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trabalho sobre relacionamento e comunicaçao
Tipologia: Trabalhos
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Trabalho apresentado a disciplina de relacionamento e comunicação em enfermagem no período da manhã referente ao 1ºsemestre de 2020 direcionado a professora Fabiana.
Este trabalho tem como objetivo analisar o processo de comunicação na equipe de enfermagem, identificar os elementos que compõem este processo , pesquisar estratégias utilizadas pela equipe e suas influências sobre os cuidados. O referencial teórico deste destaca relacionamentos interpessoais no ambiente profissional, vantagens, requisitos, fatores que impedem o funcionamento eficaz da equipe e participação e atuação do enfermeiro a nível de decisão neste processo.
Relacionamento interpessoal no trabalho da enfermagem
Como a jornada das instituições de saúde é de no mínimo seis horas, e no máximo de doze horas consecutivas de trabalho, pode-se afirmar que são longos os períodos de interação entre profissionais, sem levar em conta o desgaste adicional daqueles que tem duplo vínculo empregatício. O enfermeiro, além do relacionamento entre profissionais da mesma área, precisa também se relacionar com outras equipes, como a equipe médica, a equipe de fisioterapia, e a equipe de nutrição. Como em qualquer empresa, que reúna pessoas de várias disciplinas, haverá queixas de várias partes. No entanto, as maiores queixas dos profissionais de enfermagem estão relacionadas à própria equipe de enfermagem, e à equipe médica.
Queixas em relação à equipe de enfermagem:
Ausência de trabalho em equipe – resulta em um trabalho fragmentado, onde cada profissional faz a sua parte, não se importando com o todo; Falta de ética profissional – competição entre pares, egoísmo e individualismo. Tudo isso deve ser substituído pela verdadeira ética profissional, que não deve ser interpretada como conivência e ou corporativismo; Maledicência – criticar o chefe ou os colegas na presença de outros funcionários ou pacientes. Inconveniência e desrespeito desequilibram as relações. É necessário cultivar as virtudes, tais como, respeito, cooperação e convivência saudável, para obtermos dignidade.
Queixa em relação à equipe médica:
Subserviência em relação à medicina – mito que confere subalternidade ao trabalho da enfermagem em relação à medicina. “No atual momento, a sobreposição do poder médico sobre as demais profissões, tem-se relativizado em termos de formação e de regras do exercício profissional, o que contribui para o fortalecimento e reconhecimento das outras disciplinas que compõem a área da saúde”. (Nascimento. & Erdmann, 2006) 02
Funções, revelando responsabilidade; Construa relações – tenha boas relações com os colegas de trabalho, com os pacientes e familiares. Isso contribuirá para uma imagem positiva sobre você; Conheça bem seu superior – descubra as atitudes que ele não gosta e tente evitá- las; Antecipe-se – com o decorrer do tempo você conhecerá bem o seu superior, o que ele tem hábito de pedir, ou como aprecia a execução de uma atividade. Isso lhe permitirá antecipar as necessidades e surpreendê-lo com eficiência; Aceite novas formas de trabalho – se lhe for solicitado alguma atividade nova, não rejeite. Aperfeiçoe seus conhecimentos para poder realizá-la. Isso vai fazer muita diferença, pois mostra o quanto você está aberto a novas opções; Seja flexível – esteja aberto a mudanças e reconheça seus erros. A flexibilidade é vista como competência e, atualmente, exigida nos ambientes de trabalho; Empenhe-se – demonstre sua opinião a respeito do que lhe é proposto. Não concorde com tudo. Dedique-se ao que está fazendo e faça com esmero. Siga seus objetivos até concluí-los.
Vantagens do Trabalho em Equipe Multiprofissional
Da noção de interdependência a influência bilateral da conduta do grupo Inter profissional, surgem os resultados esperados de qualquer função em equipe: a ideia do sinergismo5. Sobre o assunto, assim se expressa DE FELICE (1976), "os pacientes consideram a equipe como seu médico". E quanto ao grau de satisfação obtida pelo paciente com relação ao trabalho de equipe, o autor citou SILVER, o qual observou que 94% dos pacientes expressaram satisfação com a assistência combinada, considerando-a melhor do que recebida por um médico somente e, 50% dos pacientes consideraram a associação de um médico e um profissional afim de área de saúde, como uma tendência inevitável na prática da medicina. Evidenciado está, que o trabalho realizado por equipe multiprofissional constitui importância relevante com as seguintes vantagens:
1) assegura a participação de toda a equipe através de um trabalho integrado;
2) propicia uma assistência mais condigna e humana ao paciente por meio da interação multiprofissional;
3) centra as responsabilidades através do trabalho có-praticado;
4) fortalece as relações entre os profissionais, paciente e família para o alcance dos objetivos;
5) aumenta o aproveitamento da capacidade profissional pela coesão do trabalho;
6) favorece o relacionamento Inter profissional.
Requisitos para um trabalho em equipe
Um constante interesse para alcançar os objetivos propostos deve nortear a equipe, onde cada elemento necessita do trabalho do outro através de uma estreita colaboração. É imprescindível que os participantes da equipe apresentem requisitos como sejam:
1) espírito de equipe — é o desejo de unir forças para obtenção do objetivo comum;
2) participação — acreditar e se esforçar para realizar alguma coisa;
3) intercomunicação — ocorre quando há um perfeito conhecimento e segurança no campo específico de ação e, geral nas outras áreas;
4) capacidade de assumir responsabilidade — é aceitação total do trabalho com um esforço contínuo para bem desempenhar as funções;
5) satisfação — é o sentimento de segurança, de amplitude em fazer parte de um trabalho que reflita satisfação íntima.
3) Autoritarismo — a delimitação do âmbito de poder do médico, enfermeiro e outros profissionais, é um dos pontos críticos no inter-relacionamento multiprofissional. A tomada de consciência de que a enfermagem moderna, é científica, e com direito a este reconhecimento, faz com que os enfermeiros se insurjam contra a autoridade que outros profissionais julgam ter sobre os mesmos.
Outros fatores interferem para inibir o funcionamento da equipe: alto interesse econômico, profissionalismo, diferenças de nível sociocultural, valores, atitudes e crenças.
O trabalho de equipe
O ponto de partida para o trabalho de equipe multiprofissional deve estar centrado numa filosofia em que, o paciente e seus problemas, circunstancialmente, depende de todos, com igual intensidade dentro da área de competência de cada elemento do grupo.
O paciente ao ser encaminhado para a unidade de internação deve ter sentido a abordagem decorrente do processo médico e de enfermagem, pelo menos, na fase descritiva ou seja:
1) anamnese e diagnóstico médico quando o paciente consulta o médico;
2) histórico de enfermagem e diagnóstico de enfermagem* quando o paciente é recebido pelo enfermeiro.
Nas fases subsequentes ou seja: de intervenção e avaliação, é necessário que sejam atendidas as diferenciações das necessidades dos pacientes. A partir dessa diversificação de necessidades é que a equipe multiprofissional torna-se imprescindível ao integral atendimento do paciente.
Participação do enfermeiro da equipe multiprofissional
Até bem recentemente o enfermeiro como membro da equipe multiprofissional, funcionou como elemento de adaptação, colaboração, coordenação e reintegração. Nós o enfocamos neste trabalho, como participante desta equipe, a nível de decisão técnica, e, que pelas complexas funções necessita situar-se no contexto de suas atribuições de caráter privativo. O enfermeiro é o elemento da equipe de saúde mais apropriado a assumir a coordenação do planejamento dos cuidados do paciente, conjugando as diversas prescrições no plano integrado e assistencial.
Atuação do enfermeiro a nível de decisão
No campo da assistência à saúde, a decisão dos enfermeiros, tem sido pouco explorada e, pelas características de autonomia no campo profissional e competência técnica, propicia um novo conceito de enfermagem, e consequentemente maior desenvolvimento profissional. A enfermagem moderna, como profissão cientificamente orientada, deve estar integrada aos padrões normativos técnico-científico e ético-cultural do desempenho do papel profissional. Ela deve ser autoridade no seu campo específico, dentro dos padrões profissionais, o que quer dizer, apenas, que em assuntos de enfermagem, é o enfermeiro aquele que decide. Para eficiente atuação do enfermeiro a nível de decisão técnico-científica e ético- profissional, torna-se necessário o contínuo estudo e revisão do processo de enfermagem pelos Enfermeiros, a fim de elevar progressivamente a qualidade de prestação de cuidados e medidas que visam atender às necessidades básicas do ser humano. As necessidades básicas não satisfeitas dos pacientes podem significar o reflexo da omissão de cuidados de enfermagem, em contrapartida quando as necessidades afetadas dos pacientes são satisfeitas, estes aceitam melhor a terapêutica, e então se atinge, pelo menos, o nível regular de qualidade de oferta de assistência à saúde, esta entendida como bem-estar.
Procedimentos técnicos, normas e ou rotinas, mas prevê uma assistência de enfermagem, a partir dos problemas identificados no paciente, este entendido na sua extensão para com a família e a comunidade e, de modo coerente com a definição de Processo de Enfermagem, como uma série de ações sistemáticas e progressivas que visam a assistência de enfermagem ao indivíduo, família e comunidade". Pelo exposto, observa-se que para dinamizar a decisão, como forma de participação do enfermeiro na equipe multiprofissional, torna-se inevitável atentar para a definição de uma metodologia apropriada à valorização e reconhecimento do próprio processo de assistir em enfermagem.
Conclusão
Ao decorrer deste trabalho, podemos concluir que para um futuro profissional enfermeiro é preciso entendermos qual a importância de uma boa comunicação e relacionamento entre a equipe e o cliente em que iremos enfrentar. Para isso, compreendemos que no ambiente de trabalho sempre irá existir queixas, desavenças entre os profissionais que compõem a equipe, a ausência de reconhecimento profissional, falta de ética, entre outras. Porém, apesar de todas as barreiras que contribuem para a falta de uma boa comunicação profissional, é preciso sabermos lidar com as dificuldades e supera-las para que melhor possamos exercer nossa função na área da saúde mostrando responsabilidade, participação, intercomunicação e satisfação para que o nosso cliente venha a ter mais confiança em nosso trabalho, se sentir seguro, sempre com um diálogo eficaz, sendo atenciosos e presentes independente do cansaço diário, mas também não só com o paciente, como com os demais profissionais demonstrando respeito pelo âmbito profissional em que o está inserido.