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Resumo básico Esôfago, Notas de estudo de Fisiopatologia

Resumo básico sobre o órgão Esôfago Sobre o órgão Doença do Refluxo Gastroesofágico (fisiopatologia, complicações, tratamento, terapia nutricional)

Tipologia: Notas de estudo

2019

À venda por 05/07/2024

larissa-laube
larissa-laube 🇧🇷

42 documentos

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FISIOPATOLOGIA E TERAPIA NUTRICIONAL I
ESÔFAGO
O esôfago é um tubo muscular de 25 cm (em adultos), que serve para transportar
sólidos e líquidos (bolo alimentar) da boca para o estomago.
É formado por um epitélio escamoso estratificado não queratinizado. E possui
glândulas submucosas que secretam mucina (), bicarbonato (), fator de crescimento
epidérmico () e prostaglandina E2 (), que protegem a mucosa contra o suco gástrico.
A parte superior do esôfago é ligada à faringe e a parte inferior ao estomago (na
cárdia).
É um órgão altamente musculoso disposto de maneira a facilitar a passagem dos
alimentos.
O bolo alimentar é movido voluntariamente da boca até a faringe
O esfíncter esofágico superior (EES) relaxa, o alimento se move para o esôfago, ondas
peristálticas movem o bolo para baixo do esôfago e então o esfíncter esofágico inferior
(EEI) relaxa e o bolo passa para o estomago. Isso tudo acontece em um tempo médio
de 5s (ereta/sentada) e de 30s (deitado).
O esôfago possui defesas que previne lesões teciduais decorrentes da exposição ao
conteúdo gástrico, como: contração do esfíncter esofágico inferior; motilidade gástrica
normal; muco esofágico; junções celulares coesas; reguladores do pH celular.
DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO (DRGE)
O refluxo gastroesofágico (RGE) é considerado um processo fisiológico normal que
pode ocorrer várias vezes ao dia, por exemplo, quando se como demais, ou se deita
logo após comer, etc. e está relacionado ao relaxamento transitório do esfíncter
inferior do esôfago, independente da deglutição, o que permite que o conteúdo
gástrico entre no esôfago.
a doença do refluxo gastresofágico (DRGE), é uma forma crônica ou prolongada
mais séria de refluxo gastroesofágico, com sintomas ou complicações mais sérias de
refluxo gastroesofágico, com sintomas ou complicações resultantes do refluxo do
conteúdo gástrico para o esôfago ou além.
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FISIOPATOLOGIA E TERAPIA NUTRICIONAL I

ESÔFAGO

O esôfago é um tubo muscular de 25 cm (em adultos), que serve para transportar sólidos e líquidos (bolo alimentar) da boca para o estomago. É formado por um epitélio escamoso estratificado não queratinizado. E possui glândulas submucosas que secretam mucina (), bicarbonato (), fator de crescimento epidérmico () e prostaglandina E2 (), que protegem a mucosa contra o suco gástrico. A parte superior do esôfago é ligada à faringe e a parte inferior ao estomago (na cárdia). É um órgão altamente musculoso disposto de maneira a facilitar a passagem dos alimentos. O bolo alimentar é movido voluntariamente da boca até a faringe O esfíncter esofágico superior (EES) relaxa, o alimento se move para o esôfago, ondas peristálticas movem o bolo para baixo do esôfago e então o esfíncter esofágico inferior (EEI) relaxa e o bolo passa para o estomago. Isso tudo acontece em um tempo médio de 5s (ereta/sentada) e de 30s (deitado). O esôfago possui defesas que previne lesões teciduais decorrentes da exposição ao conteúdo gástrico, como: contração do esfíncter esofágico inferior; motilidade gástrica normal; muco esofágico; junções celulares coesas; reguladores do pH celular. DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO (DRGE) O refluxo gastroesofágico (RGE) é considerado um processo fisiológico normal que pode ocorrer várias vezes ao dia, por exemplo, quando se como demais, ou se deita logo após comer, etc. e está relacionado ao relaxamento transitório do esfíncter inferior do esôfago, independente da deglutição, o que permite que o conteúdo gástrico entre no esôfago. Já a doença do refluxo gastresofágico (DRGE) , é uma forma crônica ou prolongada mais séria de refluxo gastroesofágico, com sintomas ou complicações mais sérias de refluxo gastroesofágico, com sintomas ou complicações resultantes do refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago ou além.

Alguns sintomas clínicos são: corrosão dentária , por conta do contato do conteúdo ácido com os dentes; disfagia , dificuldade para deglutir ou sensação de que o alimento fica retido no trajeto entre a garganta e o estomago após a deglutição; azia (pirose) , sensação de dor e queimação; odinofagia , dor ao deglutir; regurgitação , refluxo do conteúdo gástrico para a boca não associado a náusea ou ânsia de vomito; dor no peito de natureza não cardíaca , lembra um infarto do miocárdio, porém sem evidencia de doença arterial coronariana no paciente; sintomas extraesofágicos , tosse crônica, rouquidão (principalmente ao acordar), refluxo induzido por laringite ou asma. Existe uma evidente relação entre a doença do refluxo gastroesofagico e a obesidade. Portanto uma associação entre a presença de sintomas e complicações da DRGE com: IMC; perímetro da cintura, ganho de massa corporal. FISIOPATOLOGIA Os possíveis mecanismos envolvidos na DRGE são: Salivação reduzida; Pressão reduzida do esfíncter esofageano inferior (EEI); causado pelo álcool, tabagismo, fármacos: antidepressivos, esclerodermia (enrijecimento crônico da pelo e tecidos conjuntivos), causas idiopáticas (não possui causa certa ou conhecida). Aumento da sensibilidade esofágica; Aumento da pressão intra-abdominal; causado por refeições grandes, retardo no esvaziamento gástrico, tosse, ascite, gravidez E o mais comum, relaxamento transitório do esfíncter inferior do esôfago , o qual é desencadeado pela distensão gástrica. Anomalias como a hérnia de hiato podem contribuir para a DRGE e para a esofagite (inflamação do esôfago) O esôfago atravessa o diafragma por meio do hiato ou do anel esofágico, e essa conexão do esôfago com o anel hiatal pode ser prejudicada, permitindo que uma porção da parte superior do estomago se desloque acima do diafragma.

  • O estrogênio pode ser um elemento de proteção responsável pela menor incidência nas mulheres TRATAMENTO O tratamento clínico primário do refluxo esofágico é a supressão da secreção da secreção de ácido. Os inibidores da bomba de prótons (IBP): diminuem a produção de ácido pelas células parietais gástricas, têm sido associados a elevadas taxas de cura e menor incidência de recidiva. Antagonistas do receptor H2+ Antiácidos Procinéticos TERAPIA NUTRICIONAL O primeiro passo no tratamento dos sintomas da DRGE deve consistir na mudança do estilo de vida, inclusive da alimentação. Como diminuição dos fatores que desencadeiam os sintomas de refluxo: cafeína, álcool, tabagismo e o estresse. Objetivo 1- diminuição a exposição do esôfago ao conteúdo gástrico Evitar: Refeições grandes Gordura em excesso Álcool Bebidas carbonadas – que aumentam a distensão gástrica Curvar-se com frequência Deve-se Elevar a cabeceira da cama de 15 a 20 cm para pacientes que apresentam episódios de refluxo durante a noite

Usar roupas soltas na região da cintura Redução de peso A obesidade é um fator de risco para a DRGE e a hérnia de hiato, pois o excesso de gordura aumenta a pressão intragástrica. Então a redução da massa corporal pode diminuir o tempo de contato com o conteúdo ácido no esôfago, resultando na redução dos sintomas de refluxo. Objetivo 2 – diminuir a acidez das secreções gástricas Evitando: Cafeína; bebidas alcoolicas fermentadas; especiarias, pimenta; alimentos altamente ácidos, como os sucos cítricos e o tomate, devem ser evitados por causarem dor quando o esôfago já se encontra inflamado. A goma de mascar demonstrou aumentar a secreção de saliva, o que ajuda a elevar o pH do esôfago, mas não há estudos que comprovem a sua eficácia. 5 a 10% dos pacientes com DRGE grave não respondem ao tratamento clínico Podem ser tratados cirurgicamente com fundoplicadura: o fundo do estomago é enrolado em torno do esôfago inferior para limitar o refluxo. Recomendações alimentares pós fundoplicadura:

  1. Iniciar dieta com líquidos transparentes após a cirurgia.
  2. Progredir para uma dieta à base de alimentos sólidos moles e úmidos
  3. Seguir com a dieta de alimentos moles e úmidos por cerca de dois meses.
  4. Consumir refeições pequenas e frequentes.
  5. Engolir pedaços pequenos. Beber lentamente.