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Resumo dos Capítulos 2 e 3 do livro Teoria Geral da Administração Motta e Vasconcelos
Tipologia: Resumos
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Resumo Capitulo 2
Escola de Relações Humanas (E.R.H)
A escola surgiu através de estudos realizados por professores da Universidade de Harvard, baseando-se nas orientações de Taylor, Gilbreth e seus sucessores. Acreditava- se que a eficiência do homem se dava através de fatores diversos, para testar isso os estudos foram divididos em fases, e em cada fase analisava-se algo novo na produtividade.
Uma das características daquela época, era que os pesquisadores de Hawthorne eram todos cientistas sociais, que traziam muitos conhecimentos para à administração.Mas antes que fossem aplicados á administração, passaram por um extenso período de desenvolvimento. Nisso se destacaram Freud com suas teorias, e a pesquisadora Mary Parker Follett, fazendo notáveis observações sobre os grupos de trabalho.
As idéias da E.R.H tiveram mais destaque a partir de 1930,época da grande crise,que forçou aos atingidos aderirem a novos métodos industriais.
Grandes nomes dessa Escola, foram a já citada acima, Mary Parker Follett (é dela a formulação dos três métodos de solução do conflito industrial), George Elton Mayo(ex- professor de Harvard, e autor do livro The social problems of industrial civilization, onde suas idéias estão sintetizadas), Roethlisberger e Dickson(autores da obra Management and the warker, e propuseram um modelo de organização industrial com duas funções: Eficiência técnica e Eficiência social), e Chester Barnard(autor da obra The functions of the executive, deslocou a análise da organização formal para os grupos informais).
A Escola possuía algumas idéias centrais, foram elas a do Homo Socialis, que sugeria a substituição do modelo de homo economicus para o modelo de homo socialis. A do grupo Informal, que dizia que os homens se reúnem em grupo para satisfazerem suas necessidades de segurança, aprovação social e afeto. E a da Participação nas decisões, dizia que o homem deveria participar da própria decisão que desse origem a tarefa que fosse fazer.
Em relação a organização a E.R.H teve sempre uma analise informal,ou seja, algo não previsto,espontâneo. Isso influenciava o funcionamento das estruturas formais, por isso a escola propunha uma dualidade entre essas duas relações.
Miller e Form, fornecem-nos em sua obra Industrial sociology algumas conclusões sobre as pesquisas de Mayo. Tais conclusões foram extremamente importantes para o desenvolvimento da administração,como por exemplo a que diz que “o trabalho é uma atividade grupal”.
Várias criticas relacionadas à E.R.H foram feitas ao longo dos tempos. A critica à obra de Mayo teve muita repercussão, dando origem as críticas dos industriais, sempre tentando julgar suas conclusões. A crítica dos Psicólogos, que dizia que o que Mayo concluía já vinha sido feito muito antes por outros psicólogos. E a critica dos Sociólogos, que diziam que as conclusões de Mayo não detalhavam o problema no que realmente era necessário. Essas críticas foram salientadas principalmente por Daniel Bell, Wilbert Moore, Miller e Form.
Criticas feita ao Movimento de Relações Humanas o apontam como responsável pela justificação ideológica da estrutura institucional vigente,mudando o foco dos problemas para o ajuntamento da estrutura individual. Esse movimento deveria ser para solucionar o problema de conflitos por meio de sua negação. Embora apresente muitos pontos com base nas obras de Karl Max e Max Weber, seu debate mais parelho é com a escola da qual emergiu.
Suas principais críticas são de natureza analítica. Para o estruturalismo, a escola se restringia a muito pouco. Para a escola alem dos estímulos econômicos devem-se levar em conta os estímulos psicológicos e as relações de grupos informais.
Os conceitos sobre a natureza humana vão tornando-se mais complexos à medida que se aumenta o conhecimento sobre o comportamento humano.
Resumo Capitulo 3
implantada no modelo Toyota de organização. Herzberg também desenvolveu um movimento para modificar as estruturas de organização do trabalho que ficou mais conhecido como job enrichment, que visava o aumento do conteúdo de tarefas, coisas típicas da organização taylorista.
O modelo taylorista da Ford começou a ser criticado devido ao sucesso das empresas japonesas, que tinha como base técnicas desenvolvidas por Argyris, Herzberg e outros. A Toyota, graças a sua boa produtividade, virou modelo para as outras empresas. Apesar dos benefícios da gerência participativa, alguns funcionários preferiam exercer suas tarefas baseando-se nos antigos moldes de trabalho, entretanto, o modelo Toyota de organização foi mantido. Técnicas desenvolvidas por Peter Drucke seguem o mesmo modelo.
O fenômeno da liderança dado por Max Weber define três formas de autoridade: a autoridade carismática, a tradicional e a racional-legal. Em relação ao trabalho, Willian Ouchi diferentemente de McGregor e Herzberg, defendia que as pessoas deveriam se atrelar também a outras áreas das relações humanas e não só ao trabalho. Assim as pessoas trabalhariam por serem induzidas a isso. A concepção sobre o ser humano foi se tornando complexa. Muitos alegavam que a expressão recursos humanos não era apropriada para se referir a esse novo indivíduo.
O Modelo Político de Gestão de Pessoas foi criado a partir dos estudos de Herzberg e do Instituto Tavistock de Londres, que embasaram o movimento da “democracia industrial”. Modelo qual é ligado a um processo de harmonia social em longo prazo.
O conceito do homo complexus foi criticado por postular um modelo único em termos de “saúde psicológica”. Apesar das críticas, se reconhece que Vroom, Shein e Bennis têm o mérito de terem sido os primeiros a introduzir a noção do homo complexus, ser que não é passivo em suas reações, e possui diversas motivações no cotidiano do trabalho.