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Relatório de Mapa de Risco, Trabalhos de Segurança do Trabalho

Trabalho de Ergonomia e Segurança do Trabalho sobre mapa de risco.

Tipologia: Trabalhos

Antes de 2010

Compartilhado em 14/10/2010

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Ministério da Educação
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Campus Pato Branco
Curso Superior de Engenharia de Produção
Eletromecânica
Relatório Sobre Mapa de Riscos
Trabalho referente à disciplina de
Ergonomia e Segurança do Trabalho,
sob a supervisão do
Professor Sérgio Luiz Ribas Pessa.
Realizado pelos acadêmicos¹:
João Rodolfo Petzhold Ferri
João Paulo Miguel Heinz
Hari Junior
Pato Branco - PR, Abril de 2009.
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Baixe Relatório de Mapa de Risco e outras Trabalhos em PDF para Segurança do Trabalho, somente na Docsity!

Ministério da Educação

Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Campus Pato Branco

Curso Superior de Engenharia de Produção Eletromecânica

Relatório Sobre Mapa de Riscos

Trabalho referente à disciplina de Ergonomia e Segurança do Trabalho, sob a supervisão do Professor Sérgio Luiz Ribas Pessa. Realizado pelos acadêmicos¹: João Rodolfo Petzhold Ferri João Paulo Miguel Heinz Hari Junior

Pato Branco - PR, Abril de 2009.

¹ Acadêmicos do Curso Superior de Engenharia de Produção Eletromecânica, turno integral.

1. Introdução

A partir da revolução industrial, os riscos relacionados ao trabalho começaram a surgir em grande quantidade, isso devido às condições de trabalho, muitas vezes insalubre. O incremento da produção em série deixou à mostra, a fragilidade do homem na competição desleal com a máquina. Ao lado dos lucros crescentes e da expansão capitalista, aumentavam paradoxalmente a miséria, o número de doentes mutilados, de órfãos e de viúvas. As condições de trabalho precárias somadas às jornadas de trabalho excessivas (15 a 16 horas diárias) provocaram reações por parte dos trabalhadores, desencadeando vários movimentos sociais e, influenciaram políticos e legisladores a introduzirem medidas legais. A partir deste descontentamento dos trabalhadores, os donos de fábricas são obrigados a diminuir as horas da jornada de trabalho, e melhorar a segurança dos ambientes de trabalho.

2. Segurança

As condições dignas de trabalho constituem objetivo dos direitos dos trabalhadores. Por meio delas é que eles alcançam a melhoria de sua condição social, configurando o conteúdo das relações trabalhistas que são de dois tipos: individuais ou coletivas. Nos locais de trabalho, existem inúmeras situações de risco passíveis de provocar acidentes do trabalho. Logo, a análise de fatores de risco em todas as tarefas e nas operações do processo é fundamental para a prevenção. De acordo com a legislação brasileira, é obrigatório empresas adotarem medidas de prevenção e controle de doenças ocupacionais e acidentes do trabalho. Portanto, os empresários, principalmente das médias e pequenas empresas devem procurar orientação técnica e específica nas delegacias Regionais do Trabalho ou empresas de consultoria visando a esse atendimento.

  • NR26: Sinalização de Segurança
  • NR27: Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho
  • NR28: Fiscalização e Penalidades
  • NR29: Segurança e Saúde no Trabalho Portuário
  • NR30: Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário
  • NR31: Segurança e Saúde no Trabalho em espaços Confinados
  • NR32: Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimento de assistência à Saúde. Além dessas, a Lei nº 6.514 de 22 de Dezembro de 1977 alterou o capítulo V das Consolidações das Leis Trabalhistas(CLT), relativo à segurança e Medicina do Trabalho. Hoje, a CLT, do art.154 ao 201, trata especificamente da Segurança e Medicina do Trabalho, trazendo normas relativas a disposições gerais, inspeção prévia dos órgãos de segurança e medicina do Trabalho nas empresas, das medidas preventivas de medicina do trabalho, das atividades insalubres e periculosas, da prevenção da fadiga, das penalidades, entre outras preocupações para o bem-estar do trabalhador.[1]

2. Definição do Mapa

O Diário Oficial da União de 20 de agosto de 1992 publicou uma portaria do Departamento Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador (DNSST) implantando a obrigatoriedade da elaboração de mapas de riscos pelas Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAS) nas empresas.

O mapa de risco propriamente dito, é um levantamento dos pontos de risco nos diferentes setores das empresas. Trata-se de identificar situações e locais potencialmente perigosos. A partir de uma planta baixa de cada seção são levantados todos os tipos de riscos, classificando-os por grau de perigo: pequeno, médio e grande. Estes tipos são agrupados em cinco grupos classificados pelas cores vermelho, verde, marrom, amarelo e azul. Cada grupo corresponde a um tipo de agente: químico, físico, biológico, ergonômico e mecânico.

A idéia do mapa é de que os funcionários de uma seção façam a seleção apontando aos Cipeiros os principais problemas da respectiva unidade. Na planta da seção, exatamente no local onde se encontra o risco (uma máquina, por exemplo) deve ser colocado o círculo no tamanho avaliado pela CIPA e na cor correspondente ao grau de risco.

O mapa deve ser colocado em um local visível para alertar aos trabalhadores sobre os perigos existentes naquela área. Os riscos serão simbolizados por círculos de três tamanhos distintos: pequeno, com diâmetro de 2,5 cm; médio, com diâmetro de 5 cm; e grande, com diâmetro de 10 cm.

A empresa receberá o levantamento e terá 30 dias para analisar e negociar com os membros da CIPA ou do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), se houver, prazos para providenciar as alterações propostas. Caso estes prazos sejam descumpridos, a CIPA deverá comunicar a Delegacia Regional do Trabalho. [2]

3. Elaborando o Mapa

1º) Passo: Conhecer os setores / seções da empresa: O que é e como produz. Para quem e quanto produz (direito de saber);

2º) Passo: Fazer o fluxograma (desenho de todos os setores da empresa e das etapas de produção);

3º) Passo: Listar todas as matérias-primas e os demais insumos (equipamentos, tipo de alimentação das máquinas etc.) envolvidos no processo produtivo.

4º) Passo: Listar todos os riscos existentes, setor por setor, etapa por etapa (se forem muitos, priorizar aqueles que os trabalhadores mais se queixam, aqueles que geram até

mãos, problemas nas articulações das mãos e braços; osteoporose (perda de substância óssea). Generalizadas -> (ou do corpo inteiro). As lesões ocorrem com os operadores de grandes máquinas, como os motoristas de caminhões, ônibus e tratores. Conseqüências: Lesões na coluna vertebral; dores lombares. Medidas de controle: Para evitar ou diminuir as conseqüências das vibrações é recomendado o revezamento dos trabalhadores expostos aos riscos (menor tempo de exposição).

Radiações São formas de energia que se transmitem por ondas eletromagnéticas. A absorção das radiações pelo organismo é responsável pelo aparecimento de diversas lesões. Podem ser classificadas em dois grupos:

Radiações ionizantes: Os operadores de raio-x e radioterapia estão freqüentemente expostos a esse tipo de radiação, que pode afetar o organismo ou se manifestar nos descendentes das pessoas expostas.

Radiações não ionizantes: São radiações não ionizantes a radiação infravermelha, proveniente de operação em fornos, ou de solda oxiacetilênica, radiação ultravioleta como a gerada por operações em solda elétrica, ou ainda raios laser, microondas, etc.

Seus efeitos são perturbações visuais (conjuntivites, cataratas), queimaduras, lesões na pele, etc.

Medidas de controle: Isolamento da fonte de radiação (ex: biombo protetor para operação em solda), enclausuramento da fonte de radiação (ex: pisos e paredes revestidas de chumbo em salas de raio-x), fornecimento de EPI adequado ao risco (ex: avental, luva, perneira e mangote de raspa para soldador , óculos para operadores de forno), medida administrativa: (ex: dosímetro de bolso para técnicos de raio-x). medida médica: exames periódicos.

Calor e Frio : Altas temperaturas podem provocar: desidratação, erupção da pele, câimbras, fadiga física, distúrbios psiconeuróticos, problemas cardiocirculatórios, insolação.

Baixas temperaturas podem provocar feridas, rachaduras e necrose na pele, enregelamento: ficar congelado, agravamento de doenças reumáticas, predisposição para acidentes, predisposição para doenças das vias respiratórias.

Medidas de controle: Ventilação local exaustora com a função de retirar o calor e gases dos ambientes, isolamento das fontes de calor/frio, fornecimento de EPI (ex: avental, botina, capuz, luvas especiais para trabalhar no frio e/ou calor).

Pressões Anormais Há uma série de atividades em que os trabalhadores ficam sujeitos a pressões ambientais acima ou abaixo das pressões normais, isto é, da pressão atmosférica a que normalmente estamos expostos.

Baixas pressões: são as que se situam abaixo da pressão atmosférica normal e ocorrem com trabalhadores que realizam tarefas em grandes altitudes. No Brasil, são raros os trabalhadores expostos a este risco.

Altas pressões: são as que se situam acima da pressão atmosférica normal. Ocorrem em trabalhos realizados em tubulações de ar comprimido, máquinas de perfuração, caixões pneumáticos e trabalhos executados por mergulhadores. Ex: caixões pneumáticos, compartimentos estanques instalados nos fundos dos mares, rios, e represas onde é injetado ar comprimido que expulsa a água do interior do caixão, possibilitando o trabalho. São usados na construção de pontes e barragens.

Conseqüências: Ruptura do tímpano quando o aumento de pressão for brusco e liberação de nitrogênio nos tecidos e vasos sanguíneos e morte. Medidas de controle: Por ser uma atividade de alto risco, exige legislação específica (NR-15) a ser obedecida.

Névoas: Partículas líquidas resultantes da condensação de vapores ou da dispersão mecânica de líquidos. Ex: névoa resultante do processo de pintura a revólver, monóxido de carbono liberado pelos escapamentos dos carros. Gases: Estado natural das substâncias nas condições usuais de temperatura e pressão. Ex: GLP, hidrogênio, ácido nítrico, butano, ozona, etc. Vapores: São dispersões de moléculas no ar que podem condensar-se para formar líquidos ou sólidos em condições normais de temperatura e pressão. Ex: nafta, gasolina, naftalina, etc. Névoas, gases e vapores podem ser classificados em: Irritantes: irritação das vias aéreas superiores. Ex: ácido clorídrico, ácido sulfúrico, soda caústica, cloro, etc. Asfixiantes: dor de cabeça, náuseas, sonolência, convulsões, coma e morte. Ex: hidrogênio, nitrogênio, hélio, metano, acetileno, dióxido de carbono, monóxido de carbono, etc. Anestésicos: (a maioria solventes orgânicos). Ação depressiva sobre o sistema nervoso, danos aos diversos órgãos, ao sistema formador de sangue (benzeno), etc. Ex: butano, propano, aldeídos, cetonas, cloreto de carbono, tricloroetileno, benzeno, tolueno, alcoóis, percloritileno, xileno, etc. Vias de penetração dos agentes químicos: Via cutânea (pele), Via digestiva (boca), Via respiratória (nariz). A penetração dos agentes químicos no organismo depende de sua forma de utilização. Fatores que influenciam a toxicidade dos contaminantes ambientais: Para avaliar o potencial tóxico das substâncias químicas, alguns fatores devem ser levados em consideração: Concentração: quanto maior a concentração, mais rapidamente seus efeitos nocivos manifestar-se-ão no organismo; Índice respiratório: representa a quantidade de ar inalado pelo trabalhador durante a jornada de trabalho, sensibilidade individual: o nível de resistência varia de indivíduo para indivíduo, toxicidade: é o potencial tóxico da substância no organismo, tempo de exposição: é o tempo que o organismo fica exposto ao contaminante. Medidas de controle: As medidas sugeridas pretendem dar apenas uma idéia do que pode ser adotado, pois existe uma grande quantidade de produtos químicos em uso

e as medidas de proteção devem ser adaptadas a cada tipo. Ventilação e exaustão do ponto de operação, substituição do produto químico utilizado por outro menos tóxico, redução do tempo de exposição, estudo de alteração de processo de trabalho, conscientização dos riscos no ambiente, fornecimento do EPI como medida complementar (ex: máscara de proteção respiratória para poeira, para gases e fumos; luvas de borracha, neoprene para trabalhos com produtos químicos, afastamento do local de trabalho.

Riscos Biológicos (Cor Marrom) São considerados riscos biológicos: vírus, bactérias, parasitas, protozoários, fungos e bacilos. Os riscos biológicos ocorrem por meio de microorganismos que, em contato com o homem, podem provocar inúmeras doenças. Muitas atividades profissionais favorecem o contato com tais riscos. É o caso das indústrias de alimentação, hospitais, limpeza pública (coleta de lixo), laboratórios, etc. Entre as inúmeras doenças profissionais provocadas por microorganismos incluem-se: tuberculose, brucelose, malária, febre amarela. Para que essa doenças possam ser consideradas doenças profissionais é preciso que haja exposição do funcionário a estes microorganismos. São necessárias medidas preventivas para que as condições de higiene e segurança nos diversos setores de trabalho sejam adequadas. Medidas de controle: As mais comuns são: saneamento básico (água e esgoto), controle médico permanente, uso de EPI, higiene rigorosa nos locais de trabalho, hábitos de higiene pessoal, uso de roupas adequadas, vacinação, treinamento, sistema de ventilação/exaustão. Para que uma substância seja nociva ao homem, é necessário que ela entre em contato com seu corpo. Existem diferentes vias de penetração no organismo humano, com relação à ação dos riscos biológicos: Cutânea: ex: a leptospirose é adquirida pelo contato com águas contaminadas pela urina do rato, Digestiva: ex: ingestão de

São considerados como riscos geradores de acidentes: arranjo físico deficiente; máquinas e equipamentos sem proteção; ferramentas inadequadas; ou defeituosas; eletricidade; incêndio ou explosão; animais peçonhentos; armazenamento inadequado. Arranjo físico deficiente: É resultante de: prédios com área insuficiente; localização imprópria de máquinas e equipamentos; má arrumação e limpeza; sinalização incorreta ou inexistente; pisos fracos e/ou irregulares. Máquinas e equipamentos sem proteção: Máquinas obsoletas; máquinas sem proteção em pontos de transmissão e de operação; comando de liga/desliga fora do alcance do operador; máquinas e equipamentos com defeitos ou inadequados; EPI inadequado ou não fornecido. Ferramentas inadequadas ou defeituosas: Ferramentas usadas de forma incorreta; falta de fornecimento de ferramentas adequadas; falta de manutenção. Eletricidade: Instalação elétrica imprópria, com defeito ou exposta; fios desencapados; falta de aterramento elétrico; falta de manutenção. Incêndio ou explosão: Armazenamento inadequado de inflamáveis e/ou gases; manipulação e transporte inadequado de produtos inflamáveis e perigosos; sobrecarga em rede elétrica; falta de sinalização; falta de equipamentos de combate ou equipamentos defeituosos.

6. Conclusão

Para estabelecer total segurança, além de ter o mapa de riscos, é necessário investir pesado na segurança. O Investimento também vai aumentar o grau de conscientização dos empregados. Fazer treinamento de segurança vai melhorar o relacionamento entre eles. Se nunca aconteceu acidente não quer dizer que nunca vai acontecer. Já diz a Bíblia, "Vigiai e orai, pois não sabeis o dia nem a hora". Nunca sabermos a hora que um acidente pode acontecer, por isso devemos estar sempre prevenidos.

7. Referências

[1] TAVARES, Jamille Yara Luna; ALMEIDA GUIMARÃES, Denise de Almeida. Projeto a Vez do Mestre: Da conscientização de um Meio Ambiente do Trabalho digno como incentivo ao desenvolvimento econômico e social. Rio de Janeiro, 2006

[2]http://www.bauru.unesp.br/curso_cipa/1_legislacao_sobre_cipa/ 2_informacoes_sobre_cipa.htm

[3] http://www.btu.unesp.br/cipa/mapaderisco.htm

[4] http://www.uff.br/enfermagemdotrabalho/mapaderisco.htm