observações estão corretas". Quando imobilizou por alguns momentos a mão de sua mulher na trajetória dos raios, sobre uma placa fotográfica, observou, após o processamento fotográfico da placa, a imagem da mão, revelando a sombra dos ossos e do anel que ela usava. Esta foi o primeiro roentgenograma obtido na história, a primeira imagem impressa de uma estrutura interna do corpo humano (Fig. 1)
Em outros experimentos, Roentgen demonstrou que os novos raios são produzidos pelo impacto dos raios catódicos com um objeto só lido. Por sua natureza ser então desconhecida, chamou-os de raios-X (desconhecidos). Mais tarde, Von Laue demonstrou serem da mesma natureza eletromagnética da luz, porém somente de maior freqüência de vibração. Em 28 de dezembro de 1895, Roentgen submeteu uma comunicação "provisória" (Uebereine nue Art von Strahlen) (A respeito de um novo tipo de raios) aos Proceedings of the Wü rzburg PhisicoMedical Society. Em 23 de janeiro de 1896, apresentou pela primeira vez, publicamente, ante a mesma Sociedade, a sua descoberta. Após a conferência, Rentgen fez uma fotografia da mão do famoso anatomista Kolliker, o qual propôs que a nova descoberta levasse o nome de Raios Roetgen.
No primeiro dia do ano de 1896, Roentgen também mandara relatórios impressos de seu trabalho para alguns amigos cientistas em toda a Europa. Assim, o mês de janeiro de 1896 testemunhou o mundo todo aderindo à "mania dos raios X", e o cientista foi aclamado como o descobridor de um milagre médico. Roentgen, porém, recusou-se a patentear sua fenomenal descoberta. O cientista foi o primeiro laureado com o Prêmio Nobel em Física, em 1901. A primeira radiografia dentária da História foi obtida pelo Dr, Otto Walkoff, um dentista de Braunschweig, Alemanha, duas semanas após a apresentação de Roentgen. O professor de Química e Física F. Gusel usou um filme fotográfico com 25 minutos de exposição aos desconhecidos raios para obter imagens dos molares do próprio Walkoff (Fig. 2). A imagem obtida marcou o nascimento da Imaginologia Odontológica e Médica.
Também na Alemanha, Walter Konig, um físico, obteve imagens dentárias mais satisfatórias, usando menor tempo de exposição (nove minutos), em 1 de fevereiro de 1896. Este refinamento rápido da técnica refletiu-se amplamente em experimentos com os novos raios através da Europa e Estados Unidos. As notícias espalharam-se rapidamente por todo o mundo. Já em 8 de fevereiro de 1896, os raios-X foram utilizados pela primeira vez na Medicina, nos Estados Unidos. Em Dartmouth, Massachusetts, Edwin Brant Frost produziu uma fotografia de uma fratura de Colles. Atribui-se ao Dr. Edmund Kells, dentista americano, a primeira radiografia dentária nos Estados Unidos da América, durante ou antes do mês de abril de 1896. Após tomar conhecimento da descoberta, Kells imediatamente iniciou experimentos com a
experiments to determine the nature of the rays. He worked in isolation, telling a friend simply, "I have discovered something interesting, but I do not know whether or not my observations are correct." When he immobilised for some moments the hand of his wife in the path of the rays over a photographic plate, he observed after development of the plate an image of his wife's hand which showed the shadows thrown by the bones of her hand and that of a ring she was wearing. This was the first "röntgenogram" ever taken, the first printed image of an internal structure of the human body. (Fig. 1) In further experiments, Röntgen showed that the new rays are produced by the impact of cathode rays on a material object. Because their nature was then unknown, he gave them the name X-rays. Later, Von Laue showed that they are of the same electromagnetic nature as light, but differ from it only in the higher frequency of their vibration. On December 28, 1895 Roentgen submitted his first "provisorial" communication, Ueber eine nue Art von Strahlen (On a New Kind of Rays) in the Proceedings of the Wü rzburg Phisico-Medical Society. On January 23, 1896 he made his first public presentation before the same society. After the lecture Roentgen made a plate of the hand a famous anatomist named Kölliker, who proposed that the new discovery be named Roentgen's Rays. By New Year's Day he had sent the printed report to physicist friends across Europe. January saw the world gripped by "X- ray mania," and Roentgen acclaimed as the discoverer of a medical miracle. Roentgen declined to seek patents or proprietary claims on the X-rays, even eschewing eponymous descriptions of his discovery and its applications. Roentgen was the first Nobel Laureate in Physics (1901) in recognition of the extraordinary services he has rendered by his remarkable discovery. Within two weeks, Dr. Otto Walkoff, a dentist of Braunschweig, Germany made what is commonly thought to be the first dental radiograph, of himself. He used cut photographic film, the exposure time was 25 minutes and the resultant image had no
diagnostic value. Nonetheless, oral and maxillofacial radiology was born (Fig. 2) Also in Germany, Walter Konig, a physicist, obtained clearer dental images and used shorter exposure time (nine minutes) on February 1, 1896. This rapid refinement of technique reflected widespread experimentation with the rays across Europe and the United States. The news spread rapidly through out the world. As early as February 8, 1896, X-rays were being used clinically the United States. in Dartmouth, Massachusetts when Edwin Brant Frost produced a plate of a Colles fracture. Dr. Edward Kells was the pioneer in dental radiology in the USA. Upon learning of the discovery of X-rays in 1896, he immediately began experimenting with this new technique in the field of dentistry. He built an elaborate laboratory in his attic where he spent untold hours. In July 1896, Dr. C.E. Kells became the first man in the world to hold a dental clinic using an X-ray machine. Pioneering the dental radiology, after administering countless X-rays, the ill effects began to take their toll. Dr. Kells lost one finger on his left hand, then a second, shortly after a third, until finally his entire hand and ultimately his left arm were amputated. This was, without saying, a tremendous loss. But it didn't dampen his spirits or force him to discontinue the practice of dentistry. He was far from ready to throw in the towel. Instead, he designed special dental tools he could operate with one hand. Over the years, little by little, the right hand became affected. In spite of agonizing pain, 42 operations, and numerous skin grafts, his 20-year battle against the ill effects of the exposure from dental X-rays was about to come to an end. The first X-ray medical equipment in Brazil was installed by Dr. José Carlos Ferreira Pires, in 1897. The first professor of Dental Radiology in Brazil was Dr. Ciro Silva, of the Faculty of Dentistry of the University of São Paulo.
Bibliografia/Bibliography
Sites acessados/Internet
http://www.sbrad.com.br/chapinha.htm. 30/06/
http://194.254.96.19/sfhad/iahd/iahd08e.htm. 31/07/
www.xray.hmc.psu.edu/rci/ss1/ss1_2.html. 02/08/
nobelprize.org/physics/laureates/1901/rontge nbio.html. 28/07/
www.roentgen-museum.de. 27/07/
www.uic.edu/depts/mcne/founders/page0081. html. 15/07/
www.resonancepub.com/wroentgen.htm. 15/07/