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Os elementos básicos da comunicação de redes: emissor, receptor, mídia e sinal. Descreve o papel de cada elemento, as características do sinal, as redes corporativas, a topologia da internet, a transmissão digital de dados e as camadas da rede. Além disso, aborda as abordagens de tráfego de dados, as arquiteturas de camadas e os protocolos de rede, como tcp/ip e http.
Tipologia: Resumos
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Elementos da Comunicação: EMISSOR, RECEPTOR, MEIO DE COMUNICAÇÃO e SINAL. Emissor: transmite informações. Receptor: que recebe as informações do emissor. Meio de transmissão: interface ou caminho entre o emissor e receptor que transporta o sinal. Sinal: contém uma mensagem composta de dados e informações. EVOLUÇÃO DA TI Década de 50 – primeiros sistemas de computadores, baseados em grandes equipamentos para processamento e armazenamento de informações. Anos 60 e 70 – mainframes, terminais burros, circuitos de baixa velocidade, processamento batch (em lote), gerenciamento centralizado. Início dos anos 80 – Introdução do PC, tecnologia digital e microeletrônica, processamento próximo do usuário, descentralização e individualização – também vírus, pirataria etc. Fim dos anos 80 – As redes de computadores ganham importância!
Conjunto de computadores e outros dispositivos capazes de trocar informações e compartilhar recursos, interligados por um sistema de comunicação constituído de enlaces físicos e regras que disciplinam esta comunicação. Para ser eficiente, ela precisa que os dados transitem de um computador para outro sem que sofram danos. Também é determinar corretamente para onde as informações estão indo. ELEMENTOS BÁSICOS: Nós Emissores e receptores. Meios físicos Meios de transmissão. Protocolos e dados Sinal. Nós: cada um dos computadores ou outros dispositivos que se interligam em uma rede. Estes dispositivos podem ser, entre outros: computadores, impressoras, telefones, hubs, roteadores. Meios físicos: sistema de comunicação que une os nós de uma rede. É qualquer meio capaz de transportar informações eletromagnéticas. Pode ser fio, cabo.
Protocolos: conjunto estabelecido ou aceito de procedimentos, regras ou especificações formais que governam a comunicação entre os nós de uma rede.
É infinita, já que o limite é a imaginação humana, na qual tudo é de todos e, ao mesmo tempo, não é de ninguém e na qual a informação é mais veloz do que nossa capacidade de absorvê- la. Topologia: a topologia da Internet é um conglomerado de redes privativas interligando milhões de computadores através do mundo utilizando-se o protocolo TCP/IP. As redes privativas são independentes e se conectam por meio de redes de acesso aos backbones de comunicação. Estrutura: Na Internet, são milhares de dispositivos computacionais trabalhando para que bilhões de pessoas possam se interconectar. A Internet tem como um dos principais elementos o comutador de pacote, também conhecido como roteador. Cada roteador está interligado a diversos outros e conhece o caminho para as diversas redes existentes no mundo. À soma dos roteadores, chamamos de nuvem. Ela é responsável pelo encaminhamento dos dados de um ponto ao outro e leva esse nome porque, apesar de sua importância, é quase invisível para o usuário. SERVIÇOS Podemos imaginar a Internet como uma ferramenta que provê serviços como: email, navegação web, mensagens instantâneas, voz sobre IP (VoIP), streaming de vídeo, acesso remoto etc. Também podemos entender a Internet como uma plataforma de serviços e aplicações baseada no conteúdo criado por seus próprios usuários REDES DE ACESSO Rede de acesso é o enlace físico que interliga o sistema final ao roteador mais próximo, também conhecido como roteador de borda. Para acessar a nuvem a partir de sua casa, é necessário contratar um provedor de acesso à Internet, os chamados ISP (Internet Service Providers)
Dial-up: conexão “discada” através de um modem e utilizando-se da infraestrutura de telefonia. ADSL (Asymmetric Digital Subscriber Line): meio de transmissão digital de dados, via rede de telefonia. Tem como principal característica a assimetria entre envio e recepção nos dados. Cabo (Cable Modem): conexão banda larga que utiliza as redes de transmissão de TV a cabo convencional. Utiliza-se se cabos coaxiais e modems, podendo também, utilizar-se de fibra ótica no lugar do cabo coaxial. FTTH (Fiber -to-the-Home): tecnologia capaz de transmitir telefonia, TV digital e Internet com alta velocidade. Existem diversas maneiras de distribuição da fibra ótica, a rede mais simples é a chamada fibra direta, na qual existe fibra saindo diretamente da central telefônica para a residência do usuário.
Comutação de pacotes: neste tipo de comutação, a mensagem original é dividida em “pacotes” menores que são rotulados, ou seja, recebem um cabeçalho que contém informações de roteamento, como por exemplo, o endereço de destino. Cada pacote pode percorrer a rede por caminhos distintos, sendo transmitidos um a um. O destinatário monta a mensagem original a partir dos pacotes recebidos. Na comutação de pacotes, os recursos da rede não ficam reservados, pois estes são utilizados sob demanda. Portanto, os pacotes devem esperar em uma fila se o recurso estiver sendo utilizado (cache / buffer). Se a fila estiver cheia, poderá ocorrer perda de pacotes. Cada nó de uma rede de pacotes efetua a função conhecida como store-and-forward (armazena o pacote / lê o cabeçalho e determina o próximo nó através de uma tabela / envia o pacote para este nó). A Internet é uma rede de comutação de pacotes. Quando mandamos um pacote para a Internet, por exemplo, em cada roteador que chegue, terá de concorrer com outros pacotes e aguardar sua vez na transmissão.
Como topologia de rede, podemos entender o desenho dos enlaces e a distribuição dos elementos nos enlaces. Temos as topologias físicas ou lógicas: Topologia Física: descreve a verdadeira disposição dos nós, ou seja, como a rede se organiza fisicamente. Topologia Lógica: descreve o comportamento do fluxo de dados na rede. PRINCIPAIS TOPOLOGIAS: Barramento: Nessa topologia, todos os computadores estão conectados em um mesmo barramento físico de dados, que é compartilhado por todos. São usados cabos coaxiais que se subdividem para cada elemento. Anel: nessa topologia, os dispositivos estão ligados em série, formando um grande círculo. Os dados são enviados em uma única direção, de nó em nó, até o seu destino. Cada nó funciona como um repetidor de sinal, regenerando-o. Estrela: É a topologia mais utilizada na comutação de pacotes. Várias máquinas se conectam a um concentrador da rede (elemento central), que pode ser um hub ou mais atualmente, um switch. Outras topologias: árvore malha ou híbrida (dois ou mais tipos interligados).
A tarefa de permitir a comunicação entre aplicações executando em máquinas distintas envolve uma série de detalhes que devem ser cuidadosamente observados para que esta comunicação ocorra de maneira precisa, segura e livre de erros. Por isso, as soluções de rede são estruturadas em camadas ou níveis, com cada camada desempenhando uma maior que é a comunicação.
As camadas são construídas umas sobre as outras e cada camada oferece seus serviços para as camadas superiores, protegendo estas dos detalhes de como os serviços oferecidos são de fato implementados. Cada camada implementa suas próprias regras (protocolos) e estes só podem ser “decifrados” por sua camada par no lado receptor. MODELO OSI: O principal modelo/referência de arquitetura de camadas utilizados nas redes, é o Modelo OSI (Open Systems Interconnections). MODELO TCP/ IP: Outra arquitetura de camadas bastante utilizada nas redes é a arquitetura TCP/IP, um modelo de 4 camadas, que pode ser comparado ao modelo OSI. ENCAPSULAMENTO / DESENCAPSULAMENTO À passagem dos dados, de uma camada para outra (dentro de uma determinada arquitetura) com cada camada adicionando um cabeçalho com suas informações, dá-se o nome de encapsulamento e ao processo inverso, desencapsulamento.
O principal modelo/referência de arquitetura de camadas utilizados nas redes é o Modelo OSI (Open Systems Interconnections). Criado pela ISO e pela ITU-T para desenvolver padrões de rede de dados que facilitem a interoperabilidade de equipamentos de vários fabricantes. FUNÇÕES DA CAMADA
A maioria das páginas web consiste de uma página base HTML e várias referências, conhecidas como hiperlinks, para outros objetos. Páginas pessoais dos usuários são conhecidas como home pages. Um navegador web (como o Internet Explorer, Firefox, Chrome, Safari) é o agente usuário para a aplicação www e implementa o lado cliente do protocolo HTTP. Um servidor web hospeda as páginas web, as quais são acessadas por seu endereço URL. O protocolo HTTP usa o TCP como protocolo de transporte ( Porta padrão 80 ) usando uma rotina para troca de mensagens. PROTOCOLO FTP FTP (File Transfer Protocol) é o protocolo utilizado para transferir um arquivo de um hospedeiro a outro. Numa sessão FTP, um usuário pode transferir arquivos de um computador remoto para um computador local e vice-versa (download e upload). O usuário interage com o FTP através de um agente usuário. Primeiro fornece o nome (ou o endereço IP) do computador remoto, estabelecendo com isto uma conexão TCP entre o processo FTP cliente e servidor, procedendo então para a autenticação para poder transferir os arquivos. O protocolo FTP utiliza duas portas para conexão:
Também chamada camada de tradução, é a camada responsável por converter o formato do dado recebido pela camada de aplicação (camada 7) em um formato comum entre transmissor e receptor, ou seja, em um formato entendido pelo protocolo utilizado. Principais funções da camada de apresentação:
Camada criada pela ISO, não sendo encontrada em redes de computadores que antecedem esse modelo. O principal objetivo da camada de sessão é oferecer às camadas de apresentação cooperantes meios de organizar e sincronizar sua comunicação, permitindo que duas aplicações em computadores diferentes estabeleçam uma sessão de comunicação. A camada de sessão é a última das camadas superiores (as camadas de nível lógico ou de aplicação). De forma sucinta, ela administra e sincroniza diálogos entre dois processos de aplicação. Principais serviços oferecidos pela camada de sessão: Intercâmbio de dados: estabelecer conexão com outro usuário, trocar dados e fechar a conexão. Gerenciamento de diálogos: negociar a utilização de tokens para troca de dados, sincronização e liberação da conexão de sessão. Sincronização: definir pontos de sincronização em diálogos possibilitando interrupções e retornos. Gerenciamento de atividades: permite que mensagens sejam divididas pelo usuário em unidades lógicas menores independentes (atividades). Relatório de exceções: caso ocorram problemas, estes podem ser relatados ao parceiro de um determinado usuário.
Cada aplicação da Internet usa pelo menos um protocolo da camada de Transporte para enviar e receber dados. São dois os principais protocolos de camada de Transporte:
Responsável pela interconexão de redes, através de dispositivos denominados roteadores. O roteador é o principal agente no processo de interconexão das redes, pois determina as rotas baseado em critérios, roteando os dados pelas redes e gerenciando suas tabelas de roteamento. Roteamento pelo endereço IP de destino. Portas de entrada e saída permitem ao roteador encaminhar pacotes aos seus roteadores vizinhos. Toda rede possui uma porta de saída padrão (default gateway) que é para onde vão todos os pacotes de dados recebidos e que não são para aquela rede. A camada de rede que decide qual o melhor caminho para se chegar ao destino. PROTOCOLO IP Responsável pelo encaminhamento dos pacotes da origem ao destino. Não é orientado a conexão (assim como o UDP). Suscetível à perda de dados, atrasos e sem garantias de entrega.
A correção de erros e recuperação de pacotes perdidos é realizada pela camada de Transporte (TCP). Vantagem: simplicidade – melhor esforço. FRAGMENTAÇÃO Ocorre quando o pacote a ser transmitido é maior que o MTU da rede (Maximum Transfer Unit). ENDEREÇAMENTO IPv Todo dispositivo numa rede IP é identificado por um endereço IP. Endereço IP: 32 bits (4 bytes). 232 endereços IPs possíveis (cerca de 4 bilhões de endereços). 4 conjuntos de bytes, representados por um número decimal, separados por pontos ( “octetos”). CLASSES E FORMATADOS DE ENDEREÇOS IP A estratégia de atribuição de endereços da Internet é conhecida como roteamento interdomínio sem classes (CIDR – Classless Interdomain Routing). Netid: identifica o prefixo da rede, pelo qual o dispositivo está conectado. Hostid: identifica o dispositivo nessa rede. MÁSCARAS DE SUB-REDES São baseadas no prefixo de rede que os roteadores vão escolhendo seus caminhos (por onde o roteamento é feito) até chegar ao último roteador antes da rede de destino. Quando chegar à sub-rede de destino, é que o endereço referente ao hostid será olhado para buscar dentro da sub-rede o dispositivo final a que se destina a mensagem. As sub-redes permitem ao receptor identificar quais bits são referentes ao netid e quantos ao hostid. Os bits em “1” da máscara indicam quais bits do endereço IP serão o prefixo da rede (netid). Os bits em “0” da máscara indicam quais bits do endereço IP serão o dispositivo de rede (hostid). Para o roteamento, utilizam-se máscaras padrão (default) de cada classe até chegar à rede de destino. As máscaras padrão são: Classe A: máscara sub-rede 255.0.0. Classe B: máscara sub-rede 255.255.0. Classe C: máscara sub-rede 255.255.255.
Além de alocar um endereço IP ele pode atribuir outras configurações como: Máscara de sub-rede. Endereço do Default Gateway. Endereço de um ou mais servidores DNS ROTEAMENTO Roteamento é o processo de escolher um caminho para o envio dos datagramas. Roteamento direto: ocorre se ambas as máquinas (origem e destino) estiverem conectadas à mesma rede física. Roteamento indireto: ocorre quando o destino não estiver conectado à mesma rede física, forçando o remetente a passar o datagrama a um roteador conectado na mesma rede física. TABELA DE ROTEAMENTO Tabela existente em cada máquina que indica a rota que o pacote deve seguir. Contém os prefixos de rede e o endereço IP do próximo roteador no caminho (vizinho). Os prefixos são calculados a partir do endereço IP de destino do pacote e a máscara de sub- rede aplicada. A tabela de roteamento sempre aponta para os roteadores conectados diretamente. Caso não seja encontrado o prefixo de rede na tabela, o pacote é encaminhado para um gateway padrão (default gateway). Se não existir default gateway configurado, o pacote é descartado. PROTOCOLO DE ROTEAMENTO As tabelas de roteamento são criadas e mantidas pelos Protocolos de Roteamento. A tabela de rotas pode ser montada por roteamento estático (manualmente pelo usuário) ou por roteamento dinâmico (construção automática). ALGORISMOS DE ROTEAMENTO O melhor caminho é definido pelo algoritmo de roteamento, que o calcula baseado em diversos parâmetros como velocidade de transmissão, tempo de atraso, entre outros, que formam uma métrica particular de cada algoritmo de roteamento. EXEMPLO : Distance Vector: Baseado no número de saltos na rede (hops). -> RIP (Routing Information Protocol).
A camada de enlace tem por função pegar os pacotes de dados recebidos da camada de Rede e os transformar em quadros (frames), que serão trafegados pela rede, adicionando informações como o endereço da placa de rede de origem, o endereço da placa de rede de destino, os dados de controle, os dados propriamente ditos e o identificador de verificação (checksum). A Camada de Enlace fornece trânsito seguro de dados através de um link físico.
Ela trata do endereçamento físico (em oposição ao endereçamento lógico), da topologia de rede, do acesso à rede, da notificação de erro, da entrega ordenada de quadros e do controle de fluxo. A Camada de Enlace está “mais” relacionada aos protocolos de redes locais. As LANs, basicamente são redes de “enlace” e quase todas as redes locais são baseadas na tecnologia Ethernet, especificada pelo grupo IEEE 802. O IEEE (Institute of Electrical and Electronic Engineers) é uma organização profissional que define padrões de rede. O grupo de trabalho 802 possui vários subgrupos, cada um com pesquisadores que definem padrões específicos. Alguns subgrupos: 802.1: Documentação e Gerência de Rede. 802.3: Ethernet. 802.11: Wireless LAN. 802.15: Bluetooth. ENDEREÇO MAC Os endereços MAC (endereço de hardware, endereço físico ou de placa de rede) são endereços de camada 2 (enlace). Os endereços de camada 2 são a referência final para a entrega dos frames. A informação só chega ao destino depois que esse nível de endereços é conhecido. Quando uma estação quer transmitir, possui o endereço IP e não possui o endereço MAC, ele utiliza-se do protocolo ARP para descobrir este. Os endereços MAC têm 48 bits de comprimento e são expressos em doze dígitos hexadecimais. Os endereços MAC são vitais para o funcionamento das redes de computadores. Eles fornecem uma forma dos computadores se identificarem. Eles dão aos hosts um “nome” exclusivo e permanente. Os endereços MAC veem gravados “de fábrica” na memória ROM das interfaces de rede. ETHERNET A Ethernet foi uma das primeiras arquiteturas de redes locais, criada no final dos anos 70 na Universidade do Havaí e utilizada comercialmente pela Xerox. As especificações das redes Ethernet foram utilizadas como base para as padronizações das redes do IEEE 802. (lançadas no início dos anos 80). A rede Ethernet por si só, não garante a recepção de uma mensagem. Tal serviço é realizado por outros protocolos superiores. O caso mais comum é a utilização de uma pilha de protocolos de camadas superiores (como o TCP/IP). WIRELESS LAN As redes sem fio IEEE 802.11, também são conhecidas como redes Wi-Fi (Wireless Fidelity). O padrão 802.11 divide-se em várias partes, cada um com suas características. Alguns padrões: 802.11b – 11 Mbps (2,4 Ghz) 802.11a – 54 Mbps (5 Ghz) 802.11g – 54 Mbps (2,4 Ghz) 802.11n – 65 a 300 Mbps (2,4 e/ou 5Ghz) Modos de configuração – as redes WLAN podem ser configuradas como: