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Aula prática de urinálise - observação de elementos presentes na urina; análise da urina através da fita reagente
Tipologia: Notas de aula
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Ana Gabriela Souza Gouvea Camila Langer Marciano Murilo Andrade Nantes Thalia de Sousa da Silva
Nos rins existem estruturas funcionais chamadas néfrons que são formadas por uma rede de capilares, conhecidos como glomérulo ou corpúsculo renal (MUNDT E SHANAHAN, 2012). Esses glomérulos são responsáveis pela filtração, consistindo a primeira etapa da formação da urina (filtração glomerular), tendo como produto o ultrafiltrado (COSTANZO, 2011; MUNDT E SHANAHAN, 2012). Basicamente, o ultrafiltrado, ou filtrado glomerular, tem a mesma composição do plasma sanguíneo, como água, creatinina, aminoácidos, eletrólitos, ureia e glicose. Esses compostos não são totalmente perdidos, pois ocorre a reabsorção de certos nutrientes, como por exemplo a água. Entretanto, ocorre também à secreção de certas substâncias indesejáveis para organismo, como as toxinas. Depois de formada, a urina é transportada pelos ureteres e depositada na bexiga, onde fica armazenada para ser, então, secretada pela uretra (MUNDT E SHANAHAN, 2012). A urina é a amostra mais utilizada em testes laboratoriais, contando com diversos exames para verificação da função renal. Diferentes técnicas são utilizadas para o diagnóstico de doenças. Analisa-se desde cor até mesmo as células secretadas, para isso, a urinálise, análise da urina, é dividida em três exames: exame físico, exame químico e exame microscópico do sedimento urinário (MUNDT & SHANAHAN, 2012). Exames de rotina da urina analisam características físicas (exame físico) e químicas (exame químico). No exame físico são examinadas características visuais, como cor, podendo variar do amarelo claro a âmbar escuro; transparência: límpido, semi-turvo ou turvo e odor, sendo que, hoje em dia, poucos laboratórios relatam este item. Já no exame químico, são utilizadas fitas reagentes, nas quais possuem diversos campos que contem reagentes, realizando vários testes ao mesmo tempo. Na embalagem vem fixada um quadro colorido que serve como parâmetro para ser comparado com a tira-reagente utilizada na analise da urina. Cada campo é especifico para um indicador, sendo eles: leucócitos, nitrito, urobilinogênio, proteínas, pH, sangue, densidade, cetonas, bilirrubina e glicose (MUNDT E SHANAHAN, 2012). Após os exames físico e químico, a urina deve ser preparada para a análise microscópica de sedimento. A mesma deve ser colocada em um tubo cônico e levada à centrifuga, aparelho empregado na separação da amostra, a 2000 rpm por 5 minutos. Terminado esse tempo, deve-se eliminar o sobrenadante e homogeneizar o sedimento. Pipeta- se o volume desejado e o deposita em uma lamina, levando-o para ser analisado no microscópio, o qual deve estar devidamente ajustado (MUNDT E SHANAHAN, 2012).
sedimento que ficou no fundo do tubo foi homogeneizado e adicionado na lâmina com intuito de uma analise microscópica para a observação de leucócitos, células epiteliais, hemácias e bactérias, classificando-os como: ausente, raro, moderado ou aumentado Aula II Assim como na aula anterior, após todo o processo de análise física e química da urina, depois de centrifugada, o sedimento da mesma foi pipetada e depositada na câmara de Neubauer para a contagem de leucócitos. Essa contagem foi feita nos quadrantes laterais, o valor obtido foi multiplicado por 250, obtendo a quantidade de leucócitos por ml.
a) Prática 01
Exame químico Cor: Amarelo escuro - ligeiramente turvo Volume: 60ml Leucócitos: negativo Nitrito: negativo Urobilinogênio: negativo Proteínas: negativo pH: 6 Sangue (Eritrócitos): negativo Densidade: 1. Cetonas: negativo Bilirrubina: negativo Glicose: negativo
Exame Microscópico Leucócitos: 4 (++) Hemácias: 1 (+) Células epiteliais: (+) Bactérias: (+++) Cilindros: Ausente Leveduras: Ausente Tricomomas vag.: Ausente Muco: Ausente
*Legenda (+) Raras/ Pequenas quantidades (++) Moderadas (+++) Aumentada/ Abundante/ Grande quantidade
Fonte: GOUVEA, A. S. Fonte: GOUVEA, A. S.
Fonte: GOUVEA, A. S. Fonte: GOUVEA, A. S.
Fonte: GOUVEA, A. S.
b) Prática 02:
Exame químico Cor: Âmbar Volume: 30ml Leucócitos: ++ Nitrito: Negativo Urobilinogênio: Negativo Proteínas: Trace pH: 6 Sangue ( Eritrócitos): Negativo Densidade: 1. Cetonas: Negativo Bilirrubina: Negativo Glicose: Negativo
Exame Microscópico Leucócitos: 2.976.000 ml Hemácias: (++) Células epiteliais: (++) Bactérias: (+++) Cilindros: Negativo Leveduras: (++) Tricomomas vag.: Negativo
Muco: Negativo
*Legenda (+) Raras/ Pequenas quantidades (++) Moderadas (+++) Aumentada/ Abundante/ Grande quantidade
Fonte: GOUVEA, A. S. Fonte: GOUVEA, A. S.
Fonte: GOUVEA, A. S. Fonte: GOUVEA, A. S.
As contagens de células no microscópio foram através da técnica Neubauer, preparada em uma lâmina especial onde a contagem é feita no menor quadrado e multiplicada sucessivamente por 16, 4,250. O número de leucócitos encontrados na urina do laudo 2.2 foi de aproximadamente 186, utilizando a técnica de Neubauer : 186 X 16 X 4 X 250 = 2976000 ml. O número normal de leucócitos a ser encontrado é de 10.000 ml, de hemácias 5.000 ml (em mulheres o valor pode ser maior, principalmente se for coletado no período menstrual), o número de bactérias é determinado a olho nu e sempre são encontrados sobrenadantes na urina, uma vez que fazem parte da flora urinária. Células teciduais também podem ser encontradas em pequenas quantidades. Alterações nos valores de referências indicam início de patologias, como infecções, que podem ser derivadas principalmente da uretra, bexiga ou rins. A técnica de Neubauer confere aos resultados mais confiabilidade, porém requer mais tempo e concentração do profissional.