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Relatório de Estágio I, Provas de Física

Modelo de um relatório de estágio

Tipologia: Provas

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Compartilhado em 02/08/2009

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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA DO CEARÁ
LICENCIATURA PLENA EM FÍSICA
ESTÁGIO - I
RELATÓRIO FINAL
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FORTALEZA
10 de Julho 2009
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Baixe Relatório de Estágio I e outras Provas em PDF para Física, somente na Docsity!

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E

TECNOLOGIA DO CEARÁ

LICENCIATURA PLENA EM FÍSICA

ESTÁGIO - I

RELATÓRIO FINAL

MMS

FORTALEZA

10 – de Julho – 2009

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E

TECNOLOGIA DO CEARÁ

LICENCIATURA PLENA EM FÍSICA

DISCIPLINA: ESTÁGIO I

PROFESSORA: IDALINA BEZERRA

ESTÁGIO - I

RELATÓRIO FINAL

MMS

FORTALEZA

10 – de Julho – 2009

Relatório de Estágio I. Apresentado ao curso de Licenciatura em Física como parte da exigência da disciplina de Estágio I.

SUMÁRIO

  • Introdução..............................................................................
  • Relatório.................................................................................
  • Conclusão..............................................................................
  • Bibliografia............................................................................
  • Anexos....................................................................................
    • Diários de campos........................................................
    • *Ficha de Presença..”COLOQUE O MODELO DA SUA FICHA”..
    • Levantamento Situacional...........................................
    • Fotos..............................................................................
      • Dados da SEDUC..........................................................

INTRODUÇÃO

O Estágio de Licenciatura é uma exigência da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (nº 9394/96). Oferece assim por esse meio ao estagiário não só à formação profissional, mas adéqua esta formação às expectativas de mercado de trabalho onde o licenciado irá atuar. Assim o estágio dá oportunidade de aliar a teoria à prática. O presente trabalho tem por objetivo relatar as atividades desenvolvidas durante o semestre letivo 2009.1, do curso de Licenciatura em Física – IFCE, da disciplina Estágio I, ministrada pela professora Idalina Bezerra. O estágio foi realizado na Escola de Ensino Médio e Fundamental Professor Mário Schenberg, uma escola do estado, localizada na periferia de Fortaleza no Bairro: Vila Manoel Sátiro, no período de 17 de abril a 22 de junho de 2009. Visando fortalecer a relação teoria e prática baseado no princípio metodológico de que o desenvolvimento de competências profissionais implica em utilizar conhecimentos adquiridos, quer na vida acadêmica quer na vida profissional e pessoal. O estágio constitui-se em importante instrumento de conhecimento e de integração do aluno na realidade social, econômica e do trabalho em sua área profissional. Os dados relativos ao estágio serão apresentados seguindo a seguinte estrutura de tópicos determinada pelo sumário, onde se encontra a estrutura organizacional do mesmo. O desafio para nós estudantes de licenciatura em física é mudar a forma de pensar e de ensinar física. E o estágio I possibilitou-me um repensar da educação no ensino de física no ensino médio.

estilos variados, um dia é forró, noutro funk, rock e assim por diante, e desta maneira os alunos tentam se divertir como podem. Em minha primeira visita a escola fui muito bem recebido pela diretora Valéria Vasconcelos, que me apresentou a nova gestão diretora e ao professor Jonas Rodrigues. Conversamos sobre os horários de aulas, foi notável a preocupação com que a diretora e o professor tiveram, para comigo. Chegaram até sugerir uma mudança no cronograma da disciplina de ciências, onde em uma das turmas seria apresentado primeiramente o conteúdo de física e na outra seria oferecido o conteúdo de química, para que eu pudesse analisar melhoras as aulas de Física. Acertados os horários de aula ficando combinado de iniciarmos na próxima segunda dia 20 de abril, de 07h: 10min às 10h: 50min.

Meu primeiro contato com a turma aconteceu na sexta-feira, dia 17 de abril a convite do professor Jonas, onde assisti a duas aulas no 9ª ano A. Nessa aula o professor apresentou- me a turma, composta de aproximadamente 30 alunos. Sentei-me no fundo da sala a fim de ter uma visão privilegiada da turma. Alguns alunos ficaram encabulados com a minha presença, porém não hesitaram em conversar, com os colegas.

Em minhas observações pude analisar que toda vez que um professor se atrasava os alunos já tinham por hábito, ficarem dispersos pelo pátio interrompendo as outras turmas. Em todas as turmas se fazia necessário dá um sermão ou perder de cinco a dez minutos pedindo silêncio, para que fosse possível iniciar a aula. Apesar da grande insistência do Prof. Jonas em manter os alunos concentrados e calmos assim que tocava a sirene anunciando o fim da aula, todos os alunos saiam desesperados sem se que respeitar o que o professor estava fazendo.

A experiência de estágio me fez ver que o professor não pode ser apenas um transmissor de conteúdo como também deve participar ativamente na vida dos alunos, deve ser um mentor, um regente, um guia e um influenciador. Deve estimulá-los a expressar suas idéias sem reprimi-las. Sabemos das pressões da escola e do desgaste em sala de aula que o professor tem, mas estar à frente de uma classe é uma enorme responsabilidade, pois há vidas humanas a serem trabalhadas. Os alunos têm sentimentos, têm atitudes e percebem tudo. Seus potenciais têm que ser descobertos pelo professor e este não deve jamais subestimá-los. Mediante a isso pode observar o profundo interesse em uma aula de campo, feita pelo professor, no próprio colégio no turno da tarde, onde o mesmo buscava aguçar a criatividade dos seus alunos mediante a uma aula de Química, sobre propriedades da matéria. Repassando

alguns materiais e dividindo em grupos de papel, plásticos, vidro, pedras, ferros, imãs, dentre outros, cada aluno tinha um matéria em sua mão e responsável em fazer uma frase com ele. Em seguida, pediu para que os alunos tocassem-nos matérias dos outros e explicassem com suas palavras o que estava acontecendo e assim deu continuação em sua aula. Ou seja, para que eu seja um professor bom, ele tem que além de dominar o conteúdo tem que saber trabalhar com as várias inteligências múltiplas, que se apresentam em sala de aula.

controlar alguns alunos em conversas paralelas que atrapalhavam o desenvolvimento das aulas.

Dessa forma, sugere-se um trabalho com os professores para que tais fatos não aconteçam e que tenham mais firmeza na hora de passar conteúdos e de chamar atenção dos alunos para que não fiquem dispersos a fim de atrapalharem o bom andamento das aulas.

Recomenda-se a cobertura de uma parte do pátio e iluminação mais adequada, e organização da biblioteca com a presença de uma pessoa responsável pela organização e manutenção do acervo, que é significativo para a instituição.

Um fato que me chamou a atenção foi uma aula na qual eu observava, onde o professor já cansado da indisciplina dos seus alunos dá um grito e diz: “Olha seus filhos da mãe! Até para vocês venderem drogas vocês tem que saber isso daqui !”. Isso mostra uma completa falta de valores. Como posso exigir respeito e silêncio se não faço o mesmo.

A autoridade docente mandonista, rígida, não conta com nenhuma criatividade do educando. Não faz parte de sua forma de ser, esperar, sequer, que o educando revele o gosto de aventurar-se.” Freire, P. Pedagogia da Autonomia. Ora como posso exercer autonomia, perante a minha turma se não respeito nenhum deles, se o trato com racismo. A prova foi tamanha que, na segunda-feira próxima na qual fiz uma aula de observação nesta turma os alunos não deixaram o professor dá a sua aula, ele teve que recolher-se e considerar a matéria como dada, pois todos estavam conversando.

Enfim, tenho a sensação de que sou vitorioso, por alcançar os objetivos traçados para este estágio, por transpor as dificuldades encontradas em sala de aula e no dia a dia de uma escola pública da periferia de Fortaleza.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIA

ANTUNES, Celso. Como desenvolver conteúdos desenvolvendo as inteligencias múltiplas. AZEREDO, Terezinha. As dimensões das competências. FERNANDES, Estrela. Pedagogia da essência x Pedagogia da existência (para além de ambas). FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários a prática educativa. HÜHNE, L. M. [org.]. Metodologia Científica. KESTRING, S.; BRANCHER, A.; SCHWAB, A. B. Metodologia do Trabalho Acadêmico: orientações para sua elaboração. LIMA, Maria Socorro Lucena. Conversando sobre a práxis docente. MARTINS, Vicente. Decálogo do Bom Professor. PADILHA, Heloísa. Tempos de Aula. PADILHA, Heloísa. Momentos de Aula. PADILHA, Heloísa. Mestre Maestro: a sala de aula como orquestra. PERRENOUD, Philippe. Competências e habilidades do professor. TEIXEIRA, Lúcia Maria. Nada disso! Abandonar as evidencias sobre autoridade. TEIXEIRA, Lúcia Maria. Por que privilegiar a autoridade baseada na competência?. TEIXEIRA, Lúcia Maria. Papéis que integram a competência do professor.

Diários de Campo:

Aluno: MMS

Professor: Jonas Rodrigues

1ª Visita - 17/04/

Matéria: Introdução a Física e medidas

9ª B

Foi meu primeiro contato com a escola escolhida. Em um primeiro momento optei por conhecer o espaço físico e a metodologia proposta pela escola. Conversei com os professores para ficar mais à vontade. Notei em uma conversa com o professor de português que a relação professor-aluno não era das melhores. Não quis opinar no momento, pois ainda não conhecia a relação dentro da sala de aula, então voltei a minha visita a escola como um todo. Um ambiente que muito chamou minha atenção foi o pátio, onde nenhum aluno exercia uma atividade durante o intervalo, devido à falta de estrutura.

Após o intervalo acompanhei o professor até o 9ª B, uma sala localizada no 1ª andar. Este foi o meu primeiro contato com a turma. Após a apresentação sentei-me no final da sala a fim de ter uma visão privilegiada da turma. Apesar da minha presença os alunos não hesitarão em conversar. Observei com atenção a maneira como o professor administrava os conteúdos. Apesar de um domínio razoável, sua organização no quadro era horrível, tinha hora que ele escrevia uma coisa num lugar e em seguida parava de escreve e ditava o que deveria ser copiado.

Só no final da aula o professor fez a chamada e passou exercícios para casa.

2ª Visita - 20/04/

Matéria: Introdução a Química e Matéria.

9ª A

Este é o meu segundo dia dentro da sala de aula como observador. Foi para uma turma do 9ª ano A, localizada no térreo, sala 03 ao lado da biblioteca. Acompanhado pelo professor Jonas, fui apresentado à turma. Permaneci na sala do primeiro tempo até o segundo tempo, de 07h e 10min até 08h e 50min onde se inicia o intervalo. Comecei observando a organização da sala, na qual se encontrava com as cadeiras disposta em filas, porém percebi uma divisão de grupos entre estas filas, das quais as duas ultimas eram compostas apenas de meninos, que não mostravam nenhum interesse ou respeito pelo professor e pela matéria. No final da sala encontrava-se outro grupo apelidado pelo professor de “sonecas”, pois estavam sempre de cabeça baixa ou dormindo e por fim o grupo que se esforçava para entender o conteúdo localizado principalmente na frente e a esquerda do professor.

A primeira atividade feita foi à chamada, com 27 alunos presentes o professor dá início a sua aula, pedindo que os alunos abram os seus cadernos para vistoria da tarefa de casa. Apesar do tumulto, e da conversa, a maior parte apresenta o exercício feito ou incompleto, apenas cinco alunos não apresentam.

Fazendo uma ponte entre a Química e a Geografia, o professor continua o conteúdo da aula passada: Átomos (isóbaros e isótopos). Mantendo agora o controle sobre a sala, e prendendo a atenção dos alunos com curiosidades sobre os metais, e a composição dos principais metais encontrados no Nordeste, ele consegue ter uma excelente aula. Já no finalzinho da aula ele faz uma leitura da página 21 a 24, do Livro de Ciência.

Matéria: Mecânica (movimentos dos corpos)

9ª B

Após o intervalo retorno novamente para a sala de aula com o professor, agora para o 9ª ano B, sala 07, localizada no primeiro andar ultima sala do mesmo. Permanecendo do terceiro tempo até o quarto tempo de 09h e10min às 10h e50min.

Apesar da grande agitação dos alunos ao retornar do intervalo após alguns instantes eles se acalmaram, sendo possível assim ser feita a chamada.

Notei que a maioria dos alunos sentia alguma dificuldade no assunto, porém dificilmente perguntavam para o professor. Existia um grupinho que sempre procurava chamar atenção com brincadeiras, tirando a concentração dos que queriam aprender e também do professor, que sempre impunha respeito.

O professor tentava de uma forma divertida repassar o conteúdo, fazendo algumas brincadeiras, conversando e interagindo com os alunos, aspecto da tendência progressista. O professor tentava estimular os alunos de alguma forma com problemas, algumas vezes através de experiências do dia-a-dia.

No 9ª B, o professor começa a aula de química perguntando e aguçando os conhecimentos de seus alunos sobre o que eles acham e sabem de substância pura ou misturada. Em seguida pede para os alunos fazerem uma leitura silenciosa, e resolverem o caderno de atividades.

Um fato curioso foi durante a chamada, onde o professor recriminou a saída de uma aluna sem a sua autorização ao banheiro. Pois antes, na sala dos professores comentava-se que duas alunas estavam fumando no banheiro feminino, no primeiro tempo. Partindo desse princípio o educador fez toda uma análise crítica sobre as drogas. Aproveitando a química explicou a quantidade de substâncias que tinha no cigarro e seus males.

5ª Visita - 11/05/

Matéria: Transformações da matéria 9º A

Tipos de Movimento (M.U.V) 9º B

9º A / 9º B

Nesta aula, do 9ª ano A, o professor entregou a cada aluno um material, e em seguida dividi os em grupos e entregou uma folha em branco para cada grupo. Pediu para que eles escrevessem características dos seus materiais. Como por exemplo, a borracha é utilizada em que, as pedras, o ferro, o papel, o vidro e assim por diante.

Depois de uns 15 minutos, ele recolheu as folhas e entregou novamente invertendo a ordem de entrega e pediu para que cada grupo marcasse as características que o seu material tinha em comum com os demais. Foi um dos poucos momentos em que todos participaram.

No 9ª ano B, na aula de física iniciamos a aula com uma história, aonde o professor buscava prender os alunos com momentos de distração e ao mesmo tempo repassando o conteúdo. Apesar de muitas dúvidas serem levantas, cheguei a um ponto a pensar que os alunos estariam testando o professor, mas isso se deve ao tamanho interesse que todos demonstraram. Também contávamos com um número reduzido de alunos em sala cerca de quinze alunos, neste dia.

6ª Visita - 25/05/

Matéria: Modelo atômico 9º A

Vetores 9º B

9ª A / 9ª B

Devido à falta de controle no 9ª ano A, o professor resolveu paralisar a aula dizer que ela foi dada. Um fato que vale chamar a atenção foi uma frase dita pelo mesmo: “Olha seus filhos da mãe! Até para vocês venderem drogas vocês tem que saber isso daqui!” Realmente o barulho estava insuportável, e neste dia o professor estava com crise de garganta, onde ele já tinha pedido a colaboração de todos. No 9ª ano B, ele passou apenas exercícios de Vetores na lousa e disse que cobraria na próxima aula valendo nota.

7ª Visita - 01/06/

Matéria: Trabalho: Feira de ciências 9ª A

Trabalho: Feira de ciências 9ª B

9ª A /9ª B

9ª Visita - 15/06/

Matéria: Continuação Modelo Atômico

O que são forças?

9º A / 9º B

Uma coisa importante é que sempre o professor inicia a sua aula fazendo um flashback dos assuntos da aula passada, a fim de situarem os seus alunos. Após a conclusão dos conteúdos em sala de aula o professor passou um teste surpresa, que visava analisar como os alunos estavam antes das provas bimestrais.

10ª Visita - 22/06/

Matéria: Revisão Final para as bimestrais

9º A / 9ºB

Ultimamente os alunos estão eufóricos com a proximidade das provas e das férias. De acordo com o professor é o período que mais se encontra dificuldades de concentração. E realmente foi o que aconteceu. O professor se aborreceu com as conversas paralelas, e percebi o uso da tendência totalmente tradicional, impôs seu respeito, e a aprendizagem foi totalmente mecânica, ele expôs o conteúdo e os alunos apenas copiaram, com poucas indagações.

Feitas algumas observações em sala de aula, o professor passou questões no quadro e disse que a prova seria parecida com aquelas questões.

Acho que isso desestimulou um tanto os alunos. O professor pode achar ser uma forma a mais para quem está participando, mas isso fica um pouco cansativo, entediante.