Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


reologia dos polímeros, Notas de estudo de Cultura

reologia dos meteriais

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 29/05/2010

jean-max-9
jean-max-9 🇧🇷

3 documentos

1 / 11

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
ÍNDICE
1. DEFINIÇÕES .................................................................................. 1
2. DEFORMAÇÃO E GRADIENTE DE VELOCIDADE ............................... 1
3. CLASSIFICAÇÃO REOLÓGICA ......................................................... 3
3.1 FLUIDOS NÃO NEWTONIANOS INDEPENDENTES DO TEMPO ..................... 4
3.2 FLUIDOS NÃO NEWTONIANOS DEPENDENTES DO TEMPO.......................... 6
3.3 VISCOELÁSTICOS......................................................................................................... 7
4. OUTROS MODELOS......................................................................... 8
4.1 MODELO DE PRANDTL-EYRING............................................................................... 8
4.2 MODELO DE ELLIS ....................................................................................................... 8
4.3 MODELO DE REINER-PHILIPPOFF .......................................................................... 8
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................ 9
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa

Pré-visualização parcial do texto

Baixe reologia dos polímeros e outras Notas de estudo em PDF para Cultura, somente na Docsity!

ÍNDICE

    1. DEFINIÇÕES
    1. DEFORMAÇÃO E GRADIENTE DE VELOCIDADE
    1. CLASSIFICAÇÃO REOLÓGICA
    • 3.1 FLUIDOS NÃO NEWTONIANOS INDEPENDENTES DO TEMPO
    • 3.2 FLUIDOS NÃO NEWTONIANOS DEPENDENTES DO TEMPO..........................
    • 3.3 VISCOELÁSTICOS.........................................................................................................
    1. OUTROS MODELOS.........................................................................
    • 4.1 MODELO DE PRANDTL-EYRING...............................................................................
    • 4.2 MODELO DE ELLIS
    • 4.3 MODELO DE REINER-PHILIPPOFF
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................

1. DEFINIÇÕES

REOLOGIA

É o estudo do comportamento deformacional e do fluxo de matéria submetido a tensões, sob determinadas condições termodinâmicas ao longo de um intervalo de tempo. Inclui propriedades como: elasticidade, viscosidade e plasticidade.

VISCOSIDADE

É a medida da resistência interna ou fricção interna de uma substância ao fluxo quando submetida a uma tensão. Quanto mais viscosa a massa, mais difícil de escoar e maior o seu coeficiente de viscosidade. Um fluido é uma substância que se deforma continuamente quando sujeito à ação de uma força. Os fluidos reais (líquidos, gases, sólidos fluidizados) apresentam uma resistência à deformação ou ao escoamento quando submetidos a uma determinada tensão. Para os gases, a viscosidade está relacionada com a transferência de impulso devido à agitação molecular. Já a viscosidade dos líquidos relaciona-se mais com as forças de coesão entre as moléculas.

VISCOELASTICIDADE

Os líquidos viscosos não possuem forma geométrica definida e escoam irreversivelmente quando submetidos a forças externas. Por outro lado, os sólidos elásticos apresentam forma geométrica bem definida e se deformados pela ação de forças externas, assumem outra forma geométrica de equilíbrio. Muitos materiais apresentam um comportamento mecânico intermediário entre estes dois extremos, evidenciando tanto características viscosas como elásticas e, por este motivo, são conhecidos como viscoelásticos.

2. DEFORMAÇÃO E GRADIENTE DE VELOCIDADE

Considere um fluido contido entre duas placas planas paralelas, de

área A, separadas por uma distância y. Uma força F

r

é aplicada na parte

superior, movimentando a placa a uma velocidade u

r

constante em relação à placa inferior, que é mantida fixa, conforme mostra a Figura 1.

3. CLASSIFICAÇÃO REOLÓGICA

Quanto à deformação, os fluidos podem ser classificados em:

  • Reversíveis ou elásticos: são sistemas que não escoam; sua deformação é reversível e o sistema obedece à Lei de Hooke.
  • Irreversíveis ou viscosos: são sistemas que escoam; sua deformação é irreversível e o sistema obedece à Lei de Newton, de viscosidade constante.

Também podem ser classificados quanto à relação entre a taxa de deformação e a tensão de cisalhamento:

  • Fluidos Newtonianos: sua viscosidade é constante, seguem a Lei de Newton. Esta classe abrange todos os gases e líquidos não poliméricos e homogêneos. Ex.: água, leite, soluções de sacarose, óleos vegetais.
  • Fluidos Não Newtonianos: a relação entre a taxa de deformação e a tensão de cisalhamento não é constante.

Além disso, os fluidos não newtonianos ainda podem ser classificados em: viscoelásticos, dependentes e independentes do tempo, como podemos ver na Figura 2.

Fonte: http://www.setor1.com.br/analises/reologia/cla_ssi.htm

Figura 2: Classificação dos Fluidos segundo seu comportamento reológico.

A Figura 3 mostra o comportamento reológicos do fluido newtoniano e dos fluidos não newtonianos independentes do tempo e a seguir é dada uma breve descrição sobre cada um deles.

Fonte: http://www.setor1.com.br/analises/reologia/curva_inde.htm

Figura 3: Curvas de escoamento de fluidos newtoniano e não newtonianos de propriedades independentes do tempo de cisalhamento.

3.1 FLUIDOS NÃO NEWTONIANOS INDEPENDENTES DO TEMPO

São aqueles cujas propriedades reológicas independem do tempo de aplicação da tensão de cisalhamento. São ainda divididos em:

A) Sem tensão inicial – são aqueles que não necessitam de uma tensão de cisalhamento inicial para começarem a escoar. Compreendem a maior parte dos fluidos não newtonianos. Dentro desta classe destacam-se:

™ Pseudoplásticos São substâncias que, em repouso, apresentam suas moléculas em um estado desordenado, e quando submetidas a uma tensão de cisalhamento, suas moléculas tendem a se orientar na direção da força aplicada. E quanto maior esta força, maior será a ordenação e, conseqüentemente, menor será a viscosidade aparente. Este fluido pode ser descrito pelo Modelo de Ostwald-de-Waele ou Modelo Power Law (1923, 1925), representado pela Equação:

dy

du

dy

du

K x

n x yx

− 1 τ =− (3.1)

Na qual: K é o índice de consistência do fluido,

™ Herschel-Bulkley Também chamado de Bingham generalizado. Este tipo de fluido também necessita de uma tensão inicial para começar a escoar. Entretanto, a relação entre a tensão de cisalhamento e a taxa de deformação não é linear. Esta relação depende do expoente adimensional n, característico para cada fluido.

n x

yx dy

du

τ = ±τ 0 − μ 0 para τ (^) yx f τ 0

dy

du x

, para τ (^) yx p τ 0 (3.3)

Exite ainda o Modelo de Casson, comumente utilizado para descrever o estado estacionário de substâncias como sangue, iogurte, purê de tomate, etc. Este modelo é descrito pela Equação:

2

1

(^20)

1 (^20)

1

n x

yx dy

du

τ τ μ para τ (^) yx f τ 0

τ (^) yx = τ 0 para τ (^) yx p τ 0 (3.4)

3.2 FLUIDOS NÃO NEWTONIANOS DEPENDENTES DO TEMPO

Os fluidos que possuem este tipo de comportamento apresentam propriedades que variam, além da tensão de cisalhamento, com o tempo de aplicação desta tensão, para uma velociade de cisalhamento constante.

A) Tixotrópicos Esta classe de fluidos tem sua viscosidade diminuída com o tempo de aplicação da tensão de cisalhamento, voltando a ficar mais viscosos com quando esta cessa. Ex.: suspensões concentradas, emulsões, soluções protéicas, petróleo cru, tintas, ketchup.

B) Reopéticos Já este tipo de fluido apresenta um comportamento inverso ao dos tixotrópicos. Desta forma, a viscosidade destes fluidos aumenta com o tempo de aplicação da tensão, retornando à viscosidade inicial quando esta força cessa. Ex.: argila bentonita.

Fonte: http://www.setor1.com.br/analises/reologia/curva_depe.htm

Figura 4: Curvas de escoamento de fluidos não newtonianos de propriedades dependentes do tempo de cisalhamento.

3.3 VISCOELÁSTICOS

São fluidos que possuem características de líquidos viscosos com propriedades elásticas (Modelo de Maxwell) e de sólidos com propriedades viscosas (Modelo de Kelvin-Voigt), ou seja, possuem propriedades elásticas e viscosas acopladas. Estas substâncias quando submetidas à tensão de cisalhamento sofrem uma deformação e quando esta cessa, ocorre uma certa recuperação da deformação sofrida (comportamento elástico). Um modelo que descreve este tipo de comportamento é o Modelo de Maxwell (1957):

i

j j

y i

ij t t x x

ν^ ν μ

τ τ 0 (3.5)

Na qual:

t 0 = μ^ G é um tempo característico do fluido em estudo,

G é o módulo de rigidez cisalhante do fluido. G é uma medida da resistência do material contra a distorção cisalhante e seu valor é igual à inclinação da curva da tensão de cisalhamento vs. a taxa de deformação na região elástica e é dado em N/m^2 ou lbf/in^2.

Ex.: massas de farinha de trigo, gelatinas, queijos, líquidos poliméricos, glicerina, plasma, biopolímeros, ácido hialurônico, saliva, goma xantana.

Esta equação se reduz ao Modelo de Newton para valores muito baixos ou muito altos de τyx, quando μ = μ 0 = μ∞.

Fonte: http://www.iq.uva.es/fentrans/Notas%20de%20Clase/NotasClase%20(F.Sobron)/FT_01%20Viscosidad.ppt

Figura 5: Curvas de escoamento de fluidos não newtonianos representadas por outros modelos.

Existem muitos outros modelos empíricos descritos na literatura, cabendo ao estudante de engenharia a correta escolha ou proposição de um novo modelo que possa representar o fluido de interesse adequadamente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BENNET, C. O., MYERS, J. E. Fenômenos de Transporte, Quantidade de Calor e Massa , McGraw-Hill do Brasil LTDA, 1978.

BIRD, R. B., STEWARD, W. E., LIGHTFOOT, E. N. Transport Phenomena , John Wiley & Sons Inc., 1960.

HONEY, H. C., PRETORIUS, W. A. Laminar Flow Pipe Hidraulics of Pseudoplastic-Thixotropic Sewage Sludges , Department of Chemical Engineering, University of Pretoria, South Africa, 1999.

BAILEY, W. J., WEIR, I. S. Investigation of Methods for Direct Rheological Model Parameter Estimation , Journal of Petroleum Science and Engineering, vol. 21, pp. 1-13, 1998.

http://orbita.starmedia.com/~engomagem/reologia.htm

http://silver.neep.wisc.edu/~lakes/VE.html

http://web.mit.edu/nnf

http://www.inti.gov.ar/dpnm/Visco001.htm

http://www.vilastic.com/

http://www.setor1.com.br/analises/reologia/re_do.htm acesso em 01/03/

http://www.unb.br/ig/glossario/verbete/reologia.htm acesso em 01/03/

http://www.unb.br/ig/glossario/verbete/viscosidade.htm acesso em 01/03/

http://www.noebenj.ubbi.com.br acesso em 01/03/