
















Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Diodos são componentes eletrônicos, confeccionados com materiais semicondutores, destinados à permitirem a passagem de corrente em um único sentido, sendo conhecidos como chaves eletrônicas, devido à essa peculiaridade. São elementos com polos, positivo e negativo, definidos. O fluxo de corrente ocorre quando estão diretamente polarizados, do polo positivo ao polo negativo. Por possuírem essa característica singular, é possível utilizar os diodos como retificadores de sinal, transformando corren
Tipologia: Provas
1 / 24
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!

















Salvador 2014
Relatório de prática experimental, solicitado pelo professor Edvaldo Sobral, como requisito de avaliação parcial da I Unidade da disciplina de Eletrônica Analógica Prática, no Instituto Federal Bahia – IFBA, Câmpus Salvador. Prática realizada sob orientação do Prof. Edvaldo Sobral.
Salvador 2014
Figura 16 – Diagrama de montagem do circuito retificador de meia onda inversamente polarizado ........................................................................................... 17 Figura 17 – Circuito retificador de meia onda com filtragem capacitiva: (a) montado; (b) Diagrama de montagem....................................................................................... 17 Figura 18 – Gráfico obtido com o osciloscópio: (a) da tensão DC na carga; (b) do ripple ......................................................................................................................... 18 Figura 19 – Circuito retificador de onda completa: (a) montado; (b) Diagrama de montagem ................................................................................................................. 18 Figura 20 – Medição com o osciloscópio: (a) no secundário; (b) na carga ............... 19 Figura 21 – Gráfico obtido com o osciloscópio: (a) no secundário; (b) na carga [AC] (b) na carga [DC] ....................................................................................................... 19 Figura 22 – Circuito retificador de onda completa com filtragem capacitiva: (a) montado; (b) Diagrama de montagem ....................................................................... 20 Figura 23 – Gráfico obtido com o osciloscópio: (a) da tensão DC na carga; (b) do ripple ......................................................................................................................... 20 Figura 24 – Circuito retificador de onda completa em ponte: (a) montado; (b) Diagrama de montagem ............................................................................................ 21 Figura 25 – Gráficos obtidos com o osciloscópio: (a) no secundário; (b) na carga [AC] (b) na carga [DC] ............................................................................................... 21 Figura 26 – Circuito retificador de onda completa em ponte com filtragem capacitiva: (a) montado; (b) Diagrama de montagem ................................................................. 22 Figura 27 – Ripple ..................................................................................................... 22 Figura 27 – Prática EXTRA: Circuito Integrado de retificador de onda completa em ponte ......................................................................................................................... 22
Diodos, representados na Figura 1, são dispositivos eletrônicos destinados a condução de corrente em um único sentido. Esses dispositivos atuam como chaves eletrônicas, que de acordo com Boylestad e Nashelsky (2004, p. 1), possuem como características ideais “as de uma chave que teria a capacidade de conduzir corrente em um único sentido”. Estes atuam como circuito aberto quando busca-se passar corrente em sentido oposto, àquela que ele está configurado.
Figura 1 – Simbologia dos diodos, gráfico das características de tensão e corrente
Fonte: BOYLESTAD e NASHELSKY, 2004, P. 1. Analisando a Figura 1, no eixo das abscissas, eixo x, horizontal, dispõe-se os valores de tensão, enquanto no eixo das ordenadas, eixo y, vertical, dispõe-se os valores da corrente. A Figura 1 ilustra que o elemento possui duas extremidades: ânodo, positivo; e cátodo, negativo.
Há duas configurações, ambas são apresentadas na Figura 2, possíveis para os diodos: configurado como chave fechada, possibilitando a passagem de corrente, quando diretamente polarizado, portanto, a corrente flui do ânodo para o cátodo, da extremidade positiva, para a negativa; ou configurado como chave aberta, impedindo a passagem de corrente, nesse caso o polo positivo conecta-se ao cátodo e o polo negativo no ânodo, estando assim inversamente polarizado.
Figura 2 – Comportamento dos diodos: (a) diretamente polarizado; (b) inversamente polarizado
Fonte: BOYLESTAD e NASHELSKY, 2004, P. 2.
Desse modo, Boylestad e Nashelsky (2004, p. 2), concluem que a polarização do diodo ideal ocorrerá: “como um curto-circuito na região de condução” ou “como um circuito aberto na região de não-condução”. Entretanto, diferente de um curto- circuito, ao permitirem a passagem de corrente, os diodos gerarão uma queda de tensão constante, com valor fixo e definido, que variará de acordo com o material de confecção desses.
Grosso modo, os diodos funcionam a partir do princípio da dopagem, que consiste em um método de despurificação dos cristais confeccionados a partir de material semicondutor. Esses elementos são constituídos de uma ligação PN, isto é, metade do diodo é confeccionado com um material semicondutor com excesso de lacunas (elétrons faltando na camada de valência do cristal), P; enquanto a outra metade é confeccionado com material semicondutor sem lacunas (com excesso de elétrons), N.
A ligação PN, ilustrada na Figura 3 (a), consiste, portanto, naquela em que os elétrons em excesso da camada N migram para a camada P, que possui menos elétrons. O ponto de interseção, e o local onde ocorre essa migração é a zona de junção, que após o processo de migração desencadeará na formação da camada de depleção. O fluxo de elétrons se dá através da ruptura da barreira potencial, para isso a tensão submetida ao diodo deve superior à 0,3 V para diodos confeccionados em Germânio e 0,7 V para diodos de Silício, valores que correspondem à queda de tensão gerada, estando o mesmo diretamente polarizado, Figura 3 (b).
Figura 3 – (a) simbologia diodos; (b) gráfico das características de tensão e corrente
(a) (b) Fonte: MALVINO e BATES, 2011, P. 39-40. A figura 4 apresenta a curva característica do diodo. De acordo com o gráfico, o diodo possui os seguintes pontos fundamentais: região direta, joelho, região inversa, corrente inversa e ponto de ruptura.
Figura 5 – Gráfico da corrente alternada
Fonte: Regô, 2013.
Como apresentado no gráfico, existem três tipos de tensão: a tensão eficaz (Vrms), equação 1, tensão comercial cuja potência é a mesma, seja corrente alternada ou contínua; tensão máxima ou tensão de pico, é a máxima tensão alcançada pelo circuito; apresenta-se, ainda, a tensão média, não abordada nesse trabalho. Há ainda a tensão de pico à pico (Vpp), equação 2. A unidade de tensão é volt [V].
Do gráfico da figura 5, podemos extrair ainda o período, e consequentemente, a frequência, equação 3, da tensão analisada. O eixo horizontal, representa o tempo. O período consiste no tempo decorrido entre o início da onda senoidal, até o seu fim. Ao fim do período, a onda senoidal passa a repetir-se ciclicamente. Obtém- se a frequência, pois esta é o inverso do período. A frequência nada mais é do que a quantidade de ciclos por segundo, medido em Hertz. A frequência padrão da rede elétrica é 60 Hz. Onde: f = frequência [Hz]; T = Período [s]
Foi utilizado um transformador abaixador, que possui como principal característica a geração de uma redução na tensão de entrada do primário. A tensão de saída do secundário é menor que tensão de entrada, contudo essa variação ocorre sem alterar a potência e a frequência original.
Na prática realizada, utilizou-se os circuitos retificadores, os quais consistem naqueles que utilizam um, dois ou quatro diodos, que podem estar em série, em paralelo ou em série e em paralelo, de acordo com o tipo de transformador utilizado e sua aplicação. Esses circuitos possuem como função converter a tensão senoidal, em tensão contínua pulsante, podendo ser filtrada com o auxílio de um capacitor, fazendo com que essa torne-se próxima de um sinal constante.
Os circuitos retificadores construídos com apenas um diodo, que encontra-se imediatamente após a saída do secundário do transformador, em série com a carga resistiva, denominam-se circuito retificadores de meia onda, Figura 6 (b), devido à forma de onda, Figura 6 (a), característica dessa construção.
Figura 6 – (a) tensão senoidal do secundário; (b) circuito retificador de meia onda; (c) forma de meia onda da tensão contínua pulsante na carga (saída)
Fonte: Adaptações de MALVINO e BATES, 2011, P. 90. Devido a singular propriedade do diodo em conduzir em apenas um sentido, quando a tensão está em seu semiciclo positivo o diodo conduz, havendo uma queda de tensão de 0,7 V (VD), equação 4, contudo quando a tensão está em seu semiciclo negativo, o diodo não conduz, Figura 6 (c). Nessa situação, o valor da tensão média contínua na carga (VCC) pode ser calculado através da equação 5. Onde: Vp = tensão de pico; Vs = tensão do secundário; VD = tensão do diodo; Vcc = tensão média (contínua); π ≈ 3,14, sendo que todas as tensões são medidas em Volts.
𝑉𝑐𝑐 = 𝑉 𝜋𝑝 ou 𝑉𝑐𝑐 ≈ 0,318𝑉𝑝 (5)
O procedimento experimental com circuitos retificadores, foi realizado em dias distintos. A cada nova aula prática, realizou-se novos experimentos propostos pelo professor. Todos os procedimentos foram iniciados com a entrega e leitura do roteiro pelas equipes, pelo orientador do experimento o professor Edvaldo Sobral. As práticas procederam-se em grupo de quatro pessoas, os quais foram os responsáveis por realizar a montagem do circuito, medição e coleta de dados dos experimentos. Para todos os casos, a tensão do primário foi da rede elétrica: 127 V.
Em todas as práticas, a equipe recebeu o material necessário para realiza-las, nas situações, foram entregues, de acordo com as necessidades de cada uma das práticas: multímetro digital, protoboard , transformador abaixador, tomada, osciloscópio, ponta de prova, diodos, resistor, capacitor, alicate de corte e de bico. Após a entrega do material, iniciou-se o procedimento experimental.
Na primeira etapa do procedimento, reuniu-se o material necessário para montar o circuito, Figura 9 (a), em seguida montou-se o circuito do retificador de meia onda. O circuito foi construído em uma protoboard, sendo constituído por um transformador abaixador, com um diodo disposto imediatamente após a saída do secundário, que está em série com uma carga resistiva, o diagrama é ilustrado na figura 9 (b). O diodo encontra-se diretamente polarizado nesse circuito.
Figura 9 – (a) material utilizado na montagem do circuito (b) Circuito retificador de meia onda
(a) (b) Fonte: Autoria própria.
Seguindo o procedimento experimental do roteiro, iniciou-se a medição da tensão no secundário, no diodo e na carga, utilizando o multímetro digital, os resultados da medição são apresentados na tabela 1. O procedimento de medição com o multímetro iniciou-se com a verificação da calibração do multímetro, com o teste sonoro. Verificando-se que, além do ruído, há indicação de leitura era zero, iniciou-se o procedimento de medição.
Tabela 1 – Grandezas elétricas medidas com multímetro e calculadas Componente VAC VDC Vcalculado Icalculada Pcalculado Vsecundário 15,65 0 Vdiodo 6, Vcarga 6,85 7,00 2,5∙ 10 -^4 A 17,5∙ 10 -^4 W Fonte: Autoria própria.
A tensão VAC é rms, tanto no diodo, quanto na carga não há tensão alternada, pois o papel do diodo é justamente retificar o sinal, fazendo com que esse torne-se contínuo e pulsante. No secundário do transformador, a tensão contínua é zero, tendo em vista que o secundário é alternado. Na carga, para o cálculo da corrente utilizou a primeira lei de ohm, V = RI; e para o cálculo da potência utilizou: P = VI, obtendo-se, assim, os valores calculados. O V calculado na carga, foi obtido através da aplicação da equação 5, contudo desconsiderou-se a queda de tensão do diodo de silício, 0,7 V.
A Figura 10 apresenta o procedimento de medição da tensão com o multímetro, no secundário, no diodo e na carga. Para os três casos segue-se o mesmo procedimento: a ponta de prova conectada ao COM do multímetro (de cor preta), é posta sobre o polo negativo do componente, enquanto a ponta de prova vermelha é posta sobre o polo positivo do dispositivo.
Figura 10 – Medição com o multímetro: (a) do secundário; (b) do diodo (b) da carga
(a) (b) (c) Fonte: Autoria própria.
Quando os gráficos são gerados deve-se ajustar as escalas, a fim de torná-la totalmente inserida no visor (sem bordas fora deste), e relativamente constante. As escalas utilizadas são: volts por divisão (V/div), para o eixo vertical; e a base de tempo, em segundos por divisão (s/div), para o eixo horizontal. A primeira escala diz respeito ao comprimento da onda, e a segunda a constância da imagem. Caso apenas o ajuste da escala aferição apropriada, utiliza-se o fator de multiplicação da ponta de prova do osciloscópio, que reduz a forma de onda em até dez vezes.
No contexto da prática utilizada, a base de tempo foi 5 ms/div e a base da tensão foi 1 V/div, utilizando-se multiplicador de dez vezes. Os valores obtidos foram 22 volts para o secundário; e 21,3 V para o diodo e para a carga, que podem ser obtidos teoricamente, também, através da aplicação da equação 4, representado na equação 10.
Observa-se, devido ao comprimento da onda, que na carga foi utilizada uma voltagem por divisão diferente dos demais, nesse caso utilizou-se 5 V/div para melhorar a leitura da grandeza medida, alcançando-se o valor de 21,3 V, assim como no diodo. A Figura 13 apresenta o diagrama de montagem do circuito em questão.
Figura 13 – Diagrama de montagem do circuito retificador de meia onda diretamente polarizado
Fonte: CORRADI, 2014.
Com a conclusão da primeira medição, e verificação da forma de onda, que mostrou-se coerente em relação aos aspectos teóricos estudados, o próximo passo foi utilizar o diodo inversamente polarizado. Nesse procedimento, apresentado na Figura 14, o diodo foi invertido, e o circuito manteve-se o mesmo.
Figura 14 – Medição com o osciloscópio: (a) do diodo inversamente polarizado; (b) da carga
(a) (b) Fonte: Autoria própria.
Os resultados obtidos após essa medição são apresentados na Figura 15, a intensidade das tensões são as mesmas. Contudo, se analisarmos o gráfico observar-se-á que há uma inversão da forma de onda medida na carga e no diodo. O gráfico da forma de onda do secundário é o mesmo do retificador de meia onda diretamente polarizado, por isso o mesmo não foi apresentado. A base de tempo da medição foram 5 ms/div e do eixo das ordenadas 5 V/div.
Figura 15 – Gráfico obtido com o osciloscópio: (a) do diodo inversamente polarizado; (b) da carga
(a) (b) Fonte: Autoria própria.
O roteiro do experimento solicitou que fosse construída nova tabela para apresentar os resultados obtidos, porém por se tratar de mesma situação, com
Figura 18 – Gráfico obtido com o osciloscópio: (a) da tensão DC na carga; (b) do ripple
(a) (b) Fonte: Autoria própria.
O circuito retificador de onda completa é aquele em que a retificação de onda ocorre tanto no semiciclo positivo, quanto no negativo. Para isso, há dois métodos: com dois diodos e transformador com derivação central; ou em ponte. Em ambos os casos, a forma de onda é a mesma, a frequência é o dobro da frequência de entrada. Contudo há uma diferença notável no valor da tensão retificada entre os dois tipos, com dois diodos a queda de tensão gerada pelo diodo é 0,7 V; enquanto no segundo tipo a queda de tensão é a referente à dois diodos em série: 1,4 V.
A prática primeira prática realizada utilizou dois diodos, uma carga resistiva de 27 Ω, um multímetro, um osciloscópio, um protoboard , e um transformador abaixador com derivação central. O circuito foi montado como na Figura 19 (a) e possui o diagrama de montagem da figura 19 (b).
Figura 19 – Circuito retificador de onda completa: (a) montado; (b) Diagrama de montagem
(a) (b) Fonte: (a) Autoria própria; (b) CORRADI, 2014.
O procedimento de medição deu-se justamente como no circuito retificador de meia onda, ponta de prova negativa no cátodo, ponta de prova positiva no ânodo, para o diodo; ponta de prova positiva no polo positivo, e o inverso também, no resistor. Mediu-se a forma de onda no secundário, na carga e nos diodos, a Figura 20 apresenta a medição no secundário e na carga.
Figura 20 – Medição com o osciloscópio: (a) no secundário; (b) na carga
(a) (b) Fonte: Autoria própria.
Seguindo o procedimento experimental, mediu-se a tensão do secundário, verificando que esta era igual a 22 V. Com a medição das tensões, gerou-se os gráficos da Figura 21. Observa-se que ao medir a tensão DC na carga com o osciloscópio a forma de onda assumida pelo mesmo é de tensão contínua pulsante. Utilizou-se 5 volts por divisão como escala.
Figura 21 – Gráfico obtido com o osciloscópio: (a) no secundário; (b) na carga [AC] (b) na carga [DC]
(a) (b) (c) Fonte: Autoria própria.
Seguindo o procedimento experimental, mediu-se a tensão do secundário, verificando que esta era igual a 22 V. Com a medição das tensões, gerou-se os gráficos da Figura 21. Observa-se que ao medir a tensão DC na carga com o