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O presente trabalho apresenta dois experimentos realizados em laboratório com a finalidade de determinar experimentalmente a resistência elétrica de um fio e a resistividade de um fio de cobre.
Tipologia: Provas
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Relatório de Eletricidade sobre atividade prática realizada no laboratório de física da Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI. Orientador: Prof. Martinho Machado Júnior
O presente trabalho apresenta dois experimentos realizados em laboratório com a finalidade de determinar experimentalmente a resistência elétrica de um fio e a resistividade de um fio de cobre. Montando os circuitos determinados, conforme alterava-se a tensão, observava-se a proporcionalidade entre tensão e corrente elétrica conforme a Lei de Ohm. Foram efetuados os cálculos necessários e obteve- se a equação da melhor reta pelo método dos mínimos quadrados. Houve problemas com o fio de cobre sendo necessário utilizar um fio de outro material. Calculando-se a resistividade do fio descobriu-se que seu material era composto de Nicromo.
Palavras-chave: circuitos; resistência elétrica, lei de ohm; resistividade.
George Ohm enunciou que “em um bipolo ôhmico (resistor linear), a tensão aplicada em seus terminais é diretamente proporcional à intensidade de corrente que o atravessa”, ou seja, a curva de tensão em função da corrente para um bipolo ôhmico é uma reta do tipo V=R.i.
Figura 1: Curva característica de tensão e corrente num resistor linear.
Onde V é a tensão aplicada ( V ), R é a resistência elétrica (e i é a intensidade de corrente ( A ).
Segundo David Halliday, a Lei de Ohm alega que a corrente fluindo através de um dispositivo é diretamente proporcional à diferença de potencial aplicada ao dispositivo. Um dispositivo obedece à Lei de Ohm quando sua resistência independente do valor e da polaridade da diferença de potencial aplicada.
A aplicação de uma diferença de potencial elétrico V em fio faz aparecer, nele, uma corrente elétrica i. A resistência elétrica R entre dois pontos quaisquer de um condutor é definida pela equação
A resistência R é uma característica do fio como um todo, ou seja, depende do comprimento, da espessura e do material de que ele é feito. Por outro lado a
1.1.1 Objetivos gerais Determinar experimentalmente a resistência elétrica de um fio Determinar experimentalmente a resistividade de um fio de cobre
1.1.2 Objetivos específicos Montar o circuito determinado na aula Variar a tensão medida no voltímetro de 0,5V em 0,5V Variar a tensão medida no voltímetro de 0,1V em 0,1V Preencher as tabelas propostas A partir dos pontos encontrar a melhor reta pelo método dos mínimos quadrados Determinar pelo gráfico o valor da resistência do fio
Ao colocar dados de um experimento físico e montar um diagrama que retrate a relação entre duas grandezas, nem sempre obtemos umas reta. Nesses casos, a determinação das constantes características da curva obtida a partir do gráfico implica em cálculos muito complicados. Podemos, no entanto, a partir de mudanças de variáveis, transformar a curva em uma reta. Esse processo é denominado linearização.
A equação de uma reta é dada por: y = A + Bx , onde:
A = coeficiente linear
B = coeficiente angular
Substituindo as variáveis a equação da reta será: U = R. i + Eu
O comportamento acima denomina-se Resistor Ôhmico.
Onde:
y = U(A), (tensão no fio)
A = Eu, (erro)
B = R, (resistência do fio)
x = i , (intensidade da corrente elétrica)
Após a substituição das variáveis, devemos determinar a escala do gráfico, adotando o eixo x como i (mA), e eixo y como U(V), temos:
E = Variação dos dados .......Intervalo do papel Após determinada a escala deve-se determinar localização dos pontos.
1º ponto > Origem
2º ponto > 2º - 1º ......................E
3º ponto > 3º - 1º ......................E
E assim sucessivamente.
Para determinar a resistividade, tem-se:
R é a resistência elétrica do fio (em ohm, )
L é o comprimento do fio (medido em metros, m)
A é a área da seção do fio (em metros quadrados, m²)
3º ponto = 1,5 – 0,5 / 0,011 90,1mm
4º ponto = 2,0 – 0,5 / 0,011 136,4mm
5º ponto = 2,5 – 0,5 / 0,011 181,8mm
6º ponto = 3,0 – 0,5 / 0,011 227,3mm
Como sobrou espaço na folha, deve-se centralizar os pontos, dividindo a sobra por dois:
Cx = 30 / 2, Cx = 15mm
Cy = 52,7 / 2, Cy = 26,35mm
O gráfico deve partir desses dois pontos, então os pontos calculados acima devem somar o valor da centralização.
Eixo x: Eixo y: 1º ponto = Origem 1º ponto = Origem 2º ponto 45 mm 2º ponto 72mm 3º ponto 75mm 3º ponto 116mm 4º ponto 105mm 4º ponto 163mm 5º ponto 135mm 5º ponto 208mm 6º ponto 165mm 6º ponto 254mm (O gráfico se encontra nos anexos)
4.3 Equação da melhor reta do Gráfico A
Utilizando o método dos mínimos quadrados, obteve-se a equação da melhor reta:
y = 16,573x – 0,
4.4 Resistividade de um fio
De acordo com o segundo circuito, obteve-se os seguintes dados:
i (mA) U(V) 6,2 0, 12,4 0, 18,6 0, 24,8 0, 31,0 0, 37,2 0, 43,4 0, 49,6 0, 55,8 0, 62,0 1,
4.5 Elaboração do gráfico B
Escala:
Ex = 62,0 – 0 / 180, Ex = 0, Ey = 1,0 – 0 / 280, Ey = 0,
Eixo x:
1º ponto = Origem
2º ponto = 12,4 – 6,2 / 0,344 18,0mm
3º ponto = 18,6 – 6,2 / 0,344 36,0mm
4º ponto = 24,8 – 6,2 / 0,344 54,0mm
5º ponto = 31,00 – 6,2 / 0,344 72,0mm
6º ponto = 37,2 – 6,2 / 0,344 90,0mm
7º ponto = 43,4 – 6,2 / 0,344 108,0mm
8º ponto = 49,6 – 6,2 / 0,344 126,0mm
9º ponto = 55,8 – 6,2 / 0,344 144,0mm
8º ponto 135,0mm 8º ponto 210,0mm 9º ponto 153,0mm 9º ponto 238,0mm 10º ponto 171,0mm 10º ponto 266,0mm
4.6 Equação da melhor reta do Gráfico B
Utilizando o método dos mínimos quadrados, obteve-se a equação da melhor reta:
y = 16,129x U = 16,129 x i
4.7 Cálculo da Resistividade
Como o coeficiente angular representa a resistência, e após medir o diâmetro do fio calculamos a resistividade do mesmo:
Diâmetro = 0,328mm
= 0,0845 x 10−^6 m²
= 16,129. 0,0845 x 10−^6 1 = 1,36 x 10−^6 m
Observando a tabela de resistividade que contém alguns materiais, observou-se que o valor da resistividade experimental encontrado mais se aproxima com o Nicromo (1.10×10−^6 m).
Material Resistividade (Ω-m) Prata 1.59×10−^8 Cobre 1.72×10−^8 Ouro 2.44×10−^8 Alumínio 2.82×10−^8 Ferro 1.0×10−^7
Nicromo 1.10×10−^6 Chumbo 2.2×10−^7
SERWAY, Raymond A.. Principles of Physics. 2nd ed. Fort Worth, Texas; London: Saunders College Pub, 1998.
HALLIDAY, David, RESNICK, Robert e WALKER, Jear. Fundamentos de Física. 4ed. Rio de Janeiro. ABDR 1996.