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Relatório referente à prática de laboratório da disciplina
Tipologia: Notas de aula
Compartilhado em 21/09/2019
4.9
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Mossoró – RN
Relatório de ensaio apresentado como
requisito de nota da disciplina de
Materiais de Construção II, do Curso de
Bacharelado em Engenharia Civil da
Universidade Federal Rural do Semi-
Árido - UFERSA.
Prof. Dr. Marília Pereira de Oliveira
Mossoró – RN
Betoneira;
Prensa Hidráulica Automática;
Cimento Portaland CP-V-ARI...;
Areia lavada de granulometria desconhecida;
Brita granítica de granulometria desconhecida;
Água;
Tronco de cone segundo especificado pela norma NBR-NM67/1998;
Haste de compactação;
Placa metálica de base;
Trena;
3 moldes para corpos de prova, colarinho ou gola e soquete;
3 recipientes para pesagem do agregado e aglomerante;
Balança com capacidade mínima de 1000g e precisão de 0,1g;
Balança com capacidade mínima de 1000g e resolução de 1g;
Colher de pedreiro;
Óleo, pano limpo e úmido;
Vibrador de concreto.
O procedimento de Slump Test realizado necessitou de um composto de concreto,
deste modo foi preparado o seguinte traço (cimento, areia, brita e água):
Traço de concreto para 20 MPa:
= 26 , 6 𝑀𝑃𝑎; 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑜 𝑜 á𝑏𝑎𝑐𝑜, 𝑜 𝑓𝑎𝑡𝑜𝑟
𝑎
3
𝑐
3
𝑏
𝑚
𝑚
Traço:
𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 ∶ 𝑎𝑟𝑒𝑖𝑎 ∶ 𝑏𝑟𝑖𝑡𝑎 ∶ á𝑔𝑢𝑎
Para ter um melhor aproveitamento e o concreto render para realizar a confecção dos
corpos de prova, foi realizado a multiplicação do traço por 4 vezes. Sendo assim, ficou:
Traço:
𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 ∶ 𝑎𝑟𝑒𝑖𝑎 ∶ 𝑏𝑟𝑖𝑡𝑎 ∶ á𝑔𝑢𝑎
Em seguida realizou a pesagem dos agregados miúdos e graúdos, e a pesagem
do aglomerante cimento, bem como a separação adequada da água, como é mostrado na
Figura 1.
Figura 1: Pesagem dos materiais para realização do ensaio.
Fonte: Autoria própria.
Em seguida foi retirado o cone e colocado a haste sobre o cone invertido, com o
objetivo de medir o abatimento (a distância entre o topo do molde de concreto e o topo
do cone). O valor de abatimento foi de 20 milímetros, como é mostrado na Figura 4.
Figura 4: Medição do abatimento do tronco de cone.
Fonte: Autoria própria.
Após a execução do ensaio de abatimento, foi coletada amostras para realizar o
ensaio de resistência à compressão, através da moldagem de corpos de prova. O qual foi
realizado da seguinte forma:
Foi pincelado uma fina camada de lubrificante (óleo queimado) nas paredes do
molde de corpo de prova, com as seguintes dimensões (10 cm de diâmetro e 20 cm de
altura), com o objetivo de facilitar a posterior desmoldagem. Em seguida foi realizado o
preenchimento de 1/3 de seu volume, com o auxílio do Vibrador de Concreto realizou a
vibração do concreto dentro do molde do corpo de prova, com o objetivo de expulsar as
bolhas de ar, e por fim foi realizado o razoamento da superfície de cada um dos corpos
de prova. O mesmo foi realizado em 3 partes, como nas etapas anteriores do Slump Test,
porém utilizando o vibrador de concreto. Bem como foi realizado com os outros dois
moldes de corpos de prova, como é mostrado na Figura 5.
Figura 5 : Moldagem corpos de prova.
Fonte: Autoria própria.
Após o razoamento da superfície de cada um dos corpos de prova, deixou-se que
os mesmos passassem pela cura inicial até o outro dia. O qual foi feito a retirada dos
moldes e a imersão dos corpos de prova dentro de um recipiente com água, os quais
ficariam durante 14 dias no processo de cura do concreto, isto é, a hidratação do mesmo,
como é mostrado na Figura 6.
Figura 6: Retirada dos moldes dos corpos de prova e imersão em água.
Fonte: Autoria própria.
Após os 14 dias do processo de cura dos corpos de prova, foi feito a retirada dos
mesmos do recipiente com água, e nivelou-se as superfícies dos mesmos, com auxílio de
uma placa cerâmica plana e um nível horizontal de mão, como é mostrado na Figura 7.
Figura 7: Nivelamento superfície corpos de prova
Fonte: Autoria própria.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES (Slump Test)
Peso total do traço de concreto utilizado foi de 28,4 Kg:
Porcentagem de água utilizada no traço:
𝑇𝑟𝑎ç𝑜
𝑥 100 = 8 ,45% 𝑑𝑒 á𝑔𝑢𝑎.
O valor obtido da medida do abatimento de 2 centímetros ou 20 milímetros,
define-se que o traço do concreto é de consistência seca, como é mostrado na Tabela 1.
Tabela 1: Índices de Consistênica.
Extra seca 0 Pré-Fabricados Condições especiais de
adensamento
Muito Seca 0 Grande massa para
pavimentação
Vibração muito energética
Seca 0 – 20 Concreto armado
ou protendido
Vibração energética
Rija 20 – 50 Estruturas
correntes
Vibração normal
Plástica 50 – 120 Concreto
bombeado
Vibração normal ou manual
Úmida 120 – 200 Estruturas Adensamento manual
Fluída 200 – 250 Concreto
inadequado
Fonte: Atividade Experimental VI – Caderno de Aulas Práticas – Estácio.
O traço da amostra tem características de trabalhabilidade muito baixa. Deste
modo, é mais indicado para aplicações em blocos sobre sapatas, estacas e muros não
armados, como é mostrado na Tabela 2.
Tabela 2: Relação entre a trabalhabilidade e a grandeza de abatimento.
TRABALHABILIDADE ABATIMENTO (mm)
Abatimento zero 0
Muito baixo 0
Baixo 0 a 10
Médio 45 a 75
Alto 80 a 155
Muito alto 160 ao desmoronamento
Fonte: Atividade Experimental VI – Caderno de Aulas Práticas – Estácio.
Tabela 3:
Blocos sobre estaca e sapata 8 2
Viga e parede armada 10 2
Pilar de edifício 10 2
Laje maciça e nervurada
Fonte: Atividade Experimental VI – Caderno de Aulas Práticas – Estácio.
RESULTADOS E DISCUSSÕES (Resistência à Compressão)
Os resultados obtidos no ensaio de corpos de prova moldados serão apresentados
de acordo com a ABNT NBR 5738.
a) Identificação dos corpos de prova
b) Data da moldagem
18 de Julho de 2019.
c) Idade do corpo de prova
14 dias.
d) Data do ensaio
02 de Agosto de 2019.
e) Dimensões dos corpos de prova
10 centímetros de diâmetro e 20 centímetros de altura e 10Kg
Tensão média em MPa:
𝑀𝑃𝑎
𝑜
Desvios das tensões em MPa:
O desvio relativo máximo da série de quatro resultados obtém-se dividindo o
valor absoluto da diferença entre a resistência média e a resistência individual que mais
se afaste desta média, para mais ou para menos, pela resistência média e multiplicando
este quociente por 100. A porcentagem obtida deve ser arredondada ao décimo mais
próximo.
100 %
tensãomédia
maiordasdiferenças
D.R.M.
Desvio médio:
𝑜
DRM – Desvio Relativo Máximo:
Corpo de prova 01: rompeu com 99,835 kN, considerando a área da seção transversal,
identificamos que a resistência à compressão deste corpo de prova foi de 12,71 MPa. Isto
é, bem abaixo do esperado para um cimento CP-V-ARI, cujo rótulo diz que possui
resistência de 32 MPa, segundo o fabricante do cimento.
Corpo de prova 02: rompeu com 116,40 kN, considerando a área da seção transversal,
identificamos que a resistência à compressão deste corpo de prova foi de 14,82 MPa. Isto
é, bem abaixo do esperado para um cimento CP-V-ARI, cujo rótulo diz que possui
resistência de 32 MPa, segundo o fabricante do cimento.
Corpo de prova 03: rompeu com 115,45 kN, considerando a área da seção transversal,
identificamos que a resistência à compressão deste corpo de prova foi de 14,70 MPa. Isto
é, bem abaixo do esperado para um cimento CP-V-ARI, cujo rótulo diz que possui
resistência de 32 MPa, segundo o fabricante do cimento.
Detalhamento do rompimento dos corpos de prova
Figura 8: Corpos de prova 01, 02 e 03
Fonte: Autoria própria
i. Tipo de ruptura
A Figura 8 acima, representa os corpos de prova 01, 02 e 03, os quais foram rompidos
no ensaio de resistência à compressão, romperam igualmente de forma Colunar – Tipo
E da norma regulamentadora ABNT NBR 5739/07, como é mostrada na Figura 9
abaixo.
A relação água/cimento (a/c) é essencial para a consistência do concreto e a
mesma não pode ser quebrada. O ensaio permitiu entender a importância de sempre fazer
ou adquirir um concreto de acordo com as características das peças, e com os
equipamentos de aplicação disponíveis.
Após os cálculos foi verificado que a amostra de cimento utilizada não atende às
exigências mínimas de resistência à compressão especificadas na norma ABNT NBR
Embora o ensaio tenha sido considerado válido, a amostra de cimento utilizada
deve ser rejeitada para o uso, pois não atende as especificações mínimas da norma.
GEYER, A. L. B.; SÁ, R. R. Concreto auto adensável: uma tecnologia à disposição
da construção civil. Informativo Técnico. Goiânia, 2005;
SERRA, J. H. F. Avaliação da utilização do concreto auto adensável em uma obra de
edificação vertical. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal do Ceará – UFCE,
ABNT NBR NM67/98 – Concreto: Determinação da consistência pelo abatimento do
tronco de cone. Fevereiro de 1998, Rio de Janeiro.