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Resenha do documentario Bagatela, Resumos de Direito Penal

resenha do documentario bagatela

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 13/11/2020

abdallah-daichoum-1
abdallah-daichoum-1 🇧🇷

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O documentário "Bagatela" retrata a história de mulheres que foram presas
por cometer pequenos furtos, como o caso da Maria Aparecida, que tem
problemas mentais e foi presa e torturada na prisão, onde ficou por um
ano, por furtar potes de shampoo e condicionador. Ou até mesmo o caso
da Sueli, que foi condenada por um queijo e duas bolachas e ficou dois
anos encarcerada. Tais acontecimentos deixam explícita a seletividade
penal do nosso país, onde os crimes de colarinho branco passam
despercebidos e os pequenos furtos (muitas vezes por necessidade) são
considerados crimes da pior espécie.
O princípio da bagatela (ou insignificância), no Direito Penal, é aquele em
que o julgador pode desconsiderar determinado fato como crime, pela
proporção que ele tem em seus resultados. Contudo, existem alguns
requisitos para que este príncipio possa ser aplicado: a mínima
ofensividade da conduta do agente, a nenhuma periculosidade social da
ação, o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e a
inexpressividade da lesão jurídica provocada (exemplo: o furto de algo de
baixo valor).
Comidas simples, roupas baratas e cosméticos populares são os objetos
preferidos dos furtos. Em regra, ocorrem em lojas de auto-serviço, aquelas
que contam com inúmeros produtos em prateleiras, à disposição, mas com
vigilância disfarçada que, quase sempre, impede a consumação dos
crimes. O resultado são acusações por tentativas de furto.
A aplicação ou não do princípio da insignificância em casos como os
citados acima é um tema bastante polêmico, pois reúne diversas opiniões
a respeito. Embora a jurisprudência dos tribunais superiores, incluindo-se o
STF, venha acolhendo a insignificância para excluir a bagatela do direito
penal, boa parte dos juízes ainda entende que a ausência de uma norma
explícita impede a aplicação do princípio. Foi pensando nisso que a
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O documentário "Bagatela" retrata a história de mulheres que foram presas por cometer pequenos furtos, como o caso da Maria Aparecida, que tem problemas mentais e foi presa e torturada na prisão, onde ficou por um ano, por furtar potes de shampoo e condicionador. Ou até mesmo o caso da Sueli, que foi condenada por um queijo e duas bolachas e ficou dois anos encarcerada. Tais acontecimentos deixam explícita a seletividade penal do nosso país, onde os crimes de colarinho branco passam despercebidos e os pequenos furtos (muitas vezes por necessidade) são considerados crimes da pior espécie. O princípio da bagatela (ou insignificância), no Direito Penal, é aquele em que o julgador pode desconsiderar determinado fato como crime, pela proporção que ele tem em seus resultados. Contudo, existem alguns requisitos para que este príncipio possa ser aplicado: a mínima ofensividade da conduta do agente, a nenhuma periculosidade social da ação, o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica provocada (exemplo: o furto de algo de baixo valor). Comidas simples, roupas baratas e cosméticos populares são os objetos preferidos dos furtos. Em regra, ocorrem em lojas de auto-serviço, aquelas que contam com inúmeros produtos em prateleiras, à disposição, mas com vigilância disfarçada que, quase sempre, impede a consumação dos crimes. O resultado são acusações por tentativas de furto. A aplicação ou não do princípio da insignificância em casos como os citados acima é um tema bastante polêmico, pois reúne diversas opiniões a respeito. Embora a jurisprudência dos tribunais superiores, incluindo-se o STF, venha acolhendo a insignificância para excluir a bagatela do direito penal, boa parte dos juízes ainda entende que a ausência de uma norma explícita impede a aplicação do princípio. Foi pensando nisso que a

diretora Clara Ramos decidiu entrevistar juristas de ambas opiniões: “Não quero levantar nenhuma bandeira para o tema, por isso ouvimos especialistas que eram totalmente contra o princípio de bagatela”, explica. Sendo assim, o espectador acaba por tirar suas próprias conclusões a respeito do crime de bagatela. O documentário cumpre uma relevante função de fazer pensar e refletir acerca da realidade dos acusados. Quanto ao tema de fundo, é possível resumir numa única frase a indignação pela movimentação da máquina policial e judicial por coisas de bagatela: é um absurdo que a liberdade ainda valha tão pouco.