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Resumo completo baseado no livro Pereira Neves sobre o Ancylostoma
Tipologia: Resumos
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Filo: Nemathelminthes Classe: Nematoda Ordem: Strongylida Família: Ancylostomatidae Gênero: Ancylostomae Necator Espécies: duodenale, americanus,caninume braziliensis Parasito habitual do homem, tem sido encontrado raramente em outros animais, principalmente em carnívoros e primatas A. duodenalis : considerado parasito do velho mundo, predominante em regiões temperadas e tropicais de clima temperado N. americanus: considerado do novo mundo, predominante nas regiões de clima tropical e temperaturas altas. Fases de evolução O ovo, L1, L2 e L3 ocorrem no ambiente, sendo que L1, L2 e L3 já não estão mais dentro do ovo. L1 é rabditoide (já está começando a formar esôfago e tubo digestivo), já se alimenta de matérias orgânicas em decomposição. Após, se transforma em L ao perder uma cutícula, que também se alimenta de matérias orgânicas. Após, também perde uma cutícula, se transformando em filarióide (L3), que é a forma
infectante, podendo permanecer na areia por até 3 meses em condições ideais (areia sombreada, temperatura de 25-30oC, umidade adequada, solo arenoso). Embrionamento e a eclosão da LI ocorrem em 12 a 24 horas, a muda de LI para L2 em 3 a 4 dias e, a muda para L3, após 5 dias. Morfologia Os vermes adultos: macho e fêmea apresentam o corpo cilíndrico ambos na extremidade anterior apresentam capsula bucal com pares de dentes As fêmeas são maiores e a extremidade posterior a cauda é retilínea Os machos são menores e apresentam a extremidade posterior com bolsa copuladora Morfologia da cápsula bucal Ancylostoma duodenale: Cápsula bucal é grande, com dois pares de dentes subiguais. Necator americanus : cápsula bucal sem dentes, mas com placas cortantes. Ancylostoma caninum: cápsula bucal muito grande, com três pares de dentes. Ancylostoma braziliensis : cápsula bucal pequena, com um par de dentes pequenos e um par e dentes grandes.
Larvas Filaroides: Larva infectante. Esôfago tipo filarioide (cilíndrico, muito alongado e sem bulbo). Ovos Os ovos das várias espécies são muito parecidos, elípticos, de casca fina e transparente e entre a casca e a célula-ovo há sempre um espaço claro – para a larva crescer Larva sai do ovo e vai para o solo Epidemiologia Ocorre em crianças com mais de 6 anos de idade e idosos desenvolvimento dos ovos em condições de alta umidade, ausência de raios ultravioletas e presença de matéria orgânica Habitat Intestino delgado Permanecem a maior parte do tempo aderido à mucosa, por sua cápsula bucal – hematofagismo de forma contínua Transmissão Via oral Via penetração ativa da larva filarióide sob a pele Período de incubação: 30 a 45 dias
Intestino delgado do homem (verme adulto) → fezes com ovos → eclosão e larva rabditóide L1 → L2 e produz nova cutícula interna → L3 – filarióide – larva infectante – não se alimenta Transmissão: via oral (ciclo não pulmonar) e via penetração da larva filarióide sob pele (ciclo pulmonar); o período de incubação é de 30 a 45 dias. Infecção ativa – l3 – pele L3 penetração pele (30 min) → Circulação sanguínea e/ou linfática →Coração - artérias pulmonares → Passando pelos pulmões (L4) – retornando faringe → deglutição (Ciclo de Loss) → (L5) Final do duodeno – Adulto Via penetração da larva: o homem tem em seu intestino delgado o macho e a fêmea, que fazem a cópula, fazendo com que o homem libere cerca de 42-52 mil ovos por dia. Esse ovo, estando em condições TUS, dá origem a embriogênese e a consequente saída da larva. As larvas L1 e L2 se alimentam no meio ambiente e necessitam de uma alta reserva de glicogênio , pois a larva filarióide não se alimenta mais; estas permanecem no solo por 2-3 semanas. A larva L3, estando no solo, penetra a pele do homem (demora cerca de 30min), ação que é facilitada pelos estímulos químicos, térmicos, movimentos puntiformes da própria larva e por enzimas, tipo as colagenadas, que facilitam a digestão da derme e epiderme, até alcançar a corrente sanguínea. Ao chegar na corrente sanguínea e/ou linfática, ela passa para o coração (átrio direito) mas não faz nada lá, e se dirige ao pulmão, onde se transforma em L4. No L4, são ajudadas por muco e substâncias do próprio pulmão e levadas até os alvéolos, depois para os bronquíolos, depois para a traqueia e finalmente para a laringe, onde é deglutida e chega ao intestino. Em torno de 15 dias, se diferencia em macho e fêmea L5), e em 30-40 dias fazem a cópula, reiniciando o ciclo.
o Sintomas estão relacionados à carga parasitária e à suscetibilidade do hospedeiro Ancylostoma braziliensis (cães e gatos) Ancylostoma caninum (cães) Doença: larva migrans cutânea / bicho geográfico A larva migrans cutânea é a migração errática das larvas imaturas de ancilostomídeos do cão e do gato denominados Ancylostoma caninum e A. braziliensis sob a pele humana. Hospedeiro definitivo: cães e gatos, Hospedeiro acidental: homem Parasito monoxeno. Habitat: intestino cães e gatos Transmissão para o homem: penetração ativa larva filarióide
O cachorro que tem o verme adulto em seu intestino, libera ovos no ambiente através de suas fezes. Tendo TUS, esse ovo torna-se embrionado, ocasionando na saída de uma larva (L1, L2, L3). A larva L3 (filarióide) penetra nas “almofadinhas” dos cães e gatos. Caso o L3 penetre no homem, ela não consegue completar sua evolução, permanecendo na epiderme e derme em forma de L3. proteção da larva pela pele não consegue completar sua evolução permanecendo na epiderme e derme Sintomatologia Ação cutânea: pontos edemaciados, eritematoso com irritação e prurido na pele, com manchas típicas, que lembram mapas, causadas por larvas que migram pela pele. Diagnóstico Histórico: contato com locais que apresentam areia, frequentados por cães e gatos, sobretudo em praias, em praças, colégios e parques destinados à recreação de crianças. o Exame parasitológico de fezes, hemograma Profilaxia: impedir cães e gatos na areia da praia, evitar ficar descalço na areia da praia, recolher as fezes dos animais.