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Relatório da aula Química Analítica da UFRB, ministrada pela professora Pâmela Dias.
Tipologia: Notas de aula
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CET010 – Fundamentos de Química Analítica Profª.: Pâmela Dias Rodrigues
ALUNOS: Diego Lima, Felipe Pereira e Ramon Caribé.
Cruz das Almas-Bahia Março – 2012
CETEC – CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS Relatório de Experimento No^ 05: " poder de Neutralização (PN) de Corretivos Agrícolas” Alunos: Diego Lima, Felipe Pereira e Ramon Caribé.
1. APRESENTAÇÃO Este relatório descreve as atividades desenvolvidas por Diego Lima, Felipe Pereira e Ramon Caribé, alunos do curso de Agronomia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, no âmbito da parte experimental da disciplina CET010 – Fundamentos da Química Analítica do 2o^ semestre/2012.2. A disciplina é ministrada pela Profª. Pamela Dias Rodrigues. Serão descritos os objetivos, a parte experimental, os resultados, os cálculos, a discussão e as conclusões referentes ao experimento intitulado "Poder de Neutralização (PN) de Corretivos Agrícolas".
Cruz das Almas, 25 de março de 2012.
Diego Lima
Felipe Pereira
Ramon Caribé
CETEC – CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS Relatório de Experimento No^ 05: " poder de Neutralização (PN) de Corretivos Agrícolas” Alunos: Diego Lima, Felipe Pereira e Ramon Caribé.
Dependendo de que intensidade a base põe íons OH-^ no meio ela pode ser classificada em forte ou fraca. Quando coloca de imediato todos os seus OH-^ no meio é considerada forte, quando coloca lentamente é considerada fraca. Algumas características estão relacionadas com a qualidade dos corretivos de teor de acidez do solo, sendo eles: teor de neutralizantes, tamanho das partículas, forma química dos neutralizantes, e variedade e conteúdo de nutrientes. Neste trabalho iremos nos ater no Poder de Neutralização (PN) desses corretivos. Neste trabalho foi avaliado o poder de neutralização O poder de neutralização é a capacidade potencial do corretivo em neutralizar ácidos (Alcarde, 1992). Esse poder depende da concentração e natureza da substância neutralizante presente no corretivo. O poder de neutralização varia de componente para componente, tomando se como padrão o PN do CaCO 3. Podemos determinar o PN analiticamente por dois métodos padrões, a titulação potenciométrica e a titulação com indicador. Em sala de aula utilizamos este último, apresentando difícil visualização de viragem do indicador por ser feito em suspensão do resíduo da amostra. A capacidade de neutralização é expressa na tabela 01, comparando várias substâncias com o CaCO 3.
Constituintes Capacidade de neutralização relativa ao CaCO3 (ECaCO ) Carbonato de cálcio 1, Carbonato de magnésio 1,
Hidróxido de cálcio 1, Hidróxido de magnésio 1, Óxido de cálcio 1,
Óxido de magnésio 2, Silicato de cálcio 0, Silicato de magnésio 1,
Tabela 01. Adaptada de Alcard (1992).
CETEC – CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS Relatório de Experimento No^ 05: " poder de Neutralização (PN) de Corretivos Agrícolas” Alunos: Diego Lima, Felipe Pereira e Ramon Caribé.
Por meio do método de titulação o corretivo neutraliza o ácido, calculamos a quantidade ácida neutralizada. Segundo o princípio da equivalência química, a quantidade de ácido neutralizado equivale à quantidade de constituinte neutralizante da amostra do corretivo, em nosso caso, do CaCO 3. O PN não identifica a natureza química do neutralizante, isto é, se é carbonato, óxido, hidróxido ou silicato, e também não indica se o material é corretivo da acidez, isto é, se a base está associada ao cálcio e ao magnésio.
CETEC – CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS Relatório de Experimento No^ 05: " poder de Neutralização (PN) de Corretivos Agrícolas” Alunos: Diego Lima, Felipe Pereira e Ramon Caribé.
6. DISCUSSÃO
A composição química do Calcário depende das características da rocha da qual o Calcário Foi extraído e também do fabricante, que existem muitos. O PN ( poder de neutralização) do calcário é o poder que o corretivo tem em neutralizar ácidos presentes no solo. Quanto maior o PN em percentagem de CaCO 3 Maior o poder de neutralização e menor a quantidade para usar no solo. No Caso das 3 (três) amostras analisadas no Laboratório da UFRB ( Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) tiveram uma média de PN de 37,5 % de CaCO 3 de neutralização; considerada baixa em relação à quantidade mínima exigida para a comercialização, que é de no mínimo de 67%. Consequentemente o poder de ação das amostras analisadas será inferior ao esperado e sua ação será mais lenta. Nas amostras analisadas deve-se desconsiderar o desvio padrão e o método de armazenagem das amostras analisadas.
As amostras analisadas não são viáveis para aplicação devido ao pequeno poder de neutralização. De acordo com os dados da quantidade de um corretivo nessa percentagem levará um maior tempo pra a incorporação no solo retardando resultados da aplicação. O poder de neutralização foi de média 37,%. Abaixo da média recomendada que é de 67%.
8. REFERÊNCIAS
PRIMAVESI, Ana Cândida e PRIMAVESI, Odo. Características de Corretivos Agrícolas. São Carlos: Embrapa Pecuária Sudeste, 2004. 28p.; 21 cm. -- (Embrapa Pecuária Sudeste. Documentos, 37). Disponível em: http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/61985/1/Doc37ACP2004.pdf Acesso em: 26 de março de 2013.
ALCARDE, J. C. Corretivos da Acidez dos Solos. São Paulo, ANDA, 2005 24p. (ANDA, Boletim Técnico, 6). Disponível em: http://www.anda.org.br/multimidia/boletim_06.pdf Acesso em: 26 de março de 2013.
Propriedades dos Corretivos Agrícolas. Disponível em: http://www.jdemito.com.br/calcario/2010/08/propriedades-dos-corretivos-agricolas/ Acesso em 26 de março de 2013.
ALCARDE J.C. e RODELLA, A.A. Avaliação Química de Corretivos de Acidez para fins Agrícolas: uma nova Proposição. Piracicaba, ESALQ/USP. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-90161996000200003&script=sciarttext Acesso em; 26 de março de 2013.
ALCARDE, J. C. A Avaliação da Qualidade dos Corretivos da Acidez dos Solos. Campinas: Fundação Cargill, 1986. 40p.