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Compostos Iônicos Moleculares
Tipologia: Provas
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Relatório apresentado à disciplina Laboratório de Química 1 sob a responsabilidade do Prof. Dr. Sérgio Arnosti Junior, como parte da avaliação do primeiro semestre de 2013. .
conduzir uma corrente elétrica. A solução formada é denominada solução eletrolítica. (GUIMARÃES, 2009). O experimento realizado em laboratório visou acompanhar as propriedades físicas de ponto fusão e condução de eletricidade, estabelecendo a diferença entre soluções iônicas e moleculares.
Caracterizar a natureza molecular ou iônica de compostos sólidos a partir de algumas de suas propriedades físicas.
Verificar a diferença de comportamento de não eletrólitos, eletrólitos fortes e fracos no que diz respeito à condutividade.
Familiarizar-se com o uso de circuitos simples, para observar, qualitativamente, a condutividade de uma substância.
4.1 Caracterização da natureza de sólidos desconhecidos
4.1.1 Fusão dos Sólidos
Colocou-se em diferentes tubos de ensaio uma colher de espátula dos sólidos disponíveis: sólido 1, 2, 3, 4 e 5 (figura 1). Aqueceram-se os tubos de ensaio no bico de Bunsen e observou-se.
Figura 1 – 5 amostras diferentes, sem identificação quantos aos elementos.
4.1.2 Condutividade das soluções dos sólidos
Identificou-se 1 béquer de 50 mL e foi adicionado cerca de 30 mL de água e uma ponta de espátula da amostra 1. Agitou-se com a bagueta, e depois a lavou. O mesmo procedimento foi repetido para as amostras 2, 3, 4 e 5. Em seguida, testou-se a condutividade de cada uma das soluções, imergindo-se os dois polos do circuito simples para teste de condutividade. Passou-se Água destilada nos polos entre cada teste realizado. Observou-se se a lâmpada do circuito (ou o filamento) da mesma acendeu.
4.1.3 Propriedades eletrolíticas de ácidos em soluções aquosas
No laboratório, havia um béquer que continha ácido acético glacial (HC 2 H 3 O 2 ), coberta com um vidro de relógio. Retirado o vidro de relógio, o líquido foi testado para medir-se a sua condutividade elétrica. Os dois polos foram lavados com água destilada antes e depois do teste e o béquer retornado para seu devido lugar de armazenamento (capela). Adicionou-se cerca de 30 mL de água destilada em um béquer limpo. Com as pontas dos eletrodos foi feito o teste de condutividade. Com outro béquer previamente limpo, colocou-se cerca de 30 mL de solução de ácido acético a 10% e realizou-se o teste de condutividade. Limpou-se os eletrodos após o teste. Com outro béquer limpo, adicionou-se cerca de 30 mL de solução de ácido clorídrico a 10%. Novamente, realizou-se o teste de condutividade.
Tabela 2 - Condutividade e Intensidade das amostras. CONDUTIVIDADE DAS AMOSTRAS Amostra Situação da Lâmpada Intensidade 1 Acesa Média 2 Apagada - 3 Acesa Média 4 Apagada - 5 Acesa Forte
A figura 3 mostra o teste de condutividade da amostra 1 e a intensidade média da lâmpada.
Figura 3 – Amostra 1, teste de condutividade.
A figura 4 mostra o teste de condutividade da amostra 5 e a intensidade forte da lâmpada.
Figura 5 – Amostra 1, teste de condutividade.
5.1.3 Propriedades eletrolíticas de ácidos em soluções aquosas
A tabela 3 informa quais soluções acenderam a lâmpada e a intensidade dessa iluminação.
Tabela 3 – Condutividade e Intensidade das soluções. CONDUTIVIDADE DAS SOLUÇÕES Solução Situação da Lâmpada Intensidade Ácido acético glacial Apagada - Água destilada Apagada - Ácido acético a 5% Apagada - Ácido clorídrico a 5% Acesa Forte
6.1.4 Amostra 4
Entre todas as amostras, a amostra 4 foi a que obteve menor ponto de fusão durante o experimento. Houve ausência de condutividade. Levando em consideração seu odor característico de açúcares e seu aspecto caramelizado, pode-se afirmar que suas ligações são covalentes, ou seja, é uma substância molecular (ALEX, 2009).
6.1.5 Amostra 5
Não se conseguiu fundir a amostra 5 com o bico de bunsen e não houve nem mesmo alteração em sua coloração durante o aquecimento, reproduziu alta condutividade (luz forte da lâmpada). A partir desses dados, podemos afirmar que se trata de um eletrólito forte, ou seja, sem moléculas em sua estrutura de cátion e ânions (ALEX, 2009).
6.2 Condutividade de soluções
6.2.1 Acido acético glacial
Guando há a ausência de água, o ácido acético é denominado glacial e devido a esta ausência de água, não haverá a dissolução dessa substância iônica, fato que explica a ausência de condutividade (LEMOS, 2008).
6.2.2 Ácido acético a 5%
Durante o experimento a lâmpada não acendeu, mas de acordo com MACIEL, há a presença de condutividade neste caso, embora que baixa. A estrutura do ácido acético segundo este mesmo autor é iônica, mas sua maior parte é molecular, caracterizando quando em solução com a água um eletrólito fraco, e neste experimento sua porcentagem nesta solução foi de apenas 5%. A fórmula 1 explica o comportamento do ácido acético quando dissolvido:
CH 3 COOH (ácido acético) + H 2 O (água) → H 3 O+^ (hidroxônio) + CH 3 COO-^ (acetato) (1)
6.2.3 Ácido clorídrico a 5%
A lâmpada emitiu uma luz forte, portanto trata-se se uma substância eletrólito forte, ou seja, sem a presença de moléculas em sua estrutura de cátion e ânion. Como mostra a fórmula 2, que representa a dissolução dessa substância em água (MACIEL, 2011):
HCl + H 2 O → H+^ Cl-^ + H 2 O (2)
6.2.4 Água destilada
A água não deverá conduzir eletricidade em sua forma pura, devido à sua estrutura se molecular, não havendo dissolução alguma, servindo apenas de solvente para as soluções iônicas (MACIEL, 2011).
ALEX, Saulo. Dissociação Eletrolítica e Condutividade elétrica. Universidade de Brasília , 2009.
ALVES, Líria. Compostos iônicos: definição e características principais. Disponível em> http://www.brasilescola.com/quimica/compostos-ionicos-definicao-caracteristicas- principais.htm , 2012. Acesso em> 27.04.2013.
CHEMELLO, Emiliano. Ligações Químicas. Disponível em> http://www.quimica.net/emiliano/vestibucast/ligacoes_quimicas.pdf , 2012. Acesso em> 27.04.2013.
FOGAÇA, Jennifer Rocha Vargas. Características e Propriedades dos Compostos Covalentes. Disponível em> http://www.mundoeducacao.com.br/quimica/caracteristicas-propriedades-dos- compostos-covalentes.htm , 2012. Acesso em> 27.04.2013.
GUIMARÃES, Sheila. Condução De Corrente Elétrica. Centro de Educação Profissional Hélio Augusto de Souza , 2009.
LEMOS, Aurélio; FERNANDES, Alison de Carvalho; MOTTA, Diogo; BONTURIM, Everton; ALVES, Glicia Souza; SILVA, Wagner Roberto. Medida Da Condutividade De Eletrólitos. Universidade Ibirapuera , 2008.
LIBERAL O SUFICIENTE. Compostos iônicos Vs compostos moleculares. Disponível em> http://liberalosuficiente.blogspot.com.br/2012/07/compostos-ionicos-vs- compostos.html , 2012. Acesso em> 27.04.2013.
MACIEL, Angelo. Condutibilidade elétrica. Instituto Federal do Espírito Santo , 2011.