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Responsabilidade social e desenvolvimento sustentável na empresa
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!





























































































Ana Carolina Cardoso Sousa
Aprovada por:
Prof.: Emílio Lebre La Rovere, D.Sc.
Dr a. Denise da Silva de Sousa, D.Sc.
Prof.: Rogério de Aragão Bastos do Valle, D.Sc.
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Responsabilidade Social e Desenvolvimento Sustentável: A incorporação dos Conceitos à Estratégia Empresarial [Rio de Janeiro] 2006 XVII, 213 p. 29,7 cm (COPPE/UFRJ, M.Sc., Planejamento Energético, 2006) Dissertação – Universidade Federal do Rio de Janeiro, COPPE
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A Deus, a minha estimada família, a meus amigos e ao meu querido namorado, Eduardo.
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A realização deste trabalho simboliza um período de grande esforço e empenho no intuito de aprimorar meus conhecimentos. Contudo, apenas pude concluir minha caminhada, pois obtive o apoio, a compreensão e a colaboração de diversas pessoas especiais.
Agradeço, primeiramente, ao meu orientador Prof. Emílio Lebre La Rovere, por compartilhar comigo o seu conhecimento. Seu auxílio e atenção foram fundamentais para a conclusão deste estudo.
Não poderia deixar de agradecer a todos os funcionários do PPE, em destaque a Sandra, que sempre me ajudou a resolver quaisquer problemas administrativos ao longo do meu curso. Também devo o meu reconhecimento a todos os professores do Programa de Planejamento Energético por transmitirem seus ensinamentos comigo e com minha turma.
Aos meus pais, Antonio Carlos e Dayse, pelo amor sempre dedicado, sem o qual eu não seria forte o suficiente para enfrentar os desafios que vida nos impõe. A minha irmã, Ana Paula, sempre disposta a uma boa conversa e capaz de me fazer sorrir nos momentos em que eu gostaria de chorar.
Impossível esquecer dos meus amigos. Todos tão importantes para o meu crescimento pessoal. Agradeço, em especial, a Ana Paula, a Anelise, ao Fernando, ao Luis, a Juliana e a Tatyane e a todos os amigos da turma do mestrado em Planejamento Ambiental do PPE.
Por fim, agradeço ao meu namorado, Eduardo, que durante longas horas discutiu comigo assuntos relevantes para este trabalho. Seus conselhos e percepções em muito me ajudaram a organizar as minhas idéias. Sua paciência e carinho para comigo foram a fonte de energia e de motivação para que este trabalho pudesse ser concluído.
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Abstract of Dissertation presented to COPPE/UFRJ as a partial fulfillment of the requirements for the degree of Master of Science (M.Sc.)
SOCIAL RESPONSIBILITY AND SUSTAINABLE DEVELOPMENT: THE CONCEPS INCORPORATION TO BUSINESS STRATEGY
Ana Carolina Cardoso Sousa
September/
Advisor: Emílio Lebre La Rovere
Department: Energy Planning Program
This dissertation discusses the concepts of Corporate Social Responsibility and Sustainable Development and how they can be incorporated to business management. The role played by the stakeholders and how they can motivate companies to change their attitude are analyzed. In this sense, initiatives as GRI, Ethos Indicators and some international principles and rules are studied and compared. Furthermore, the study presents two tool – The Porter`s Competitive Context and the Virtue Matrix – for implementing Social Responsibility and Sustainable Development concepts in business management. Through its use, companies can create competitive differentials and also achieve some other co-benefits. Finally, two sustainability reports from oil companies are examined in order to discuss how these companies are reporting their social and environmental behaviors.
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Gráfico 1 - Empresas Associadas ao Instituto Ethos...................................................... 27 Gráfico 2 – Participação das Regiões no PIB do Brasil, no ano de 2003....................... 59 Gráfico 3 – Retorno Total do DJSI contra o MSCI, de Dezembro de 1993 a Abril de 2006, em US$. .............................................................................................................. 163 Gráfico 4 – Retorno Total do ISE, IGC e IBOVESPA, de Dezembro de 2005 a Maio de 2006, em R$.................................................................................................................. 164 Gráfico 5 – Investimentos Sociais da Petrobras Holding ............................................. 175
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GIFE – Grupo de Institutos, Fundações e Empresas GRI – Global Reporting Initiative IBASE – Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor IFC – International Finance Corporation IGC – Índice de Governança Corporativa da BOVESPA IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial JSE – Johannesburg Securities Exchange MG – Estado de Minas Gerais MSCI - Morgan Stanley Capital International Mte – Milhões de Toneladas Equivalentes N – Região Norte NE – Região Nordeste NOx – Óxido de Nitrogênio NYSE – New York Stock Exchange ODM – Objetivos de Desenvolvimento do Milênio OIT – Organização Internacional do Trabalho ONU – Organização das Nações Unidas ONG’s – Organizações não Governamentais OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo OHSAS – Occupational Health and Safety Assessment Series OSHA – Occupational Safety and Health Administration PIB – Produto Interno Bruto P+L – Produção mais Limpa PNQ – Prêmio Nacional de Qualidade PRI – Principles for Responsible Investment QTDD - Quantidade RASC - Responsabilidade Ambiental e Social Corporativa RJ – Estado do Rio de Janeiro S – Região Sul
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SAC – Serviço de Atendimento ao Consumidor SAI – Social Accountability International SAM – Sustainable Asset Management SDS/MMA – Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Ministério do Meio Ambiente SE – Região Sudeste SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas SGA – Sistema de Gestão Ambiental SMS – Saúde, Meio Ambiente e Segurança SOx – Óxido de Enxofre SP – Estado de São Paulo SRI – Socially Responsible Investment SS – Sobrevivência Sustentável TBL – Triple Bottom Line UNDP/PNUD - United Nation Development Programme / Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento UNEP/PNUMA - United Nation Environmental Programme / Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente WBCSD – World Business Council for Sustainable Development
ambiental não era abordado. Entretanto, devido a uma exploração de recursos acima da capacidade de absorção dos resíduos pela natureza, percebeu-se que os corpos receptores, como a biosfera, a hidrosfera e a litosfera, estavam se tornando cada vez mais degradados. Desta forma, houve a necessidade de o sistema de produção capitalista se adequar, se reinventar para passar a consumir, de forma racional, os recursos, investindo em sistemas que minimizassem a poluição gerada.
Se, em um primeiro momento, o investimento em tecnologias menos poluentes significou um aumento dos custos empresariais, logo esse custo passou a ser considerado um investimento legítimo. A opinião pública que exigia a redução da poluição e dos problemas ambientais passou a reconhecer e a valorizar empresas que se preocupassem com o meio ambiente.
Por outro lado, houve o desenvolvimento de empresas de produção dos equipamentos necessários para promover a redução dos refugos e de consultorias para auxiliar as empresas a se adequarem às novas regras ambientais, gerando, dessa forma, empregos e movimentando a economia. A racionalização da utilização de insumos se refletiu em economias para os empresários e, conseqüentemente, na redução de custos, e em alguns casos, quando os governos locais participaram mais ativamente desse processo, o investimento em uma produção ambientalmente responsável era compensado, pois se evitavam os possíveis custos com multas e taxas em função do descumprimento de legislações ambientais.
Com a questão social não é diferente. De acordo com CEBDS (2004), 78% da população mundial vivem abaixo da linha de pobreza. Isto quer dizer que mais de três quartos dos habitantes do planeta encontram-se em condições indignas de vida, passando por privações de todas as espécies. Esse estado crítico de existência dá origem à tensão social, violência e contribui fortemente para a destruição ambiental nos países em desenvolvimento.
Enquanto as questões sociais não afetavam as operações das empresas, poucas eram as organizações que se preocupavam com o tema. Entretanto, o agravamento da pobreza, das condições de saúde da população e a miséria, começam a se tornar uma questão de vulto mundial e que afeta diretamente o setor empresarial.
A massa de desvalidos e excluídos dificulta a operação empresarial na medida que se torna difícil conseguir trabalhadores qualificados, restringe a ampliação do mercado consumidor e expõe a empresa à falta de segurança. Essa situação, ao longo do tempo, é insustentável do ponto de visa social e empresarial. A atuação do setor empresarial na busca por soluções é uma maneira de a organização atingir a sua auto- preservação, pois em uma sociedade desestruturada não é possível manter por muito tempo um negócio legal e bem sucedido.
Contudo, por ser um movimento ainda recente, muitas dúvidas ainda persistem. A grande variedade de iniciativas, nacionais e internacionais, que buscam auxiliar as empresas a se moldarem a nova realidade e demanda social muitas vezes se sobrepõem. As organizações ainda estão em processo de incorporação destes novos conceitos a suas estratégias de gestão e operação de negócios, daí a necessidade de elaborar suas ações sociais e ambientais em relatórios objetivos e claros. A divulgação dos relatórios sociais e ambientais é um bom meio para a empresa comunicar suas ações e projetos que estão alinhados à sustentabilidade, bem como explicitar seu desempenho destas áreas.
3. Hipótese da Pesquisa
Este estudo está baseado na hipótese que a Responsabilidade Ambiental e Social Corporativa ,que está alinhada ao Desenvolvimento Sustentável, é um movimento legítimo que possibilita às organizações uma nova forma de gerir seus negócios a partir da conscientização de que a inserção da problemática social e ambiental ao cotidiano das empresas é fundamental.
Assim sendo, a verdadeira adoção destes preceitos traz inúmeros benefícios tanto para as companhias quanto para a sociedade e o meio ambiente. Em contrapartida, a pseudo-adoção da RASC, quando descoberta pela sociedade, provoca distúrbios à imagem corporativa e quebra a relação de confiança dos stakeholders com a empresa.
Portanto, é relevante que as empresas dêem transparência as suas ações por meio de seus relatórios de sustentabilidade. Não obstante, as informações ali contidas devem