




Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Relatório 1 da disciplina de TEMA 1
Tipologia: Resumos
1 / 8
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!





A prática em questão teve como objetivo a determinação experimental da concentração e saturação de oxigênio das amostras de água coletadas no campus da UERJ (na cidade de Resende, no interior do Rio de Janeiro) e no Rio Paraíba do Sul. Esse último passa por 88 municípios, resulta da confluência dos rios Paraibuna e Paraitinga, tendo demasiada importância para os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
Proposto em 1888 pelo químico analítico L. W. Winkler (1863 - 1939), o Método Winkler tinha como objetivo determinar a quantidade de oxigênio dissolvido em determinada amostra de água. Esse método é muito utilizado em estudos limnológicos e oceanográficos, principalmente pelo fato de ser simples, rápido e didático (visualmente é fácil de identificar que ocorreram reações químicas). Com isso, o Método Winkler pode ser representado pelo seguinte conjunto de fórmulas: 𝑀𝑛 (1) 2+
2
2
2
−
→ 𝑀𝑛 2+
2
onde 𝑥 1 = volume 1 da solução de tiossulfato de sódio consumido na titulação; 𝑥 2 = volume 2 da solução de tiossulfato de sódio consumido na titulação; 𝑥 = 𝑚é𝑑𝑖𝑎 𝑑𝑜𝑠 𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒𝑠 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑖𝑑𝑜 𝑑𝑒 𝑡𝑖𝑡𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒; 𝑁 sendo a normalidade do tiossulfato de sódio; 𝑉= 100 mL. % 𝑆𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑜𝑥𝑖𝑔ê𝑛𝑖𝑜 = (𝑜𝑥𝑖𝑔ê𝑛𝑖𝑜 𝑑𝑖𝑠𝑠𝑜𝑙𝑣𝑖𝑑𝑜/𝑠𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑜𝑥𝑖𝑔ê𝑛𝑖𝑜) 𝑥 100 (7) onde saturação de oxigênio é tabelado (tabela 1) de acordo com a temperatura da água:
Cálculo para a água coletada no campus: Por meio da equação (5), substituindo com valores obtidos V 1 = 2,6 mL e V 2 = 2, mL obtivemos o volume médio (de tiossulfato de sódio consumido) de 2,65 mL. Logo, de forma a calcularmos a quantidade de oxigênio dissolvido por volume, utilizamos a equação (6) com os dados necessários, encontrando o valor de 0,212 mg/L OD, aproximadamente 0,21 mg/L OD. Ademais, para o cálculo da porcentagem de saturação de oxigênio dissolvido utilizamos a equação (7). Para isso, como durante a prática não realizamos a medida da temperatura da água, consideramos 23°C (visto que nos laboratórios de química do campus a temperatura geralmente é constante). Com isso, a porcentagem de saturação, de acordo com a tabela 1, foi de 8,51 ppm. Esse dado foi utilizado juntamente ao valor encontrado de 0,212 mg/L OD, culminando em um resultado de 2,49% de saturação de oxigênio. Cálculo para a água coletada do Rio Paraíba do Sul: Por meio da equação (5), substituindo com valores obtidos x 1 = 50,0 mL e x 2 = 50, mL obtivemos o volume médio (de tiossulfato de sódio consumido) de 50,0 mL. Logo, de forma a calcularmos a quantidade de oxigênio dissolvido por volume, utilizamos a equação (6) com os dados necessários, encontrando o valor de 4 mg/L OD. Ademais, para o cálculo da porcentagem de saturação de oxigênio dissolvido utilizamos a equação (7). Para isso, como durante a prática não realizamos a medida da temperatura da água, consideramos 23°C (visto que nos laboratórios de química do campus a temperatura geralmente é constante). Com isso, a porcentagem de saturação, de acordo com a tabela 1, foi de 8,51 ppm. Esse dado foi utilizado juntamente ao valor encontrado de mg/L OD, culminando em um resultado de 47% de saturação de oxigênio.
De acordo com a Resolução CONAMA 357/05(2) o valor mínimo de oxigênio dissolvido para que haja existência de vida aquática na água é de 5,0 mg/L, mas pode variar de espécie a espécie. Vale ressaltar que a solubilidade do mesmo é em função da temperatura e da altitude do local. Dessa forma, analisando os resultados obtidos nos cálculos realizados, podemos concluir que a quantidade de oxigênio dissolvido e a saturação de oxigênio - das amostras - estão abaixo do valor mínimo para que haja vida no meio.
CETESB. Determinação de oxigênio dissolvido em águas - método de Winkler modificado pela azida sódica: método de ensaio, L5.169. São Paulo/SP, 1978. 8 páginas. Acesso em 4 de outubro de 2023. Disponível em: https://www.cetesb.sp.gov.br/normas/desativadas/L5.169_Determina%C3%A7%C3%A3o %20de%20oxig%C3%AAnio%20dissolvido%20em%20%C3%A1guas%20-%20m%C3% A9todo%20de%20Winkler%20modificado%20pela%20azida%20s%C3%B3d.pdf SISTE, C. E.; GIRÃO, E. G.; DUNCAN, B. L.; EMBRAPA. Manual para Formação e Capacitação de Grupos comunitários em Metodologias Participativas de Monitoramento da Qualidade da Água. Módulo III: Avaliação Físico-Química. Fortaleza, Ceará. Primeira edição (2011) - online. Acesso em 4 de outubro de 2023. Ecoclass: Educação Corporativa para Saneamento. Bate Papo #7: Determinação de OD pelo método de Winkler modificado pela Azida Sódica. Youtube, 8 de julho de 2022. Acesso em 4 de outubro de 2023. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=_isOIFHwy_Y&ab_channel=Ecoclass%3AEduca%C %A7%C3%A3oCorporativaparaSaneamento