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reologia dos meteriais
Tipologia: Notas de estudo
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É o estudo do comportamento deformacional e do fluxo de matéria submetido a tensões, sob determinadas condições termodinâmicas ao longo de um intervalo de tempo. Inclui propriedades como: elasticidade, viscosidade e plasticidade.
É a medida da resistência interna ou fricção interna de uma substância ao fluxo quando submetida a uma tensão. Quanto mais viscosa a massa, mais difícil de escoar e maior o seu coeficiente de viscosidade. Um fluido é uma substância que se deforma continuamente quando sujeito à ação de uma força. Os fluidos reais (líquidos, gases, sólidos fluidizados) apresentam uma resistência à deformação ou ao escoamento quando submetidos a uma determinada tensão. Para os gases, a viscosidade está relacionada com a transferência de impulso devido à agitação molecular. Já a viscosidade dos líquidos relaciona-se mais com as forças de coesão entre as moléculas.
Os líquidos viscosos não possuem forma geométrica definida e escoam irreversivelmente quando submetidos a forças externas. Por outro lado, os sólidos elásticos apresentam forma geométrica bem definida e se deformados pela ação de forças externas, assumem outra forma geométrica de equilíbrio. Muitos materiais apresentam um comportamento mecânico intermediário entre estes dois extremos, evidenciando tanto características viscosas como elásticas e, por este motivo, são conhecidos como viscoelásticos.
Considere um fluido contido entre duas placas planas paralelas, de
é aplicada na parte
constante em relação à placa inferior, que é mantida fixa, conforme mostra a Figura 1.
Quanto à deformação, os fluidos podem ser classificados em:
Também podem ser classificados quanto à relação entre a taxa de deformação e a tensão de cisalhamento:
Além disso, os fluidos não newtonianos ainda podem ser classificados em: viscoelásticos, dependentes e independentes do tempo, como podemos ver na Figura 2.
Fonte: http://www.setor1.com.br/analises/reologia/cla_ssi.htm
Figura 2: Classificação dos Fluidos segundo seu comportamento reológico.
A Figura 3 mostra o comportamento reológicos do fluido newtoniano e dos fluidos não newtonianos independentes do tempo e a seguir é dada uma breve descrição sobre cada um deles.
Fonte: http://www.setor1.com.br/analises/reologia/curva_inde.htm
Figura 3: Curvas de escoamento de fluidos newtoniano e não newtonianos de propriedades independentes do tempo de cisalhamento.
São aqueles cujas propriedades reológicas independem do tempo de aplicação da tensão de cisalhamento. São ainda divididos em:
A) Sem tensão inicial – são aqueles que não necessitam de uma tensão de cisalhamento inicial para começarem a escoar. Compreendem a maior parte dos fluidos não newtonianos. Dentro desta classe destacam-se:
Pseudoplásticos São substâncias que, em repouso, apresentam suas moléculas em um estado desordenado, e quando submetidas a uma tensão de cisalhamento, suas moléculas tendem a se orientar na direção da força aplicada. E quanto maior esta força, maior será a ordenação e, conseqüentemente, menor será a viscosidade aparente. Este fluido pode ser descrito pelo Modelo de Ostwald-de-Waele ou Modelo Power Law (1923, 1925), representado pela Equação:
n x yx
− 1 τ =− (3.1)
Na qual: K é o índice de consistência do fluido,
Herschel-Bulkley Também chamado de Bingham generalizado. Este tipo de fluido também necessita de uma tensão inicial para começar a escoar. Entretanto, a relação entre a tensão de cisalhamento e a taxa de deformação não é linear. Esta relação depende do expoente adimensional n, característico para cada fluido.
n x
τ = ±τ 0 − μ 0 para τ (^) yx f τ 0
, para τ (^) yx p τ 0 (3.3)
Exite ainda o Modelo de Casson, comumente utilizado para descrever o estado estacionário de substâncias como sangue, iogurte, purê de tomate, etc. Este modelo é descrito pela Equação:
2
1
(^20)
1 (^20)
1
n x
τ τ μ para τ (^) yx f τ 0
τ (^) yx = τ 0 para τ (^) yx p τ 0 (3.4)
Os fluidos que possuem este tipo de comportamento apresentam propriedades que variam, além da tensão de cisalhamento, com o tempo de aplicação desta tensão, para uma velociade de cisalhamento constante.
A) Tixotrópicos Esta classe de fluidos tem sua viscosidade diminuída com o tempo de aplicação da tensão de cisalhamento, voltando a ficar mais viscosos com quando esta cessa. Ex.: suspensões concentradas, emulsões, soluções protéicas, petróleo cru, tintas, ketchup.
B) Reopéticos Já este tipo de fluido apresenta um comportamento inverso ao dos tixotrópicos. Desta forma, a viscosidade destes fluidos aumenta com o tempo de aplicação da tensão, retornando à viscosidade inicial quando esta força cessa. Ex.: argila bentonita.
Fonte: http://www.setor1.com.br/analises/reologia/curva_depe.htm
Figura 4: Curvas de escoamento de fluidos não newtonianos de propriedades dependentes do tempo de cisalhamento.
São fluidos que possuem características de líquidos viscosos com propriedades elásticas (Modelo de Maxwell) e de sólidos com propriedades viscosas (Modelo de Kelvin-Voigt), ou seja, possuem propriedades elásticas e viscosas acopladas. Estas substâncias quando submetidas à tensão de cisalhamento sofrem uma deformação e quando esta cessa, ocorre uma certa recuperação da deformação sofrida (comportamento elástico). Um modelo que descreve este tipo de comportamento é o Modelo de Maxwell (1957):
i
j j
y i
ν^ ν μ
τ τ 0 (3.5)
Na qual:
G é o módulo de rigidez cisalhante do fluido. G é uma medida da resistência do material contra a distorção cisalhante e seu valor é igual à inclinação da curva da tensão de cisalhamento vs. a taxa de deformação na região elástica e é dado em N/m^2 ou lbf/in^2.
Ex.: massas de farinha de trigo, gelatinas, queijos, líquidos poliméricos, glicerina, plasma, biopolímeros, ácido hialurônico, saliva, goma xantana.
Esta equação se reduz ao Modelo de Newton para valores muito baixos ou muito altos de τyx, quando μ = μ 0 = μ∞.
Fonte: http://www.iq.uva.es/fentrans/Notas%20de%20Clase/NotasClase%20(F.Sobron)/FT_01%20Viscosidad.ppt
Figura 5: Curvas de escoamento de fluidos não newtonianos representadas por outros modelos.
Existem muitos outros modelos empíricos descritos na literatura, cabendo ao estudante de engenharia a correta escolha ou proposição de um novo modelo que possa representar o fluido de interesse adequadamente.
BENNET, C. O., MYERS, J. E. Fenômenos de Transporte, Quantidade de Calor e Massa , McGraw-Hill do Brasil LTDA, 1978.
BIRD, R. B., STEWARD, W. E., LIGHTFOOT, E. N. Transport Phenomena , John Wiley & Sons Inc., 1960.
HONEY, H. C., PRETORIUS, W. A. Laminar Flow Pipe Hidraulics of Pseudoplastic-Thixotropic Sewage Sludges , Department of Chemical Engineering, University of Pretoria, South Africa, 1999.
BAILEY, W. J., WEIR, I. S. Investigation of Methods for Direct Rheological Model Parameter Estimation , Journal of Petroleum Science and Engineering, vol. 21, pp. 1-13, 1998.
http://orbita.starmedia.com/~engomagem/reologia.htm
http://silver.neep.wisc.edu/~lakes/VE.html
http://web.mit.edu/nnf
http://www.inti.gov.ar/dpnm/Visco001.htm
http://www.vilastic.com/
http://www.setor1.com.br/analises/reologia/re_do.htm acesso em 01/03/
http://www.unb.br/ig/glossario/verbete/reologia.htm acesso em 01/03/
http://www.unb.br/ig/glossario/verbete/viscosidade.htm acesso em 01/03/
http://www.noebenj.ubbi.com.br acesso em 01/03/