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Produção de Celulases por Rhizopus oryzae em Fermentação Sólida: Influência da Umidade, Resumos de Processos Químicos

PROCESSO DE FERMENTAÇÃO COM CASCA DE ARROZ

Tipologia: Resumos

2023

Compartilhado em 05/06/2023

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larissa-souza-bg3 🇧🇷

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE
ESCOLA DE QUÍMICA E ALIMENTOS
CURSO DE ENGENHARIA BIOQUÍMICA
PROCESSOS FERMENTATIVOS I
FERMENTAÇÃO EM ESTADO SÓLIDO: PRODUÇÃO DE CELULASES
Eduarda Soares (135086)
Larissa Soria (129417)
Victoria Luiza Gunther (127247)
Rio Grande
2023
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE

ESCOLA DE QUÍMICA E ALIMENTOS

CURSO DE ENGENHARIA BIOQUÍMICA

PROCESSOS FERMENTATIVOS I

FERMENTAÇÃO EM ESTADO SÓLIDO: PRODUÇÃO DE CELULASES

Eduarda Soares (135086) Larissa Soria (129417) Victoria Luiza Gunther (127247) Rio Grande 2023

1. OBJETIVOS

Determinação de atividade enzimática de celulases produzidas por Rhizopus oryzae em fermentação em estado sólido com casca e farelo de arroz, avaliando diferentes teores de umidade.

2. MATERIAL E MÉTODOS 2.1 MICRO-ORGANISMO E INÓCULO O micro-organismo selecionado para o experimento foi o Rhizopus oryzae. O inóculo foi preparado seguindo as especificações do ágar batata dextrose e foi cultivado em uma garrafa de Roux. Após a inoculação, a garrafa foi mantida na posição horizontal e incubada por um período de 24 h. Após essa etapa, 50 mL de água peptonada 0,1% foram adicionados e uma raspagem foi realizada utilizando uma alça esterilizada. O conteúdo resultante foi transferido para um frasco Erlenmeyer estéril de 500 mL. Sendo a concentração da solução de esporos estimada por enumeração em Câmara de Neubauer através da equação 1. Células mL

Células contadas x 10 3 x FD Área x Profundidade (1) Onde: FD (Fator de diluição) = 1; Área = 0,04 mm^2 ; Profundidade = 0,1 mm. 2.2 MEIO DE CULTIVO E FERMENTAÇÃO EM ESTADO SÓLIDO A fermentação em estado sólido é um bioprocesso amplamente utilizado na produção de celulose a partir de biomassas lignocelulósicas, essas que possuem como características estruturais, químicas, biológicas e maior resistência a ação química e enzimática (CASTRO, 2010). O teor de umidade desempenha um papel crucial nesse processo, afetando a atividade enzimática, a taxa de fermentação e a qualidade do produto final. Estudos recentes têm

2.4 DETERMINAÇÃO DE ATIVIDADE ENZIMÁTICA E AÇÚCARES REDUTORES

A determinação de atividade enzimática da celulase foi realizada pela técnica de DNS. Para isso, foram adicionados 0,5 mL de tampão Na-citrato (pH 4,8 e 0,05 M) em 2 mL do extrato enzimático e, em banho termostatizado a 50 °C, foi adicionado 0,5 mL de carboximetilcelulose e homogeneizado manualmente. A reação foi mantida a 50 °C por 30 min para a catálise do substrato pela enzima à açúcares redutores. Em 1 mL da solução da reação enzimática, em temperatura ambiente, foi adicionado 1 mL de DNS e manteve-se por 5 min em banho termostatizado a 100 °C. Após, foi resfriado em banho de gelo e adicionado 8 mL de água destilada. A solução foi lida em espectrofotômetro a 540 nm. Para determinação da curva padrão de concentração de glicose em (g/L), foi lido no espectrofotômetro os valores da concentração da glicose, assim obtendo os valores de transmitância, aplicando na Equação 2 obtivemos as absorbâncias e assim uma equação da reta da curva padrão de concentração de glicose por valores de absorbâncias. |¿| 2 −log ( T % ) Equação da reta: Y =0,8911 x (^) (3) Onde: Y= absorbância; X=concentração (g/L).

Para o cálculo da atividade enzimática, foram usadas para calcular a absorbância média (Absm) a Equação 4: Absm = (2 - log (media T%)) (4) Assim, a absorbância corrigida das amostras, foi calculada corrigindo com os valores do branco DNS Equação 5: y = Absm – Branco (DNS)

Os valores de extração enzimática corrigido, será diminuído pela absorbância do branco da amostra corrigida como mostra a Equação 6:

y = Absm corrigida – Branco corrigido

Para se obter a concentração de glicose para calcular a atividade enzimática substuimos os valores obtidos de absorbância da extração enzimática corrigida na equação da reta, assim teremos as concentrações para substituir na Equação 7 e fator de diluição vai ser obtido pela Equação 8:

AE (

U

mL )

= [

Cglicose x FD x FC

MM x t ]

FD =

VT

mamostra

Onde: FD: fator de diluição; MM: massa molar; t: tempo de reação; FC: fator de conversão.

A fim de calcular a atividade enzimática por grama de substrato (AE), foi usado a Equação 9.

AE (

U

g )^

= AE x^

V

mamostra

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1 DETERMINAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DA SOLUÇÃO DE ESPOROS

A contagem da solução de esporos foi realizada em câmara de Neubauer e a média das contagens em cada quadrante pode ser observada na Tabela 2. Tabela 2 - Média das contagens de esporos de Rhizopus oryzae em câmara de Neubauer.

Figura 1 - Curva padrão de concentração de glicose (g/L) 3.3 ATIVIDADE ENZIMÁTICA Para o cálculo da atividade enzimática, as amostras foram lidas em duplicatas no espectrofotômetro, obtendo as leituras apresentadas na Tabela 3 e 4 para os grupos 1 e 2, respectivamente. As leituras feitas em transmitância, foram usadas para calcular a absorbância média aplicando na Equação 4. As massas de amostras coletadas foram de m 1 = 5,17 g e m 2 = 5,34 g para os grupos 1 e 2, respectivamente. Foi feita leitura de branco para descontar a influência da coloração do DNS (Branco (DNS) e um branco para descontar a influência da cor da reação (Branco (Reação). Tabela 3 – Leituras das amostras do grupo 1 Leitura %T 1 %T 2 Absm Amostra 53,3 51 0,

Branco (Reação) 98,2 98,2 0, Branco (DNS) 98,4 - 0, Tabela 4 – Leituras das amostras do grupo 2 Leitura %T 1 %T 2 Absm Amostra (A) 52,3 51,5 0, Branco (Reação) 98,6 98,3 0, Branco (DNS) 98,4 - 0, Assim, aplicando os valores obtidos nas equações obtivemos os seguintes resultados como apresentado na Tabela 5: Tabela 5 - Resultados da atividade enzimática U/g Amostras Abs - Abs do branco Conc. De glicose g/L Atividade enzimática U/ml Ativ. Enzimática U/g Grupo 1 0,274 0,308 0,085 0, Grupo 2 0,277 0,311 0,086 0, Os resultados de concentração enzimática foram obtidos através da Equação 2, a atividade enzimática foi calculada pela equação obtendo os resultados demonstrados na Tabela 5. A fim de calcular a atividade enzimática por grama de substrato (AE), foi usado a Equação 7, onde obteve-se a atividade enzimática da celulase de 0,42 U g-1^ quando o R. oryzae foi cultivado em 50:50 % (sólidos: umidade) e 0,43 U g-1, quando cultivado em 40: % (sólido umidade).

4. CONCLUSÃO A atividade enzimática da celulase produzida por Rhizopus oryzae em fermentação em estado sólido foi de 0,42 U g-1^ quando cultivado em 50:50 % (sólidos: umidade) (grupo 1) e 0,43 U g-1, quando cultivado em 40:60 % (sólido umidade). O nível de umidade desempenha papéis muito importantes no processo de fermentação, como a dissolução homogênea dos

LONSANE, B. K.; GHIDYAL, N. P.; BUDIATMAN, S.; RAMAKRISHNA, S. V.

Engineering aspects of solid state fermentation. Enzyme and Microbial Techonology , v. 7, p. 258-265, 1985. SILVA, I. C., OLIVEIRA, J. R., ANDRADE, L. R., RAMOS, L. P., & KRIEGER, N. Solid- state fermentation for cellulase production using agricultural residues: mixture design, kinetics, and thermal stability. Biotechnology for Biofuels , 10(1), 127, 2017.