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relatório trainee modelo, Trabalhos de Engenharia de Produção

relatório de atividades desenvolvidas mensalmente

Tipologia: Trabalhos

2025

Compartilhado em 10/03/2025

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guilherme-soares-lopes-1 🇧🇷

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Não perca as partes importantes!

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1. INRODUÇÃO
Este relatório tem como objetivo documentar meu progresso e aprendizado como
Trainee de processos na Unidade de Luzimangues TO até a start up. Durante este
período, meu foco esteve em aplicar a teoria na prática, compreendendo os processos
desde a captação de água até a operação da caldeira e distribuição de vapor para a planta
esmagadora.
A eficiência de um sistema de manufatura está intrinsecamente ligada ao
fornecimento adequado de recursos essenciais como água, energia elétrica, vapor, ar
comprimido e gases especiais. Nesse contexto, no processo de esmagamento de soja, a
caldeira e a Estação de Tratamento de Água (ETA) são componentes vitais para seu
funcionamento. A caldeira é responsável pela geração de vapor e energia, enquanto a ETA
trata a água utilizada nos processos. Esses sistemas garantem o fornecimento contínuo de
energia e água de qualidade para as operações industriais.
O processo de industrialização da soja para obtenção do óleo bruto geralmente é
dividido em duas etapas principais: a produção de óleo bruto, que resulta na casca e farelo
como subproduto, e o refino do óleo bruto produzido. Essas etapas incluem o
armazenamento dos grãos, a preparação dos grãos e a extração do óleo bruto. Antes do
início do processo de produção de óleo bruto e farelo, é crucial garantir condições
adequadas de armazenamento da soja, pois isso afeta diretamente o rendimento e a
qualidade do produto final.
2. ATIVIDADES REALIZADAS
2.1. Fluxograma da Estação de Tratamento de Água (ETA)
Período de elaboração: 23/04 a 26/04
RELATÓRIO MENSAL DE PROGRESSO
DESCRITIVO:
ATIVIDADES E APRENDIZADOS COMO TRAINEE DE PROCESSOS NA UNIDADE DE
LUZIMANGUES – TO
PERÍODO:
MAIO/2024
Engenheiro Trainee: Guilherme Soares Lopes
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1. INRODUÇÃO

Este relatório tem como objetivo documentar meu progresso e aprendizado como

Trainee de processos na Unidade de Luzimangues – TO até a start up. Durante este

período, meu foco esteve em aplicar a teoria na prática, compreendendo os processos

desde a captação de água até a operação da caldeira e distribuição de vapor para a planta

esmagadora.

A eficiência de um sistema de manufatura está intrinsecamente ligada ao

fornecimento adequado de recursos essenciais como água, energia elétrica, vapor, ar

comprimido e gases especiais. Nesse contexto, no processo de esmagamento de soja, a

caldeira e a Estação de Tratamento de Água (ETA) são componentes vitais para seu

funcionamento. A caldeira é responsável pela geração de vapor e energia, enquanto a ETA

trata a água utilizada nos processos. Esses sistemas garantem o fornecimento contínuo de

energia e água de qualidade para as operações industriais.

O processo de industrialização da soja para obtenção do óleo bruto geralmente é

dividido em duas etapas principais: a produção de óleo bruto, que resulta na casca e farelo

como subproduto, e o refino do óleo bruto produzido. Essas etapas incluem o

armazenamento dos grãos, a preparação dos grãos e a extração do óleo bruto. Antes do

início do processo de produção de óleo bruto e farelo, é crucial garantir condições

adequadas de armazenamento da soja, pois isso afeta diretamente o rendimento e a

qualidade do produto final.

2. ATIVIDADES REALIZADAS

2.1. Fluxograma da Estação de Tratamento de Água (ETA)

Período de elaboração: 23/04 a 26/

RELATÓRIO MENSAL DE PROGRESSO

DESCRITIVO:

ATIVIDADES E APRENDIZADOS COMO TRAINEE DE PROCESSOS NA UNIDADE DE

LUZIMANGUES – TO

PERÍODO:

MAIO/

Engenheiro Trainee: Guilherme Soares Lopes

Para facilitar a compreensão do processo de tratamento de água, segue fluxograma

1 com as etapas e com imagens do setor – desde a captação no reservatório até a chegada

no desaerador.

Fluxograma 1 – Estação de tratamento de água (ETA)

Captação de água

Filtro de área clássico

Sistema de

desmineralização

Ponto captação de água bruta (lagoa capacidade de 4500 m³ de água)

Tanque 1:

Água filtrada

Tanque 2:

Tanque de água

desmineralizada

Desaerador

Reservatórios de água 500 m³

Ejetor 1

Consumo: HCl – 20%

Quant = 273 kg

H

2

O = 1650 L

Vazão H 2

O

(saída)

m

3

/h

ntr (E O 2 H o ã z

Ejetor 2

Consumo: NaOH – 50%

Quant = 400 kg

H

2

O = 600 L

Etapa de regeneração:

2.2. Caldeira Aquatubular para geração de 80 toneladas/hora de vapor, 42,

Kgf/cm² e 450° C

Período de elaboração: 25/04 a 02/

Caldeira aquatubular fornecida pela empresa Linsethanol. A caldeira representada

na figura 1 utilizará biomassa (cavaco) como fonte de energia. Sua capacidade de

produção nominal será de 80.000 kg/h, a uma pressão de 45 kgf/cm

2

e vapor

superaquecido de até 450°C. Além disso, será capaz de gerar 5,0 M Watts de energia.

Figura 1 – Caldeira Aquatubular localizada em Luzimangues – TO

A figura 2 representa as partes da caldeira.

Figura 2 – Partes de uma Caldeira Aquatubular

Fonte: URSO, 2018.

Partes da caldeira aquatubular

Segue descritivo referente as partes da caldeira aquatubular (figura 2) que está

sendo implantada na unidade de Luzimangues, distrito de Porto Nacional.

 Silo de combustível

 Fornalha

Conjunto dosador de cavaco

Parte externa Parte interna

Grelha do tipo Pin hole

Espargidor pneumático

Ação do ventilador

primário

Esteira de saída de cavaco/

pó não queimado

Parede d’agua

Serpentinas

(Superaquecedor)

Roscas

alimentadoras

de cavaco

Abertura de descarga

de cavaco na fornalha

No balão de vapor, ocorre a adição de produtos químicos e descarga de purga

contínua (controle de sólidos). O balão ainda e um reservatório de nível (absorve

mudanças rápidas no consumo de vapor).

 Tubulão de água

 Superaquecedor e Dessuperaquecedor

Visualização:

Balão superior

(Tubulão de vapor)

Conexão de feixes

para descida de

água

Balão inferior

(Tubulão de água)

Banco de tubos (bank)

Interno Externo

As serpentinas do superaquecedor são

distintas, e estão interligadas do 1° coletor ao

2° coletor.

Os tubos saem do balão superior, fazem uma

curva descendente e, em seguida, sobem em

direção ao coletor do 1° passo.

As serpentinas estão interligadas entre os

coletores – auxiliam no ganho de

temperatura. Coletor 2° passo

Coletor 1° passo

downcomers

A válvula “dessuper” recebe

água do condensador e libera

no 2° coletor final de saída

para ganho de temperatura.

 Economizador (ECO)

 Pré – aquecedor ou pré-ar

Por ex, entrada de

água:

DESAERADOR

Externo Interno

Sistema de circulação

de água dentro do eco

Passagem de vapor com partículas

sólidas (que serão coletadas no

sistema de fuligem)

Por ex, saída de água:

Tubulações em

formato de

serpentina

Entrada de ar

da atmosfera

O pré aquecedor aquece o ar de entrada da

fornalha trocando calor com os gases de exaustão

da caldeira, aumentando a eficiência da caldeira

através da diminuição da queda de temperatura da

combustão.

Gases de combustão oriundos da caldeira

Queda de

fuligem

Calor sensível

T = 27 °

T = 60°

Excesso de ar necessário

Calor latente

Nessa região ocorre

a circulação de gases

da combustão

2.3 Teste hidrostático

No dia 26 de abril de 2024, foi realizado um novo teste de pressão hidrostática,

durante o qual foram identificados vazamentos em 3 tubos de conexão, conhecidos como

rizers, no tubulão superior, e em 6 tubos do feixe tubular de alimentação, localizados no

tubulão inferior. Fiz o acompanhamento dessa atividade junto à empresa terceirizada

responsável pela montagem, conforme mostrado na figura 3 abaixo.

Figura 3 – Inspeção de verificação de vazamento na caldeira

Vale ressaltar que a caldeira passou por alterações nas suas condições de trabalho.

Portanto, valor novo de referência para o teste hidrostático do projeto será de 82,

Kgf/cm

2

(pressão hidrostática 1,5 vezes a PMTA de 55 Kgf/cm

2

) e de trabalho a 45

Kgf/cm

2

Entretanto, devido às adversidades enfrentadas, como falhas mecânicas na bomba

de alimentação de água (figura 4) e vazamentos nos tubos da caldeira, não foi viável

concluir o teste hidrostático conforme o planejado inicialmente.

Figura 4 – Sistema de alimentação de água

O teste foi conduzido utilizando água filtrada e a pressão de teste foi mantida até o

desgaste da corrente da bomba de alimentação, totalizando aproximadamente 5 horas de

duração. O vazamento foi identificado quando a pressão atingiu 67 Kgf/cm

2

, conforme

ilustrado na figura 5.

Figura 5 – Teste hidrostático

2.4.1 Recepção e armazenamento

Oriunda de vários produtores/fornecedores da região, a soja chega à unidade

industrial em caminhões. Esses passam pelo setor de classificação em que se é retirado

uma amostra do grão para que sejam feitas análises de qualidade. A classificação será feita

conforme os limites máximos de tolerância da Tabela 1 apresentada a seguir:

Tabela 1. Parâmetros bases para classificação do grão de soja

Fator de qualidade Padrão básico (%)

Umidade 14,

Grãos quebrados 30,

Impurezas e ou matérias estranhas 1,

Grãos Avariados 8,

Em seguida, os grãos são encaminhados à moega para a descarga do grão. Depois

de descarregada a soja passa por um processo de pré-limpeza, constituído por peneiras

vibratórias, as quais conseguem separar boa parte das cascas, pó e particulados presentes.

A depender da umidade do grão, normalmente até 14%, é necessário passá-lo pela etapa

de secagem antes do armazenamento, expondo os grãos a uma corrente de ar quente, a

qual é aquecida indiretamente com vapor. Posteriormente, os grãos são transportados

pelos elevadores até o armazém, onde são monitorados constantemente por sensores de

temperatura para garantir as condições ideais de armazenamento.

2.4.2 Planta de preparação

Na preparação do grão para posterior extração do óleo tem-se as seguintes etapas

apresentadas:

Armazém de

casca e farelo

Biodiesel

Secador/

condicionador

Limpeza

Quebrador

1° etapa

Quebrador

2° etapa

Coluna de

ar 1° etapa

Coluna de

ar 2° etapa

Laminadores

Extração

Silo pulmão

Segue a figura 6, a qual representa a unidade de preparação de soja, atualmente em

fase incompleta – projetada para alcançar uma capacidade total de processamento de

2.500 toneladas, preparada para operar a uma taxa diária de 3.000 toneladas.

Figura 6 – Planta de preparação de soja

Partes da planta de preparação

Inicialmente, a soja é descarregada do armazém e direcionada para o silo pulmão.

 Silo pulmão

Silo pulmão

Capacidade: 3198 m

3

Visualização lateral

Transportador de corrente

Capacidade: 750 Kg/m

3

Descarga no 1º elevador

Capacidade: 150 t/h

Expander

O Secador/Condicionador Vertical realiza duas funções essenciais de forma

simultânea: condiciona os grãos de soja, com casca, elevando sua temperatura de

aproximadamente 25ºC para cerca de 75ºC, enquanto atua como secador, reduzindo a

umidade dos grãos de cerca de 13,5% para 10,5%. Esse processo é realizado em um tempo

de retenção de aproximadamente 40 minutos.

Moega de alimentação

T

entrada

A parte interna do VSC e composta por

grade de separação de impurezas

grossas; cantoneiras de aço inoxidável

para proteção ao desgaste e aumento da

área de contato. Material flui por

gravidade.

As 09 seções de aquecimento do VSC são

quadradas com coletor de vapor de um lado

e outro coletor de condensado no lado

oposto. O vapor passa pelos tubos elípticos.

Seção de aquecimento

Grade de separação

Ar falso nos 2 módulos de saída de ar

(exaustão) e ar quente nos 3 módulos de

entrada de ar.

Módulos de entrada de ar quente Construídos em aço inoxidável, com

motor 150 CV. Vazão de 60 m

3

/h.

Pressão 400mm H 2 O. O sistema de

aspiração é concebido como um sistema

de pressão negativa. O ventilador é

projetado para puxar os gases e

partículas leves e mandar para o

ciclone.

Ventilador de exaustão

Moega de descarga da soja condicionada

T

saída

As descargas e rotas de fluxo

de ar quente são controladas

pelas válvulas “ jumpers

Componentes adicionais que compõem o VSC:

 Moinhos quebradores e sistema de exaustão

Tanque pulmão de

condensado

Tubulação de vapor

Purgador/boia de

condensado

Tanque de

condensado do VSC

Coletor de vapor

Moinho quebrador

Quebrador 2 Quebrador 1

Coluna de ar (CA)

Quebrador 4 Quebrador 3

CA 2 CA 1

CA 4 CA 3

Radiador – Sistema

de resfriamento

*Fornece ar para as

colunas de ar*

Filtro manga – Filtrar

os finos oriundos da

peneira e descarregar

no redler de cascas e

finos

Sistema de exaustão

Silo de cascas e finos

1ª tubulação: Retira o ar

2ª tubulação: Fornece o ar

Redler receptor de cascas e finos

liberados do filtro manga (finos da

peneira) e dos sistemas de exaustão

Elevador/ transportador de finos

para as peneiras – Sistema de

separação de cascas e finos

Redler de alimentação nos

quebradores

Bulk flow (BK) de

alimentação nos laminadores

Saída para atmosfera

Ventilador

Transportador de

quebrados

Imagens dos equipamentos e materiais auxiliares do sistema de peletização:

Rosca batedora e Rosca infinita

Peneira

Moinho quebrador

By pass da rosca batedora

Elevador de cascas e finos

da rosca

Coluna de ar da peneira

Sistema de exaustão

Sistema para peletização

Silo casca – Alimentador moinho

Peletizadoras

Filtro manga

2.4.3. Planta de extração

Conforme mencionado anteriormente, o projeto para a construção da planta de

preparação desta empresa prevê uma capacidade diária de produção de 2.400 toneladas de

soja, obtendo no fim da com um teor de óleo extraível (B-14) total de 19,50%. A figura 6

ilustra o antes e depois da montagem da planta de extração.

Segue descrição da operação de cada parte do processo.

Antes

Depois