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Tipologia: Provas
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Este relatório descreve as atividades desenvolvidas pelo grupo G9 no âmbito da aula prática sobre ensaio de sedimentação em batelada. As atividades foram realizadas no Laboratório de Polímeros, sob a supervisão do professor Samuel Luporini. Está organizado em sete partes: introdução, objetivo, fundamentação teórica, materiais e métodos, resultados, conclusão e referências.
Medir e interpretar dados de um ensaio de sedimentação em batelada (teste de sedimentação em proveta). Utilizar os dados obtidos para dimensionar a área de um sedimentador contínuo.
As zonas típicas que aparecem num teste de sedimentação em batelada e em um espessador contínuo são mostradas na figura 1.
Figura 1. Esquema da sedimentação em proveta e da sedimentação continua.
Num ensaio feito em proveta, a uma dada posição, a concentração de sólidos e a velocidade de decantação variam continuamente ao longo do tempo, até que a interface A-B passe por esta posição. Num espessador continuo, operado em regime permanente, a uma dada posição a concentração de sólidos e a velocidade de decantação são constantes ao longo do tempo. Então, a um ponto deste espessador continuo correspondem às condições de um ponto na proveta, a um dado instante.
Num espessador continuo distinguem-se duas regiões: a de sedimentação livre, onde a velocidade de decantação é função apenas da concentração de sólidos local, e a região de espessamento, onde a velocidade de decantação depende da concentração de sólidos e da profundidade. Na primeira, os resultados de um teste em batelada podem ser usados para obter a função velocidade de decantação x concentração de sólidos; a segunda, não se aplica
os resultados de um teste simples de proveta. A região de sedimentação livre define a área necessária num espessador continuo, e a região de espessamento ou de compressão define a altura requerida.
Num teste de proveta (ver figura 1a) o chamado ponto crítico ou ponto de compressão é atingido quando as fases B e C desaparecem, ficando apenas o líquido clarificado A e a suspensão em compressão D.
Sob condições operacionais estabelecidas num espessador contínuo a zona limite é a camada através da qual ocorre ao menor capacidade de passagem de sólidos.
A área de um espessador contínuo pode ser dimensionalisada a partir da equação geral:
Onde:
A = área da seção transversal (m2)
CO = concentração de sólidos na alimentação (kg/m3)
CL = concentração de sólidos na lama espessada (kg/m3)
QO = vazão volumétrica de alimentação (m3/s)
u = velocidade de sedimentação na zona limite (m/s)
C = concentração da suspensão na zona limite (kg/m3)
Dentre os métodos de dimensionamento da área, citam-se o de Coe & Clevenger, o de Kynch, Yoshioka e Dick, e outros.
Onde Co é a concentração de sólidos na suspensão inicial usada no ensaio de proveta e zo é a altura inicial da suspensão na proveta.
- 6 360 860 0, - 8 480 560 0, Gráfico: Altura da altura da proveta x tempo.
Na determinação de Z (^) S , ZIC , Z (^) C, tC, t (^) S , foi necessário a utilização de uma linha de tendências. Esse artifício foi utilizado devido a problemas na hora da determinação destes dados com o gráfico dos pontos colhidos no experimento. O gráfico utilizado para os cálculos por este método estão no anexo 2.
A = Área de decantação (m^2 ); L 0 = Vazão volumétrica da suspensão (m^3 /s);
Co = Concentração de sólidos na suspensão (Kg/m 3 ); Cs = Concentração de sólidos na lama (Kg/m 3 );
tE - t (^) C = Tempo de residência do sólido na zona de compressão
ZS= C (^) O Z (^) O/ C (^) S = 50 x 0,387 / 150 = 0,129 m
ZS= 0,129 m
ZIC = 0,2836 m
ZC = 0,1498 m
tC = 423 s
tS = 492 s
A = LO CO t (^) S / Z (^) O CO
W = LO C (^) O
A = W tS / ZO CO
A = 30 x 50 x 492 / 3600 x 0,387 x 50 = 10,59 m 2
A = 10,59 m^2
Diâmetro
A = πd 2 /
d = 3,67m
Altura
Onde : H 1 pode variar entre 0,45 e 0,75 m
A(m^2 ) = πd^2 /4 = 10,
d = 3,64m
Os valores de A( m^2 ) foram calculados para todos as concentrações no sedimentador e deve ser escolhido o maior valor de A(m^2 ). Assim pelo método de kinch foi obtido área de
sedimentador igual a 10,41m 2.
De acordo com os resultados obtidos pelo teste de batelada( teste de sedimentação em proveta) no laboratório, foram utilizados o método de Talmadge e Fitch e o método de kinch. Os resultados das áreas calculadas foram respectivamente Atf = 10,59m 2 e Ak = 10,41m 2.
Ɛ= |(Atf - Ak )/ Atf |x100% = |10,59-10,41/10,59|x100%= 1,699%
A discrepância entre as áreas deu um valor incrivelmente baixo. Pode ter sido causado pela utilização da linha de tendência nos gráficos em anexo. Pelo método de Talmadge e Fitch também foi obtido a altura do sedimentador dando um valor de 353,818m.
Assim pode-se observar que os dois métodos tiveram nesse relatório valores muito próximos, não podendo evidenciar tantas diferenças entre eles com o que foi apresentado, podendo utilizar os dois métodos sem problemas no calculo de sedimentadores.
decantacao.doc