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Redes de Computadores, Notas de estudo de Redes de Computadores

Redes de Computadores

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 20/01/2010

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4.5

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Redes de Computadores
Pontão de Cultura Digital Minuano
por: Vinicius John
O que são: conectar mais de um computador de forma a possibilitar que os mesmos compartilhem arquivos, dispositivos
(impressora, escaneres, etc.) ou até mesmo processamento (clusters).
Como funciona:
Existe uma peculiaridade na forma de conectar nos seguintes casos:
1. conectando somente dois microcomputadores
2. conectando dois ou mais microcomputadores
Mas em ambos casos será necessário que cada microcomputador possua sua placa de rede.
1. Dois microcomputadores 2. Dois ou mais microcomputadores
Cabo de Rede Par
Trançado
Placas de rede + Cabo cruzado (crossover)+
Configuração SOs
Placas de rede + Cabos diretos +
Dispositivo(s) de rede + Configuração SOs
Sem fio
(wireless)
Placas de rede +
Configuração SOs
Placas de rede + Dispositivo(s) de rede
sem fios + Configuração SOs
Nome Conexão micro a micro Tipologia estrela
*SOs = sistemas operacionais
No primeiro caso, somente é necessário que os microcomputadores possuam placa de rede e, no caso de conexão com
fios, um cabo de rede par trançado com uma configuração especial: ele é crimpado de forma cruzada.
No segundo caso, além dos microcomputadores possuírem placa de rede, é necessário um dispositivo que os
interliguem, no caso de redes com fio, com cabo de rede par trançado crimpados de forma tradicional. Cada
microcomputador terá um cabo ligando ao dispositivo de rede:
Rede de micros em topologia estrela:
Dependendo da funcionalidade desejada, existem diferentes modelos de dispositivos de rede:
1. Hub: em desuso, o hub interliga microcomputadores de forma menos inteligente que um switch: uma mensagem
enviada por um micro para outro é enviada a todos os micros da rede;
2. Switch: o switch vem substituindo os hubs porque são mais inteligentes: uma mensagem enviada por determinado
micro a outro micro da rede, vai somente ao micro destinatário. Diferença para o hub é que o switch sabe qual micro está
conectado em cada porta;
3. Roteador: os roteadores, além da funcionalidade de interligar vários microcomputadores em rede, tem a missão de
interligar diferentes redes de forma transparente;
Estes dispositivos citados podem ou não ter recurso de redes sem fio. Normalmente você encontrará roteadores sem fio
ou wireless, também conhecidos como pontos de acesso (access point).
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Redes de Computadores

Pontão de Cultura Digital Minuano por: Vinicius John O que são: conectar mais de um computador de forma a possibilitar que os mesmos compartilhem arquivos, dispositivos (impressora, escaneres, etc.) ou até mesmo processamento ( clusters ). Como funciona: Existe uma peculiaridade na forma de conectar nos seguintes casos:

  1. conectando somente dois microcomputadores
  2. conectando dois ou mais microcomputadores Mas em ambos casos será necessário que cada microcomputador possua sua placa de rede. 1. Dois microcomputadores 2. Dois ou mais microcomputadores Cabo de Rede Par Trançado Placas de rede + Cabo cruzado ( crossover )+ Configuração SOs Placas de rede + Cabos diretos + Dispositivo(s) de rede + Configuração SOs Sem fio (wireless) Placas de rede + Configuração SOs Placas de rede + Dispositivo(s) de rede sem fios + Configuração SOs Nome Conexão micro a micro Tipologia estrela *SOs = sistemas operacionais No primeiro caso, somente é necessário que os microcomputadores possuam placa de rede e, no caso de conexão com fios, um cabo de rede par trançado com uma configuração especial: ele é crimpado de forma cruzada. No segundo caso, além dos microcomputadores possuírem placa de rede, é necessário um dispositivo que os interliguem, no caso de redes com fio, com cabo de rede par trançado crimpados de forma tradicional. Cada microcomputador terá um cabo ligando ao dispositivo de rede: Rede de micros em topologia estrela: Dependendo da funcionalidade desejada, existem diferentes modelos de dispositivos de rede: 1. Hub: em desuso, o hub interliga microcomputadores de forma menos inteligente que um switch: uma mensagem enviada por um micro para outro é enviada a todos os micros da rede; 2. Switch: o switch vem substituindo os hubs porque são mais inteligentes: uma mensagem enviada por determinado micro a outro micro da rede, vai somente ao micro destinatário. Diferença para o hub é que o switch sabe qual micro está conectado em cada porta; 3. Roteador: os roteadores, além da funcionalidade de interligar vários microcomputadores em rede, tem a missão de interligar diferentes redes de forma transparente; Estes dispositivos citados podem ou não ter recurso de redes sem fio. Normalmente você encontrará roteadores sem fio ou wireless, também conhecidos como pontos de acesso ( access point ).

Cabeamento

Como falamos, existem duas maneiras de crimpar um cabo de rede par trançado. O termo crimpar quer dizer instalar o conector (tipo RJ45) no cabo de rede par trançado. Este cabo de rede possui internamente 8 cabos com cores que os distinguem. O tamanho máximo de um cabo de rede é de 100m.

Cabo Par Trançado Conector RJ45 Alicate de crimpar Cabo crimpado Procedimentos: 1. descascar o cabo de rede par trançado, retirando a capa; 2. acertar a seqüência das cores e alinhar os fios coloridos, deixando-os “colados um ao outro”; 3. medir com o conector RJ45 e cortar, aparando os excessos, deixando todos cabos alinhados; 4. colocar o conector RJ45, vendo-o sempre “de costas”, como na figura acima; 5. posicionar o conector no alicate de crimpagem e pressionar com força. Cabo DIRETO: micro –> dispositivo de rede Ambos lados do cabo devem conter a mesma seqüência: Conector RJ45 1 Conector RJ45 2 Cabo CRUZADO (crossover): micro -> micro Cada lado possui uma configuração diferenciada: Conector RJ45 1 Conector RJ45 2

Exemplo de intranet ou rede isolada Cliente / Servidores: existem hosts chamados clientes e hosts chamados servidores. O que os diferencia é que os hosts denominados servidores possuem determinados programas (normalmente denominados de serviços) que ficam “escutando” na rede, aguardando um cliente o chamar na porta correta. Agora que sabemos um pouco mais sobre as redes, vamos aprender rapidamente alguns outros termos e serviços que auxiliam nesta estrutura básica das redes. Lembrando que qualquer um destes termos pode ser aprofundado acessando a página da wikipedia: http://pt.wikipidia.org/wiki/TERMO (substitua a palavra TERMO pelo que você deseja ver). Broadcast (transmitir): termo que designa uma mensagem que é enviada pela rede a todos os hosts e dispositivos. Ou seja, se conecto um dispositivo na rede, ele pode enviar uma mensagem a todos os outros dispositivos e hosts, por exemplo, perguntando se há algum servidor DHCP disponível para ele se conectar. No nosso exemplo, ele enviaria pela rede um pacote com o destinatário 192.168.0.255. Todas as mensagens ou pacotes broadcast possuem portanto no final do endereço IP do destinatário, o valor 255, que é portanto reservado para este tipo de mensagem. DHCP ( Dynamic Host Configuration Protocol ): com exceção do nome do computador, as configurações básicas de IP, máscara de rede, etc. podem ser feitas manualmente ou de forma automática. No segundo caso, é necessário haver um serviço na rede (executado por um servidor ou roteador configurado para tal) que distribui estas configurações automaticamente. É o chamado servidor DHCP, ou seja, se o serviço existir em determinada rede:

  1. ao conectar um host que esteja configurado para solicitar DHCP (padrão), ele envia um pacote broadcast: há algum servidor DHCP em operação?
  2. servidor DHCP responde o próximo IP disponível, máscara de rede, etc.
  3. o host se auto-configura, podendo sair operando em rede, navegando, etc. Exemplo de rede conectada a internet Como você pode observar, o desenho é exatamente igual ao anterior, com exceção de haver um dispositivo que liga o Hub à Internet, por exemplo, um modem ADSL. Também é necessário que as estações estejam configuradas agora com gateway e servidores DNS para que possam navegar, além é claro, do IP e máscara de rede.

Router (roteador): como falamos anteriormente, o roteador é o responsável pela interligação entre diferentes redes. Ele faz o encaminhamento dos pacotes de dados de uma rede a outra, realizando a tradução dos endereços quando necessário. Ele pode ser um dispositivo de rede como também um microcomputador configurado para tal e, neste caso, com duas placas de rede (interfaces de rede), pelo menos. Gateway (porta de ligação): é uma máquina intermediária, geralmente destinada a interligar redes, separar domínios de colisão, ou mesmo traduzir protocolos. Normalmente é o roteador da rede, que deve ser configurado em cada host como gateway para que o mesmo saiba para onde encaminhar os pacotes com destino externo à rede local. Um servidor proxy também pode ser considerado gateway. DNS ( Domain Name System ): um servidor DNS é o responsável pela tradução Nome – IP. Vamos ver um exemplo: no momento em que você digita no endereço de um navegador de internet (Firefox, Konqueror, Iceweasel, Internet Explorer, etc.), www.google.com.br e pressiona Enter, primeiramente:

  1. seu host faz uma solicitação de identificação para um servidor DNS: quem é www.google.com.br?
  2. servidor DNS responde: é o IP 209.85.193.104;
  3. só então seu host solicita ao servidor 209.85.193.104 um conexão web, na porta 80 (padrão para conexões web) e aguarda por um arquivo html. firewall (muro de fogo): é um sistema de controle de entrada e saída de pacotes. Através da especificação de determinadas regras, o administrador consegue descartar pacotes de rede indesejados, permitindo que passem somente os pacotes autorizados. Servidor proxy: um servidor proxy localiza-se normalmente junto ao roteador ou gateway. Ele serve para aumentar a velocidade de navegação na internet dos hosts da rede interna. Ele armazena localmente (no disco rígido do servidor) as páginas web mais acessadas. Assim, quando um host solicita uma destas páginas, em vez de enviar o pacote para a internet com a solicitação, ele pode buscar a página web no disco rígido, devolvendo a infromação instantaneamente para o host, ganhando muita velocidade na navegação. Compartilhando recursos: só para recapitular, para que eu consiga operar em rede é necessário que a mesma esteja corretamente configurada, fisicamente e nos sistemas operacionais envolvidos, como também que o servidor que quero acessar esteja configurado com o serviço desejado. Por exemplo, se preciso buscar arquivos que estejam localizados no host tal, é preciso que o referido host possua o um serviço de compartilhamento de arquivos ativo e configurado. Exemplos práticos e curiosidades: whois (quem é?): a nível de internet, podemos descobrir detalhes de um domínio (um nome da internet) através de um comando do GNU/Linux. Funciona assim, você abre um prompt de comando e digita, por exemplo: whois softwarelivre.org.br. Aparecerá várias informações onde você pode verificar o gerente do domínio, o contato técnico, onde está hospedado (em que servidor), etc. SSH (secure shell): o serviço SSH é o serviço que possibilita aos administradores acessar e controlar remotamente os microcomputadores GNU/Linux de forma segura, com criptografia. Através dele é possível acessar um microcomputador configurado para tal, através da internet, modificando suas configurações, acessando arquivos, etc.